Tridisciplina

Pessoal! O layout antigo está sendo revisado, para que volte a funcionar corretamente...

sábado, abril 30, 2005

Diário da aula do dia 28/03/05

A aula do dia 28/03/05 foi no Auditório da Central de Produções, olhamos o filme Desmundo, de Alain Fresnot, baseado no livro de Ana Miranda. O filme conta com os atores Simone Spoladore (Oribela), Beatriz Segall (a casamenteira das órfãs, Dona Brites), Berta Zemel (mãe de Francisco), Osmar Prado (Francisco de Albuquerque), Caco Ciocler (Ximeno, o cristão-novo), entre outros.

Enredo:
Em 1570 chega ao Brasil um grupo de órfãs, enviadas pela Rainha de Portugal para desposar os primeiros colonizadores assim mantendo a raça pura. Entre elas vem Oribela que não aceitando seu destino ofende de maneira grosseira Afonso Soares D'Aragão, com quem ia se casar, se vê então obrigada a casar com Francisco de Albuquerque, que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que lhe dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta.
Apesar de ser um homem rude, Francisco trata Oribela com respeito: quer que ela seja a senhora da casa e lhe dê filhos brancos.
No engenho moram também a mãe e uma jovem irmã de Francisco. Os Albuquerque formam perturbador e incestuoso núcleo familiar (a irmã de Francisco é na verdade sua filha com a mãe). Oribela estranha o marido, a sogra, a cunhada, a gente que trabalha no engenho. Estranha, também a paisagem.
Certo dia, aproveitando a passagem de Ximeno, um comerciante vendedor de escravos, Oribela foge de casa. Quer pegar um navio e voltar a Portugal. Mas Francisco a recaptura.
Furioso, ele a acorrenta num galpão.
Sozinha e ferida, Oribela tem contato apenas com uma índia, Temericô, que lhe traz comida. É a índia quem, pouco a pouco, ajuda-a a se recuperar.
Francisco a aceita de volta à família. Oribela tornou-se uma outra mulher, parece ter se conformado com seu destino e até estar gostando de seu marido. Ele não pode mais esconder o amor que sente pela jovem esposa. Ela, porém, continua decidida a escapar.
Numa noite, Oribela se disfarça de homem, e segue para a vila. Pede ajuda a Ximeno. Ele abriga-a em sua casa. Mas Francisco está rondando a cidade, angustiado, à procura da esposa. Temendo o perigo, Ximeno planeja fuga para o territóri

sexta-feira, abril 29, 2005

Dúvida!?!

Fernanda, ao pensar nos mitos da educação brasileira temos que já ter em vista a pesquisa que será realizada em grupos durante o semestre. Na aula de hoje, a Carmen e a Simone, ao questionarem quais os mitos da educação, procuraram chamar atenção da turma para o que cada um deseja, seus interesses. A intenção é que cada um faça suas escolhas: sobre o que pesquisar? Como? Onde? Com quem?
Agora é um momento de decidir, de escolher!!!
Beijinhos, Cátia

Obs. refiro-me a Fernanda pois busquei responder o questinamento dela no post do dia 20/04, mas acho que a dúvida pode não ser exclusividade dela.

Colocando imagens no blogger...

Colocando imagens no blogger...

Encontramos um jeito mais simples e fácil de colocar imagens no blogger.
Através do site http://www.flickr.com podemos disponibilizar imagens na rede, sem limite de espaço e ainda podendo mandar e postar as imagens através de e-mail.
Já fiz o meu cadastro no site e gostaria que a turma também pudesse usufruir deste outro recurso, portanto passo aqui as informações necessárias para utiliza-lo...
Basta mandar um e-mail para o endereço ********2blog@photos.flickr.com, o assunto do e-mail será o título do post no blogger, anexar a imagem desejada e se quiser escrever alguma coisa. Pronto o e-mail é só enviar que em alguns minutos estará lá postado no blogger... aí se não ficou direito o texto, basta editar o post através do próprio blogger...
IMPORTANTE: os asteriscos do endereço de e-mail acima 'escondem' seu real conteúdo, não deixarei aqui o endereço para que ele fique restrito as nossas turmas, caso contrario qualquer pessoa poderia postar no nosso blogger, divulgarei o e-mail em aula e quem quiser pode mandar um e-mail para mim que eu mando o endereço
Qualquer dúvida podem entra em contato comigo...
Beijinhos, Cátia

quinta-feira, abril 28, 2005

Flickr

This is a test post from flickr, a fancy photo sharing thing.

