Tridisciplina

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terça-feira, novembro 29, 2005

INCLUSÃO

Continuando os nossos relatos sobre a inclusão de crianças portadoras de Síndrome de Down na escola de ensino regular, achamos mais algumas informações que consideramos interessante dividir com o resto da turma:
Segundo texto de Ana Patrícia Bastos,De acordo com uma pesquisa realizada em 1999 pela Federação das Associações de Síndrome de Down, a única realizada no Brasil até o momento, "quase 80% das pessoas com síndrome de down freqüentavam a escola no momento da pesquisa. Quanto à natureza dos estabelecimentos de ensino mais freqüentados: 30% dos estudantes freqüentam escolas especiais públicas e 24% estão em escolas especiais privadas."
CLÁUDIA COLLUCCI, à Folha de S.Paulo:A inclusão de crianças deficientes em escolas regulares vem crescendo no país. O número de matriculados cresceu 229% nos últimos cinco anos, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Passou de 43.923 alunos em 1998, quando o censo analisou pela primeira vez a situação dos alunos especiais, para 144.583 estudantes no ano passado.
No país, há 503.570 alunos matriculados com necessidades especiais deficiências visual, auditiva, física e mental. Do total, cerca de 30% freqüentam escolas que oferecem o ensino regular em 98, eram 13%. O restante está em escolas ou salas especiais.Segundo o censo realizado pelo MEC em 2005 a grande maioria das crianças incluídas de Porto Alegre encontra-se nas escolas municipais.
E do livro: Síndrome de Down, de José Salomão Schwartzman e col. 2º ed. , São Paulo: Memnon: Mackenzie, 2003. No cap. XII: A Educação da Criança com SD, por Nancy Derwood Mills traz a importância de acompanhar a criança, passo a passo, através do processo educativo; mostrar-lhe o significado do progresso alcançado e avaliar o impacto benéfico do processo no desempenho da criança?(...) utilizar as atividades diárias das crianças de forma intencional, incentivando-as, por exemplo, a manter relações sociais, a viver a experiência de dominar tarefas antes rejeitadas ou em que, anteriormente, não conseguiram obter sucesso?.
Após a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade, realizada em Salamanca, Espanha, em 1994 os problemas da educação para PNE passaram a ocupar um lugar de maior destaque. A conferência visava garantir a todas as crianças, particularmente àquelas com necessidades especiais, acesso às oportunidades da educação e promover educação de qualidade...?
"Publicações técnicas e documentos sobre a educação inclusiva são escassos e pouco divulgados, o que obriga os responsáveis pelo planejamento educacional a trabalhar, muitas vezes, de maneira intuitiva ou aleatória, desenvolvendo ações que não conduzem a uma integração efetiva mas, na maioria dos casos, apenas à mera integração física?"
"O princípio que rege a educação inclusiva é o de que todos devem aprender juntos, sempre que possível, levando-se em consideração suas dificuldades e diferenças, em classes heterogêneas, com alunos da mesma faixa etária?. O mérito da escola inclusiva não é apenas proporcionar educação de qualidade a todos. Sua criação constitui passo decisivo para eliminar atitudes discriminatórias, criar comunidades escolares que acolham todos e conscientizar a sociedade. Implica, portanto, num processo de mudança que consome tempo para as necessárias adaptações e requer providências indispensáveis para o bom funcionamento do ensino inclusivo?"
Para complementar acrescentaremos trechos de uma entrevista de Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas, concedida a revista Nova Escola, edição 182, maio, 2005. p. 24:
O que é inclusão?"É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas sem exceção.(...). Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. já inclusão é estar com, é interagir com outro.".
Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?"A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora.O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.".
O que faz uma escola ser inclusiva?"Em primeioro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as esperiências anteiores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não".
Como é a inclusão no Brasil hoje?"Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especilizado - preferencialmente na escola -, que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir à inclusão de caminhar: a forma corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização".
Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?" Sim. O papel do professor é ser regente da classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão(...) A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas(...)
O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?" Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei".
Por enquanto era isso... Semana que vem continuamos com os nossos relatos, quando pretendemos já ter conseguido visitar a escola.
Beijos Francelli, Karen, Lidiane, Lilian e Mariana

sexta-feira, novembro 25, 2005

Comunidades de Aprendizagem no Chile

As Comunidades de Aprendizagem do Chile se baseiam em 7 ítens:
1) Dialágo Igualitário - quando as vozes de todos são ouvidas, e os pais podem influenciar os métodos de ensino de seus filhos.

2) Inteligência Cultural - é baseada na racionalidade comunicativa, em diversos meios.

3) Transformação - quando se transforma o contexto cultural no qual se está incluindo

4) Dimensão Cultural - conteúdos acadêmicos integrados com interações sociais.

5) Crianção de Sentido - através do dialágo igualitário criam significados e sentidos devidos as
interações sociais.

6) Solidariedade - quando o grupo é interativo e a comissão é mista

7) Igualdade de Diferenças - respeito à vida e às forças.

No final do site, eles sitam um exemplo em que os alunos passam por 6 grupos de alunos, cada um por 10 minutos. Achei muito pouco tempo. Não é possivel em tão pouco tempo desenvolver
um trabalho, por mais pequeno que seja. Os alunos, nesses trabalhos, devem ter uma visão muito superficial dos mesmos. Como fazer reflexões sobre assuntos em 10 minutos, agora e, no futuro, fazer reflexões sobre temas da vida.

Como saber se os pais estão em condições de fazer intervenções no ensino do filho, dado que muitos pais, não tem conhecimento de pedagogia.

Achamos bastante interessante, ministrar conteúdos acadêmicos com interações solidárias, pois eles se tornam mais facilmente assimilados e entendidos.

Márcia e Adriano

Entrevista com uma professora e com a diretora da escola, buscando descobrir quem eram as crianças q aí frequentavam

Iniciamos a realização deste projeto de pesquisa com o intuito de conhecer melhor o trabalho que é realizado na área da educação nas comunidades da periferia de Porto Alegre.
Conhcecemos um trabalho voltado muito mais ao aspecto social do que a escolarazição. Durante a realização do trabalho tivermos a oportunidade de freqüentar a escola, através de visitas agendadas. Nas visitas entrevistamos os educadores, a diretora e as crianças, ouvimos relatos surpreendentes, da realidade de uma vivência em comunidade que não conhecíamos de perto, somente ouvíamos falar.

Entrevista com a Irmã Deonice Garcia (Diretora)

R - Turnos de funcionamento da escolinha:

D - A creche funciona em tempo integral: das 7 horas (quando a maioria dos pais já estão indo trabalhar) até as 18 horas.
R - Número de funcionários e alunos:
D - São 25 funcionários, incluindo professores. E 220 alunos, de 4 meses à 6 anos.
R- Quanto tempo você trabalha aqui?
D- Eu sou diretora aqui a dois anos.
R- Quem são essas crianças?
D- São moradores da vila Farrapos, e arredores, são crianças bastante carentes, geralmente os pais trabalham no mercado informal, ou alguns tem trabalho fixo, tem um renda fixa, mas a maioria dessas crianças, são filhos de pais, que não tem um emprego fixo, e a maioria são crianças bastante carentes.
R- O que esta creche significa para estas crianças?
D- A creche é o espaço em que a criança recebe alimentação acima de tudo, porque muito dessas crianças não tem alimentação adequada, uma nutrição de acordo com a idade, então a creche na verdade significa um espaço de acolhida, de formação, de acompanhamento pedagógico, acompanhamento espiritual, psicológico, e a creche é na verdade um espaço que oferece proteção a essas crianças.
R- Qual o papel da creche na comunidade?
D- O papel principal seria abrigar estas crianças, acolher, oferecer esta formação que eu acabei de falar, portanto, nós procuramos aliviar um pouquinho esta realidade de mães que trabalham e que a criança muitas vezes de 2, 3 aninhos costumam ficar sozinhas em casa, ou com irmão, criança de 2 anos ficando com irmão de 4 anos, cuidando, as vezes até bebê. Então, nossa função seria oferecer estas condições também para que a mãe possa se inserir no mercado de trabalho, e assim poder oferecer condições para a família.
R- Qual a relação entre as famílias e a creche?
D- É uma relação bastante complexa e complicada, porque nós temos muitas mães que estão sozinhas com seus filhos, nós temos pais que estão sozinhos, que a mãe abandonou, a maioria os pais abandonaram, mas tem alguns casos também que a mãe abandou a criança, os filhos, as vezes dois filhos, deixando só com o pais. Então, assim, essa criança muitas vezes, alguns casos, nos temos também, ela é cuidada pelos avós, então a relação da família com a creche é muitas vezes nas reuniões, a gente chama a gente conversa, convida para participar das reuniões, nos temos reuniões de formações para os pais também, nós temos uma situação bastante complicada a nível de formação, muitas mães que são adolescentes, e essas mães não tem preparação, formação nenhuma para ser mães, então as crianças chegam na creche na situação de muito abandono. (interrupção)Então a gente chama para uma reunião, convida para uma reunião de formação, reunião de espiritualidade, nos fazemos trabalhos educativos com essas famílias, e eles não vem, porque eles acham que não precisa, - a creche cuida do meu filho porque eu vou na reunião? ? Então muitas vezes essa família transfere a responsabilidade de cuidar da criança para a creche, - Eu levo cedo e busco de tarde, é problema de vocês, vocês é que cuidam do meu filho- Então esta responsabilidade, porque eles deixam, delegam para nós, é bastante complicado.
R- O que mais falta a essas crianças ?
D- É muito abrangente essa questão, porque na verdade para eles falta o carinho de pai, carinho de mãe, falta atenção, essas crianças passam muitas necessidades materiais, inclusive alimentação, agasalho, tem criança que em dia de chuva chega aqui com a roupa toda molhada, nós temos que providenciar roupas, porque as mães, assim, não tem outra roupa, porque a gente pede para que quando está chovendo trazer uma troca a mais, se a criança molha a roupa, molha o sapatinho, então tem que ter outra troca, e muitas dessas mães não tem, né, então necessidades materiais, necessidades sociais, de integração, então são muitas as necessidades, as dificuldades das crianças.
R- O que se espera dessas crianças no futuro?
D- Esperamos coisas melhores, né, esperamos que com o nosso trabalho nós possamos educar de uma forma que eles possam se libertar desta situação de alienação muitas vezes que ocorre na vida, até em questão de vícios, nós temos jovens, adolescentes de 13, 14 anos que vem buscar os próprios irmãozinhos com cigarro, fumando, adolescentes, muitos casos de adolescentes com filhos, grávidas, adolescentes com 13, 14 anos que já tem filhos, então nós procuramos, com a formação desde berçário até 6 anos tentar formar um pouco mais essas crianças em todos os aspectos, tanto social, para se integrar à sociedade de forma mais saudável, a parte espiritual que a gente tenta trabalhar muito para que eles possam ter não só essa situação material, como também valorizar a vida, porque a realidade nossa aqui de vila é uma realidade onde acontece muitos assaltos, muitas mortes, até suicídio, então nós procuramos resgatar isso, a importância da vida, dos valores, cristãos, os valores humanos, o respeito pelo próximo, então a gente começa desde o berçário isso, desde quando a criança tem um ano, dois, três, cinco, e assim vai por todas as fases, elas já são preparadas, e feito já um trabalho, é feito atividades próprias de recreação, a questão da competição, que hoje a gente sabe que é muito forte no mercado, então todos os lugares que você vai a gente sabe que tem essa questão de competição, então é feito já desde recreação, atividades, já preparando a criança, não para competir, mas para se integrar, formar grupos de amizade, e assim, a gente tenta fazer um trabalho educativo.
R- Qual o papel do educador nesta realidade?
D- Eu acho que, mais ou menos, já abrangemos, mas o papel do educador aqui, pelo fato deles serem tão pequenos, mas é formar, nós começamos ensinando a alimentação, ensinando a criança a caminhar, porque nós temos berçários com crianças.., se você for lá, você pode ter essa oportunidade, de ver a criança chegar com cinco meses e agora já está engatinhando, já está dando os primeiros passos, então nós ensinamos desde os primeiros passos, literalmente falando, ajudamos a criança a andar, ajudamos a criança na alimentação, ensinamos a comer, a pegar a colher, porque ela chega com um ano e meio, dois anos, é a fase em que ela está aprendendo a pegar a colher, então a gente já ensina as brincadeiras que são todas orientadas, as crianças não ficam soltas no pátio brincando, correndo, brincando de qualquer maneira, todas as brincadeiras são organizadas, orientadas, então, o papel do educador seria acompanhar todos os detalhes do desenvolvimento da criança, desde do andar, do comer, usar os vasos sanitários, porque se você for no berçário dois eles estão aprendendo a usar o vaso sanitário, eles aprendem todas as atividades da vida mesmo.

