Tridisciplina

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domingo, outubro 29, 2006

Relato sobreo Salão de Iniciação Científica

"Essanegranão"
Assisti a uma apresentação realizada no SIC, que falava sobre o preconceito contra a raça negra e que relatou a história vivenciada por uma menina negra ao ingressar na escola.
Era uma menina de mais ou menos seis anos de idade que começou a sofrer discriminação desde os primeiros dias de aula, mas no começo não entendia muito bem as atitudes e as palavras dos colegas em relação a ela. Quando a menina se aproximava de alguns colegas eles falavam: "Essanegranão". A garota não compreendia o significado desta palavra e a entendia como se fosse uma só e não três como seria o correto.
Essa criança foi crescendo e começou a entender o sentido dessa palavra e a ter noção do preconceito que ela estava sofrendo. A menina começou a se afastar das pessoas brancas a sentir medo delas e assim começou a isolar-se dos colegas "clarinhos".
Essa criança conseguiu superar as agressões verbais que sofreu durante sua vida e a não dar tanta importância para elas, pois percebeu que se ela levasse em consideração todos os gestos e comentários maldosos que ela recebia não seria uma pessoa feliz.
Com muito esforço e dedicação essa menina conseguiu entrar em uma Universidade Pública e realizar seu grande sonho: ser professora de Educação Física.
Enfim, o grande ensinamento que eu tiro dessa palestra foi de que devemos saber valorizar nosso potencial e sempre lutar pelos nossos objetivos , não deixando que as pessoas nos façam acreditar que não somos capaz.
Priscila Tatiane Santos Silveira

sexta-feira, outubro 27, 2006

Trabalho sobre o quinto capítulo do livro Casa grande e senzala



1) Comportamento dos meninos:
- Meninos obrigados a se comportarem como adultos.
- Tornavam-se rapazes aos 10 anos.
- Roupas de homem, gestos sisudos, andar grave e ar ttrostonho.

2) Escolas:
- Os engenhos quase sempre tinham sala de aula e os estudos eram feitos em casa com capelão ou com professores particulares.
- Eram tristonhas.
- As salas eram pequenas e sem ar.
- Meninos e moleques aprendiam juntos.
- Se aprendia a ler, a escrever, a contar e a rezar.
- Castigos: se fazia vários tipos de humilhações como palmatória, usar chapeu de palhaço, se ajoelhar no milho,entre outras.
Nos colégios:
- Usavam batinas.
- Os professores não possuíam conhecimento em ciência.
- Alunos sem curiosidade.
- Grande irradiação de cultura do Brasil colonial.
- Colégios jesuítas chegaram aos matos e sertões.
- Só negros e muleques eram barrados nas primeiras escolas jesuíticas ( retintos).

3) O conteúdo dado nas escolas:
- Ensino de caligrafia.
- Latim.
- Aritmética.
Livros:
- Gramática Latina.
- Sinônimos.
- Poesias Sacras.
- Cartas silábicas com exercícios parietais.

4) Higiene:
- As condições de higiene nas escolas eram péssimas, muitos meninos morreram de febre ou de infecção.
- As escolas eram insalubres, pouco asseadas e a iluminação era feita com azeite e gás.
- Avanço de doenças sexualmente transmissíveis nos internatos, doenças como a sífilis e a gonorréia.

5) Comportamento do homem branco e da mulher branca e negra:
- Homem tirano e viril que ficava na rede e que se deitava com as escravas.
- Mulheres brancas a educação era voltada para a submissão, nas festas religiosas namoravam às escondidas, elas precisavam se precaver dos olhos delatores das escravas, dos padres e das sogras.
- Mulheres negras: serviam ao senhor de engenho e muitas não permitiam ser dominadas sexualmente.

6) Castigos:
- Assassinatos.
- Beliscões.
- Recitar rezas da semana santa.

7) Padres e religiosos:
- Libertinagem
- Ostentavam amantes.
- Viviam vida de casado com as "comadres".
- Contribuição para o aumento da população, reproduzindo-se em filhos e netos de qualidades superiores.

8) Açucar:
- Movia a economia do século XVI E XVII.
- Aumento da produção = aumento do número de escravos.
- Visto como a causa da moleza do senhor branco.
- Produção dependia do trabalho escravo.
- Doces e guloseimas eram vendidos pelas escravas de ganho nas cidades.

Integrantes do grupo: Renata Jardim, Sandra, Graciete, Marilia, Patricia Martins, Priscila S, Karen, Elisandra , Milene e Camila.

Reflexões de uma professora no "dia do Professor"

Caros alun@s!

Este pode parecer um desabafo, apenas uma homenagem ao dia que reverencia
nosso trabalho, mas é hoje, realmente a reflexão de hoje, sobre o
trabalho que fazemos como professores e professoras.
Abraços e o convite para seguirmos vivendo este educar e educar-se.

Tempos atrás assistindo uma palestra de especialista (não lembro quem, pois a memória me trai) ouvi: - "meu mérito não vem de ensinar aos "bons alunos", pois estes aprendem apesar de mim, meu desafio e também o meu melhor trabalho é identificar os alunos que tem as maiores dificuldades para aprender, trabalhar com eles e levá-los ao seu melhor aprendizado". O trabalho do professor e da professora assalariado, explorado, vendido como força de trabalho que produz mais-valia, em seu modo mais perverso, produzindo mais força de trabalho, porque trabalho humano, realizado por sujeitos, necessariamente exige que tenha que "estar por inteiro", de corpo, de mente (razão) e de coração (sentimento , emoções). Enquanto vivência produz saberes de experiência feitos. È aqui que nossa humanidade nos "consome". Quais nossos compromissos, comprometimentos? Entre a data escolhida por sua oficialidade (origem do dia do professor) e o cotidiano que propõe incorporar "novas tecnologias", as Tecnologias Educacionais Informatizadas(TEIs), conhecemos as tecnologias do humano?
Aquelas que exigem o respeito a si mesmo e ao outro, compromisso consigo mesmo, com o outros e com o mundo onde se vive são conhecidas? As delicadezas ao ocupar o "espaço da aula", na troca com colegas, com professo@s, com tutor@s e alun@s? Tenho e temos sido capazes de, além de preencher os "currículos Lattes" e escrever textos (critério básico para qualquer progressão funcional na Universidade), ensinar para aqueles alunos que tem os menores saberes acadêmicos? Tenho e temos sido capazes de trabalhar com suas melhores potencialidades sem deixá-l@s para traz na caminhada que eles se propõe a fazer? "O que fazer?"
Na homenagem de um ex-aluno me vejo uma professora que superando a dor do corpo dava aulas mesmo com um ligamento do tornozelo rompido, de muletas. Mas e os que as usam cotidianamente e sempre. Por absoluta necessidade não o fazem? Mais, como ficar em casa e com 75% do salário mensal, recebidos 60 dias depois numa licença saúde pelo INSS, na década de 90? Como sobreviver?
Estar numa sala de aula presencial, onde alunos consideram natural o preconceito e aceitável a discriminação e a argumentação sobre o ter ou não ter cinco dedos na mão, para não esquecer o exemplo do dia? Tudo isto me faz perguntar: como viver?
Como Gramsci "odeio os indiferentes" e se o trabalho é o me faz sujeito de minha história pessoal, como parte do mundo, estou por inteiro. Mergulhada neste processo de educar e educar-me para ensinar o que sei e também o que não sei, para quem sabe ir só e para quem quer andar junto, sonhando com o possível para mim, para o outro e para o mundo no qual vivo. Vamos?
Carmen Lucia Bezerra Machado