quarta-feira, abril 27, 2005

AULA DO DIA 25 DE ABRIL DE 2005

Iniciamos a aula com apresentação de três transparências relacionadas ao analfabetismo no Brasil. A primeira referia-se A Evolução do Analfabetismo no Brasil de 1920 a 1996 (IBGE. Censos Demográficos e Contagem da População - 1996. PNDA 1997). A segunda tinha como tema Brasil: População sem Instrução nas Grandes Regiões e Zonas Rurais -1996 (IBGE. Contagem Da População 1996). A terceira tinha como título Brasil: População com 15 Anos ou mais por Condição de Alfabetização, Cor e Sexo - 1991 (IBGE. Censo demográfico 1991).
Durante a apresentação das transparências, foram levantadas questões que nos levam a refletir sobre a situação do analfabeto em meio às conquistas tecnológicas da sociedade e sobre importância de possuir um documento. Acrescenta-se o fato de que no meio rural e entre pardos a situação do analfabetismo é agravada. Outro aspecto relevante é que embora existam, hoje, programas de educação de jovem e adultos, esses não se caracterizam por uma política de permanência.
A professora leu um trecho do livro Educação nas Constituintes Brasileiras 1823-1988 organizado por Osmar Fávero (Editora Autores Associados) ressaltando a grande necessidade de que sejam declarados direitos para que essas pessoas se insiram na sociedade.
Após, realizou a leitura do conceito de Educação de Adultos - presente no Art 3º da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos - 1997. Esse destaca a educação formal/informal, a questão dos enfoques teóricos baseados na prática e, finalmente, o fato de que vivemos em uma sociedade educativa e multicultural.
Durante a conversa, foi feita referência a Álvaro Vieira Pinto, uma vez que o mesmo partia da premissa de que não adianta investir na educação regular se os pais dos alunos não estudam. Além disso, a professora trouxe a tona a questão de que, muitas vezes, tiram os filhos da escolas justificando que as crianças ?não têm cabeça? ou ?são fraquinhos? para estudar - expressões que traduzem o processo de culpabilização que ocorre dentro das classes populares.
Outro conceito trabalhado foi o de Analfabetismo Funcional segundo Haddad. Este conceito refere-se ao fato das pessoas não terem acesso aos ?bens da sociedade? e que, para saírem dessa situação, o ideal é que possuam o ensino fundamental completo.
Após a apresentação das transparências, a professora solicitou que cada aluno pensasse e escrevesse, em uma apara de papel, uma palavra que estivesse relacionada ao conteúdo trabalhado. As palavras foram: igualdade, harmonia, tranqüilidade, paixão, sorriso, sonho, educação, educar, Brasil, superação, vida, liberdade, analfabeto e acreditar. Enquanto os alunos escreviam, a professora colocou no chão outras palavras: transição, persistência, determinismo, respeito, teimosia, autocritica, perfeccionista, obstinado, equilíbrio, brincalhona, lealdade, alegria, sonhadora, companheirismo e original. Os alunos aproximaram as palavras dadas pela professora daquelas que haviam escrito e, finalmente, agruparam-se em grupo de acordo com as palavras que relacionaram anteriormente.
Os componentes do primeiro grupo são Daiane, Fernanda Sommer, Lisiane e Sandra. As palavras destacadas são paixão, sorriso, sonho, brincalhona, lealdade, alegria, sonhadora, companheirismo e original. O segundo grupo é composto por Greicy, Ludmila, Luana e Camila. As palavras escolhidas são: obstinado equilíbrio igualdade, harmonia e tranqüilidade. O terceiro grupo - Ester, Daiane Tressoldi, César, Karine, Simone, Daisy, Fernanda Heuser e Luciane - uniu as palavras: educação, educar, Brasil, superação, vida, liberdade, analfabeto e acreditar. Cabe acrescentar que devido ao número de componentes o grupo três terá que se dividir.
Antes de iniciarmos a análise do primeiro capítulo Com Fé e Orgulho da obra Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária de Marilena Chauí, a professora destacou duas passagens do livro trazendo-as para a realidade escolar. Na página 90, relacionamos a questão do autoritarismo em sala de aula. Já na página 95, surgiram dois questionamentos: ?Qual é o papel da escola neste contexto de exclusão (ricos e pobres)?? e ?Será que incluir ricos e pobres é impossível??.
A última atividade da aula foi a analise das imagens presentes na página sete. A primeira imagem observada foi a de um menino (referência a figura masculina) abraçada na bandeira. Destacamos que a figura faz menção a uma pátria acolhedora, à cuidadosa mãe gentil. A segunda imagem - de Tiradentes - faz referência aos ?heróis nacionais?.
Recebemos a visita de Carmem Lúcia Bezerra Machado, professora da disciplina Sociologia da Educação I. A mesma destacou que em sua aula do dia 29/05/05 será trabalhado o texto Caminhos de Construção da Pesquisa em Ciências Humanas de Paulo de Salles Oliveira. O texto encontra-se na pasta no Pró-Cópias. A aula ocorrerá das 10 h e 30min - 12h e 10min. Todos os alunos estão convidados!
Dica de filme: A Língua das Mariposas
Livro indicado: Mundo de Ponta Cabeça - Cristopher Hill

Elaborado por Daisy Costa Faria

terça-feira, abril 26, 2005

Desafio!

Onde o Léo Huberman faz uma previsão que não se realizou (localizar parágrafo e página do livro?
Aguardo respostas!!!

sábado, abril 23, 2005

Diário da aula do dia 20 de abril de 2005.