Entrevistas com os educadores

Renato - Trabalha aqui há quanto tempo?
Professora -Aqui na creche estou trabalhando há 9 meses.
R - Quem são essas crianças?
P - Estas crianças são... são crianças daqui, do bairro, mesmo, né, são crianças que precisam de carinho, de atenção. Nós temos entre elas crianças um pouco problemáticas, quer dizer, elas precisam de uma atenção mais dirigida a elas. São crianças queridas, eu gosto de trabalhar com elas.
R - O que esta creche significa para estas crianças?
P - A gente percebeu, não no caso de minha turma, mas de um modo geral, que para algumas crianças é o lar delas, nós temos crianças muito carentes, que se não tivessem aqui estariam na rua, com fome, sujas, então aqui é o cantinho delas.
R- Qual a relação das famílias dessas crianças com a creche?
P - A gente busca estar em contato, porque é importante, mas acontece de muitas vezes os pais virem e largar a criança, e pronto, deu. Só que a criança precisa do pai junto da creche, então a gente busca estar sempre em contato buscando saber não só o que acontece aqui, mas buscando o que acontece lá também. Tem crianças aqui que ficam mais tempo aqui do que em casa, então a gente busca trazer o pai aqui um dia, uma hora que seja, junto com a criança aqui na creche. A gente procura estar sempre em contato com esses pais, buscando eles, dizer pára eles como está o desenvolvimento do filho na creche, como que o filho está se portando, todos esses cuidados que a gente acha importante, juntamente com o pai,.
R- O que mais falta a essas crianças?
P - Tem crianças que vem para cá com muita carência afetiva, precisam de muito cuidado, carinho, eles vem para com carência... tem criança que vem para cá , no caso tem um na minha turma, que precisa de muito carinho de muita atenção, uma dedicação quase que exclusiva para ele, só, é isso que ele veio buscar, que a gente percebeu isso, teve um problema que agora passou, e, então não tanto assim de alimento, de ter lugar para ficar, para dormir, mas mais carência afetiva mesmo. Atenção.
R- Isso, em geral, devido a quê? Qual o principal problema?
P - Acho que é falta de estrutura familiar mesmo, né? Porque nos temos aqui casos de crianças separadas de pai e mãe, caso de criança que a mãe usou droga o pai é alcoólatra, então, falta isso, eles vem buscar isso, também aqui junto com a gente

Entrevista com as crianças

Juliana- O que você mais gosta aqui na escola?
Criança 1 -
Aqui é legal, a gente pode até brincar!
Criança 2 - Eu gosto de vir aqui na escola porque sempre tem comida gostosa!
Criança 3 -Eu gosto da escolaporque aqui ninguém me bate!
Criança 4 - Aqui não é escola tia,é creche!

J - E quando você vai para a escola se aqui é creche?
Criança 4 -
Eu não vou para a escola,pra que ir pra escola, minha mãe nunca foi na escola!

J - Você mora com quem?
Criança 1 -
Com a minha mãe, a minha vó e o meu vô. Mas não gosto da minha mãe, ela não me dá colo, diz que eu sou muito chata. Quando eu venho pra escola com ele, eu sempre choro!
Criança 2 - Com minha mãe! Meu pai mora lá na prisão desde que eu nasci, mas agora falta pouquinho pra ele sair!


Grupo: Fernada Calsing, Juliana Silva, Juliana Sombrio, Michelle Azambuja, Priscila Isense e Renato Avellar.

Tempo de lembrar_texto de ...

Texto de Ecléa Bosi: Memória e Sociedade: Lembranças dos velhos:
Na pg.74,6º§ diz: Há dimensões da aculturação que,sem os velhos,a educação dos adultos não alcança plenamente: o reviver do que se perdeu,de histórias, tradições,o reviver dos que já partiram e participam então de nossas conversas e esperanças;enfim, o poder que os velhos têm de tornar presentes na família os que se ausentaram,pois deles ainda ficou alguma coisa em nosso hábito de sorrir,de andar. Não se deixam para trás essas coisas,como desnecessárias.Esta força essa vontade de revivescência,arranca do que passou seu caráter transitório,faz com que entre de modo costitutivo no presente. Para Hengel, é o passado concentrado no presente que cria a natureza humana por um processo de contínuo reavivamento e rejuvenecimento.



Comentando a Sociedade industrial e a forma como vemos o velho, diz: " A Sociedade rejeita o velho,não oferece nenhuma sobrevivência à sua obra.Perdendo a força de trabalho ele já não é produtor nem reprodutor."
Pg.77
"Ele não pode mais ensinar aquilo que sabe e que custou toda uma vida para aprender". Pg.79


Quanto a entrevista da nossa querida vovó,podemos repetir o que diz a autora do texto TEMPO DE RELEMBRAR na pg. 91 último § _ Seu talento de narrar lhe vem da experiência,dua lição, ele extraiu da própria dor;sua dignidade é a de contá-la até o fim,sem medo.
Uma atsmosfera sagrada circunda o narrador.


ROSÃNGELA
ARITA

Ambas fazem parte do grupo de trabalho sobre a Escola Nova

Trocando informações, falando da vida!

Lembrem de Paulo freire no livro Medo e Ousadia, dialogando com Ira Schor, na p.131... para podermos trocar com outros que podem estar no Chile ou no Brasil, de fato.
www.comunidadesdeaprendizajechile.blogspot.com
http://www.brasildefato.com.br/
Ou na nossa sala de aula...
Até mais

quarta-feira, novembro 23, 2005

Magistério, um trabalho "de Mulher"

Uma observação sobre o que julguei interessante no estudo que estou fazendo a respeito da História da Educação e a questão de gênero.
Na revista Educação e realidade , no artigo da Prof. Guacira que tem o título " Magistério de !º grau: Um trabalho de mulher" na pg. 33 no 9º § diz: " Às mulheres estava tradicionalmente reservado o mundo doméstico e sua participação no trabalho fora de casa precisaria ser justificada sem a negação do seu destino primordial ".

Na pg. 35 Guacira recorda a fala de Floriano Peixoto nos anos 30

" O magistério elementar masculino é, de fato,uma anomalia. A não ser o caso vocacional,que é sempre tardio no homem,não vejo porque, senão por incapacidade de competir com outros homens,nas carreiras masculinas, virão eles para aqui..."



Edilaine. Faço parte do grupo que está apresentando uma pesquisa sobre a Escola Nova"

O que as crianças da periferia de Porto Alegre buscam na escola?

O presente trabalho pretende lançar um olhar sobre o universo formado pela inserção da escola dentro de uma região de exclusão social ? esta ligada tanto ao contexto de sua participação no mercado, quanto em sua identificação como membros da sociedade civil ? tentando identificar o papel simbólico da escola no imaginário das crianças da educação infantil. Este trabalho pretende contribuir no re/pensar do papel desempenhado pela estrutura educacional nas regiões marginalizadas do espaço urbano, levando em conta a tentativa de sua inclusão pelas instituições de ensino, no que diz respeito à possibilidade de inserção destas crianças nas estruturas sociais, em condições de igualdade às demais crianças de outras classes.
Visitamos a Obra Social Santa Luzia, localizada na Vila Farrapos. Fomos recebidos pela diretora Irmã Deonice e pela pedagoga Irmã Maria. Durante as visitas tivemos a oportunidade de conversar com as crianças e com as educadoras da escola. No primeiro momento, ficamos chocados com a realidade que presenciamos, apesar de sabermos da sua existência, saímos procurando saber o porquê da violência ser algo tão ?normal? para aquela comunidade. Através de algumas leituras, tentamos compreender os fatores que levam aquelas pessoas, inclusive, as crianças a pensarem assim.
Um dos fatos mais curiosos foi as respostas dadas pelas crianças quando indagadas sobre o que elas mais gostavam na escola. As respostas foram as mais surpreendentes, alguns diziam que era para comer e outros até para não ser espancado. Algo interessante foi que algumas crianças diziam que não gostavam da escola(referindo-se à escola regular), pois os pais não foram para a escola, então eles não precisavam ir, ali era a creche, por isso eles freqüentavam.
Enfim, o nosso trabalho nos deixou muitas aprendizagens e experiências novas. Aqui está só um trecho de tudo o que ainda iremos apresentar. Aqui pretendemos deixar somente uma primeira visão sobre as nossas reflexões da pesquisa.