Impressões sobre uma apresentação do SIC

Práticas pedagógicas e o cotidiano das crianças numa aldeia Guarani.
Assisti uma apresentação que muito me interessava, sobre práticas pedagógicas e o cotidiano das crianças numa aldeia Tupi Guarani. Este é um projeto orientado pela profª Mª Aparecida Bergamaschi que foi apresentado pela aluna Priscila Ferreira.Gostei do termo intervenção cosmológica, citado por ela, que fala, pelo que eu entendi, muito do Nhande Reko ou modo de ser Guarani, onde as crianças vivem de forma criativa e autônoma, com poucas interpelações dos adultos.A aluna definiu muito bem a sua posição de pesquisadora perante a aldeia, ela disse que via a aldeia como um "convite". Disse também que seu trabalho de campo antropológico era um recorte que ela fazia e ela tentava não os ver como o "bom selvagem", mas sim os ver pela perspectica do olhar deles, de suas vontades e necessidades.Fiquei bastante emocionada com o trabalho, por ver que a cultura deste povo é respeitada, dentro de suas peculiaridades, pela pesquisadora que observa a diversidade com um olhar multidimensional, profundo e atento.

Claudia Krauthein

quinta-feira, outubro 26, 2006

Contribuição das negras e negros no Brasil

Quando nos propomos a discutir a contribuição do negro no país, me senti desafiada a escrever uma reflexão, não tão acadêmica e formal, mas quem sabe um desabafo e uma análise da minha história e de minhas origens.
Penso que não podemos apenas colocar o negro como um contribuinte, mas sim como um dos elementos base, para a construção de uma identidade e cultura nacional, independente da etnia de origem.
A contribuição dos negros, acredito que tenha sido fundamental para a construção de um Brasil, mais plural e quem sabe mais respeitoso às diferenças.
Gilberto Freyre nos mostra a contribuição das diversas etnias africanas, no modo de ser das brasileiras e dos brasileiros, tanto no cuidado entre os indivíduos, como na religião, na gastronomia, na dança, na ética, mas principalmente na garra e na capacidade de resistência ao massacre a xenofobia e tantos outros preconceitos e racismos que tivemos que enfrentar.
Apesar de sabermos que o Brasil é um país onde uma parcela significativa da população brasileira é de origem africana, isto é negado e rechaçado. Quando pensamos em contribuição ao país, idealizamos apenas aqueles povos que vieram ?de bom grado? pra cá.
Pensamos na contribuição dos alemães com a cuca, a cerveja e a seriedade na vida e no trabalho, o italiano com sua deliciosa gastronomia, suas vinícolas e seu jeito expansivo de ser, o japonês, com suas belas plantas, seu jeito pacato e introspectivo, mas quando falamos da contribuição negra ao país associamos ao samba, futebol, à marginalidade e a tudo que é não é louvável e nem deve ser pensado enquanto cultural e belo.
Negar que este é um país negro, branco, amarelo, azul, ou seja, híbrido, é negar a nossa história. História essa que é cheia de pré-conceitos e racismos, mas é cheia de lutas e assim construímos uma cultura, bela e admirável, que é constituída por um povo lutador e que não se cansa de lutar e ainda tem dignidade pra sorrir e pra chorar.
O negro não só contribuiu com esse país, o negro fez esse país com seu suor e seu sangue, com seu choro e sua dor, com seu sorriso e seu amor. Repensar e respeitar o papel de cada etnia e cada indivíduo é fundamental para a compreensão da nossa história, ou seja, do que fomos, do que somos e do que seremos.

?Sim, sou um negro de corMeu irmão de minha corO que te peço é luta sim, luta maisE a luta está no fimCada negro que for, mais um negro viráPara lutar com sangue ou nãoCom uma canção também se luta irmãoOuvir minha voz, oh yes, lutar por nósLuta negra de mais é lutar pela pazLuta negra demais para sermos iguais?

Tributo a Martin Luther King
Wilson Simonal
Composição: Wilson Simonal e Nonato Buzar

Autora: Patrícia Ribeiro do Nascimento.

SIC - Apreciação de trabalho.

"Meu filho" vai à escola, o que é prweciso saber e fazer? Relações família-escola no contexto de um artefato midiático.
Aluna:Taís Barbosa.
Orientadora: Dagmar Elizabeth Estermann Meyer. Instituição:UFRGS


Essa pesquisa através de uma análise contínua do encarte "Pais e Filhos" do jornal Zero Hora - ZH, nos elucidou sobre os papéis impostos pela sociedade para cada elemento do núcleo educacional.
Na análise do encarte, demosntrou-se que existe um público alvo: família branca, classe-média alta e de constituição nuclear tradicional (pai, mãe, filhos e filhas). Dentre os principais papéis o que mais se destacou foi o da mulher, que é vista apenas como sujeito mãe, sendo a principal responsável pela educãção dos seus filhos e filhas, e muitas vezes a única culpada pelo fracasso desses.
Pensamos que o encarte não dialoga com a atual estrutura familiar, que se mostra cada vez mais heterogênea (pais separados, casais homossexuais, mães solteiras, etc). Essa metodologia proposta pelo jornal ZH delega inúmeras funções somente à mãe, isentando os demais responsáveis pela educação das crianças e até mesmo a própria escola.

Nomes: Patrícia Ribeiro do Nascimento, Josiane Machado, Taís Espindula, Jussimara Rocha.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Relato sobre o Salão de Iniciação Científica

Assisti no XVIII Salão de Iniciação Científica um trabalho que falava sobre o aborto provocado. Durante a apresentação desse trabalho constatei uma questão equivocada na pesquisa, que dizia que as mulheres decidiam sozinhas se deveriam ou não abortar. Essa questão deveria ser melhor analisada na pesquisa, pois a mulher quando vai abortar leva muito em consideração a decisão do parceiro dela e também em boa parte dos casos a opinião da família. A solução nessa pesquisa seria a pesquisadora se atentar aos detalhes que levam uma mulher a abortar, ou seja partir do particular para o geral.