A aula do dia 20 de abril de 2005 iniciou-se coma leitura do diário das aulas anteriores (dias 13 e 18/04), pois como tivemos a aula no evento da Semana Indígena não foi possível realizar esta leitura.
Comentamos vários aspectos sobre a experiência, tais como: como por exemplo o comportamento espontâneo que Adriano ? índio Guarani ? demonstrou durante sua apresentação. Para mim, a experiência da semana indígena foi muito enriquecedora, pois revelou peculiaridades de uma cultura que, muitas vezes acreditamos conhecer, mas que, a partir de então, pude perceber sutilezas até então irrelevantes, mas que fazem muita diferença.
A partir da discussão em sala de aula foi possível perceber certas diferenças entre os Guaranis e os Caingangues (Kainhgág): a professora relatou que quando os índios lutam por algo em termos de ?povo indígena?, aliam-se para ter mais forças para obter o que desejam. Mas que, quando estão entre eles, sempre que possível menosprezam o outro grupo (por exemplo, quando Adriano disse que os Caingangues apenas faziam ?aqueles artesanatos de cipós?).
A professora também destacou uma frase dita pelos Caingangues, que eles viviam em dois mundos: o deles e o dos brancos, fazendo então o seguinte questionamento: e nós, em quantos mundos vivemos?
Com relação à escolarização, foi mencionado que os Caingangues possuem escolas desde a década de 30, mas que os Guaranis não aceitaram o ingresso do mundo escolar em suas tribos com facilidade e apenas agora nos anos de 80 que as primeiras escolas Guaranis começaram a surgir, mesmo assim com várias regras ditadas pelo cacique, sendo uma delas que os professores fossem da tribo.
Também, na aula de hoje, pudemos contar com a presença da monitora da disciplina Cátia, que nos falou sobre as postagens no Blogger e ressaltou a importância de nossa participação nessa atividade. Colocou-se a disposição para auxiliar quem por ventura ainda estivesse com algum tipo de dificuldade para postar os arquivos.
Para a próxima aula ficou combinada a seguinte tarefa: Escrever sucintamente e com base no texto de Vilalta sobre os quatro mitos destacados na última aula:
· Aprender fazendo;
· Ensino público, obrigatório e gratuito em relação a sua necessidade;
· Elitização do ensino;
· Carreira acadêmica vinculada ao soldo.
Na aula do dia 25/04 iremos nos dividir em grupos e trabalhar com o texto dos mitos que a professora trará.


Elaborado pela aluna Fernanda Müller Heuser

quarta-feira, abril 20, 2005

Agenda da Sociologia!!!

Conforma ficou combinado na última aula (19/04, terça-feira) as próximas leituras serão:
Sexta-feira - 22/04: Haverá aula! Todas devem fazer leitura prévia do Capítulo 20: 'O Elo Mais Fraco'.
Terça-feira, 26/04: Capítulo 21: 'A Rússia Tem um Plano' e Capítulo 22: 'Desistirão Eles do Açúcar?'
Sexta-feira, 29/04: OLIVEIRA, Paulo de Salles (org) Metodotogia das Ciências humanas. São Paulo: HUCITEC, 1998. (já está no Pró-cópias)


Ah! Não esqueçam de ir observando, falando com pessoas sobre os mitos da educação brasileira, já pensando sobre os Coletivos de Pesquisa que serão feitos inter-disciplinarmente envolvendo a Sociologia e a História (para quem faz as duas disciplinas).
Para quem faz aula com a Profª Simone ela pediu que trouxessem esses mitos por escrito para a proxima aula (dia 25/04).

Abraços, Cátia

segunda-feira, abril 18, 2005

Sobre o capítulo XVI e XVII

O capítulo XVI parece estar claro para todos do grupo. Apartir de algumas discussões chegamos a idéia de que desde a Revolução Industrial do século XIX - onde são separados os meios de produção - até os dias de hoje, a classe trabalhadora parece não colher mais a semente que ela própria semeia. Junto com as indústrias parece crescer também a burocracia, que vem - desde então - se cristalizando a cada dia. A impressão é de que a humanidade pode ser traduzida pela imagem de um bota sobre o rosto humano, como sugeriu George Orwell.
Já no capítulo XVII, algumas dúvidas surgiram. A principal delas é sobre a Lei do Trigo. Entendemos que o objetivo era incentivar o cutivo deste através de tarifas protetores - que evitavam a entrada do trigo externo a menos que o trigo interno atingisse um certo preço. A alta demanda do produto e o grande número de terras que foram destinadas ao cultivo dele causou um impasse. Os agricultores defendiam a proteção do milho - pois os preços eram altos e representavam lucro - e os industriais o comércio livre - pois o preço alto representava o aumento do custo da subsistência de seus trabalhadores, e assim salários mais altos e portanto menos lucro para eles. Não entendemos o que David Ricardo diz quanto a qualidade/fertilidade das terras e a relação desta com a renda. Se alguém souber nos explicar, por favor, COMENTE! (Daiane, Fernanda Sommer, Greice, Luana, Lucas e Ludmila)

sexta-feira, abril 15, 2005

Saída!!!