A expressão aqui apresentada refere-se à marginalização do espaço urbano em termos de segmentação social geralmente afastada dos centros urbanos por forças das estruturas sociais.


Grupo: Fernanda Calsing, Juliana Silva, Juliana Sombrio, Michelle Azambuja, Priscila Isense e Renato Albuquerque.

Pesquisa dos ciclos

A ESCOLA POR CICLOS DE FORMAÇÃO EM PORTO ALEGRE: Reflexões sobre a teoria e a prática (Trabalho realizado pelas alunas: Cláudia, Jaqueline, Marta e Nicole)

O presente trabalho se propõe a realizar um breve histórico da organização das escolas da Rede Municipal de Porto Alegre, por ciclos de formação, no sentido de resgatar a proposta como e quando foi pensada, qual seu embasamento teórico e qual o processo de "migração" das escolas do formato seriado para o ciclado. Neste ponto fomos conhecer a realidade de uma escola municipal situada na Vila Mapa, zona leste de Porto Alegre e reconhecer, na visão de seus professores, o entendimento e o cotidiano de uma escola organizada por ciclos, num comparativo entre a teoria e a prática escolar. A construção da chamada Escola Cidadã, nome dado ao processo educacional estabelecido a partir do primeiro mandato do Partido dos Trabalhadores em Porto Alegre é a trajetória de um projeto político-pedagógico que pretendia demonstrar a viabilidade de um modelo de gestão democrática contra o neoliberalismo, na transformação dos espaços e tempos escolares voltados para a aprendizagem de todos os alunos, não excludente, não padronizado, na construção efetiva do direito à educação para todos para o exercício da plena cidadania. As discussões e planejamentos da sua organização se deram com a participação do Conselho Municipal de Educação, da Secretaria da Educação e da Rede municipal de Ensino. Inicialmente, foi ciclada a Escola Municipal Monte Cristo, e no decorrer do processo estabeleceu-se que todas as estivessem cicladas até meados de 1999 e 2000. Mas afinal, que proposta pedagógica inovadora é esta que causa tantas opiniões, debates e divergências contra e favor? Vai além da pedagogia? É um movimento político e ideológico? Pôr que os ciclos de formação estão em "xeque" no atual governo, diante de uma avaliação nos diferentes segmentos das comunidades escolares por quase um ano? Nesta reflexão, a partir das leituras realizadas, entendemos que não podemos confundir os ciclos apenas como um arranjo administrativo ou com ritmos de aprendizagem ou com progressão contínua de avaliações do processo pedagógico. A polêmica não pode estar na discussão de ciclo/série, relacionada especificamente a pontos distintos do processo, mas na tentativa de recuperar a função social da escola e na docência a tarefa de educar, reconhecer o educando no seu processo de formação. O foco, portanto, deve ser o reconhecimento de que respeitar os tempos humanos, cognitivos, socializadores e culturais do educando (e o ciclos se propõe...) é uma exigência de todo o processo de formação humana. Então é isso que queremos "trazer à tona". Até onde a prática reconhece esta dimensão de formação da escola!!! Venham conosco conhecer um pouco do que pudemos ver e aprender!
CONHECENDO A ESTRUTURA DOS CICLOS
Documento referência para a Escola Cidadã de Porto Alegre: Cadernos Pedagógicos 9, Secretaria Municipal de Educação. Porto Alegre, Abril de 1999. Concepção de currículo O currículo é ação, é trajetória, é caminhada construída coletivamente e em cada realidade escolar de forma diferenciada. É um processo dinâmico, mutável, sujeito a inúmeras influencias, portanto, aberto e flexível. Currículo é uma pratica, é expressão da função socializadora e cultural de uma instituição no conjunto de atividades mediante as quais um grupo assegura que seus membros adquiram a experiência social historicamente acumulada e culturalmente organizada. É uma prática em que se estabelece um dialogo entre agentes sociais, educandos e educadores. Procura responder a algumas perguntas fundamentais: o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e da mesma forma, o que, quando e como avaliar explicitando que futuro queremos construir. Na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, um conjunto significativo de educadores lutam contra a face conservadora da escola e procuram construir algumas alternativas progressistas e coletivas, envolvendo os diferentes segmentos nesta direção.
I Ciclo de Formação: dos 6 anos aos 8 anos e 11 meses Neste período a criança está transitando do estágio pré-operacional para o estágio das operações concretas. A criança é capaz de uma organização assimilativa, podendo agir sobre seu ambiente, através de ações reais ou concretas, podendo, então, vislumbrar operações e não apenas ações. O trabalho no ciclo deve propiciar uma articulação estreita com a educação infantil. Maior atenção aos recursos de pensamento e habilidades exploratórias, identificando formas de representar realidades, idéias, explicações de fatos e fenômenos, especialmente as que se referem as diferentes expressões como a escrita, a oral, corporal e os conceitos matemáticos.
II Ciclo de Formação: dos 9 anos aos 11 anos e 11 meses Este é um período caracterizado por um tipo de pensamento que demonstra que a criança já possui uma organização assimilativa rica e funcionando em equilíbrio com um mecanismo assimilativo. Encontra-se na fase das operações concretas (marcada por grandes aquisições intelectuais). Deve dar continuidade e aprofundar o ciclo anterior, acrescentando-se um conjunto de novos conhecimentos.
III Ciclo de formação: 12 anos aos 14 anos e 11 meses Neste período, segundo Piaget (1993), a criança está passando para a maneira adulta de pensar. É capaz de pensar em termos abstratos, de formular hipóteses e testá-las sistematicamente. Continua-se o aprofundamento e a sistematização dos conhecimentos trabalhados nos ciclos anteriores. Organização por Complexos Temáticos O Complexo Temático provoca a percepção e a compreensão dessa realidade, explicita a visão de mundo em que se encontram todos os envolvidos em torno de um objeto de estudo e evidencia as relações existentes entre o fazer e o pensar, o agir e o refletir, a teoria e a prática.
Corpo Docente
A docência será exercida por educadores e especialistas, devidamente habilitados e concursados pela Rede Municipal de Ensino. Atribuições:
a) planejar, executar, avaliar e registrar as atividades do processo educativo, numa perspectiva coletiva e integradora, a partir do Plano Político-Administrativo - Pedagógico da Escola.
b) identificar, em conjunto com as pessoas envolvidas na ação pedagógica, educandos que apresentem dificuldade no processo educativo e, a partir disso, planejar e executar estudos contínuos de tal forma que sejam garantidas novas oportunidades de aprendizagens e maior tempo de reflexão.
c) discutir com educandos, funcionários, pais/mães ou responsáveis os procedimentos para o desenvolvimento do processo educativo.
d) participar de todo processo avaliativo da escola, respeitando o regimento escolar e prazos estabelecidos em cronograma.
e) participar dos momentos de formação que propiciem o aprimoramento do seu desempenho profissional.
f) participar dos processos de eleição desencadeados na escola.
g) responsabilizar-se pela conservação de todos os espaços físicos, bem como de materiais existentes na escola e que são patrimônio de uso coletivo.
h) estabelecer, coletivamente, os processos de avaliação do processo ensino aprendizagem.
i) ministrar os dias letivos e horas-aula definidos pela mantenedora.
j) integrar o Conselho Escolar na proporcionalidade prevista em lei.
k) conhecer e cumprir o disposto no presente regimento.
l) cumprir as demais atribuições disciplinadas no Plano Político-administrativo-pedagógico da Escola e pelo Estatuto do Funcionário Público.
Diferenciais: Laboratório de Aprendizagem Espaço pedagógico da escola que investiga e contribui no processo de superação das dificuldades de aprendizagem dos alunos/as, na sua interação com os conhecimentos escolares, com os outros (adultos ou não) e com os instrumentos culturais de mediação no desenvolvimento do pensamento, do conhecimento, da socialização e dos processos comunicativos construídos historicamente. A função será ocupada por professores, eleitos, anualmente, por seus pares, mediante a apresentação de projeto de trabalho, que deve estar em consonância com o Plano Político-administrativo-pedagógico. Sala de Integração e Recursos (SIR) Espaço pedagógico regionalizado (não é exclusivo da escola que é sede, mas atende as escolas da região) especialmente planejado para investigação e atendimento aos alunos/as do Ensino Fundamental que, por apresentarem necessidades educativas especiais, precisam de um trabalho pedagógico complementar e especifico que venha contribuir para sua adequação e superação de suas dificuldades. A função será ocupada por professores da RME, com formação em Educação Especial, escolhidos pela mantenedora (SMED) em parcerias com as escolas.
Avaliação: Processo contínuo, participativo, com função diagnostica, prognostica e investigativa cujas informações propiciam o redimensionamento da ação pedagógica e educativa, reorganizando as próximas ações do educando, da turma, do educador, do coletivo do ciclo e mesma da escola, no sentido de avançar no entendimento e desenvolvimento do processo de aprendizagem. Tipos: Avaliação Formativa: destinada a informar a situação em que se encontra o educando no que se refere ao desenvolvimento de sua aprendizagem para o trimestre. Forma continua, sistemática. Avaliação Sumativa: consiste no quadro diagnóstico geral resultante no final de cada ano letivo e de cada ciclo de formação, evidenciado pela avaliação formativa. Avaliação Especializada: consiste na avaliação requerida pelo educador e realizada pelo Serviço de Orientação Pedagógica, com apoio do Laboratório de Aprendizagem e SIR e outros serviços especializados, destinada aqueles educandos que necessitam de um apoio educativo especial e muitas vezes individualizado. Progressão: A escola proporcionará condições de avanço e progressão, pois não considera a reprovação ou retenção de educando de ano para ano, nem de ciclo para ciclo. Progressão Simples: o educando prosseguirá seus estudos normalmente. Progressão com Plano Didático-pedagógico de Apoio: o educando que ainda persistir com alguma dificuldade progride para o ano seguinte mediante a elaboração e acompanhamento de uma didático-pedagógico. Progressão Sujeita a Uma Avaliação Especializada.