Renata Jardim-Relato de Sociologia

SIC

SIC ? Cotas Raciais nas Universidades Públicas. Sim ou Não?

Para este trabalho foi realizada uma pesquisa com 567 estudantes da Faculdade Porto-Alegrense (FAPA), sendo 10% de cada curso, sobre o tema ?cotas raciais?. Quase 95% dos alunos que responderam ao questionário proposto (contendo 10 perguntas objetivas) afirmam que já ouviram falar das cotas, entretanto, apresentam contradições a respeito do assunto.
Em geral, os estudantes admitem que os negros são discriminados no Brasil, mas, acreditam que as cotas sejam uma medida desnecessária, pois esta seria um fator de discriminação, e ainda, 62% dizem que as cotas não compensariam uma desigualdade social histórica. No entanto, em contraponto a um dos argumentos daqueles que se mostram contra as cotas, a maioria afirma que tal medida não rebaixaria a qualidade do ensino. Sendo este último dado comprovado por pesquisas feitas na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nas quais foi constatado que no início os cotistas obtêm notas inferiores aos demais alunos, mas no decorrer do curso apresentam uma melhora de rendimento. Outros pontos a serem observados é que 71% das pessoas se auto declararam brancas na pesquisa e que o índice de pessoas a favor das cotas é maior nas ciências humanas do que nas exatas, dado atribuído a diferença de currículos (estudo de sociologia e antropologia, por exemplo). Ao afirmarem que as cotas são discriminatórias, os alunos tinham 3 opções de para quem seriam; 67% afirmou que para os negros.
Notamos que o questionário não menciona os indígenas na temática das cotas e poderia ter incluído questões como: você já estudou em escola pública e em que período escolar? Com o objetivo de analisar conceitos e pré-conceitos que o aluno poderia ter formado. Além disso, o fato da pesquisa ser restrita às cotas raciais ocultou possíveis opiniões favoráveis às cotas, no caso as sociais, quando assim poderia se obter resultados mais específicos.


Carolina Monteiro e Renata G. Barcelos

Sobre o SIC


Em uma comunidade de Quilombo, no interior do Rio Grande do Sul, uma estudante de Ciências Sociais, branca de olhos verdes, propõe um trabalho de pesquisa que busca olhar as questões de saúde e cultura sob o viés da territorialidade. Ela rompe com o caminho conhecido e estabelece uma nova gramática em relação ao objeto de pesquisa.
Através do contato com as benzedeiras, o estudo se desenha percebendo as relações entre a terra, a cura e a dádiva. Surgem os conceitos de "Cura Tradicional" e "Cura Convencional", o que as benzedeiras vivênciam como "Doença de Benzer" e "Doença de Doutor" .A partir daí, o significado que atribuí e a maneira como essa comunidade se relaciona com o corpo, a saúde e a terra estabelecem uma outra forma de estar no mundo. Entender a própria vida como um contínuo da terra e por isso respeitar e cuidar do lugar onde se vive, são conceitos importantes para se entender as diferenças.
A inserção dessa comunidade na sociedade capitalista e individualista não se dá sem conflito. O povo do Quilombo é afetado pela cultura da cidade, mas também afeta essa gente que vêm de diversos lugares atrás de reza e cura. A benzedeira não tem mais um quintal do tamanho da mata. Talvez, não encontre mais com tanta facilidade a erva que precisa e por isso acaba modificando seu tratamento. Essas mulheres não plantam, aprenderam a colher o que a terra lhes dá (faz parte da cura ou da impossibilidade dela). O povo do Quilombo perde a terra e perde também a identidade.
Fiquei lembrando de quando eu trabalhei em um Posto de Saúde atrás da PUC ?RS em Porto Alegre. Era um janeiro escaldante e o chefe da equipe nos mandou para rua, devíamos fazer a TERRITORIALIZAÇÃO para entregar até março. Mal saída do curso de Nutrição eu não tinha nem idéia do que era aquilo. Meus colegas médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais também não pareciam ter muita certeza e um consenso parecia impossível. Para alguns era, simplesmente, desejar mapas. Para outros cadastrar pessoas que morassem na nossa zona de abrangência. Confesso que ficamos muito distantes de entender a relação que as pessoas tinham com o lugar onde moravam. Hoje eu teria feito muito diferente.
Essa comunidade, onde eu trabalhei, era conhecida pela maior incidência de casos de HIV de Porto Alegre. Era comum visitarmos casas onde pelo menos uma pessoa da família tinha HIV +. Mais tarde fomos percebendo que havia uma rua, que entre os moradores, era conhecida como " a rua do HIV", pois quase todos naquela rua tinham a doença. Ou seja, a AIDS ali, naquela comunidade, era quase tão comum quanto o resfriado. As pessoas se relacionavam com isso de uma maneira quase que fatalista, como se não houvesse outra forma de estar no mundo. A saúde, também aqui, passava pelo viés da territorialidade.
Marília Felippe.

Relato e apreciação apresent. XVIII Salão Inic.Cient

Assistimos à apresentação de pesquisa científica na área de Processos de Ensino e Aprendizagem no dia 18/10/2006, na sala 601, sobre a crise ambiental instalada no município de Tupandi/RS.
Esse município possui 3.500 habitantes, e a principal fonte de renda é a criação de suínos e aves. É interessante ressaltar que a produção de dejetos é equivalente a de 60 mil pessoas. A pesquisa foi desenvolvida a partir de como deveria ser tratada esta questão.
Neste trabalho, o objetivo principal é a conscientização de professores, alunos e a comunidade em geral, de que primeiro é necessário preservar o próprio ambiente, para depois pensar em Amazônia, Pantanal ou São Paulo.
Ficou claro na pesquisa que o trabalho realizado pelos professores limita-se à produção textual, à apresentação de vídeos e à conscientização dos alunos que, na prática, aprendem somente a recolher o lixo do pátio da escola. O problema ambiental é trabalhado desta maneira apenas pelos professores de Ciências, quando deveria estar interligado a outras disciplinas.
Como a criação de suínos é a principal economia do município, observa-se a omissão do problema pela escola e pelo poder público, pois se o assunto for tratado de forma mais aberta e objetiva irá gerar conflitos entre a comunidade escolar e os criadores.
Como educadores, perguntamos: como transmitir aos alunos problema tão grave como esse, não causando conflitos para a população local, já que afeta diretamente a economia do município?
Em primeiro lugar é necessário buscar o conhecimento científico, e depois aplicá-lo com ética em sala de aula, da melhor maneira possível, convidando e procurando aproximar a comunidade para refletir sobre o assunto. Sabemos que isoladamente é muito difícil conseguir alguma coisa.
No caso de Tupandi, deveriam usar seus direitos de cidadãos e pedir ajuda ao poder público, para que auxilie na divulgação de novos meios de produção e escoamento de dejetos sem que afetem o meio ambiente - que não é o da cidade vizinha - mas o lugar onde seus filhos crescem e brincam, o pátio de suas casas e a água que bebem.
Este modo de pensar nos remete ao assunto tratado na mesa redonda do prof° Bombassaro, no dia 19/10: a Ética e a Ciência.
Como pedagogas temos o compromisso com a ética em nossa metodologia. Nosso currículo raramente trabalha essas questões, ou seja, não discutimos nosso papel social, nossa responsabilidade para com a verdade, a nossa ação sobre os outros e as consequências que disso resultam. Se a educação não for para a excelência, para o melhoramento e para o aperfeiçoamento de todos, não terá sentido.
É inconcebível que o poder público permita que interesses econômicos superem as leis de bem estar de uma população, que não interfira de maneira efetiva e não autoritária na conscientização dessa grave crise ambiental.
Alunas : Graciette Lamas Esposito e Sandra Maria Homem da Silva