Olá pessoal!!! Acho que até consegui encontra uma saída para publicar as imagens, especialmente as "produzidas" pelo nosso grupo... Criei um Flog onde é possível colocar imagens e comentarios... já andei colocando lá algumas imagens... quem quiser dar uma olhada e comentar é só dar uma passada por lá... http://tridi.flog.oi.com.br/
Beijinhos, Cátia
Ah! Pra quem não faz idéia do que é, flog é um "blogger" de fotos, algo tipo um álbum vitual...

quarta-feira, abril 13, 2005

OBRIGATORIEDADE DO ENSINO PÚBLICO

A idéia surgiu em 1789, durante a Revolução Francesa com Lepeletier que escreveu documentos com o princípio da laicidade da escola. Lepeletier era um burguês girondino.
Em 1527, na Alemanha, Lutero escreve sobre a escola pública e concretiza a idéia de Lepeletier, mandando uma carta aos mestres com o currículo. Lutero diz que para a religião é importante que as crianças estudem. Além de aprender a ler a Bíblia, as crianças tinham aula de escrita, operações matemáticas, entre outras...
Lutero foi um marco da Alemanha na Modernidade, a presença de seu protestantismo fez a diferença. O Estado alemão incorpora a educação posteriormente, pois vê que a educação auxilia no trabalho.
A Modernidade é um período de grande efervescência, pois vai da Reforma Protestante até a industrialização, e é nesse período que nasce a verdadeira escola.
O ensino público, laico e gratuito vem via o Estado na Revolução Francesa e chega ao Brasil às avessas com a Inconfidência Mineira, mas a instrução é voltada para a elite.
No Brasil, a escola pública foi instituída em 1930, com Getúlio Vargas. Era público, mas acabava por se tornar caro, pois a criança tinha que comprar o material, o uniforme, etc...

Luana Barth Gomes

OBRIGATORIEDADE DO ENSINO PÚBLICO

A idéia surgiu em 1789, durante a Revolução Francesa com Lepeletier que escreveu documentos com o princípio da laicidade da escola. Lepeletier era um burguês girondino.
Em 1527, na Alemanha, Lutero escreve sobre a escola pública e concretiza a idéia de Lepeletier, mandando uma carta aos mestres com o currículo. Lutero diz que para a religião é importante que as crianças estudem. Além de aprender a ler a Bíblia, as crianças tinham aula de escrita, operações matemáticas, entre outras...
Lutero foi um marco da Alemanha na Modernidade, a presença de seu protestantismo fez a diferença. O Estado alemão incorpora a educação posteriormente, pois vê que a educação auxilia no trabalho.
A Modernidade é um período de grande efervescência, pois vai da Reforma Protestante até a industrialização, e é nesse período que nasce a verdadeira escola.
O ensino público, laico e gratuito vem via o Estado na Revolução Francesa e chega ao Brasil às avessas com a Inconfidência Mineira, mas a instrução é voltada para a elite.
No Brasil, a escola pública foi instituída em 1930, com Getúlio Vargas. Era público, mas acabava por se tornar caro, pois a criança tinha que comprar o material, o uniforme, etc...
Luana Barth

terça-feira, abril 12, 2005

Novas tecnologias
l
Homens da Ciência
l
máquina à vapor -.............. curiosidade, dúvidas, inexperiência
l L................................................... importância e utilidade
l
Fazer o trabalho do homem <->modificação no método de produção
Lucro L.......produção em grande escala;
L....... divisão do trabalho.
Aumento da procura -> abertura de mercados -> mercado interno + mercado externo


Crescimento da população: - aumento da natalidade
- (maior conhecimento dos médicos) redução da mortalidade -> melhor alimentação
L........... revolução agrícola
fechamento dos campos -> terríveis aos pobres l
sistema de 3 campos -> disperdício
melhoramento de espécies -> gado melhor alimentado
aprimoramento das ferramentas -> grandes donos de terras -> lucro

Desenvolvimento dos transportes .................ampliação do mercado interno e do mundial
L.......... + barato, + rápido, regularidade
L........... melhora - estradas e canais -> ferrovias e navio a vapor

Copiei o esquema que a Cátia fez e acrescentei algumas coisas. Greice

segunda-feira, abril 11, 2005

Imagem da Cristina

Montagem

Esta imagem refere-se a última aula e é uma criação do Lucas... acho que ele pode explicá-la melhor do que eu...
Cátia

domingo, abril 10, 2005

História da Educação no Brasil - 06/04/05

Canoas, 06 de Abril de 2005.

Querida Kitty!

Hoje pela manhã nossa aula ocorreu na mesma sala 301 da faculdade de educação e pareceu-se muito com a aula anterior... quando cheguei em sala a aula já havia começado à aproximadamente uns 15min e eu nem imaginava que quem deveria escrever no diário desta vez, fosse eu...
Quando cheguei em aula a professora já estava lendo um texto do livro "Brasil- Terra de contrastes do Roger Bastide"e fez um breve comentário sobre a leiura. Após isso nossa colega leu-nos o diário da aula anterior.
Passamos então para nosso tão querido e já rabiscado polígrafo "História da vida privada no Brasil, cotidiano e vida privada na América Portuguesa, cap. O que se fala e o que se lê : Língua, instrução e leitura" onde a professora destaca alguns paragráfos e comenta-os. Enquanto isso, são passados os livros pelas colegas:

"Visão de Liberdade do Sidney Chalhoub" e
"Brasil - Terra de contrastes do Roger Bastide"

A professora também entegra-nos um resumo do polígrafo um tanto baseado nos trechos que destacamos e entegramos na aula passada.
Fica para próxima aula de buscarmos no nosso atual polígrafo, paragráfos que possam ser considerados mitos!
Ficou também avisado que o próximo polígrafo será o Livro da Marilena Chaui "Brasil - Mito fundador e sociedade autoritária", a professora disse que era um livro muito bom e barato para quem quizer adiquirir e que ele também sera usado nas aulas de Sociologia (procurei na Livraria Cultura e na Saraiva, sai por 20 reais).
Por hoje é só pessoal.

