Tridisciplina

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terça-feira, novembro 21, 2006

Falando de culturas recebi...

pela rede e-mail, aparentemente um pouco longo mas que permite várias abordagens. Diz o seguinte:
NÃO DEIXE DE LER ...
O momento é OPORTUNO para refletir sobre o que aqui foi escrito ...

Afasta de mim este tal de róloim


Nos últimos anos, durante as duas semanas finais de outubro fico profundamente irritado com o comportamento dos meus vizinhos. É quando passamos ao mundo o nosso atestado de imbecilidade coletiva, de povo sem identidade, fácil de se dobrar aos costumes e modismos alienígenas. São os dias adventícios desta festa importada chamada Halloween*. Professoras de escolas de inglês e filmes de tevê de quinta categoria trataram de disseminar o assunto entre nossas crianças, e parece que o modismo é irremediável: veio mesmo para ficar.

Costume que vem sendo reforçado pela mídia e por apresentadores de televisão de peso. Nascemos para ?macacos? de auditório e ninguém nos tira este destino. Por que é que o nosso povo, tão rico em festas populares, se submete a esta ?coisa? americanizada chamada Dia das Bruxas? Para eles a festa tem sentido, mas para nós que temos festas maravilhosas como Folia de Reis, Festas do Divino, Juninas, Carnaval, Boi Bumbá, Micaretas, Cavalhadas, Missa Crioula, do Vaqueiro, Iemanjá, Sírio de Nazaré, N.S. dos Navegantes etc? O que é que temos a ver com isto? Tenham paciência, róloim não é da nossa história nem do nosso imaginário religioso.

Em minha opinião, a entrega das nossas empresas, bancos, telefonia, estradas e até serviços de lavanderias ao capital e principalmente à inteligência estrangeira é bem retratada quando nossas inocentes professorinhas de jardim de infância fazem em suas escolinhas festas de róloim. Uma bela maneira de criar cidadãos isentos de responsabilidade para com o seu país, costumes e cultura. Breve entregaremos as chaves do Palácio da Alvorada e o tal do róloim passará a fazer parte do calendário oficial da cultura de alguma secretaria estadual. É só ficar quieto e dar tempo ao tempo que alguém oficializará o evento. Se for para entregar o país, somos realmente eficientes, começamos logo por entregar corações e mentes das nossas crianças.

E a minha indignação não fica só com as barulhentas festas das bruxas americanas. Temos algo pior, são as modas country e seus caubóis de asfalto, hoje infestados em todas as classes. Do rapagão filho de papai-rico com suas pretensas picapes de fazendeiros de asfalto aos nhô-boys de bairro, que hoje escrevem frases erradas em seus Chevetes, Brasílias e Passats. Dizem que escrevem errado para provocar. Não, escrevem errado mesmo porque não sabem escrever. Não aprenderam nem querem se dar ao trabalho.

Nós, como os vaqueiros mais ricos do mundo, em roupas e costumes, gaúchos com suas pilchas, pantaneiros e nordestinos em suas vestimentas de couro, temos que nos curvar a texanos (nada contra texanos).

A ditadura money-moda-mídia continua a tomar conta das nossas rádios e tevês, onde além de imperar a música country-from-Nashville também temos que suportar o reggae jamaicano importado por cantores famosos da Bahia, logo eles que estão imersos nos ritmos mais ?quentes? do mundo. Valorizaram a música alheia esquecendo-se das suas raízes. Paciência, são coisas feitas por e para uma população que já se acostumou a beber água de outra fonte que não a sua.

Sempre foi assim. Nossos antepassados tupiniquins não entregaram suas árvores de pau-brasil, papagaios e peles de onças a troco de panos, miçangas e vidros coloridos?

Breve alguns mitos brasileiros, tais como boitatá e saci-pererê, não passarão de lendas remotas, porque os duendes, gnomos e bruxas estão ganhando a ?parada?. Eles já têm até lojas especializadas, organizadas em redes de franquias de sucesso. Adesivos como ?eu acredito em gnomos? imperam em todos os tipos de carros.