quinta-feira, outubro 12, 2006

Paradoxos

Esta postagem é referente ao exercício proposto pela cadeira de Sociologia da Educação:

Quem formula as hipóteses são sujeitos em vias de aprender, para o que é fundamental que eles tenham oportunidade de intercambiá-las e, para isso, o ambiente mais propício são os pequenos grupos, onde o sistema de trocas se estabelece de maneira eficaz.

Elaborado por: Cristina Gava, Jussimara Rocha, Josiane Machado, Taís Espíndula e Patrícia Ribeiro.

quarta-feira, outubro 11, 2006

A Africa é um continente, não um país

A maior parte dos africanos que vieram para o Brasil no século XVI eram provenientes da costa oeste, acima da linha do Equador, onde hoje estão localizados Senegal, Ghana, Togo, Nigéria, entre outros países. No século XVII, a origem do tráfico negreiro passou a ser da metade sul da costa oeste, onde o mapa político de hoje mostra as regiões do Congo, Angola, Namíbia, entre outros. O interior do Continente Africano passou a ser explorado a partir do século XVIII. Já no século XIX, manteve-se a ?retirada de negros? da parte sul da costa oeste e ampliou-se para o sul da costa leste, onde situam-se hoje: Moçambique e Tanzânia.

Para embasar o parágrafo anterior, vamos citar Nina Rodrigues nas páginas do seu trabalho ?O problema da Raça Negra na América Portuguesa?: ?... as procedências do tráfico para o Brasil às colônias portuguesas da África Meridional e às ilhas do Golfo de Guiné. Para eles, dos Congos, Cabindas e Angolas na costa ocidental da África, do Macuas e Angicos, na oriental, provieram todos os africanos brasileiros?.

Devemos lembrar que neste período existiam etnias na África, as quais não foram respeitadas no momento da colonização, ficando na mesma senzala várias (e até contrárias) culturas. O mesmo aconteceu no próprio Continente Africano. Exemplo: Onde hoje é a Angola, existiam (até o século XVIII) cerca de cinco etnias diferentes.

Juliana Pokorski e Camila Prates

domingo, outubro 08, 2006

África

De onde vieram os grupos africanos?

Durante o século XVI, começou o tráfico de escravos no oeste do continente africano, devido a proximidade com Portugal. Os escravos saíam das atuais regiões de Serra Leoa, Senegal, Guiné, Guiné Bassau e Gâmbia, se deslocando para o litoral brasileiro (Pernambuco, Bahia, Maranhão e Grão-Pará). No século XVII, o tráfico negreiro também começou a tomar conta do sul do continente, na costa de Angola e depois transferido temporariamente para a região da alta Guiné e para o Golfo da Guiné. Os bantus (povo caracterizado pela numerosa criação de gado em pequenas áreas, pelo trabalho em ferro e madeira, poligamia e fetichismo) vinham das regiões que hoje são Togo, Nigéria, Camarões, Congo, Gabão entre outros para as regiões do atual Maranhão, Rio Grande do Norte... Agora, no século XVIII, além do litoral oeste, o tráfico negreiro passou a abrangir o centro do continente (Costa da Mina, na alta Guiné). Os sudaneses (povo da região) eram levados desta região para as áreas açucareiras brasileiras. Mais ao sul do continente, o tráfico era para todos os portos do Brasil. No século XIX, o tráfico se expande por todo o continente, alcançando o litoral leste da África e, conseqüentemente, levados para praticamente todas as regiões brasileiras.

Situar a diáspora:

Os povos africanos foram separados e levados como mercadorias para diferentes pontos do Brasil, não importando sua língua e seus costumes. Este processo iniciou-se no litoral oeste da África e se expandiu por todo o continente.

Analisar a conformação atual/anterior:

A África sempre foi submissa aos países europeus. Inicialmente, servia como fornecedora de escravos, mais tarde, quando não poderia mais fornecê-los, as potências dedicaram-se a sua ocupação territorial, explorando suas riquezas, desencadeando a corrida imperialista. A África foi ?organizada?, ou melhor, partilhada a partir da Conferência de Berlim (por volta de 1885), onde surgiram as fronteiras nacionais impostas pelas potências colonizadoras, juntando tribos diversas (amigas ou não), fazendo-as pertencer ao mesmo espaço colonial. Talvez isso explique porque hoje existem tantos conflitos no continente africanos.

GRUPO: Aline Michalski, Ana Cláudia Scalzilli, Fernanda Lubke e Isabela Dutra.

Africanos foram trazidos para o Brasil como escravos desde meados do século XVI, embarcando principalmente dos seguintes pontos:

- Século XVI ?Senegal, Gâmbia, Serra Leoa, Guiné.
- Século XVII ? Angola, Golfo de Benin, São Tomé, Guiné.
- Séculos XVIII e XIX ? Moçambique, Angola, Costa de Mina, Congo, Nigéria, Costa do Marfim.

Dos portos onde os navios negreiros desembarcavam, os negros eram, depois de vendidos e transportados para trabalharem nas fazendas do interior. De Recife, eles chegavam até Alagoas; do Rio de Janeiro, eram levados para Minas Gerais e São Paulo; de São Luís do Maranhão, atingiam o Grão.Pará; e de Salvador, todo o Recôncavo baiano.

Os africanos foram colonizados por diversos povos europeus, formando assim um continente multifacetado, com diversas línguas, culturas, religiões. Apesar desta pluralidade, os povos africanos sofreram com a exploração do seu continente por seus colonizadores, que lhes arrancou tanto seus bens materiais como sua própria autonomia e dignidade.
Por: Julia Scalco Pereira

PARTIDA, CHEGADA E DESTRUIÇÃO!