Daiane Gewehr

P.S. "Querida Kitty!" -> em homenagem ao livro "Diário de Anne Frank" que considero uma ótima leitura.

sábado, abril 09, 2005

Revolução-na industria,agricultura,transporte

A credito que as duas imagens resumem bem a Revoução Industrial,pois houve um grande desenvolvimento da agricultura(graças ao uso da rotação de cultura)que proporcionoumais alimento à população queteve um maior crescimento.

plantacao_m.jpeg
Fernanda Zambrano Sommer

sexta-feira, abril 08, 2005

Revolução Industrial

O surgimento da máquina a vapor decretou o fim do trabalho artesanal e deixou uma legião de trabalhadores sem renda. Os patrões eram os donos dos meios de produção, uma característica que determinou todo o processo de exploração da classe trabalhadora que vigora até hoje. Todavia, na Inglaterra da primeira metade do século IXX, a situação era bem mais grave do que atualmente. As condições desumanas em que viviam e trabalhavam homens, mulheres e crianças não encontrava precedentes nem mesmo entre os mercadores de escravos das Índias Ocidentais. Foi a época do surgimento e da consolidação dos sindicatos de trabalhadores tais como conhecemos hoje. É irônico que uma época de descobertas e inovações tecnológicas tenha trazido tanta penúria para uma parcela tão grande da sociedade. É o que acontece ainda hoje, desta vez no plano globalizado: existem fortunas enormes, países muito ricos (mas mesmo em alguns destes existe uma parcela grande de miseráveis), grupos que dominam a economia do mundo e que tentam por diversas vias (implantação da Alca, por exemplo) manter seus privilégios. O escritor inglês Aldous Huxley escreveu um livro intitulado Admirável Mundo Novo, onde cada indivíduo na sociedade já nascia predestinado, vinha ao mundo com uma qualificação e uma predisposição definida ainda antes do seu nascimento. O que o livro mostra é um sistema de castas tal qual o que existe hoje, no entanto, neste universo as pessoas usavam uma droga chamada "soma" que os fazia satisfeitos (resignados, talvez) à sua situação. Eu acho que hoje o "soma" que nos dão vem através da alienação e do embotamento da capacidade crítica das pessoas. Acho que existe uma dificuldade muito grande para a esmagadora maioria de perceber o quanto está sendo injustiçada e o quanto a sua indiferença funciona como perpetuadora destas injustiças.

Comentários sobre o capítulo XV

Achei muito bom o esquema sobre o capítulo XV. Quero deixar aqui um trecho do livro ?História da Cidade? de Leonardo Benévolo que ilustra os reflexos de todas essas inovações e modificações nos centros urbanos, o que também acho importante abordar.
?O crescimento rapidíssimo das cidades na época industrial produz a transformação do núcleo anterior (que se torna o centro do novo organismo), e a formação, ao redor deste núcleo, de uma nova faixa construída: a periferia. O núcleo tem uma estrutura já formada, na Idade Média ou Moderna; contém os principais monumentos ? igrejas, palácios (...). Mas não pode sem mais tornar-se o centro de um aglomerado humano muito maior: as ruas são demasiado estreitas para conter o trânsito em aumento, as casas são demasiado diminutas e compactas para hospedar sem inconvenientes uma população densa. Assim, as classes abastadas abandonam gradualmente o centro e se estabelecem na periferia: as velhas casas se tornam casebres onde se amontoam os pobres e os recém-imigrados. As zonas verdes (...) são ocupadas por novas construções, casas e barracões industriais.
Assim Engels descreve o centro de uma cidade inglesa no período industrial:
?(...) as ruas, mesmo as melhores, são estreitas e tortuosa; as casas sujas, velhas, em ruínas, e o aspecto das ruas laterais é absolutamente horrível (...); são os restos da velha Manchester pré-industrial, cujos antigos habitantes se transferiram, com seus descendentes, para bairros melhor construídos, deixando as casas, que se tinham tornado para eles demasiadamente miseráveis, para uma raça de operários fortemente misturada com sangue irlandês.aqui estamos num bairro quase que exclusivamente operário, porque também as lojas e as tabernas não se dão ao trabalho de parecerem um pouco asseadas. (...) em tempos mais recentes a confusão chegou ao máximo, pois onde quer que houvesse um pedacinho de espaço entre as construções da época precedente, continuou-se a construir e a remendar, até tirar de entre as casas a última polegada de terra livre ainda suscetível de ser utilizada.?
Daiane Tressoldi

CAPÍTULO 16 ?A SEMENTE QUE SEMEAIS, OUTRO COLHE...?