E voltando a falar em róloim, por que será que a nossa mídia dá tanto espaço para este assunto? Por acaso nossos jornalistas, que deveriam defender a cultura pátria, já estão contaminados? Recentemente importantes livros das lendas brasileiras escritos por Clarice Lispector, Moacyr Scliar e ilustrados por Lazar Segal foram editados e não se falou uma linha deste assunto. Penso que o folclore, a música brasileira autêntica, dança e costumes populares soam para a nossa classe média e para o pessoal da elite como coisas de pobre. Chique e de valor tem que vir de Miami.

Importar boa cultura, bons costumes, tecnologia e novas palavras para nosso vocabulário não é de todo ruim, mas róloim?! Isto é demais para a minha cabeça! Merecemos mesmo a pecha de colonizados. E ao que tudo indica, ficaremos neste buraco por muito tempo.

*Halloween significa todas as almas santificadas. É o dia que antecede ao finados. Festa tipicamente americana.

Eloi Zanetti/Publicitário, escritor ? eloizanetti@terra.com.br

Fonte: Gazeta do Sul, Santa Cruz do Sul, RS ? 31 10 2006
Site: www.gazetadosul.com.br

Falando de culturas recebi...

pela rede e-mail, aparentemente um pouco longo mas que permite várias abordagens. Diz o seguinte:
NÃO DEIXE DE LER ...
O momento é OPORTUNO para refletir sobre o que aqui foi escrito ...

Afasta de mim este tal de róloim


Nos últimos anos, durante as duas semanas finais de outubro fico profundamente irritado com o comportamento dos meus vizinhos. É quando passamos ao mundo o nosso atestado de imbecilidade coletiva, de povo sem identidade, fácil de se dobrar aos costumes e modismos alienígenas. São os dias adventícios desta festa importada chamada Halloween*. Professoras de escolas de inglês e filmes de tevê de quinta categoria trataram de disseminar o assunto entre nossas crianças, e parece que o modismo é irremediável: veio mesmo para ficar.

Costume que vem sendo reforçado pela mídia e por apresentadores de televisão de peso. Nascemos para ?macacos? de auditório e ninguém nos tira este destino. Por que é que o nosso povo, tão rico em festas populares, se submete a esta ?coisa? americanizada chamada Dia das Bruxas? Para eles a festa tem sentido, mas para nós que temos festas maravilhosas como Folia de Reis, Festas do Divino, Juninas, Carnaval, Boi Bumbá, Micaretas, Cavalhadas, Missa Crioula, do Vaqueiro, Iemanjá, Sírio de Nazaré, N.S. dos Navegantes etc? O que é que temos a ver com isto? Tenham paciência, róloim não é da nossa história nem do nosso imaginário religioso.

Em minha opinião, a entrega das nossas empresas, bancos, telefonia, estradas e até serviços de lavanderias ao capital e principalmente à inteligência estrangeira é bem retratada quando nossas inocentes professorinhas de jardim de infância fazem em suas escolinhas festas de róloim. Uma bela maneira de criar cidadãos isentos de responsabilidade para com o seu país, costumes e cultura. Breve entregaremos as chaves do Palácio da Alvorada e o tal do róloim passará a fazer parte do calendário oficial da cultura de alguma secretaria estadual. É só ficar quieto e dar tempo ao tempo que alguém oficializará o evento. Se for para entregar o país, somos realmente eficientes, começamos logo por entregar corações e mentes das nossas crianças.

E a minha indignação não fica só com as barulhentas festas das bruxas americanas. Temos algo pior, são as modas country e seus caubóis de asfalto, hoje infestados em todas as classes. Do rapagão filho de papai-rico com suas pretensas picapes de fazendeiros de asfalto aos nhô-boys de bairro, que hoje escrevem frases erradas em seus Chevetes, Brasílias e Passats. Dizem que escrevem errado para provocar. Não, escrevem errado mesmo porque não sabem escrever. Não aprenderam nem querem se dar ao trabalho.