CONHECENDO UMA REALIDADE: IDA À ESCOLA
Na última quarta-feira, 16 de novembro, nosso grupo reuniu-se para visita numa escola da rede municipal, localizada na zona periférica de Porto Alegre na Lomba do Pinheiro. O prédio onde está situada a escola é muito bem conservado, em anexo podemos ver o ginásio de esportes e estacionamento para uso dos funcionários e professores. O que mais nos chamou atenção, logo na entrada foi a estrutura física da escola e sua organização. No portão encontravam-se dois guardas que controlavam a entrada e a saída do pessoal. Impressionou-nos também a conservação da limpeza da escola. Nas paredes encontramos cartazes escritos pelos alunos como prescrição: "Não jogar papel no chão", "Não riscar as paredes". Não encontramos nenhuma parede riscada e tampouco lixo pelo chão. A primeira sala que visitamos foi de uma turma de jardim, que pela classificação dos ciclos representa uma turma A10. Uma sala aparentemente bem organizada e bastante ampla, as crianças estavam realizando atividade de pintura, de forma tímida e bem comportada. Seguindo para o refeitório (horário de almoço), um dos momentos mais comoventes do dia, vimos no rostinho daquelas crianças os traços da pobreza e ao mesmo tempo uma alegria incomparável ao receber o alimento: arroz com alguns legumes, feijão e ovo cozido. Depois fomos até a sala de artes, onde se encontravam os alunos maiores fazendo trabalhos. Na biblioteca alguns liam e dois encontravam-se tranqüilos lendo deitados sobre um tapete. Surpreendeu-nos o laboratório de informática, os computadores em ótimo estado de conservação e disponíveis para todas as turmas. Esta escola, conforme os relatos, tem em sua história um contexto de lutas e de resistência que ainda mantém. Em sua totalidade atende alunos oriundos de classe baixa, e busca da melhor forma atrair e manter os alunos dentro da escola por meio de laboratórios de aprendizagem e atividades culturais. É notório o empenho da escola nesse sentido. O que podemos inferir do pouco que conhecemos da escola é que o bom resultado obtido até agora venha a ser conseqüência de uma boa gestão escolar.
CONHECENDO E REFLETINDO SOBRE AS FALAS DOS PROFESSORES
Os professores têm opiniões divergentes em relação à eficiência dos ciclos. Muitos deles começaram a trabalhar na instituição após a implantação dos ciclos, mas todos sabem que esta escola tem uma história forte, de posicionamento firme e luta pelo que se acredita ser o melhor para a comunidade. A escola foi fundada em outro prédio, mas em função de enchentes e pelo fato de não comportar mais a quantidade de alunos necessária acabou sendo transferida para o local atual. O prédio atual, que foi construído durante o governo Collares era um campo, único local de lazer desta comunidade e, durante um ano, funcionou como CIEM (em turno integral). Em relação aos ciclos, ela foi uma das últimas escolas da rede a ser ciclada. Só acatou à ordem no momento que esta se tornou obrigatória. No momento, está relutando com o atual governo municipal pelo fato de se negar a abandonar os ciclos. A prefeitura pretende instaurar mudanças e distribuiu questionários em todas as escolas da rede. A escola se negou a preencher este questionário pelo fato de acharem que estas perguntas tem o único intuito de fazer com que o sistema de ciclos fique totalmente desacreditado. Em outras palavras, a escola acredita que esta mudança, caso ocorra, acontecerá por uma rixa política e não para que haja, de fato, uma qualificação no ensino das escola municipais. Algo muitos forte entre todos os professores é o fato deles julgarem que ninguém está devidamente preparado para trabalhar com o ciclos, pelo menos, não como está previsto na teoria (encontrada no Caderno 9). Para eles, existem muitos pontos positivos no sistema de ciclos mas não consegue-se atuar de maneira mas, na maioria das vezes, os meios de trabalho são precários. Um exemplo muito citado por eles é o do professor volante que, quando funciona é um ponto muito positivo. O professor volante funciona como um professor de apoio para o titular. Mas a verdade é que, graças à falta de professores, os volantes são utilizados para "tapar os furos". Apesar de considerarem este um do pontos negativos dos ciclos, concordam com o fato de que a falta de professores é um problema encarado tanto pelas escola cicladas quanto pelas escolas seriadas. Outro ponto de suma importância em relação aos ciclos que justifica o fato de não conseguirem colocar o sistema de ciclos realmente em prática é o fato de não ter havido quase nenhuma preparação para a classe docente na época da implantação deste ciclo, muito menos para os profissionais que foram contratados após a implantação do sistema. A direção fez apenas um curso sobre o Caderno 9. No mais, ficou muita mais ao critério de cada professor. Ao visitar a escola, fica claro o fato de que os professores não conseguiram realmente se livrar de alguns "vícios" da escola seriada. Eles próprios quando dizem em que turma dão aula, acabam vinculando a forma de organização dos ciclos com as séries. Uma professora ao ser questionada sobre sua trajetória nesta escola explicou: "... trabalho com A20 que é a alfabetização e já atuei como professora de A10, jardim...". Este tipo de comparação ou vínculo que permanece em relação à escola seriada é inevitável para o profissional que só teve experiência com este tipo de sistema. Na verdade, é complicado para o profissional da educação se libertar de certas concepções oriundas do senso comum. Concepções estas que incluem, no caso da educação, empirismo e, até mesmo, inatismo. Sem o devido preparo, o profissional que foi educado (e educou) seguindo teorias, assumidamente ou não, que desvalorizam a ação ou atividade do "aprendiz" ou educando acabará desenvolvendo seu trabalho de maneira semelhante a da escola seriada mesmo que a atual tenha como prática o sistema de ciclos. Em relação ao empirismo e ao inatismo que acabam tendo algum tipo de influência na atuação de grande parte dos professores, Fernando Becker diz: "... Tanto o empirismo quanto o apriorismo desqualificam a ação do sujeito: o empirismo porque atribui ao meio o papel determinante do conhecimento ? paradoxalmente, desqualificando a função do meio; o apriorismo porque atribui esse papel à hereditariedade, às condições prévias a qualquer experiência ? paradoxalmente, desqualificando essas condições prévias..." (Becker, 2004) Há uma divisão entre os professores no que diz respeito à manter ou não um aluno no mesmo ano. Alguns acreditam que este é um ponto positivo pois faz com que não haja evasão escolar, que o aluno se torne mais confiante e que não tema o ambiente como ocorre muitas vezes com os alunos das escolas seriadas. Um outro grupo de professores já acredita que isso faz com que o aluno não se interesse tanto pelo trabalho e pelas as atividades desenvolvidas em sala de aula. O excesso de confiança faz com que alguns alunos não aprendam nem se preocupem em aprender. Isso vai na direção completamente contrária da idéia inicial dos Ciclos de Formação que é a de que o aluno aprenda a aprender, se interesse em buscar cada vez mais conhecimentos, que pense de forma crítica e que não, simplesmente, decore temporariamente conteúdos. Outra questão dos ciclos que é vista como algo extremamente valioso entre os educadores é o fato da grande maioria dos professores terem formação para atuar na área e, principalmente, ao fato de haverem professores especialmente preparados para atuar com os alunos do primeiro ciclo (incluindo professores de artes, educação física e informática). Alunos estes que, geralmente, são "esquecidos". Para alguns educadores que trabalham nesta instituição, a prática é bem diferente do que se entende como sistema de ciclos, nas palavras de uma das professoras que trabalha há 25 anos na instituição e que já atuou nos mais variados cargos, inclusive o de diretora por dois mandatos: "A prática está distante da teoria". Alguns acreditam que cada professor age da forma que acredita ser a mais correta. Outro fato apontado pelos educadores é o de que mesmo com o mudança de governo não houve ainda nenhuma mudança significativa. Este fato não estava sendo esperado pelos professores, já que o atual governo municipal insistiu bastante, durante a campanha eleitoral, no fato de que iria modificar o sistema das escolas de Porto Alegre pois estas estariam formando alunos, a seu ver, despreparados. Apesar de estar prometendo mudanças a secretária municipal da educação determinou que este ano os alunos só poderão ser mantidos no mesmo ano a cada final de ciclo, além disso fez uma série de exigências para que este aluno possa ser mantido. Exige-se um dossiê extremamente detalhado da vida estudantil deste aluno. Caso o professor não consiga obter todas estas "provas", o aluno prossegue normalmente no ano seguinte. Os próprios educadores afirmam que não foram devidamente preparados para esta mudança, que deveria abranger muito mais que a mudança da nomenclatura e de currículo. Mesmo assim, fica claro o fato de alguns profissionais estarem mais envolvidos em nesta transformação do que outros. Devemos considerar também o fato de que a mudança, nesta instituição é recente. O processo de "ciclagem" começou por volta do ano 2000. E não há como negar que a implantação dos ciclos trouxe, também, alguns benefícios no que diz respeito à qualidade do ensino (Laboratórios de Aprendizagem, Turmas de Progressão, trabalhar a participação e a cidadania com os alunos). Por mais que se insista no fato de que a decisão de implantar e abandonar os ciclos tenha um grande peso político, não há como negar o fato de que a implantação deste sistema implica, invariavelmente, na mudança individual e coletiva dos sujeitos diretamente envolvidos no processo. É necessário que todos, e de maneira imprescindível os professores, acreditem que o projeto é viável. Caso contrário, a possibilidade do projeto concretizar-se torna-se nula. Nas palavras de Jaqueline Moll: "É uma questão de aposta e de investimento no protagonismo, especialmente docente."