O período relativo ao início da Revolução Industrial nos fornece um quadro de enorme progresso na produção de algodão, ferro, carvão e de outras mercadorias. De um lado a melhoria de vida para poucos. De outro, milhares de pessoas morrendo de fome. Interessante a colocação de Leo Huberman, que, se um marciano tivesse caído em uma ilha da Inglaterra, naquela época, acharia os habitantes loucos, por ver de um lado as condições dos trabalhadores e de outro a condição de poucos, vivendo como reis. Acredito que, se ele caísse hoje, sua idéia não seria tão diferente.
Com a utilização das máquinas, que poderiam ter tornado o trabalho mais leve, na realidade o fizeram pior. Por isso as condições dos trabalhadores eram vergonhosas. Longa jornada de trabalho, de 12 a 16 horas de trabalho por dia, supervisão rigorosa de capatazes, salários absurdamente pequenos. Como mulheres e crianças poderiam cuidar das máquinas e receber menos que os homens, deram-lhes trabalho. As condições de habitação eram péssimas, os trabalhadores moravam, muitas vezes, em porões, sem as mínimas condições de saúde. Com o advento da máquina a vapor, já não era necessário às fabricas se localizarem junto às quedas-d?água como antes. Lugares sem importância se tornaram cidades.
E a pergunta que se colocava era: o que poderiam fazer os trabalhadores para melhorar sua sorte? Vários métodos foram testados. Primeiro, os conhecidos como luditas, chegaram a conclusão que a máquina era a culpada pelas más condições de vida. Destruindo, queimando ou esmagando as máquinas, achavam que estavam resolvendo seus problemas. Depois foram encaminhadas algumas petições às autoridades, pedindo melhores condições de trabalho. Algumas leis foram conquistadas. Se conquistassem o direito de voto, poderiam pressionar os legisladores a fazer um governo de e para muitos, ao invés de um governo de e para poucos. Perceberam que tinham de conquistar o direito de opinar na escolha dos legisladores. Onde a lei fosse feita pelos trabalhadores seria feita para eles.
Talvez o fator mais importante na conquista de melhores condições para os trabalhadores, salários mais altos e dias menores tenha sido sua própria organização, lutando na defesa de seus próprios interesses, através dos sindicatos. O sindicato não era novidade. Foi uma das mais antigas formas de organização dos trabalhadores, evoluindo naturalmente das associações de jornaleiros. Antes de forma ilegal. Sua organização permanece até os dias de hoje, só que de forma mais organizada e com uma legislação própria.

...achamos que os tópicos principais estão aí... por favor acrescentem outras idéias sobre o capítulo... esperamos que a nossa turma fique bem integrada, desenvolvendo uma consciência crítica a respeito da realidade que nos cerca e trocando várias idéias sobre como é possível construir uma sociedade mais justa para todos... bom semestre!!!!!
Abraços das colegas Cristina e Lúcia Helena.
08/04/05.

Expansão Marítima!!!



Daiane Gewehr e Ludimila Dovizinski



Publicado por Bruna Molozzi, Daisy Faria e Simone Follador

FOTO- CAPÍTULO XV



Publicado por Fernanda Müller Heuser, Karine Goettert e Liliane Gerhardt.

A contribuição das mulheres na Revolução Industrial





Optamos por essas imagens, pois ela s retratam como era explorado o trabalho feminino na época da Revolução Industrial. Pagavam os menores salários possíveis, uma jornada de trabalho enorme sob condições insalubres e constante pressão do capataz...
E nos dias atuais, será que ainda existem resquícios dessa sociedade machista?
Luana Barth Gomes e Marlene Meurer Lemes

Comentário sobre o esquema do cap. XV - história da máquina a vapor

Achamos o esquema muito bem feito e acrescentamos alguns dados sobre a história e importância da máquina a vapor para a melhor compreensão desse contexto.

"A energia a vapor foi utilizada com êxito inicialmente no século XVIII, na Inglaterra, quando foi usada para o acionamento de bombas instaladas para retirar a água acumulada nas minas de carvão. Essa máquina a vapor para bombear água foi inventada em 1712 por Thomas Newcomen e aperfeiçoada por James Watt em 1769.
Uma verdadeira "febre de construção ferroviária" tomou conta da Inglaterra a partir de 1840 . A construção de estradas de ferro representava também um mercado farto e duradouro para a indústria metalúrgica e siderúrgica, estimulando investimentos nesses ramos de produção e lançando as bases para que a revolução tecnológica alcançasse a indústria de bens de produção...
A crescente industrialização de outros países gerou um mercado externo para as mercadorias produzidas pelas indústrias de base inglesa. Novas estradas de ferro, em diversos países, eram construídas com capitais, equipamentos e, muitas vezes, técnicos ingleses...
A distribuição das mercadorias foi facilitada, pois os trens transportavam rapidamente cargas pesadas, a longas distâncias e por fretes reduzidos. Isto provocou uma especialização mundial do comércio e da produção: os países mais avançados especializaram-se na produção industrial e os países mais atrasados da Europa, América, África e Ásia concentraram-se no setor primário da economia, fornecendo alimentos e matérias-primas para os países industrializados.
A acumulação de capitais na Europa canalizou-se para diversos países estrangeiros sob a forma de empréstimos, utilizados na implantação de vias férreas ou outros empreendimentos.O desenvolvimento do capitalismo, associado ao progresso científico, multiplicou as invenções durante o século XIX: motor a explosão, uso do petróleo, aço, telefone, gramofone, lâmpada elétrica, telégrafo, pneu, bicicleta, máquina de escrever, as primeiras fibras sintéticas, a seda artificial, os primeiros plásticos e os transportes públicos mecanizados."