Nós, como os vaqueiros mais ricos do mundo, em roupas e costumes, gaúchos com suas pilchas, pantaneiros e nordestinos em suas vestimentas de couro, temos que nos curvar a texanos (nada contra texanos).

A ditadura money-moda-mídia continua a tomar conta das nossas rádios e tevês, onde além de imperar a música country-from-Nashville também temos que suportar o reggae jamaicano importado por cantores famosos da Bahia, logo eles que estão imersos nos ritmos mais ?quentes? do mundo. Valorizaram a música alheia esquecendo-se das suas raízes. Paciência, são coisas feitas por e para uma população que já se acostumou a beber água de outra fonte que não a sua.

Sempre foi assim. Nossos antepassados tupiniquins não entregaram suas árvores de pau-brasil, papagaios e peles de onças a troco de panos, miçangas e vidros coloridos?

Breve alguns mitos brasileiros, tais como boitatá e saci-pererê, não passarão de lendas remotas, porque os duendes, gnomos e bruxas estão ganhando a ?parada?. Eles já têm até lojas especializadas, organizadas em redes de franquias de sucesso. Adesivos como ?eu acredito em gnomos? imperam em todos os tipos de carros.

E voltando a falar em róloim, por que será que a nossa mídia dá tanto espaço para este assunto? Por acaso nossos jornalistas, que deveriam defender a cultura pátria, já estão contaminados? Recentemente importantes livros das lendas brasileiras escritos por Clarice Lispector, Moacyr Scliar e ilustrados por Lazar Segal foram editados e não se falou uma linha deste assunto. Penso que o folclore, a música brasileira autêntica, dança e costumes populares soam para a nossa classe média e para o pessoal da elite como coisas de pobre. Chique e de valor tem que vir de Miami.

Importar boa cultura, bons costumes, tecnologia e novas palavras para nosso vocabulário não é de todo ruim, mas róloim?! Isto é demais para a minha cabeça! Merecemos mesmo a pecha de colonizados. E ao que tudo indica, ficaremos neste buraco por muito tempo.

*Halloween significa todas as almas santificadas. É o dia que antecede ao finados. Festa tipicamente americana.

Eloi Zanetti/Publicitário, escritor ? eloizanetti@terra.com.br

Fonte: Gazeta do Sul, Santa Cruz do Sul, RS ? 31 10 2006
Site: www.gazetadosul.com.br

Falando de culturas recebi...

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NÃO DEIXE DE LER ...
O momento é OPORTUNO para refletir sobre o que aqui foi escrito ...

Afasta de mim este tal de róloim

Nos últimos anos, durante as duas semanas finais de outubro fico profundamente irritado com o comportamento dos meus vizinhos. É quando passamos ao mundo o nosso atestado de imbecilidade coletiva, de povo sem identidade, fácil de se dobrar aos costumes e modismos alienígenas. São os dias adventícios desta festa importada chamada Halloween*. Professoras de escolas de inglês e filmes de tevê de quinta categoria trataram de disseminar o assunto entre nossas crianças, e parece que o modismo é irremediável: veio mesmo para ficar.

Costume que vem sendo reforçado pela mídia e por apresentadores de televisão de peso. Nascemos para ?macacos? de auditório e ninguém nos tira este destino. Por que é que o nosso povo, tão rico em festas populares, se submete a esta ?coisa? americanizada chamada Dia das Bruxas? Para eles a festa tem sentido, mas para nós que temos festas maravilhosas como Folia de Reis, Festas do Divino, Juninas, Carnaval, Boi Bumbá, Micaretas, Cavalhadas, Missa Crioula, do Vaqueiro, Iemanjá, Sírio de Nazaré, N.S. dos Navegantes etc? O que é que temos a ver com isto? Tenham paciência, róloim não é da nossa história nem do nosso imaginário religioso.