História- Decretos antigos: 1922

Gente, faço parte do grupo que está pesquisando A HISTÓRIA NOVA resolvi procurar
no MEMORIAL do RGS e na Biblioteca Publica documentos que falem sobre a Educação no período de 1920 a 1930 o material é mínimo mas pretendo partilhar com vocês tudo o que eu achar de interessante. Observem nesse decreto que "as férias" do 07 de setembro iniciou em 1922 , vejam também a grafia.


Decreto N. 3022, de 05 de setembro de 1922

Concede ferias aos alumnos dos estabelecimentos estadoaes de ensino, em homenagem à passagem do Centenário da Independencia Nacional.

Art. 1º- Ficam concedidos dez dias de ferias aos alumnos dos estabelecimentos estadoaes de ensino, a partir de 06 do corrente, em homenagem ao Centenario da Independencia Nacional.

Art. 2º- Revogam-se as disposições em contrario.



Palacio do Governo, em Porto Alegre, 05 de setembro de 1922

A. A Borges de Medeiros

Protásio Alves






ARITA

O Processo Educacional nas Instituições que Abrigam Jovens Adultos em Porto Alegre - FASE e FPE

Sobre a visita a uma unidade da FASE(Fundação de Atendimento Sócio-Educativo no Estado do Rio grande do Sul:

No dia 10/11/2005 visitamos uma das unidades da FASE chamada de CSE(Comunidade Sócio-Educativa)localizada na Av. Jacuí s/n na Vila Cruzeiro de POA. Entrevistamos a orientadora educacional Guadalupe Lopes da Costa (Técnica em Educação). Sua função na unidade é de acompanhar cada adolescente em todas as atividades dentro da unidade orientar a família, além de propor a progressão de medida sócio-educativa.
Cada adolescente fica internado por no máximo três anos ou até completar 21 anos de idade. O objetivo da medida é reinserir o adolescente no convívio social. O maior desafio é criar limites internos nos adolescentes, para que , uma vez de volta à sociedade ele não reincida nos seus atos, Sabe-se que isto é o que deveria ser e não o que ocorre diariamente, pois sem programas voltados à família do adolescente jamais ele conseguirá se adaptar aos nossos padrões de vida.
A rotina na casa envolve horas na escola(para aqueles que não concluíram o Ensino Fundamental), atividades físicas(futebol,vôlei,pingue-pongue), atividades recreativas(jogo de cartas, dominó, xadrez, dama, TV e Vídeo) e oficinas. Já aqueles adolescentes que que tiveram progressão de medida e podem exercer atividades fora da unidade, para estes é oferecido o Ensino Médio em escola regular de ensino, cursos e estágios.
Desde 1985, foi instalada uma escola filiada a E.E. Alberto Pasqualini dentro desta unidade (CSE). Em razão de o modelo ser pré-estabelecido a escola não deu bons resultados. Então outro modelo foi instituído e permanece até os dias de hoje. O ensino fundamental conta com professores da rede estaudal de ensino e é feito em séries, como uma escola normal mas se adequa mais a rede de ensino municipal que é ciclada, pois o adolescente tem um ano letivo bem diferente do aluno da rede. É levada em conta a conduta do aluno e muitas vezes ele pode concluir o ensino fundamental sem ter as mínimas condições, mal sabendo ler e escrever, outro fator que prejudica o aprendizado é a rotatividade dos alunos.
As oficinas de arte e artesanato desenvolvidas atualmente são duas:Sacos de lixo e cestaria e ambas desenvolvem o valor do trabalho e evitam a ociosidade, além de auxiliar no sustento do interno e de sua família. Os resultados das oficinas são muito bons, mas sua realização é difícil em razão da falta de pessoal e de verbas.
A Orientadora concluiu sua entrevista dizendo que o objetivo da intituição não está sendo alcançado, pois raramente o adolescente que sai da casa muda de vida: " Ou acaba no presídio ou vai para o cemitério".
Outro fator visto durante a visita foram as condições a que se submetem os adolescentes e surpreendeu o grupo foi a limpeza das instalações e na ala visitada o envolvimento dos adolescentes na pintura interna.
Já os dados obtidos na FPE(Fundação de Proteção Especial) são relacionados a quantidade de internos abrigados, motivos do abrigamento, sexo, idade. Nesta fundação estamos tendo dificuldades de acesso ,pois as visitas só podem ser obtidas através de autorização do gabinete da presidência e envlove uma série de trâmites legais. Dependemos de uma entrevista com uma psicóloga de um abrigo e só assim poderemos visitar. Temos dados que nos dão a noção da clientela abrigada, municipios envolvidos e quantas unidades a Fundação oferece.
Em breve nosso material estará exposto para compartilharmos com os colegas as informações adicionais que se fazem necessárias. Um abraço,

Marco Fröes, Camila , José César e Fátima

Historia da Educação no tempo de 1904

HISTORIA DA EDUCAÇÃO



Esta entrenvista foi feita com uma senhora centenaria,que é tia avó da colega Rosangela que faz parte do grupo de pesquisa Escola nova.

Amélia Barbosa tem 101 anos de idade nasceu em Charqueadas no dia 30 de Julho de 1904. Esta entrevista aconteceu em três etapas e vamos procurar transcrever a linguagem fiel da entrevistada.

Relato pessoal:

Quando nasci não tinha certidão de nascimento e lá fora ninguém precisa de documento, à gente contava a data conforme a lua de nascimento o meu já se passaram 101 luas novas. A gente marcava num troco de arvore então sabia a idade de cada um e quando tinha nascido. Fui registrada junto com as minhas irmãs.
Quando tinha 8 anos fui morar com a dona Eulália, Eu lembro bem dela, uma praga, prometeu pra mamãe que ia ,meda estudo no fim eu lavava,passava com aquele ferro de carvão pesado, fazia todo o serviço e não podia tomar café, só oque sobrava do almoço. Lá morava a Leocádia ela tinha quase 70 anos ela foi escrava na fazenda e acabou ficando lá, me ensinou a trabalhar, guardava comida e até me deixava dormir com ela.
Lá ainda tinha aquelas casas da senzala e tinha uns negros velhos que ficaram depois da liberdade eles diziam que a única diferença de livre e escravo é que a gente não apanhava tanto sem motivo, mas era muito humilhado não podia entrar na igreja dos brancos, não podia olhar na direção deles e nem deixar as crianças brincar junto.

O Casamento

Amaro tinha 14 anos quando eu fui morar lá e quando eu tinha 12 e ele 16 nós fugimos para capital, se eu não viesse ele ia se meter numa guerra, ia marcha pro Rio de Janeiro eu não sei pra que era então eu vim, eu não queria mais ficar sozinha. A Leocádia me deu um endereço do pessoal que tinha ido embora da fazenda para capital assim eu podia ter ajuda, se precisasse.
Quando a gente chegou o pessoal da Leocádia me ajudou, mas eles eram muito pobres e tinha gente deles preso na ilha nunca mais apareceram.
O Amaro foi trabalhar com o pessoal deles no Cais do porto ele pegava às 5 horas da manhã e ia às vezes até as 11 horas da noite trabalhou ali por 20 anos, quase morreu.
Nós tivemos cinco filhos, Elias, João, Pedro, Dinorá e a Tereza. Todos com bastante saúde até hoje, o mais velho tem 89 anos e a mais novinha 69 anos, tive 38 netos hoje são 29 e 45 bisnetos, 15 tataranetos.

Mudança de vida

Quando o Amaro foi trabalhar na prefeitura foi em, no final daquela guerra, muitos foram pra guerra como praças e o então sobrou serviço para ele foi muito bom nós ganhamos uma casa no Partenon, mas trocamos porque o compadre Zé Pedro do xangô ganhou também e a policia andava sempre atrás dele por causa do tambor era proibido e o nego era tamboreiro não ia dar certo eu tinha os guris novos eu não queria confusão com a policia. Então fomos para o Passo das Pedras e no sorteio da chave nos ficamos com aquela, não tinha aluguel e pagamos por 25 anos.
Depois eu trabalhei na prefeitura eu conheci Colares, Pujol pai, João Girafa este me aposentou, Vieira da Cunha pai, o coronel Leal este era uma praga botava a policia em cima de quem era contra ele, mas ninguém foi tão bom como Vargas Tudo que se tem de direito hoje é graças a ele.
A gente não tinha hora para pegar ou sair do serviço, salário certo nos pagava o quanto queria, não tinha ferias, nenhum direito e ele arrumou tudo e o coió queria estragar acho que por isso mataram ele. Eu não votei no Getulio não podia,agora eu posso votar e não quero eu não vou votar nesses

A religião

Eu sou Amélia do ogum Onira, tenho 87 anos de vasilha, tenho muitos filhos de santos, netos, bisnetos e tataranetos de santo. Conheço segredos da religião que desapareceram que ninguém mais sabe. A religião era feita as escondidas a gente fazia vela em casa,tocava tambor a noite fingindo que era aniversário de alguém,e os exus tomavam cachaça em potes de barro e santo só bebia em dia de festa.Os caboclos eram verdadeiros e vinham na terra fazer caridade.Agora para passar uma vela esses pais de santo moderno querem milhões,estragaram a religião,muitos exus desapareceram (exu do coqueiro,das oliveiras ),muitos caboclos da mata e os preto velho ninguém conhece ,agora é tudo moderno .Eles tinham que passar o que nos passamos ter que fazer as coisas escondidas por que os padres e a policia proibiam,não podia falar no Zumbi e no Zinzaue ninguém fala nele mas a minha avó contava que ele juntou um bando de negros e invadia as fazendas libertando os negros ele sabia tudo de guerra e era muito respeitado depois ele foi pras banda do Uruguai e nunca mais voltou.
Quando meu filho João tinha 10 anos um padre foi na minha casa buscar ele para criar e o Amaro não deixou a gente já tinha visto muita coisa feia acontecendo naqueles conventos. As freiras pegavam esses meninos de 16,18 anos por exemplo para fazer pequenos serviços e embarrigavam depois chamavam a gente em segredo para tirar a criança ou ganhavam depois botavam na roda as vezes iam buscar e criavam como agregados da igreja.Eram umas desavergonhas e depois diziam que nós e que tinha o bicho ruim no corpo.

Liberdade

Tu é livre, tu faz o que quer eu não fui tinha que dizer aonde eu ia pra policia, depois pro exercito eu uma velha eles não restavam, já disse que o Leal foi uma praga.
Livre a gente não era não podia jogar em qualquer time, eu levava as gurias para dançar só em salão para negro e negro sem chapéu ou comprometido apanhava para aprender a respeitar as moças descentes.

Musica

Eu gostava muito daquele menino Nelson Gonçalves, Derçy, a Emilinha, Dolores ninguém mais canta assim, mas eu gostava mesmo é das dança de roda, do batuque de dançar de pés no chão, ela não tinha uma mão, me contou que um dia ela salgou a comida da sinhá então mandaram cortar a mão dela, mas ela fez um feitiço no mato que a sinhá ficou doente e definhou até morrer, ninguém na fazenda desmanchou a minha avó contou que ela apodreceu em vida. Os negros faziam muito isso a maldade era demais.

