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terça-feira, novembro 29, 2005

INCLUSÃO

Continuando os nossos relatos sobre a inclusão de crianças portadoras de Síndrome de Down na escola de ensino regular, achamos mais algumas informações que consideramos interessante dividir com o resto da turma:
Segundo texto de Ana Patrícia Bastos,De acordo com uma pesquisa realizada em 1999 pela Federação das Associações de Síndrome de Down, a única realizada no Brasil até o momento, "quase 80% das pessoas com síndrome de down freqüentavam a escola no momento da pesquisa. Quanto à natureza dos estabelecimentos de ensino mais freqüentados: 30% dos estudantes freqüentam escolas especiais públicas e 24% estão em escolas especiais privadas."
CLÁUDIA COLLUCCI, à Folha de S.Paulo:A inclusão de crianças deficientes em escolas regulares vem crescendo no país. O número de matriculados cresceu 229% nos últimos cinco anos, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Passou de 43.923 alunos em 1998, quando o censo analisou pela primeira vez a situação dos alunos especiais, para 144.583 estudantes no ano passado.
No país, há 503.570 alunos matriculados com necessidades especiais deficiências visual, auditiva, física e mental. Do total, cerca de 30% freqüentam escolas que oferecem o ensino regular em 98, eram 13%. O restante está em escolas ou salas especiais.Segundo o censo realizado pelo MEC em 2005 a grande maioria das crianças incluídas de Porto Alegre encontra-se nas escolas municipais.
E do livro: Síndrome de Down, de José Salomão Schwartzman e col. 2º ed. , São Paulo: Memnon: Mackenzie, 2003. No cap. XII: A Educação da Criança com SD, por Nancy Derwood Mills traz a importância de acompanhar a criança, passo a passo, através do processo educativo; mostrar-lhe o significado do progresso alcançado e avaliar o impacto benéfico do processo no desempenho da criança?(...) utilizar as atividades diárias das crianças de forma intencional, incentivando-as, por exemplo, a manter relações sociais, a viver a experiência de dominar tarefas antes rejeitadas ou em que, anteriormente, não conseguiram obter sucesso?.
Após a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Qualidade, realizada em Salamanca, Espanha, em 1994 os problemas da educação para PNE passaram a ocupar um lugar de maior destaque. A conferência visava garantir a todas as crianças, particularmente àquelas com necessidades especiais, acesso às oportunidades da educação e promover educação de qualidade...?
"Publicações técnicas e documentos sobre a educação inclusiva são escassos e pouco divulgados, o que obriga os responsáveis pelo planejamento educacional a trabalhar, muitas vezes, de maneira intuitiva ou aleatória, desenvolvendo ações que não conduzem a uma integração efetiva mas, na maioria dos casos, apenas à mera integração física?"
"O princípio que rege a educação inclusiva é o de que todos devem aprender juntos, sempre que possível, levando-se em consideração suas dificuldades e diferenças, em classes heterogêneas, com alunos da mesma faixa etária?. O mérito da escola inclusiva não é apenas proporcionar educação de qualidade a todos. Sua criação constitui passo decisivo para eliminar atitudes discriminatórias, criar comunidades escolares que acolham todos e conscientizar a sociedade. Implica, portanto, num processo de mudança que consome tempo para as necessárias adaptações e requer providências indispensáveis para o bom funcionamento do ensino inclusivo?"
Para complementar acrescentaremos trechos de uma entrevista de Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas, concedida a revista Nova Escola, edição 182, maio, 2005. p. 24:
O que é inclusão?"É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas sem exceção.(...). Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. já inclusão é estar com, é interagir com outro.".
Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?"A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora.O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.".
O que faz uma escola ser inclusiva?"Em primeioro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as esperiências anteiores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não".
Como é a inclusão no Brasil hoje?"Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especilizado - preferencialmente na escola -, que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir à inclusão de caminhar: a forma corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização".
Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência?" Sim. O papel do professor é ser regente da classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão(...) A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas(...)
O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas?" Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei".
Por enquanto era isso... Semana que vem continuamos com os nossos relatos, quando pretendemos já ter conseguido visitar a escola.
Beijos Francelli, Karen, Lidiane, Lilian e Mariana

1 Comentários:

Blogger Turma disse...

Eu não sei até onde uma possível inclusão seria, realamente, eficiente, pois a escola que fosse possibilitar esta inclusão deveria estar equipada para atender as dificuldades d seus alunos, e sabemos que muitas escolas querem a inclusão sem preparar-se, ái esta inclusão talvez mais atrapalhasse do que ajudasse a criança... pode ser que esteja errada, mas penso assim!

Priscila

10:05 PM  

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