Em minha opinião, a entrega das nossas empresas, bancos, telefonia, estradas e até serviços de lavanderias ao capital e principalmente à inteligência estrangeira é bem retratada quando nossas inocentes professorinhas de jardim de infância fazem em suas escolinhas festas de róloim. Uma bela maneira de criar cidadãos isentos de responsabilidade para com o seu país, costumes e cultura. Breve entregaremos as chaves do Palácio da Alvorada e o tal do róloim passará a fazer parte do calendário oficial da cultura de alguma secretaria estadual. É só ficar quieto e dar tempo ao tempo que alguém oficializará o evento. Se for para entregar o país, somos realmente eficientes, começamos logo por entregar corações e mentes das nossas crianças.

E a minha indignação não fica só com as barulhentas festas das bruxas americanas. Temos algo pior, são as modas country e seus caubóis de asfalto, hoje infestados em todas as classes. Do rapagão filho de papai-rico com suas pretensas picapes de fazendeiros de asfalto aos nhô-boys de bairro, que hoje escrevem frases erradas em seus Chevetes, Brasílias e Passats. Dizem que escrevem errado para provocar. Não, escrevem errado mesmo porque não sabem escrever. Não aprenderam nem querem se dar ao trabalho.

Nós, como os vaqueiros mais ricos do mundo, em roupas e costumes, gaúchos com suas pilchas, pantaneiros e nordestinos em suas vestimentas de couro, temos que nos curvar a texanos (nada contra texanos).

A ditadura money-moda-mídia continua a tomar conta das nossas rádios e tevês, onde além de imperar a música country-from-Nashville também temos que suportar o reggae jamaicano importado por cantores famosos da Bahia, logo eles que estão imersos nos ritmos mais ?quentes? do mundo. Valorizaram a música alheia esquecendo-se das suas raízes. Paciência, são coisas feitas por e para uma população que já se acostumou a beber água de outra fonte que não a sua.

Sempre foi assim. Nossos antepassados tupiniquins não entregaram suas árvores de pau-brasil, papagaios e peles de onças a troco de panos, miçangas e vidros coloridos?

Breve alguns mitos brasileiros, tais como boitatá e saci-pererê, não passarão de lendas remotas, porque os duendes, gnomos e bruxas estão ganhando a ?parada?. Eles já têm até lojas especializadas, organizadas em redes de franquias de sucesso. Adesivos como ?eu acredito em gnomos? imperam em todos os tipos de carros.

E voltando a falar em róloim, por que será que a nossa mídia dá tanto espaço para este assunto? Por acaso nossos jornalistas, que deveriam defender a cultura pátria, já estão contaminados? Recentemente importantes livros das lendas brasileiras escritos por Clarice Lispector, Moacyr Scliar e ilustrados por Lazar Segal foram editados e não se falou uma linha deste assunto. Penso que o folclore, a música brasileira autêntica, dança e costumes populares soam para a nossa classe média e para o pessoal da elite como coisas de pobre. Chique e de valor tem que vir de Miami.

Importar boa cultura, bons costumes, tecnologia e novas palavras para nosso vocabulário não é de todo ruim, mas róloim?! Isto é demais para a minha cabeça! Merecemos mesmo a pecha de colonizados. E ao que tudo indica, ficaremos neste buraco por muito tempo.

*Halloween significa todas as almas santificadas. É o dia que antecede ao finados. Festa tipicamente americana.

Eloi Zanetti/Publicitário, escritor ? eloizanetti@terra.com.br

Fonte: Gazeta do Sul, Santa Cruz do Sul, RS ? 31 10 2006
Site: www.gazetadosul.com.br

segunda-feira, novembro 13, 2006

Venha vivenciar a diversidade

O coral Nhanderú Jepoverá com muito carinho convida jovens, adultos e crianças para participarem do IV Encontro com a Cultura Guarani, 25 de novembro de 2006 na Tekoá Jata?ity (Terra Indígena Cantagalo)
Você será convidado para viver as seguintes atividades:
Caminhar pela trilha dos Mbyá para conhecer as belas armadilhas;
Cantar e dançar com o Nhanderú Jepoverá;
Apreciar os belos bichinhos artesanais;
Ouvir as histórias das casas tradicionais;
Conversar com o Cacique e ainda participar do sorteio de um lindo artesanato.