Educação

Onde tu estudas hoje não tinha negro, a gente passava só na frente, diziam que era para os pobres, mas eu não sei se era mesmo. Os meus filhos não estudaram os meus netos um pouco era tão bonito eu sempre achei as letras bonitas e as professoras eram moças serias não é como agora que elas estudam depois arrumam homem, isso não pode, moça seria e de respeito que era professora não pode casar por isso que as crianças tão desse jeito. Antigamente as moças que queriam casar viraram professoras e logo em seguida arrumavam um bom partido e aquelas que não gostavam de homem eram as melhores professoras, eram solteiras, tinham dignidade eram respeitadas. Agora elas andam com as saias lá no pescoço,com as tetas de fora e atrás de homem e ainda querem respeito das crianças.

Tudo oque eu sei a escola não ensina, eu sei rezar em Yorubá, eu conheço as ervas, eu vi muita coisa acontecer, os horrores da guerra vinham pelo rádio à gente tinha tanto medo do louco do Hitler, vi quando o Coronel Isidoro marchou pela farrapos em direção a capital(Rio de janeiro), e Flores da Cunha, Getúlio Vargas e primeira hora do Brasil eu ouvi na casa da Amália Porto Alegre era uma família de professores e políticos muito bons.
Quando aquela miss desfilou pela farrapos eu vi eu vi os militares nas ruas em 37 e 64. Agora só ensinam bobagem no colégio .


A morte

Eu não tenho medo, quando papai chamar eu vou tranqüila eu já vi muita coisa nada mais é novidade.

Receitas e simpatias

Vou ensinar umas coisinhas:

A mãe deve abençoar os filhos dormindo faz o sinal da cruz na testa deles e diz

O nome da criança eu te pari eu te criarei se tem quebranto eu tirarei, três vezes e reza um pai nosso e uma ave Maria.

Para a criança que dorme mal:

01 fronha do travesseiro que a criança dorme
70 cm de fita azul
70 cm de fita rosa
70 cm de fita branca
01 colher de sopa de mel
Lave a fronha da criança normalmente, coloque o mel na água e enxágüe a fronha, coloque para secar a sombra. Coloque a fronha no travesseiro,deixe por 07 dias .Pegue as fitas escreva em cada uma o nome da criança,dê 07 nós e coloque embaixo do colchão ,deixe também por 07 dias.No oitavo dia pegue as fitas leve em uma praça e peça para Cosme ,Damião e Doum que velem pelo sono da criança e sempre a protejam,a fronha você pode usar normalmente depois.

Para afastar pessoas invejosas e indesejáveis:

Você vai precisar de:
01 vassoura de carqueja ou de palha

Varra a sua casa ou comércio dos fundos para frente, mentalizando as pessoas que você gostaria que se afastassem de você, vá pedindo a São Roque: ?eu não estou tirando a sujeira de dentro da minha casa e sim estas pessoas que me fazem mal?. Pegue o lixinho e a vassoura e leve a um verde e despache.
Proteção da casa:


01 fita vermelha
01 chave
07 moedas
07 grãos de milho
01 saquinho de tecido vermelho

Coloque dentro do saquinho: a chave, as moedas e os grãos de milho, amarrem com a fita vermelha e pendure acima da porta de entrada da sua residência ou comércio, pedindo proteção, fartura e bons negócios.
Neutralizar Pessoas Fofoqueiras
Escreva o nome da fofoqueira num papel, enrole-o e coloque dentro de uma pimenta dedo-de-moça.
Numa quarta-feira, deixe a pimenta fora de casa (no sereno, mas onde ninguém veja).
Na sexta-feira, torre a pimenta, e transforme-a em pó. Jogue um pouco de pó nas costas da fofoqueira.
Para atrair um novo amor:

-canela-em-pau
-cravo-da-índia
-noz-moscada
-flor de laranjeira
-folhas de pitangueira
-pétalas de 1 rosa vermelha
-óleo de amêndoas
-água
Ferva a canela, o cravo, a noz-moscada, as folhas de pitangueira, desligue e acrescente as flores de laranjeira e as pétalas de rosas. Abafe,deixe esfriar.Tome um banho higiênico,depois o banho atrativo do pescoço para baixo ,mentalizando a pessoa que você deseja ter a seu lado;logo após ,passe o óleo de amêndoas em suas zonas erógenas ,pedindo para que a pessoa amada permaneça sempre em seus braços.

Comentário

Essa biografia é muito enriquecedora para o nosso trabalho de pesquisa, pois é um testemunho vivo que nos trouxe conhecimentos que nós desconheciamos, muitos deles não são revelados nos livros. Ela como vimos, não teve acesso ao estudo, mas sua experiencia de vida nos diz muito da epoca historica vivida por ela.

Componentes: Rosangela, Arita, Adelaide, Edilaine, Lilia, Kelly

ProfªSimone e Catia - Historia da Educação

Inclusão dos portadores de Síndrome de Down

Pessoal, para começar vamos falar um pouquinho sobre o nosso projeto de pesquisa: "Inclusão de alunos portadores de Síndrome de Down no escola regular". Fizemos uma longa pesquisa em livros e teses de mestrado (bibliografia encontra-se abaixo)com o objetivo de construir um embasamento teórico sobre o assunto. No início colhemos informações sobre a história da Síndrome de Down ( apresentação de Power Point), seguido das características físicas e da legislação que rege a educação especial.

Agora estamos relacionando os conceitos de integração e inclusão. Na próxima semana faremos a pesquisa de campo com o objetivo de confrontar a realidade e a teoria. Gostariamos de registrar a grande dificuldade em conseguir agendamento de visitas nas escolas, devido a falta de colaboração dos profissionais da área.

Por enquanto é só pessoal!


Francelli, Karen, Lidiane, Lilian e Mariana.

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Postando imagem por e-mail através do Flickr

O Movimento da Arte

Segue relatos sobre visitas feitas pelo grupo a locais referentes ao nossa pesquisa FASE,ela está localizada na vila Cruzeiro, o acesso foi fácil, pois nosso colega Marcos é monitor da FASE.
Fomos atendidos pela tecnica em educação "G", a sala onde fomos atendidos era bem pequena, as cores do local eram bem neutras, em que predomina branco, preto, cinza e creme.
Ao ser interrogada sobre suas funções "G" disse acompanhar todas as atrividadesdesde tomar banho até comparecimento ao Fórum. A respeito do banho, muitos não tem este hábito, pois são de origem muito pobre, e em suas casas não há acesso à água.
A todo momento os jovens estão sendo avaliados. Todas as atividades são acompanhadas para que se possa avaliá-los, o acompanhamento se dá nas audiências também. Informações sobre como os jovens estão se comportando, ou se envolveu-se em outros delitos, também são fornecidas. A família é procurada, assim como o local onde morava para que sejam colhidos dados sobre sua história, verifica-se se frequentava a escola para obter informações da professor(a)e colegas.
No estabelecimento existem cerca de 105 menores infratores, somente meninos. Os delitos mais comuns são estrupo, latrocínio, assalto à mão armada, roubo, assassinato, tem um aqui que matou os pais, disse "G".
Lá existe uma escola de parecer, os que frequentam são avaliados pelo comportamento. Às vezes o menor está na 7ª ou 8ª serie e não sabe ler,a colega Camila observou que se não sabem ler não poderão cursar o Ensino Médio. Então "G" responde que lá é fundo do poço, a maioria dos que estão lá ou vai para o presidio ou para o cemitério. mas nós trabalhamos aqui com a esperança.
Sobre arte "G" nos informou que existiu lá oficina de desenho e de hip-Hop, mas as pessoas que desenvolviam estas atividades se aposentaram ou desistiram, lá a arte tem um carater de ocupar o tempo ocioso, patra internalizar os limites, eles não têm limites.
Há controle absoluto sobre o movimento, para que seja o menor possível.
Existe uma oficina em que se produz artesanato e também uma confecção de sacolas plásticas, os internos disputam um lugar nestas "oficinas", pois quem trabalha alí recebe 150 reais por mês.

Visita à Casa de Cultura Mario Quintana, lá foi criado um projeto, Abrindo Horizontes, fomos muito bem atendidos. O projeto foi iniciativa do Diretor da CCMQ, que pretendeu envolver o jovens e crianças que circulavam pelas imediações, menores de rua drogados, pedintes, vendedores menores de 18 anos.
O projeto prevê três fases:
1ªSensibilização, visita visita guiadaem que são informados sobre o que tem em cada espaço da casa, e o que é arte.
2ªtenta-se encaixar cada um nas oficinas disponíveis.
3ªPelas oficinas leva-se os menores ao ensinoformal.
O início do projeto foi difícil, poucos menores apareciam, então começaram a ser feitas abordagens nas ruas, o que fez aumentar o número de participantes. Hoje passam mais de 400 menores por mês, das imediações e entidades como a FASE.
Se oferece as seguintes oficinas:
Fábrica de Brinquedo;
Teatro;
Informática;
Dança, Rap;
Fotografia na lata;
Música, Hip-Hop;
Literatura;
Artes 1 e Artes 2, Artes Plásticas;
As oficinas tem duração de uma hora.
O projeto era financiado somente pela secretaria de cultura do estado, agora tem financiamento da copesul, através da Lei de Rounet.
Existem problemas disciplinares, na oficina de informática os menores acessavam sites pornôs, foi preciso contratar dois monitores. As medidas disciplinares vão da suspensão de uma disciplina até a suspensão total, em que o menor não pode mais frequentar nenhuma oficina.

Grupo: Adriano, Márcia e Tanise
POst; tanise

segunda-feira, novembro 21, 2005

CONVITE!!!

Com o intuito de incentivar o debate público sobre os temas dabioética, gênero, direitos humanos e justiça, solicitamos, porgentileza, que divulguem o convite para lançamento nacional dodocumentário "HABEAS CORPUS" da antropóloga Débora Diniz, a ocorrer no dia 22 de novembro de 2005, no espaço Santander Cultural (Rua Sete deSetembro, 1028 - Porto Alegre), a partir das 18 horas. Na ocasião,contaremos com a presença da diretora e roteirista do filme, DéboraDiniz, para um debate a respeito do filme. O evento é promovido em parceria pelo Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde(NUPACS) da UFRGS; Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero(ANIS); Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero(THEMIS); e Grupo pela Livre Expressão Sexual (NUANCES).

convite

Resenhas...

Olá, pessoal!!!