O Tráfico Negreiro trouxe ao Brasil negros de diversas regiões africanas, principalmente da África Meridional, Ilhas do Golfo da Guiné, Costa Ocidental e Costa Oriental da África. Os negros trazidos para o Brasil pertenciam principalmente a dois grupos: os sudaneses (que compreendiam os iorubas, os jejes, os minas, os fantis) e os bantos (compreendiam os angolas, os benguelas, os congos -cambidas-, e os moçambiques). Os sudaneses foram introduzidos inicialmente na Bahia, de onde se espalharam pelas regiões vizinhas. Os bantos foram trazidos para o Rio de Janeiro, Maranhão e Pernambuco, inicialmente, e depois São Paulo, Minas Gerais e Amazonas. Os Fulas e os Mandes, grupos negros islamizados, vieram para o Brasil juntamente com os sudaneses. A diáspora foi favorecida para as regiões da Bahia, Pernambuco, primeiramente, devido à proximidade do litoral africano de onde eram exportados os negros. Negros vindos da Guiné, situaram-se principalmente nas regiões açucareiras (Pernambuco, Maranhão, Bahia e Grão- Pará), os da Costa da Angola situaram-se na Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo e região Centro-Sul. Os vindos da região da Costa da Mina para as províncias do Grão- Pará e do Maranhão. Os principais pontos de abastecimento de escravos, pelo menos entre os séculos 17 e 18 eram o Senegal, Gâmbia a Costa do Ouro e a Costa dos Escravos. O delta do Níger, o Congo e Angola foram grandes exportadores nos séculos 18 e 19.
Mas quantos escravos foram afinal transportados pelo Atlântico?
Há divergência entre os historiadores, alguns chegaram a projetar 50 milhões, outros estimam que entre 9 e 10 milhões, sendo a metade deles da África Ocidental. O tráfico foi o principal responsável pelo vazio demográfico que acometeu a África no século 19. Não bastando apenas o tráfico, o neocolonialismo feito pela Europa, ao dividir as regiões africanas, acabou por deixar em uma mesma nação tribos africanas de diferentes culturas gerando entre eles conflitos, inclusive guerras civis. Essas lutas geraram uma crônica instabilidade em grande parte do Continente que contribuiu para afastar os investimentos necessários ao seu progresso. Hoje a África, com exceção da África do Sul, Nigéria e o Quênia, encontra-se praticamente abandonada pelos interesses internacionais. Os demais parecem ter mergulhado numa interminável guerra tribal, provocando milhões de foragidos Essas lutas geraram uma crônica instabilidade em grande parte do Continente que contribuiu para afastar os investimentos necessários ao seu progresso. No caso do Brasil o hibridismo cultural não contribuiu de forma efetiva para a perpetuação da cultura negra, pois, a partir do momento em que ocorreu uma miscigenação entre a cultura originalmente africana e as limitações encontradas no Brasil, houve uma certa obrigação de se formar uma nova alternativa para que não fosse apagada de forma tão brutal a essência africana já abandonada uma vez ao serem ?convidados a virem visitar nossa tão bela pátria?. Não há como negar que esse processo miscigenador tenha contribuído para a formação da cultura brasileira, porém essa nova cultura não tinha mais a mesma base trazida da África. É hora, pois, de pararmos de jogar pedras sobre o passado colonial e assumirmos a responsabilidade pelo destino dos povos que ajudaram a desenvolver nosso país.

( Aline Lilge, Camila Borges e Priscilla Boschi)

A vinda dos AFRICANOS ao Brasil

Século XVI: Povos localizados no litoral oeste da África ( Alta e Baixa Guiné), que hoje corresponde aos países Serra Leoa, Senegal, Guiné, Guiné Bissau e Gâmbia, foram trazidos para as regiões açucareiras do Brasil (Pernambuco e Bahia).

Século XVII: Africanos foram trazidos, especialmente, da Costa da Angola que atualmente corresponde à Angola.
Com a epidemia de varíola, o tráfico foi deslocado temporariamente para a Alta Guiné e para o Golfo da Guiné, que localizam-se mais para o interior da África. Essa região, nos dias de hoje, corresponde aos paíse Côte D' Ivore, Gana, Togo, Benin, Nigéria e Camãrões.
Os povos deslocados neste século, foram levados as Províncias do Grão Pará e Maranhão, para o atual território do Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo e regiões do centro-sul do Brasil.

Século XVIII: O tráfico concentrou-se na região da Costa da Mina, na Alta Guiné. Desta região saíram povos sudaneses em direção ao Grão-Pará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio de janeiro e São Paulo. Em menor escala, saíram africanos da Costa da Angola em direção a todos os portos brasileiros.

Século XIX: As regiões do tráfico eram a Costa da Angola, a Costa da Mina e o Porto de Moçambique, que se localiza nos litoral leste da África. Os escravos foram levados para todas as regiões do Brasil. Atualmente, a região da África de onde saíram os escravos nesta época correspondem aos países: Gana, Togo, Benin, Nigéria, Gabão, Congo, Angola e o território de Moçambique.
(Ana Carolina da Silveira, Cristina Gava e Daniela Souza)

sábado, outubro 07, 2006

Fragmentos 5 e 6 do texto de sociologia

Fragmento 5

Isto não significa que se deva trabalhar sempre em pequenos grupos, mas esta é a situação geral e estável em que devem se encontrar os que aprendem, com trabalhos individuais ou em grande grupo.


Fragmento 6

O que baliza esta problemática é a convicção de que Wallon teve razão quando afirmou que somos geneticamente sociais e que os saberes circulam para se transformarem em conhecimentos, o trabalho em grupo, visa favorecer esta circulação.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Made in África

Os povos vieram primeiramente do litoral africano e de regiões diferentes. Assim, os grupos que aqui chegaram possuíam religiões, línguas e culturas diferentes. No século XVI eram levados para a América principalmente negros da alta e baixa Guiné (noroeste). No século XVII, os negros eram tirados da costa oeste (Costa de Angola). Já no século XVIII, os negros eram capturados principalmente na região oeste e sudoeste (Costa de Angola). Mas também mais do interior do continente (Costa da mina). E no século XIX além da região sudoeste ser explorada o sul e a costa leste começaram a ser ?invadidas? pelos europeus. Muitos negros, importados para o Brasil, eram das tribos: Iorubanos (Nagô), Eves (Gege), Fulas, HuÍça, entre outras. Com o repartimento do continente africano, realizado pelos europeus, visando exclusivamente seus interesses econômicos, as fronteiras entre as tribos não foram respeitadas ?misturando? povos de culturas diferentes. Ex: o noroeste era, principalmente domínio francês e o sul domínio britânico. Sendo assim, todo o continente estava sendo explorado, não mais apenas o litoral como no inicio do século XVI.