Esperamos vocês as 10 horas
Contribuição R$ 15,00 por pessoa, com almoço e um colar incluso
Confirme sua presença pelo telefone 9702-4848 com Vherá Potý
ou pelo e-mail jepovera@yahoo.com.br

terça-feira, novembro 07, 2006

Olá pessoal!

As autorizações para os trabalhos de pesquisa estarão amanhã com a prof. Simone na sala 811 a partir das 9h.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Os povos e a colonização no Brasil

Olá!!

O link para baixarem o arquivo "Os povos e a colonização do Brasil" que foi
apresentado na aula de história da educação, está disponível no endereço:

www.alquimiainterior.com.br/kfiles

Abraço!

Claudia

Projetos de pesquisa

Grupos:

1) Tema: Alimentação.
Questão: Houve a perda da identidade nos hábitos alimentares das culturas indígena e africana na Brasil Colônia? Essa perda persiste na atualidade?
Componentes: Graziela, Jaqueline, Camila, Caroline, Ana Carolina, Milene.

2) Tema: Educação e responsabilidade.
Questão: A quem é atribuída a educação das crianças na sociedade contemporânea?
Componentes: Ana Carolina Silveira, Bianca Roque, Cláudia Picaço, Cristina Gava e Fernanda Castro.

3) Tema: Cultura e sexualidade
Questão: Se há ou não diferenças culturais em relação a sexualidade entre brancos, negros e índios.
Componentes: Mariana, Lúcia, Jaqueline Lucena, Verônica.

4) Tema: Processos de Implementação da Inclusão escolar de pessoas portadoras de deficiência
Questão: A visão do professor sobre o processo de inclusão.
Componentes: Aline Miclaski, Ana Cláudia, Scalzilli, Fernanda Lubke, Isabela Dutra e Tatiane Alves dos Santos.

5) Tema: A influência açoriana e africana no RS.
Questão: como essas influências refletem no nosso dia-a-dia.
Componentes: Bárbara, Carolina M, Júlia O, Juliana F, Priscila T, Renata Barcelos.

6) Tema: Moral e Castigo na sala de aula.
Questão: Analisar as mudanças em relação aos castigos ao longo da história, observando como a moral é trabalhada ao longo do tempo por até a atualidade.
Componentes: Camila, Daniela, Juliana.

7) Tema: As dificuldades e problematizações da (in) exclusão social e escolar.
Questão: Devido ao patamar elevado de (in) diferença social e por conviver com realidades que facilitam a exclusão e o distanciamento das relações humanas.
Componentes: Aline S. Liege, Camila Bettim Borges, Luana Fontoura, Priscilla Boschi Bol e Maiara Preichardt.

8) Tema: Umbanda, esta desconhecida.
Questão: Mostrar as origens da umbanda.
Componentes: Patrícia Martin, Graciette, Sandra, Cleandra, Karen, Salete, Cleuxa Carmozina, Cláudia.

RESENHA CRÍTICA E COLETIVA

IV CAPÍTULO CASA GRANDE 7 SENZALA (09/10/06)
1) "Os cuidados profiláticos de mãe e ama confundiam-se sob a mesma onda de ternura maternal. Quer os cuidados de higiene do corpo, quer os espirituais contra os quebrantos e o mau-olhado" (p. 409).
A citação acima nos elucida a questão da organização da família colonial brasileira, e da intervenção da mulher negra e indígena neste espaço.
A partir desta intervenção, houve uma reformulação na estrutura social e cultural brasileira, como por exemplo: o banho diário introduzido pelos indígenas es por parte da mulher negra os mimos e proteções místicas, bem como contribuição ao vocabulário com palavras que denotam a afetividade das amas de leite para com as crianças: cafuné, nenê, muleque...
Práticas como benzeduras, e simpatias, são exemplos de como o misticismo africano se disseminou entre os portugueses, apresentando até os dias de hoje sua presença.
Jussimara Rocha, Elisandra Fagundes, Maiara P. Mariana Belmonte, Patrícia Ribeiro do Nascimento.