Em meio a tantos livros, papéis e rascunhos que lido durante minha pesquisa a respeito da integração e/ou inclusão de educandos com síndrome de down em escolas regulares, busquei itens que fossem interessantes a todos. São trechos de leis, decretos, normas, documentos...Aí vão eles:
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA/94
"As pessoas com necessidades educacionais especiais devem ter acesso às escolas comuns, que deverão integrá-las numa pedagogia centralizada, capaz de atender a essas necessidades".
"Essas escolas representam o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias.."
CONVENÇÃO DE GUATEMALA/99
Deficiência = "Restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária causada ou agravada pelo ambiente econômico e social."
DECRETO 3298/99
"Estabelece a matrícula compulsória de pessoas com deficiência, em cursos regulares, a consideração da educação especial como modalidade de educação escolar que permeia transversalmente todos os níveis e modalidades de ensino, a oferta obrigatória e gratuita da educação especial em estabelecimentos públicos de ensino."
DECRETO 3956/01
"O Brasil comprometeu-se de tomar todas as medidas necessárias para eliminar a discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e proporcionar a sua plena integração à sociedade."
RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 02/01 DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA
"Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais..."
"É a escola que se adequa ao aluno..."
"A escola possui uma função social..."
DOCUMENTO EDUCAÇÃO PROFISSIONAL-INDICAÇÕES PARA AÇÃO: A INTERFACE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL/EDUCAÇÃO ESPECIAL.
Trata dos desafios para implementação de uma política de educação profissional para o aluno da educação especial.

Continuarei pesquisando, "bisbilhotando" sobre meu objeto de pesquisa.
Até breve!

Mariana Rheinheimer

Descobertas de nossas possibilidades!

Recebi um e-mail que diz o seguinte:

Veajm como é intreessnate nsoso céerbro:De aorcdo com uma pqsieusa de uma
uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa
etãso, iprotmatne é que a piremria e utmlia lrteas etejasm no lgaur
crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol que vcoê pdoe anida ler sem
pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo
um tdoo.

Sohw de bloa!Enetdeu?

Parece que nossa preocupação com a escrita fica um pouco infundada. no entanto, o que esta pesquisa não esclarece é que isto vale penas para quem já domina a leitura e a linguagem, ma spode sr um empecilho pra quem está aprendendo. O que pensam disto?

domingo, novembro 20, 2005

Sala de visitas...

Pelo que pude ver, através do nosso contador de visitas, não sou a primeira a acessar o blog hoje!
Fico feliz que as pessoas esteja acessando e participando (lendo) o que acontece em nossa sala de aula virtual. Aos poucos as pessoas vão chegando, mostrando sua cara e as redes vão se estabelecendo... algumas já começaram a falar do trabalho que estão fazendo... chamou minha atenção o texto que foi colocado sobre Freinet.
Também fiquei na dúvida sobre quem colocou o relato da entrevista na nossa sala de visitas. Apesar de ter minhas suspeitas vou esperar que a autorase apresente (ou será que são as autoras???).
Talvez ninguém tenha visto o comentário que a Suzana fez no último post da Arita, se já viram reforço o que foi dito por ela!!! Se não viram que tal ir dar uma olhada???

terça-feira, novembro 15, 2005

Olá, turma!

Aos poucos vamos contando um pouco das coisas que aconteceram em nossa viagem ao Chile quem quiser ver algumas fotos, que ficarão de recordação dos momentos maravilhosos que passamos, pode vê-las clicando aqui.

E como foram as coisa por aqui? Como andam as pesquisas?
Que acham dos grupos falarem um pouco do que andam fazendo, aqui?
beijinhos, Cátia

quinta-feira, novembro 10, 2005

Cèlèstin Freinet

Está sendo estudado por mim na aula de didática,vê só, dará ótima contribuição para o grupo de história que faz umtrabalho sobre a escola nova.
Descobri que as idéias de Freinet, junto a outros deram o embasamento da Nova Escola.
Freinet nasceu num vilarejo ao sul da França em 1896,morreu em 1966. Sua adolescência foi em Nice onde iniciou o curso "normal". Participou da I Guerra Mundial.Começou a lecionar embora sem diploma em 1920. Participou tb. da II Guerra e foi preso por ser considerado perigoso clandestino. Por que era mal visto? por suas idéias quase totalmente socialistas; o fato de tr sido criado em zona rural,em contato com povo simples e trabalhador aliado a sua aguçada observação fez com que valorizasse muito as questõs sociais. Durante todo o tempo em que relata suas obras fala de suas experiências com essas pessoas. Dizia ele que os homens simples vãao mais longe na compreensão dinâmica dos homens do que os mais sábios autores de sistemas. Sua preocupação era dar à pedagogia aquele aspecto familiar,misto de hesitação e de audácias,de receios e relâmpagos,de risos e de lágrimas."Educação no seio do devenir do homem". Freinet chama seu método pedagógico de natural porque procura aproveitar o meio, a terra,a água,as plantas e os animais. Sua proposta é uma escola inserida no seio da natureza onde a criança possa desenvolver a inteligência, familiarizando-se com as primeiras práticas escolares _ para as massas
Para Freinet as mudanças necessárias e profundas na educação deveriam ser feitas pela base,os próprios professores.
A pedagogia Freinetiana é, por essência ,internacional O movimento hoje é conhecido em 43 países ligados à FIMEM ( Federação internacional dos movimentos da Escola Moderna) sediada em Bruxelas, desenvolvendo a cooperação internaciomal e a troca da prática pedagógica em todos os continentes.
A FIMEM se inspira na pedagogia popular e na educação cooperativa,tb. reconhecida como Organização não governamental pela UNESCO.

Alguma bibliografia:
Livro: Educação pelo Trabalho Cap.II pg. 33 Texto: Traçando as linhas de uma proposta pedagógica.

Livro: Pedagogia do bom senso _ Rev. Coleção Psic._ped. C. Freinet

Livro: Uma pedagogia de atividade e cooperação Ed. Vozes Puc SP
Autora: marisa del cioppo elias.

ARITA

terça-feira, novembro 08, 2005

Observações com Atraso

Desculpem o atraso, porém, antes não conseguia blogar meus comentários sobre a aula de observação no site Mishmashmedia.com, que aconteceu há várias aulas. Somente hoje, consegui postar, sem erro.

TV - MTV´s
A animação apresenta Momentos Históricos do Rock, mostrando o Jim Morrison passando mal em casa. O Elvis Presley encontrando o Presidente Nixon, e o Bob Dylan esconvando os dentes com uma escova elétrica. Após mostra uma Organização, em que homens-primatas com gravatas mal conseguem escrever. Após um encontro misterioso dos mesmos executivos.
Ví nesta animação uma crítica a programação da Televisão, onde coisas banais como escovar os dentes, ou passar mal, acabam sendo televisadas, apenas por conter alguém famoso. No caso do encontro do Elvis Presley com o Nixon, ficou claro como após mostrar banalidades de cantores, é possível influenciar os telespectatores mostrando um deles, apertando a mão do Presidente dos USA, ou seja, passa a imagem de apoio do cantor ao presidente, e consecutivamente a sua administração.
Quanto a Organização da TV, representada por homens-primatas, parece que a pessoa que fez a animação não gosta da Televisão, e mostrou algo simbólico bem explícito. Homens-primatas se reunindo para decidir a programação da TV.

Beijos,

Márcia

A postagem anterior: "Observações sobre Trabalhos no Salão de Iniciação Científica", foram feitos por mim, porém esquecir do nome.
Aproveito para postar, com atraso, minha palavra: LIBERDADE.
Beijos,
Márcia

Observações sobre Trabalhos no Salão de Iniciação Científica

Educação e Cultura ? C (n.º 36) Data: 19/10/05 manhã Sala 22

Cenas de uma fábrica - escola: Experiências com Teatro nas Séries Iniciais.
Daniela Costa

O trabalho da pesquisadora foi feito em crianças do jardim até a 4º série em um colégio de Porto Alegre. A estudante é original do Rio de Janeiro, onde, segundo ela, os educadores freqüentam oficinas para utilizar o teatro como recurso pedagógico. A pesquisa nos colégios de POA durou quatro meses.
O conceito Máquina para definir pessoas, vem de Deleuze e Guattari (1976): "... as pessoas são máquinas que desejam, e, se conectam entre si."
Corazza (2005), utiliza o termo "criança" para a cronologia da pessoa, e o termo "infantil" para a manifestação da vontade da potência do ser humano.
Os conceitos acima foram utilizados pela pesquisadora no projeto dela.
O teatro funcionaria como uma atividade de expressão. Porém, ao assistir o resultados, após 4 meses, do trabalho, ficou muito decepcionada. Verificou, que quando a professora tinha tendência repressora, o teatro funcionava ao contrário, como mais um meio onde as crianças precisavam seguir ordens e obedecer.
As professoras obrigavam os alunos a ficarem em fila indiana (na hora do "trenzinho"), ou em roda, desvirtuando a capacidade lúdica do Teatro. Em vez de um meio de expressão, se tornava mais um meio de repressão.
Verificou corpos castrados pelo fluxo da disciplina. Escola fechada. Alunos e professores sem motivação.
Nessa situação, os alunos preferiam o que já era conhecido, como o jogo de futebol, pois, o teatro não era apresentado para eles como uma forma de expressão e criatividade.
A pesquisadora concluiu que, a Arte pode ser castradora, quando ministrada por um adulto que não reconhece o infantil que existe dentro de si.

Considerações Finais: dos quatro trabalhos, sem dúvida alguma, foi o melhor! Sem usar recurso audiovisual, porém usando bastante a espontaneidade, e um folder (distribuído aos ouvintes onde explicava conceitos básicos da pesquisa), mostrou envolvimento com a pesquisa, e clareza na apresentação dela.

Representação dos Sujeitos Encaminhados a Serviços de Apoio Pedagógico.
Patrícia Silveira

A pesquisadora entrou no projeto que é feito há 14 anos, há apenas um ano. Apesar do projeto Ter sido iniciado em 1991, eles só conseguiram dados a partir de 1993.
Discursos do sujeito: "está sempre atrasado"; "é o mais atrasado da turma"; "ele é lento"; etc.
O problema pedagógico se torna biológico.
Discursos marcam o sujeito, culpando ele, como se fosse ele o problema.
O aluno encaminhado, geralmente, é mais rápido ou mais devagar que o resto da turma (ou, pelo que é estipulado pela escola).
Entram em cena, as pedagogias corretivas para que ele se normalize. Porém, após algum tempo, há recorrência dos encaminhamentos ao Serviço de Apoio.
Os Serviços de Apoio são vistos como a salvação.
Dos 281 alunos encaminhados ao Serviço de Apoio, 76% são meninos, o que gera a suposição que seriam de ordem comportamental.