Retirado do site : http://www.projetocptm.hpg.ig.com.br/maquina_a_vapor.htm

Postado por Bruna Molozzi, Daisy Faria e Simone Follador

Complemento do capítulo XV

O esquema apresentado pela monitora Cátia nos pareceu estar bastante completo e conter as principais questões do capitúlo. Contudo, gostaríamos de ressaltar que o aumento da produção e consequentemente dos lucros, foi decorrente tanto do mercado externo das terras recém descobertas quanto da exploração do mercado interno, em virtude do crescimento da população da própria Inglaterra.
Outro aspecto importante de destacar é a inter-relação estabelecida entre todos os fatores (crescimento da população, transportes, agricultura, indústria...) para o surgimento deste "novo mundo".
Elaborado pelas alunas Fernanda Müller Heuser, Karine Goettert e Liliane Gerhardt.

quarta-feira, abril 06, 2005

Anotações sobre o capítulo 15: Revolução na Indústria, Agricultura , Transporte

                           Novas tecnologias
                                       l
                        Homens da Ciência
                                       l
                           máquina à vapor -.............. curiosidade, dúvidas, inexperiência
                                      l       L................................................... importância e utilidade
                                      l
Fazer o trabalho do homem <->modificação no método de produção
                                                                        L.......produção em grande escala;
                                                                        L....... divisão do trabalho.


Crescimento da população: - aumento da natalidade
                                             - redução da mortalidade -> melhor alimentação
L........... revolução agrícola                                        
fechamento dos campos                     l                                                    
sistema de 3 campos                                
melhoramento de espécies                               
aprimoramento das ferramentas                               


Desenvolvimento dos transportes .................ampliação do mercado interno e do mundial
            L.......... + barato, + rápido, regularidade
            L........... melhora - estradas e canais

terça-feira, abril 05, 2005

Algumas informações!

Vou adicionar uns dados que acho que deveriam ser analisados com base no que estamos estudando...
Em aula eu comentei sobre o que o governo diz que o salario minimo deveria cobrir... aqui vão as consideradas necessidades PRIMÁRIAS de qualquer ser humano! Do lado de cada item vai um valor aproximado do que se pode satisfazer com 260, o salário minimo!
1- alimentação (25% = 65,00 -> almoço e janta)
2- vestuário (8% = 20,80 -> dá para uma prestação no Renner! ^.^)
3- transporte (6% = 15,60 -> o restante é pago pela empresa!)
4- moradia (30% = 78,00 -> leva-se em conta que é pra pagar água, luz, gás e aluguel)
5- saúde (9% = 23,40 -> anticocepcional, camisinha...)
6- higiêne (5% = 13,00)
7- educação (6% = 15,60 -> sem comentários...)
8- lazer (2% = 5,20 -> cinema 1x por mês...)
9- previdência social (9% = 23,40 -> parece q aumentou pra 11%...)
Tirem suas proprias conclusões...

Bom adicionando o link das fotos da aula! Copiem e colem este endereço http://rolemotors.sytes.net/daiane em outro navegador!!! Cliquem nas fotos para amplia-las!!!
Abraços a todos
Daiane Gewehr

sábado, abril 02, 2005

Impressões...

Ontem, durante a aula fiquei pensando algo que desde o meu 2° semestre de curso sempre fica martelando em minha cabeça, às vezes mais outras menos... ontem foi uma dessas vezes que a martelada foi mais forte...
A questão é por que temos que ler tantos textos, livros, etc, nesta faculdade??? Será que é só para ficar sublinhando o que achamos interessante e falar na aula, para fazermos esquemas, para entregar resumos para as professoras??? Afinal para que serve a leitura de um texto indicado pela professora??? O que nos leva a realizar a leitura pedida??? O que nos leva a privilegiar um texto e não outro quando o tempo que temos não é suficiente para fazer tudo o que temos que fazer???
Alguém tem alguma resposta para mim??
Beijinhos, Cátia

sexta-feira, abril 01, 2005

Sobre "A Riqueza do Homem"

Cara professora Carmem, comecei um pouco atrasado a leitura da História da Riqueza do Homem, mas consegui, apesar das inúmeras outras leituras da faculdade, chegar ao capítulo que estamos discutindo. Foi realmente esclarecedor até aqui. Gostaria de fazer um resumo de tudo o que entendi deste livro do Leo Huberman, que explica a história pela teoria econômica e vice-versa.