Nomes: Camila W e Jaqueline L

A exploração dos povos Africanos ocorreu na sua maioria na parte ocidental da Africa (Oceano Atlantico) devido a facilidade no tranporte para o Brasil.
=> SEC. XVI E XVII: Bantos trazidos da Costa da Angola, Congo, Guiné, Africa Meridional para o Maranhão, Pernanbuco, Pará, Bahia - Regiões agricolas açucareiras. Estes povos eram preferiveis para o trabalho no campo que foram erroneamente tratados como a unica raça colonizadora do Brasil por pensadores como Spix - Martins, conceito esse destruído posteriormente na descoberta de outras línguas ou seja outros povos.
O s Calanbrenses eram Africanos provenientes de lugares como Cabo Verde, Guiné, Serra Leoa. Eram considerados maus escravos para a lavoura, mas eram bonitos de corpo (principalmente as mulheres) e por isso eram preferidos para trabalhar dentro da casa grande e por isso eram mais caros.
=> SEC XVIII: Povos provenientes da Costa da Mina ( Togo, Senegal, Guiné-Bissau, Nigeria, Sudaneses - Nagôs) são trazidos para regiões do Grão-Pará, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia para plantação agrícola (Açucar e Fumo).Há também uma exploração na parte norte da Africa (Costas Adjacentes, Segundo Gilberto Freyre) de negros de raça branca (Fulas). Eram mestiços e foram considerados mais capazes e superiores aos outros povos. Foram trazidos para região de Minas Gerais e São Paulo.Os hauços também mestiços, porém com traços mais negros, são provenientes do Norte da Africa, seu destino foi a região Norte do Brasil (Bahia).
=> SEC XIX: A exploração de escravos já começava a ser vista com "outros olhos" em algumas partes do mundo. Nesta época a exploração de escravos acontece, também, na parte oriental da Africa (Moçambique).
BIANCA DE PAULA ROQUE E FERNANDA MARQUES DE CASTRO - 06/10

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Historia da Educação

1-) De onde vieram os grupos africanos?
Século XVI - Vieram da região do litoral oeste da Africa que correspondem a países como Guiné, Serra Leoa e Senegal.
Século XVII - Região da Costa da Angola que atualmente corresponde aos países de Gana, Togo, Nigéria e Camarões.
Século XVIII - Região de Angola e Costa da Mina constituem as mais importantes e duradouras extensões territoriais das rotas de tráfico.
Século XIX - Nesta época já havia vários tratados para a abolir o tráfico negreiro. Este último ciclo abrange países como: Gana, Togo, Nigéria, Congo, Angola e Moçambique.

2-) Situar a diáspora
Os povos africanos vieram de diferentes regiões e cada qual possuia uma cultura particular. Sendo assim, era difícil que ocorresse uma fusão cultural, pois cada tribo possuia hábitos, dialetos e religiões diferentes. Os escravos eram vendidos como mercadorias e eram separados de suas famílias. A escravidão iniciou no litoral brasileiro e depois foi para o interior.
3-) Analisar a conformação atual/anterior
No século XVI por meio de ameaças, de conquistas ou de tratados a África Oriental estava submetida ao domínio português. Até o século XIX a África sofreu forte domínio europeu, principalmente por parte de Portugal, Inglaterra, França, Itália e Alemanha. Atualmente a maioria dos países na África constituem-se em repúblicas, boa parte desses países conseguiu sua independência no século XX durante a década de 60.
Renata Jardim e Caroline Klimkovski.

Diz aí:
De onde vem este cabelo pichaim?
Essas ancas largas que dão leveza ao caminhar de suas mulheres?
Quem você é? De onde veio? Para onde foi?
África: séc. XVI. As peças da Guiné - povos africanos trazidos da Alta e Baixa Guiné ? vieram principalmente para as regiões açucareiras de Pernambuco e Bahia, Maranhão e Grão Pará. Esses povos eram provenientes dos países que atualmente se chamam: Serra Leoa, Senegal, Guiné, Guiné Bissau e Gâmbia.
Nos séculos XVII e XVIII, a Costa de Angola era a principal região do tráfico negreiro. Os povos trazidos de lá eram enviados para Grão Pará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Com a epidemia da varíola, transfere-se o tráfico para a Alta Guiné e para o Golfo da Guiné, região que passou a ser conhecido por Costa da Mina, que na atualidade corresponde aos países: Congo, Gabão, Guiné Equatorial e Angola.
Na primeira metade do séc.XIX, tratados foram feitos para abolir o tráfico negreiro. Mas, somente em 1850, o Brasil aboliu efetivamente o tráfico. Os paízes mais atingidos pelo tráfico neste último ciclo chamam-se atualmente: Gana, Togo, Benim, Nigéria, Gabão, Congo, Angola e Moçambique.
A conformação antiga dos territórios africanos, com os povos que a constituíam, tinham seus territórios delimitados a partir de seus costumes e tradições. Depois, ocorreu uma divisão, ocasionada pelos interesses políticos das grandes potências dominadoras. Esta nova conformação, causa até os dias atuais conflitos entre tribos inimigas, que se viram obrigadas a conviver no mesmo território.
"Mama África
A minha mãe é mãe solteira
E tem que fazer mamadeira
Todo o dia
Alem de trabalhar como empacotadeira
Nas Casas Bahia..."
Chico César

Cleandra,Patrícia Martins, Salete, Sandra

Os historiadores do século XIX limitaram a procedência dos escravos importados para o Brasil, para o estoque Banto(Angola), porém a formação africana no Brasil foi muito mais abrangente. Devido à necessidade de mão-de-obra na região açurareira (Pernambuco e Bahia) durante o século XVI esses estados e também maranhão e Grão-Pará, tornaram-se o destino dos povos africanos trazidos da alta e baixa Guiné (atualmente Serra Leoa, Senegal, Guiné, Guiné Bissau e Gâmbia). Já no século XVII quando a costa de Angola (correspondentes hoje aos países do Congo, Gabão, Guiné Equatorial e Angola) era o principal foco do tráfico de escravos, sendo esses levados para Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo e regiões do centro sul do Brasil, como consequência da epidemia da varíola em Angola o tráfico foi temporariamente transferido para Costa da Mina (Alata Guiné e Golfo da Guiné), região que corresponde hoje aos países de Còte D`ivoire, Gana, Togo, Benin, Nigéria e Camarões.
Os Fulas, negros considerados do ponto de vista antropológico, superiores em comparação a outros negros, vieram para o Brasil com destino às Capitanias e Provínciasdo Norte (alguns emigraram para Minas e São Paulo) diz-se que este povo, por possuir uma mistura de sangue hamítico e árabe, contribui para o progresso brasileiro nas regiões em que ocupou. Igualmente mestiços de Hamitas , os Haúça também tiveram larga exportação, só que para Bahia. Enquanto nas colônias Inglesas, o critério de importação dos escravos era essencialmente agrícola, no Brasil os critérios eram outros, entre eles a falata de mulheres brancas e as necessidades de técnica em trabalhos de metal (Bisogos, Iebus e Mandingos) com o surgimento das minas.
Mesmo com os tratados do tráfico negreiro, na primeira metade do século XIX, algumas regiões africanas continuaram a ser atingidas, entre elas destacam-se: Gana, Togo, Nigéria, Congo, Angola e Moçambique.
Ainda hoje muito se desconhece sobre a imigração dos escravos negros para o Brasil, uma vez que o eminente bahiano, conselheiro Rui Barbosa, ministro do governo provisório após a proclamação da República de 89, mandou queimar os arquivos da escravidão, tornando as pesquisas em torno do assunto extremamente complicadas e muito difícil de determinar as raízes africanas do povo brasileiro.

