SÍNTESE DA AULA DO DIA 05/11/2007
A aula do dia 5 de novembro de 2007 foi realizada na sala 803 da Central de Produção do prédio da FACED. Iniciamos a aula com a leitura da síntese da aula anterior (01/11) apresentada pelo Jaiminho.
Após a leitura, Pietra e Laura iniciaram a apresentação do trabalho sobre a Educação na África. Dessa vez o computador funcionou!
Primeiramente, a apresentação começou com um vídeo elaborado pelas gurias – que por sinal estava muito criativo e interessante. Na primeira parte do vídeo a turma já se deparou com muitas curiosidades: no continente africano, que possui 53 países, existem 2019 línguas diferentes. É muita variedade para a quantidade de países, não acham?
A África é considerada o berço do conhecimento, visto que antes da colonização eles já dominavam as técnicas de agricultura, mineração, ourivesaria e metalurgia, os sistemas de matemática elaborados e conhecimentos em medicina e astronomia.
Sendo assim, faço um questionamento: Com tantos conhecimentos já existentes e descobertos lá, por que ainda temos a visão de que a África só foi uma grande fábrica de escravos? Essa, com certeza, foi uma visão Norte Americana e Européia implantada em nossa cabeça. É importante relevar que esse pensamento pode ser considerado racismo por parte desses povos, já que os habitantes da África, só porque na grande maioria são negros, eles não podem ter algum conhecimento avançado antes dos povos dominadores?
Tratando da questão da educação na África, fala-se em Educação Tradicional Africana, em que os princípios tradicionais da cultura são transmitidos de geração para geração. Nessa Educação Tradicional podem-se citar os seguintes princípios: pragmatismo, funcionalidade, adaptação e globalização do conteúdo.
Segundo o vídeo, Albertina Bila – Secretária Permanente do Ministério Moçambicano da Educação e Cultura – afirma que a África precisa estar preparada para a crescente concorrência com os outros continentes e que investir numa educação de qualidade é fundamental para garantir recursos humanos necessários no âmbito da globalização.
Para tanto, a UNESCO criou o BREDA – Escritório Regional da UNESCO para a Educação na África – que visa tratar da planificação da educação na África Subsaariana. Nesse sentido, com interesses econômicos, em 2002 o presidente dos EUA George W. Bush elaborou a Iniciativa para a Educação na África, destinando para este fim 200 milhões de dólares. O programa de Bush deve estender-se por mais 4 anos, com a verba de 400 milhões de dólares.
Terminando esta parte da apresentação as colegas propuseram para a turma fazer um debate com base no texto “A Educação na África Selvagem”, que fala do choque que os africanos sentiram quando os “colonizadores” chegaram.
A discussão foi muito produtiva. O colega Jaime trouxe muitas curiosidades para a turma. Percebemos que a África historicamente foi utilizada como laboratório das experiências européias, em que provavelmente ocorreu a criação do vírus da AIDS – fala da professora Zita –; a UNESCO tem uma visão educadora Ocidental e também foi realizado um paralelo com a Educação Indígena. As apresentadoras também sugeriram a leitura do texto “Somos todos Africanos” de Leonardo Boff.
A turma chegou a conclusão de que ainda temos a imagem de uma África pobre, que tem muitas doenças, que é selvagem e primitiva. Devemos mudar esse olhar que nos foi “imposto” pela história do continente africano.
No final da apresentação, Zita comentou sobre uma possível visita/palestra de uma bolsista vinda de Moçambique, a fim de relatar como foi a educação pela qual ela vivenciou lá.
Para finalizar a síntese, cito uma frase apresentada pelas colegas:
“A educação é um processo contínuo que toma o homem sobre sua responsabilidade desde a infância até a velhice”.Fim
Por
Cristine Konat TeixeiraHistória da Educação na Europa e nas Américas - Turma B
Professora Zita Rosane Possamai