Começamos no século X, num sistema feudal onde haviam basicamente três grupos distintos: os sacerdotes, os guerreiros e os trabalhadores. Estes trabalhadores viviam do campo, plantavam para o próprio consumo e para o consumo dos senhores feudais e sua condição pouco diferia da de escravos. Os costumes, então arraigados, tinham força de lei. O período feudal foi um período de guerras por que a quantidade de terra era a medida de riqueza e os senhores a disputavam incessantemente. A Igreja era muito influente econômica e politicamente pois tornou-se, com o passar dos anos, o maior dos proprietários de terras da Europa.
Começa a surgir o comércio. As Cruzadas e a conquista da Terra Prometida favoreceram o seu desenvolvimento. Igreja e Nobreza viram na luta contra os muçulmanos a oportunidade de aumentar sua riqueza, e desse trânsito constante foram surgindo as práticas comerciais. Veneza se tornou uma referência no período por sua localização geográfica estratégica. Mercados semanais, que atendiam às necessidades de uma determinada localidade viram surgir as grandes feiras que vendiam por atacado, aos grandes mercadores, produtos que vinham de todos os cantos do mundo conhecido. Depois do século XII a economia da Idade Média mudou radicalmente. O uso de dinheiro para as mais diversas transações substituiu a simples troca de produtos característica do início da Idade Média.
O aparecimento das cidades foi representativo das mudanças desta época. Os viajantes mercadores se fixavam em lugares chamados ?burgos? e aí começaram a construir fortificações cada vez maiores. Estes lugares, por sua vez, atraíam grande número de trabalhadores feudais à procura de melhores chances de prosperidade. Isso causou a ira de alguns senhores feudais e os comerciantes foram obrigados a formarem corporações para aumentar seu poder político e garantir a expansão do comércio. Estas associações de mercadores cresceram em riqueza e influência. Angariaram para si diversos privilégios monopolistas, deixando de fora da atividade os não-membros e também os mercadores estrangeiros. Uma corporação conhecida como Liga Hanseática, tornou-se tão poderosa que seu monopólio se estendeu por todo o norte da Europa.
Uma nova relação entre o camponês e o senhor feudal se mostrou interessante para ambos: o pagamento em moeda por um arrendamento de terras em lugar da paga em trabalho braçal. Alguns campônios chegaram a comprar sua liberdade total. O advento da Peste Negra foi outro fator que colaborou para a valorização do trabalhador. Com a escassez de mão de obra elevou-se a cotação do seu trabalho. Muitos senhores feudais resistiram às novas regras e isso deu chão às chamadas revoltas camponesas. As mudanças eram inevitáveis e o velho sistema feudal acabou.
Na Segunda metade do século XIV a Europa Ocidental viu outra revolta generalizar-se. Desta vez os empregados e artesãos menores se levantaram contra o poder de uma nova classe superior, os burgueses. Esta luta de classes se deveu às mudanças nas relações entre patrões e empregados. O que no início era uma corporação que primava pela igualdade entre filiados foi aos poucos adotando diferentes tratamentos para diferentes tipos. Isso deu origem a novas corporações, os precursores dos nossos atuais sindicatos. Apesar de algumas conquistas as corporações dos pobres duraram pouco. O poder das cidades livres diminuiu e começou a se configurar a criação de um Estado Nacional. Esta tarefa coube à nobreza - auxiliada pela classe média - que viu a necessidade da derrubada dos monopólios das corporações de cada cidade para a construção de um Estado forte. Isso feito, incutiu-se na população um sentimento crescente de nacionalismo. A Igreja ainda era muito poderosa e representava, por sua persistente identidade feudal, um obstáculo ao desenvolvimento. A Reforma Protestante de Lutero e Calvino serviu, disfarçada de movimento religioso, para minar as forças da Igreja Católica.
Revolução Comercial. Numa época em que se tentava por todos os meios manter o ouro e a prata nos cofres de um país (símbolo e garantia de uma riqueza), a procura por novos filões aumentou sensivelmente. Enquanto buscavam um caminho para as Indias, para quebrar o monopólio de Veneza no comércio das especiarias, navegações espanholas esbarraram no continente americano. Isto foi providencial para os cofres espanhóis que passaram então a receber enormes quantidades de ouro e principalmente prata das minas no Peru e no México. O caminho para as Indias foi descoberto por Vasco da Gama e uma nova rota de comércio com o oriente se estabeleceu. O comércio crescia vertiginosamente. Criaram-se as companhias de mercadores, empreendimentos perigosos e caros que necessitavam do dinheiro de muitos acionistas para se tornar realidade. O comércio se estendeu à América e África e os lucros foram astronômicos. Foi a era dos grandes mercadores e banqueiros, mais notadamente os Fuggers, empresa bancária que teve influência muito forte na atividade econômica do século XVI. Antuérpia se consagrou como o novo centro comercial e financeiro da Europa. Foi nesta cidade que começou-se a usar diariamente modernas técnicas de finanças, sistemas de créditos que dispensavam o uso de moeda.
Mas esta onda de prosperidade não era para todos. Nunca houve tão grande quantidade de mendigos na Europa. Parte disso se deveu às guerras constantes e outra parte ao grande afluxo de prata que os galeões espanhóis levaram ao velho mundo. A prata saía da Espanha e circulava por toda a Europa provocando um terrível aumento de preços. Isso provocou uma crise generalizada. O preço dos arrendamentos subiu demasiadamente. A terra virou objeto de especulação e deixou uma parcela da população sem nada além da sua força de trabalho para sobreviver.
O aparecimento do sistema mercantil se deu como resposta à carência de ouro e prata de muitas nações. Estas concluíram que a única maneira de trazer estes metais para seus cofres era a existência de uma balança comercial favorável. Como conseqüência, aumentou o fomento às indústrias nacionais. A idéia era exportar muito mais do que importar. Foi também nessa época que se criou a noção de que os interesses do Estado são os mesmos da classe de mercadores e comerciantes. Os países colonizadores, além de explorar suas colônias tinham cada vez mais claro que o seu crescimento devia andar paralelo à diminuição das economias de outros países. Este pensamento levou-os à guerra.

Mario Telmo Guerreiro