Carolina Monteiro, Juliana Freitas, Júlia Osório, Priscila Tatiane, Ana carolina, Bárbara Pires, Renata Barcelos e Graziela Ragazzon

quinta-feira, outubro 05, 2006

ROTA - TRÁFICO NEGREIRO

Rota do Tráfico Negreiro Através dos Séculos

Século XVI
Serra Leoa, Guiné, Senegal, Guiné Bissal, Gâmbia
Século XVII
Angola, Guiné, Cabo dos Palmas, São Tomé, Cabo Lopez, Luanda, Benguela, Cabo Negro
Séciulo XVIII
Costa do Marfim, Costa do Ouro, Cabo Lopes, Costa de Angola, Cabo dos Palmas,Costa da Mina
Século XIX
Baia de Benin, Costa de Angola, Moçambique, Gana, Togo, Nigéria, Gabão, Congo, Baia de Lourenço Marques
Rota do Tráfico Negreiro analizado no Mapa Político Atual da África
No início do século XVI os portugueses optaram por uma região mais próxima do litoral brasileiro, nas áreas que hoje correspondem as regiões de Mauritânia até o Congo. Apartir do século XVII os portugueses desceram a costa de Angola até Namíbia. No século XIX, dobraram o Cabo da Boa Esperança. Já no oceano Índico passaram a traficar escravos da costa leste de Moçambique até o Quênia.
Todo este processo resultou na grande diversidade étnica e, conseqüentemente cultural da formação do povo brasileiro, com forte presença dos distintos grupos que compunham este vasto espaço do território africano.
Grupo: Jussimara, Luana e Milene

Rompendo com o Mito da Unidade


Encontramos várias grupos étnicos que, ao serem trazidos para o Brasil, de várias regiões da África, pelo tráfico negreiro, contribuíram para a formação do povo brasileiro: bantos, carromantes, minas, ardas, creoulos, calabrenses, congos, sombrenses, angolanos, ardrenses, iorubanos, fula-fulos, mandingos, bisago, iebu, haúça, niam niam, mangbatu, kanembu, bagirmi, bornu, kanuri,nagôs.
Século XVI
A exploração dos povos africanos neste século iniciou-se pela costa ocidental/norte, trazidos da Alta e Baixa Guiné, territórios hoje demarcados como Serra Leoa, Senegal, Guiné, Guiné-Bissau e Gâmbia. Devido à proximidade das costas, foram trazidos principalmente para Pernambuco e Bahia, e também Maranhão e Grão-Pará. Conforme Gilberto Freyre, vieram os povos calabrenses, considerados maus escravos, porém bonitos de corpo. As mulheres eram preferidas para os serviços domésticos das casas grandes. Os de Guiné tinham como característica a cor preto retinto.
Século XVII
Neste século a exploração parece ter seguido a costa ocidental/sul, sendo a costa de Angola a mais explorada, de onde vieram principalmente os bantos, etnia que mais caracterizou o negro no Brasil. Os bantos caracterizavam-se pela agricultura, indústria pastoril, posse numerosa de gado, trabalhos em ferro e madeira, poligamia e fetichismo.
A costa de Angola somente não foi explorada durante a epidemia de varíola, em que o tráfico negreiro foi transferido mais para o norte- Alta Guiné e Golfo da Guiné, região que ficou conhecida como "Costa da Mina". Atualmente são os países correspondentes Gana, Togo, Benin, Nigéria e Camarões.
Vieram escravos também do Congo, Gabão e Guiné Equatorial, os quais foram levados para a região da Bahia e Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo.
Recife foi transformada em uma região distribuidora de escravos para as plantações americanas e as minas do Peru. Angola, então, ficou na dependência direta do governo de Pernambuco, e os escravos eram exclusivos para esta região. Esta prática foi favorecida pela proximidade das costas, enriquecendo muito esta região, que ficou durante muito tempo como principal receptora e distribuidora de escravos para as demais regiões do país.
Século XVIII
Nesta época o tráfico negreiro permaneceu com suas bases nas regiões da Bahia e Pernambuco, Grão-Pará, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo. Os escravos foram trazidos da Costa da Mina e da Alta Guiné, sendo em sua maioria sudaneses, islamizados ou não. Eram povos intelectualizados procedentes de organizações religiosas maometanas. Segundo Gilberto Freyre os iorubanos ou nagôs exerceram influência importante nas senzalas brasileiras, dirigindo várias revoltas de escravos.
Da Costa da Angola também continuou o tráfico, em menor escala, para todos os portos brasileiros. Estas duas regiões, Mina e Angola, foram as mais importantes rotas de escravos durante estes dois séculos, XVII e XVIII.
Século XIX
A costa africana passou a ser explorada mais ao sul, atingindo o território de Moçambique. Os portos de Goiás e Minas Gerais, juntamente com São Paulo e Rio Grande do Sul passam a receber estes escravos. Neste século a exploração do tráfico foi intensificada para suprir a mão-de-obra nas extrações de ouro na região central brasileira.
Na primeira metade do século foram firmados vários tratados para abolir o tráfico negreiro, e no Brasil somente ocorreu em 1850.
Neste último ciclo, além de Moçambique, as costas explorados pelo tráfico foram a Mina e Angola, correspondendo aos países hoje de Gana, Togo, Benin, Nigéria, Gabão, Congo e Angola, sendo os escravos levados para Bahia, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo.
Conclusão
A análise dos mapas permitiu verificar a exploração litorânea africana. Segundo Gilberto Freyre muitos escravos eram oriundos de regiões centrais da África, o que nos permite observar que a área litorânea serviu, muitas vezes, apenas como porto de escoamento do comércio negreiro.
Graciete, Marília e Paula

Brasil Negro

O BRASIL NEGRO

?Um dos maiores países mestiços do mundo, o Brasil foi gerado também em ventre escravo? (Bueno, Eduardo in Brasil: Uma História, p. 119).