2)"As histórias portuguesas sofreram no Brasil consideráveis modificações na boca das negras velhas ou amas-de-leite. Foram as negras que se tornaram entre nós as grandes contadoras de histórias" (p. 413).
Entre os africanos era comum a narração de historias e contos, por senhoras negras que faziam disso sua profissão, percorrendo de engenho em engenho, transmitindo seus saberes à outras pretas e amas de meninos brancos. Com isso, a dureza e frieza da linguagem européia foi sendo amaciada, perdendo a forma séria desta língua, juntamente com o sotaque carregado dos "rr" e "ss", ajudando na aprendizagem das crianças e na forma gostosa de se falar e ouvir no Brasil.
Foi de extrema importância as contações de histórias por essas mulheres, pois até hoje usamos expressões e maneiras a falar, como a formas dodói, amolecido pelo jeito caloroso do povo africano . As histórias dos três culturas ? indígenas, africana e portuguesa ? se mesclaram, e a confraternização entre elas contribuíram para uma duradoura "grande história brasileira", principalmente nos contos infantis.
Bárbara, Camila Webster, Graziela, Milene, Paula.

3) "A linguagem infantil também aqui se amoleceu ao contato da criança com a ama negra. (...) a linguagem infantil brasileira, e mesmo a portuguesa, tem um sabor quase africano" (p. 414).
Durante a colonização, as crianças brancas eram entregues às amas negras, quase que num descaso, para a criação. Desta forma, estabelecia-se uma relação de afeto entre ambas as partes, sendo a ama responsável pelo desenvolvimento da linguagem da criança, pois durante o longo período de convivência, o diálogo, as histórias e cantigas folclóricas passadas pela ama, exerceram grande influência na cultura brasileira.
Carolina Monteiro, Carolina K., Jaqueline Cadore, Júlia Ozório e Renata Barcelos.

4) "No a ambiente relasso da escravidão brasileira, as línguas africanas, sem motivo para subsistirem à parte, em oposição à dos brancos, dissolveram-se nela, enriquecendo-a de expressivos modos de dizer; de toda uma série de palavras deliciosas e pitorescas" (p. 416).
As línguas africanas, que assim como os negros no Brasil, eram tidas como inferiores à língua elitizada do branco. Porém não foram substituidas, mas dessolvidas na língua portuguesa, e tudo que se dissolve não deixa de existir, mas transforma aquilo no que foi dissolvido. A língua portuguesa brasileira, portanto é um misto de vocabulário e gramática afro, indígena e europeu (hibridismo). São exemplos de palavras de origem afro em uso na nossa linguagem: axé, cafuné, bangalô.
Bianca, Fernanda Castro, Juliana Pokorski, Luana.

5) "Logo que a criança deixa o berço?, escreve Koster, que soube observar com tanta argúcia a vida de família nas casas-grandes coloniais, ?dão-lhe um escravo do seu sexo e de sua idade, pouco mais ou menos, por camarada, ou antes, para seus brinquedos" (p. 419).
A citação demonstra prática comum à época: "davam" à criança da casa-grande um "escravinho" a fim de acompanhá-la e satisfazê-la tanto nas brincadeira, quanto nos caprichos (como animal de estimação). E mesmo estando fora da senzala, muitas vezes comendo à mesa dos senhores ou participando das mesmas atividades esses escravos tinham sempre presentes o seu lugar de "inferioridade", caracterizando o poder do branco sobre o negro.
Há influência na educação no sentido de que traduz a perpetuação dessa prática: valorização do branco e a subestimação do negro. A criança negra crescia achando natural sua servidão e obediência.
Cláudia Picanço, Cristina Gava, Daniela Souza, Josiane Godinho.