Considerações Finais: acho que a Aluna não foi feliz ao apresentar, já que era um assunto riquíssimo, porém foi apresentado de uma forma formal demais, oscilando a respeito do assunto, e, praticamente lendo os slides.

Temas e Tramas ? O que é pesquisado sobre Educação Patrimonial.
Aline Marques de Freitas
Esta pesquisa faz parte, do grupo de pesquisa: "Cultura e História Política" da Universidade de Caxias do Sul.
Foi realizado um levantamento de dados das faculdades e de entidades (Iphan, Unesco...). Foram encontrados documentos.
A pesquisadora vê documentos e a cultura como patrimônio, e não apenas os monumentos.
Foi levantada a pergunta: "Existem monumentos que se dizem ser necessário preservar. Mas o que é preservado?"
Muito do que é preservado como patrimônio, muitas vezes, não é patrimônio, não faz parte da nossa História. É imposto. Enquanto, vários patrimônios verdadeiros acabam não sendo preservados.
Patrimônio acaba, por contar a História passada para a população presente, porém nem sempre a História verdadeira, já que muitas vezes a população não é consultada sobre o que quer preservar.
A pesquisa foi levada para ser colocada em prática, numa cidadezinha, perto de Venâncio Aires. Ao perguntarem para a população, o que eles queriam preservar, escolheram a Caixa d´àgua, que ficava localizada no meio da cidade. Ao serem perguntados o porquê, responderam que era muito útil para eles e para a cidade e que havia sido a primeira tecnologia implantada na cidade.

Considerações Finais: o assunto se tornou interessante quando a Banca Julgadora começou a questioná-la. Foi bastante útil a constatação, de que, nossa História nos é contada de forma "direcionada" também no Patrimônio. Isso me lembrou uma aula que tive em outra Faculdade, em que foi comentado que o Museu Júlio de Castilhos, o principal de POA, possui a História contado com a visão dos vencedores, e não dos vencidos, no caso os escravos e os demais cidadãos, que não tinham a mesma condição social dos generais.

As vivências de Paz e Violência no Meio Escolar.
Eliana Sandri

A Paz e a Violência, segundo a pesquisadora, são derivadas do ensinamento, e não de uma pré-disposição natural da pessoa.
Seria necessário um planejamento pedagógico para ensinar a Paz nas escolas. Este é um desafio para os educadores.
Banca Julgadora questionou bastante a pesquisadora, pois, os conceitos de Paz e Violência são muito abrangentes. "O que é Paz?" Seria manter as pessoas sem violência, ou manter a ordem, com as pessoas disciplinadas, apenas acatando as ordens, sem se indispor? Segundo a Banca Julgadora, o ensinamento da Paz, poderá conforme feito, ser apenas um meio de repressão, de manter o povo sobre controle.
"O que é Violência?", a pesquisadora não soube definir Paz, porém definiu a Violência como uma atitude impensada que invade o limite do outro.
A pesquisadora no seu trabalho percebeu que em escolas públicas, a Paz representava a Coletividade, com as pessoas imaginando a Paz, com as pessoas em harmonias umas com as outras, ou com o andar da comunidade pelas ruas sem assaltos. Já nas escolas privadas, a Paz foi citada dentro de um conceito particular, tais como: Viajar sozinho sem sofrer assalto; possuir o objeto de consumo que desejava.

Considerações Finais: nessa apresentação aconteceu uma contradição. O tema era chocho, na minha opinião, porém a moça era bastante expressiva e discursava muito bem a respeito do assunto. Se não fosse assim, não haveria nem por que comentar o assunto. Acho, ao contrário, da pesquisadora ( que trabalha há 8 meses no projeto, com irmãos- professores da PUC), que a paz deriva de diversos fatores, ela não pode ser ensinada, pois corre-se o risco, como ressaltado pela Banca Julgadora, de ensinar submissão ao invés de Paz. E de se criar alunos "obedientes", ao invés de alunos com perspectivas de Paz.

curiosidades históricas

Quero falar em Educação nos períodos de 1920 a 1930. no Brasil e especialmente no RGS
Não vejo como não situar o momento histórico em que as leis,decretos e movimentos surgiram,resolvi então iniciar recordando os Presidentes que o País já teve desde o início da República,foram eles:
Dr. Prudente de Morais _15/111111894

Dr. Manoel Ferraz de Campos Salles
Conselheiro Rodrigues Alves
Conselheiro Affonso Penna
Dr. Nilo Peçanha
Marechal Hermes da Fonseca
Wenceslau Escobar
Conselheiro Rodrigues Alves
Dr. Epitácio Pessoa
Arthur da Silva Bernardes
Washington Lus_ deposto por comandantes militares e Getúlio Vargas acaba recebendo o poder da Junta Governativa e, finalmente em 17/07/1934 é eleito Presidente pela Assembléia Nacional Constituinte.




FALEMOS AGORA SOBRE O RGS
De 1892 a 1947
De início eram chamados Presidentes,após interventores e por fim Governadores
Pres. Fenando Abbott
Press. Júlio Pestes Castilhos
Pres. Antônio Augusto Borges de Medeiros
Pres. Carlos Barbosa Gonçalves
Pres. Antonio Augusto Borges de Medeiros
Getúlio Dorneles Vargas
Osvaldo Aranha
Sinval Saldanha
Interventor Federal Gen. Antonio Flores da Cunh
Gov. Gen. Honorário José Antonio Flores da Cunh
ESTADO NOVO
INTERVENTORES FEDERAIS
Gen. de Divisão Manoel de Cerqueira Daltro Filho
Dr. Joaquim Maurício Cardoso
Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias
Coronel Ernesto Dorneles
Desembargador Samuel Fgueiredo da Silva
Dr. Pompílio Cilon Fernandes Rosa
Obs. são chamados Governadores do Estado o período de 07/02/1947 a 2003
A pesquisa continua quando pretendemos situar a Educação junto as preocupações de tão ilustres personalidades.
ARITA

quarta-feira, novembro 02, 2005

Orwell em estética cyber-punk

Somente ontem pude assistir à animação Meatrix, um híbrido de Revolução dos Bichos com Matrix. Achei interessante a ?paródia?, mesmo porque simpatizo com as metáforas possíveis no filme Matrix. Perdoem-me, desde já, a inconveniência de retornar a uma temática já debatida, aliás, de forma bastante perspicaz, pelos demais colegas.
Algumas metáforas implícitas, ou possíveis, em Matrix nos parecem bem óbvias. São aquelas referentes às atitudes individuais diante de uma realidade coletiva, em que as relações sociais são sublimadas, mediante uma interpretação ?fantasiosa? do mundo, possíveis pela normalização das práticas cotidianas, as quais assumem a forma de mecanismo para a manutenção de uma dada ordem. Em suma, a metáfora está na dualidade do mundo, o real e o ilusório, a mesma apresentada por Platão, em seu mito da caverna.
George Orwell também irá se utilizar desta figura de linguagem em duas grandes obras, ?Revolução dos Bichos? e ?1984?. A primeira, inspirada na Revolução Russa, versa sobre a tomada de consciência dos animais de uma fazenda que, inspirados pelo sonho de um porco, libertam-se da opressão humana. A segunda obra retrata uma sociedade totalitária, onde o indivíduo perde completamente sua liberdade, sendo observado em todos os lugares pelo ?Big Brother?. Contudo, a dominação ?total? não é exercida, apenas, pelo olhar interrupto da ?tele-tela?, mas pelos próprios olhares dos demais indivíduos da sociedade, os quais são potencialmente censores, em uma realidade que tem por finalidade a educação e o trabalho voltados à manutenção totalitária.
Matrix, seria uma versão requentada deste espectro, a impotência diante da dominação. Além da influência cyber-punk e sua da parafernália tecnológica, a película acrescenta a tese do controle inconsciente, e irrestrito, das mentes, inseridas em mundo neuro-interativo.
Ficções à parte, o mundo em que vivemos carrega muito daquilo que provoca o horror destas estórias. A manutenção da estrutura capitalista, e com ela a sociedade de massa, é desenvolvida através de mecanismos de controle subjetivos, desenvolvidos pela mídia, pela economia, pelas interações sociais e suas trocas simbólicas, as tradições, religiões e, por que não, pelas escolas. Mas qual seria o cerne do controle? Em uma palavra, a alienação.
A alienação, aqui referida, está na superficialidade do olhar sobre a realidade, travestido em uma significação única, e de sentido comum. Aqui cabe uma explicação.
Quando uma pessoa olha uma pedra, sabe que aquilo é uma pedra e seu sentido é comum a todos, ou imagina isso. Mas um geólogo certamente não diria a mesma coisa. Talvez este último a visse como um aglomerado de silício, mica e feldspato. Da mesma forma em que um emprego pode ser visto como um objetivo desejável para a maioria dos trabalhadores, enquanto para outros esta relação significa estar submetido a uma estrutura de exploração que movimentará a sociedade a qual eles condenam, portanto, indesejável.
Mas onde entra a Escola nesta alienação? Não seria ela a redentora para o colapso desta ordem? Diria que não.
Se pensarmos que aqueles que se inserem na escola são, paulatinamente, inseridos na sociedade, veremos que os próprios professores exercem a função docente como forma de transmissão dos valores já perpetuados na realidade em que vivem, sendo, portanto, reprodutores sociais. Mesmo que pretenda mostrar ao aluno uma alternativa à realidade massificada, representada pela pílula vermelha, isso significa, em uma visão mais radical, retirar este indivíduo do sistema compartilhado pelo senso-comum, em última análise lega-lo à exclusão. Ora, sabe-se muito bem que a função educacional não serve a este propósito de exclusão, mas ao contrário, serve como forma de inclusão social ? sabe-se lá em que condições. Quando adotamos e executamos um currículo escolar debatido e aceito pela sociedade, não estamos adotando um sentido de contestação à realidade, mas a de afirmação desta. Claro que existe a atitude individual do professor, mas isso não é representativo da escola, tampouco este pode assumir uma posição antagônica à sociedade sem receber o combate das concepções regidas pelo sistema.
Portanto, pretendia com esse texto levantar a questão polêmica sobre o papel da educação no exercício do combate à alienação. Acho que a escola pode influir de forma profunda na transformação social, mas longe está de altera-la como ação redentora. Eis a fantasia do educador.
Aguardo contribuições para o debate.
Renato Avellar.