?No porão dos navios negreiros que por mais de trezentos anos cruzaram o Atlântico, desde a costa oeste até a costa nordeste do Brasil, mais de três milhões de africanos fizeram uma viagem sem volta, cujos horrores geraram fortunas fabulosas, ergueram impérios familiares e construíram uma nação.? (p.112)
?A mais antiga referência à importação de africanos para o Brasil é encontrada num documento escrito em São Vicente, em 3 de março de 1533, no qual Pedro de Góis pede ao rei ?dezessete peças de escravos, forros (livres) de todos os direitos e frete que soem (costumam) pagar. Em 1539, Duarte Coelho repete o pedido, insistindo na isenção de impostos. Pelo alvará de 29 de março de 1559, o rei D. Sebatião decidiu, enfim, ?fazer mercê àqueles que tinham construído engenhos no Brasil?, permitindo-lhes ?mandar resgatar ao rio e resgastes do Congo e trazer de lá para cada um dos ditos engenhos 120 peças de escravos resgatadas à sua custa? (p115). Dava-se início ao tráfico em grande escala.
Embora muitos historiadores do séc. XIX tenham limitado a procedência dos escravos vindos para o Brasil, já se admite que diferentes povos das mais diversas regiões do continente africano tenham aqui desembarcado.
Há indícios de que os povos da costa ocidental africana tenham sido os que primeiramente aqui chegaram, mas logo o tráfico adentrou ainda mais o continente africano em busca da mão-de-obra que constituiria o Brasil.
?no Brasil, os escravos(...)foram os olhos e os braços dos donos de minas; foram os pastores dos rebanhos e as bestas de carga; foram os ombros, as costas e as pernas que fizeram andar a Colônia e, mais tarde, o Império. Foram o ventre que gerou imensa população mestiça e o seio que amamentou os filhos dos senhores.?(p.118-119)
Entre os povos africanos que aqui chegaram havia inúmeras diferenças desde as físicas até os dialetos e outros aspectos culturais e, erroneamente, muitas vezes pensamos nos escravos como de uma só vertente.
Vieram sudaneses: iorubas, jejes, minas, hauças, tapas e bornus;os Niam Niam, os Mangbatu, os Kanembu, os Iorubas e muitos outros. Vieram dos Congos, Cabindas e Angolas, de Cacheo e de Bissau, de Moçambique, da Senegâmbia, da Guiné Portuguesa e das ilhas Príncipe, Ano Bom, São Tomé e Fernando Pó. Tinham cabelos crespos, enrolados, lisos ou ondulados, tinham pele de diferentes tons, pardo-claro, pardo-escuro, avermelhado, amarelado, preto retinto.
Porém, muito além das heranças físicas, que Freyre afirmava não explicarem ?inferioridades ou superioridades humanas?, temos a herança de antropologia cultural e de história social africana.
?O Brasil não comeria o que come, não rezaria como reza, não dançaria e cantaria como hoje canta, dança, reza e come não fosse a riquíssima herança cultural trazida pelos 4,5 milhões de escravos vindos da África sob as mais árduas condições e, por mais de três séculos, jogados nas praias, florestas, morros e cidades do Novo Mundo. Embora o nordeste tenha sido a área que recebeu maior influência dos povos africanos, não há um só lugar do Brasil ? nem mesmo os predominantemente europeus estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul ? que não tenha sido transformado pelo legado da cultura negra.?(p.120)
Como disse o Padre Antônio Vieira, ainda no séc. XVII:
?O Brasil tem o corpo na América e a alma na África?.


Juliana Sicco, Maiara e Karen.


Porto Alegre, 5 de outubro de 2006.

África seu mapa, uma parte de uma triste história.

Ao analisarmos o mapa, pudemos constatar que o fluxo de saída dos escravos foi a partir da costa litorânea do oceano atlântico. Sabemos que o tráfico negreiro foi realizado em conjunto com países árabes e países costeiros da África, pois haviam estabelecido contato com os europeus, mais especificamente Portugueses, Ingleses e Holandeses, em função das relações comerciais estabelecidas com os mesmos.
A diáspora ocorreu durante quatro séculos, e de acordo com o mapa, pudemos montar um o quadro de países envolvidos diretamente na mercantilização de vidas humanas.

Século XVI ? Senegal, Cabinda, Congo, Namíbia e África do Sul.
Século XVII ? Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, Angola.
Século XVIII e XIX ? Nigéria, Gana, Togo, Benin, Angola, Namíbia e Moçambique.

?Para conseguir levar as expedições até o fim os exploradores europeus aliavam-se aos comerciantes árabes, que percorriam a África caçando escravos.? (Revista Terra: A saga dos grandes exploradores da áfrica. Outubro 2005, ano 13, nº 162. Ed. Peixes).


A partir destas análises e algumas discussões, pudemos concluir a não existência de uma unidade étnica no Brasil, em função da impossibilidade de sabermos com exatidão a origem de cada afro-descendente, tendo em vista a multiplicidade étnica do continente Africano.

Outro elemento importante para a não sapiência das origens africanas, é devido à queima de arquivos feita por Rui Barbosa logo após a Abolição da Escravatura. (Patrícia Ribeiro e Claudia Krauthein)

quarta-feira, outubro 04, 2006

D I V E R S I D A D E A F R I C A N A
Ao observarmos o mapa do século XVI, podemos perceber que os africanos que aqui chegaram para serem escravizados vieram do Noroeste da África, onde hoje se localizam alguns países como Senegal, Costa do Marfim e Gabão. No entantanto, essa prática foi aumentando com o passar dos séculos. O tráfico negreiro abrange assim, além do Noroeste, o Sudoeste, Sul e Sudeste Africanos, ou seja, praticamente todo litoral atlântico da África, devido a maior proximidade com o Brasil.
O fato deste comércio ter se estendido por grande parte da África trouxe consigo várias conseqüências tanto para os negros, quanto para os demais brasileiros. Ao contrário do que pensamos os africanos que vieram para o Brasil não tinham uma unidade cultural, muitas vezes não falavam a mesma língua e não tinham a mesma religião. Isso dificultava a relação entre os próprios africanos que dificilmente se uniriam para futuras revoltas, facilitando a dominação colonizadora. Entretanto para nós brasileiros toda essa diversidade trouxe um enriquecimento cultural, refletido no ecletismo religioso, na culinária e no folclóre. Embora trazendo toda essa contribuição para o Brasil, os descendentes de africanos ainda hoje sofrem as conseqüências da escravidão.
"todo camburão tem um pouco de navio negreiro... "
Josiane e Taís