6) "Nascem, criam-se e continuam a viver rodeados de escravos, sem experimentarem a mais ligeira contrariedade, concebendo exaltada opinião de sua superioridade sobre as outras criaturas humanas, e nunca imaginando que possam estar em erro" (p. 420).
As crianças brancas eram educadas sem limites, abusando da disponibilidade dos escravos. Isto fez com que desenvolvessem uma visão egocêntrica e atitudes de mando, onde a crueldade em relação aos escravos era estimulada, gerando tanto nos meninos quanto nas meninas relações de poder, sadismo e superioridade.
As conseqüências para a educação foi a verticalização das relações de poder, onde uma pessoa que sabe mais do que as outras, impõe suas idéias, não valorizando os outros pontos de vista.
Sandra Homem da silva, Graciete Esposito, Cláudia Gomes e Karen Schäffer.

7) "Sabe-se que enorme prestígio alcançaram as mucamas na vida sentimental das sinhazinhas. Pela negra ou mulata de estimação é que a menina se iniciava nos mistérios do amor" (p. 423).
Partindo da leitura desta passagem do texto, concluímos que a participação da mucama tornou-se indispensável na vida íntima da sinhazinha, posto que somente através dela ( a mucama) a jovem poderia tomar conhecimento sobre hábitos sexuais e até mesmo sobre o próprio corpo ( menstruação, gravidez, etc.)
Construíram para a "ingenuidade" da moça branca e para a "experiência " da mucama fatores como: fervor religioso ( a extrema religiosidade da época caracterizava a maioria dos atos ligados ao corpo feminino do pecado) e a precoce iniciação sexual das mucamas ( na sua maioria, contra sua vontade).Como conseqüência disso, citamos a proximidade e a relação de cumplicidade entre ambas provenientes do convívio ( por vezes mais ativo do que com a própria mãe). Mais tarde, a virtude da senhora branca apoiar-se-á em grande parte na prostituição da negra escrava.
Bruna Gueiral, Isabel Schaffino, Marcelo Molinverno, Tatiane dos Santos

8) "Desde o dia da primeira comunhão que deixavam as meninas de ser crianças: tornavam-se sinhás-moças" (p. 427). "Com filha solteira de quinze anos dentro de casa já começava os pais a inquietar-se e a fazer promessa a Santo Antônio e São João" (p. 429).
EDUCAÇÃO: ? DIFERENCIADA
_ SENSO COMUM
_ A primeira comunhão marcava a passagem da menina de criança: moça, apta para o casamento. Era de senso comum e mulher casar jovem, aprender a ser esposa, a cuidar da casa, dos filhos e do marido.
_Impacto na educação: escolaridade prejudicada, estudava por menos tempo, era privada dos espaços escolares. Educação dirigida, com cunho religioso e moral.
_aspectos: religiosos e de interesses (dotes, nome, reputação)
_ O que hoje é fruta verde, naqueles dias tinha-se medo que apodrecesse de maduro, sem ninguém colher a tempo.
"virgindade só tem gosto quando colhida verde"
_ Mulher submissa, conforma-se e não questiona a situação.
_Hoje: A sociedade ainda traz marcas destes tempos.
Marília Felipe, Juliana Freitas, Juliana Sicco, Priscila Tatiane.

9) "No Brasil, país de formação social profundamente católico, sempre se fez mais questão que nas Antilhas e no sul dos Estados Unidos da condição religiosa do escravo" (p. 436).
No Brasil, diferente das Antilhas e Sul dos EUA, os negros tinham um contato muito grande com os brancos. Assim a catolização servia como elemento para perpetuação de valores murais da religião católica sendo também uma forma de continuidade e corfomação da condição escrava (nasceu escravo porque Deus quis).
Ainda, através da religião, buscava-se "desafricanizar" os escravos, diminuindo a influência de sua cultura e costumes no dia-a-dia com as crianças da casa-grande.
As crianças criadas e ensinadas praticamente apenas pelas negras, teriam sua educação questionada caos os negros não fossem "amolecidos" pelos preceitos morais, pelos hábitos de higiene... "que virtudes poderão plantar em nossos tenrinhos corações" (p.432). No Brasil, a casa grande traz da senzala uma série de indivíduos que realizam um serviço íntimo: amas de criar, irmãos de criação; "parentes pobres das famílias européias".
A religião colabora para "lavar a mancha" do ser inferior, sem batismo. Os escravos são tidos "menos" até gozarem do privilégio de ir à missa. Assim, os escravos tornam-se capazes de transmitir às crianças branca um puro catolicismo.
Verônica, Lúcia, Jacqueline Lucena, Joana T, Renata Martins.

10) "O que mostra que médicos e curandeiros nunca estiveram muito distanciados uns dos outros, antes da segunda metade do século XIX" (p. 446) "No Brasil colonial parece-nos justo concluir terem médicos, comadres, curandeiros e escravos sangradores contribuído quase igual para a grande mortalidade, principalmente infantil e de mães..." (p. 448)
A grande taxa de mortalidade, tanto infantil quanto de mães se deve a muitos fatores: falta de conhecimento dos doutores, por algumas crenças consideradas curativas dos escravos, ignorância das mães...
No período colonial, devido a um precário conhecimento científico e medicinal, os médicos buscavam ensinamentos e crenças africanos ( comadres, curandeiros, escravos, sangradores). Era comum os médicos da época prescreverem receitas absurdas como escremento de rato, ou chá de percevejo para desarranjo intestinal, moela de ema para dissolução de cálculo biliar. Além disso, havia muita falta de higiene nessa medicina. Já os escravos africanos buscavam as curas por meio de suas crenças e o contato com a natureza.
Portanto, por mais que os "doutores" da medicina considerassem suas práticas superiores, absorveram dos curandeiros grande parte dos seus conhecimentos como a cocaína e o quinini. Estas crenças e superstições ainda acontecem nos dias atuais.
Patrícia Martins, Renata Jardim, Salete, Taís.

11) "Nos próprios jogos coloniais de sala surpreenderam-se tendências sadistas: no ?jogo do beliscão?, tão querido das crianças brasileiras nos séculos XVII e XIX, por exemplo. Oferecendo aos meninos larga oportunidade de beliscarem de rijo as primas ou os crias da casa, não é de admirar a popularidade de jogo tão besta" (p. 452).
As crianças que viveram o tempo da escravidão, tanto negros escravos quanto os meninos brancos, da cidade ou do engenho, brincavam de dar beliscões.
Os meninos escravos negros, brincavam sem maldade, ou talvez por terem medo. Como diz o autor "beliscão medroso da parte dos crias,"
Já os meninos brancos davam beliscões dolorosas e fortes. O autor justifica essa atitude, alegando que os meninos brancos sofreram muito na época da escravidão e essa brincadeira era uma forma de descontar tal sofrimento- castigos que sofriam, punições por atitudes incorretas ? e assim tornando-se verdadeiros "menino-diabo".
Mas quam deveria sofr er mais, os meninos brancos ou os filhos dos escravos, que viam seus pais todos os dias sofrendo, desfrutando de uma mísera vida?
Ana Claúdia, Fernanda Lubke, Isabela Dutra

12) "Vícios de educação que explicam melhor do que o clima, e incomparavelmente melhor que os duvidosos efeitos da miscigenação sobre o sistema do mestiço, a precoce iniciação do menino brasileiro na vida erótica" (p. 459).
Contrapondo as teorias de outros estudiosos da história brasileira que atribuíram ao clima ou à miscigenação os vícios de educação, Gilberto Freire analisa a questão sob outro prisma, remetendo à questão sócio-econômica.
O fato de crianças brancas e negras terem sido criadas juntas e tratadas como se fossem da mesma família aumentou o nível de intimidade e liberdade para determinadas ações.
Os meninos eram criados desde cedo para "garanhões", somando-se ao interesse do senhor de engenho de aumentar o número de escravos.
A nomenclatura e o sistema de trabalho escravo acabou iniciando o menino não só na vida sexual, mas também o inseriu na vida adulta.
Aline Liege, Priscilla Boschi, Julia Scalco, Cleanelra dos Santos

13) "Não eram as negras que iam esfregar-se pelas pernas dos adolescentes louros; estes é que, no sul dos Estados Unidos, como nos engenhos de cana do Brasil os filhos dos senhores, criavam-se desde pequenos para garanhões" (p. 461).