Tridisciplina
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Colaboradores
quarta-feira, dezembro 20, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Umbanda essa desconhecida -
Claudia Regina Krauthein Gomes
Primeiramente, antes de falar do trabalho de campo sobre a Umbanda creio que devo dizer que ela, para mim, não era tão desconhecida, pois percorri com minha mãe desde os 12 anos casas de Umbanda, pois ela é médium. Sempre gostei das músicas e da alegria que todos parecem comungar
Achei muito lindas as roupas rituais, os cantos com tanta energia, nesta visita em trabalho de campo. A fé ,a entrega dos corpos dos médiuns às entidades que "baixavam" na terreira do Xangô e Mãe Jurema, em Montenegro.
Eu sou universalista e acredito em todas as religiões. O meu olhar àquelas pessoas foi de muito carinho e abri meu coração, ao entrevistá-las. Fiquei atenta e aceitei tudo que ouvi e vi como uma verdade que é consolidada na prática. Pensei no desprendimento destas pessoas e na doação para o bem estar de quem precisa receber "um conforto", como eles mesmos diziam, sobre as consultas/atendimentos que ocorriam por lá.
Éticamente falando, eles têm valores que são a mola propulsora de todo filho de santo que trabalha na casa. Não fazem o mal, não usam mandingas para amarrar casais. O bem prevalece sempre.
Em nós, e em cada ser humano, existe uma dimensão de consciência bem mais profunda que o pensamento. É a essência de quem você é. Podemos chamá-la de presença, de percepção, de consciência livre de condicionamentos. Eu chamo de espiritualidade. Acho que sem termos esta noção imaterial e subjetiva de quem somos (auto-conhecimento) e da maneira como nos portamos no mundo, fica muito difícil viver, primeiro em sociedade, segundo, conosco mesmo.
O Sagrado foi visto por mim, nesta pesquisa de campo, pela indumentária de vestimentas, pelas velas, pelo trabalho de cura e conforto que os médiuns praticavam. Pela energia dos cantos e a força dos tambores que conduziam ao êxtase algumas pessoas. E eu me incluo nisso, porque fui de peito aberto e recebi orientação e apoio de algumas entidades. Agradeci a Deus por existir esta religião, que congrega tantas pessoas diferentes ligadas a um objetivo comum: A Paz no mundo, a alegria e a saúde. E que também está aberta a todas as pessoas de religiões diferentes que por ventura passem por lá.
Nosso grupo estava bem harmônico, a recepção das pessoas da Terreira também. Foi num ambiente bem familiar que fomos recebidas.
Mudei minha percepção, pois a muito tempo não freqüentava e foi ótimo entrevistar as pessoas e fazer este trabalho etnográfico.
Finalizo com um pensamento de Herbert Spencer, que acho que é bem pertinente ao falar de pré-conceitos religiosos
"Há um princípio que serve de barreira contra toda e qualquer informação de prova, contra todo o argumento e que jamais pode falhar, a fim de manter o homem em permanente estado de ignorância. Este princípio condena, antes de pesquisar.".
Claudia Regina Krauthein Gomes
sábado, dezembro 16, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
AVALIAÇÃO
ATÉ TERÇA-FEIRA ESTOU FECHANDO OS CONCEITOS - POSTEM ATÉ ESTA DATA
SIMONE VALDETE DOS SANTOS
AVALIAÇÃO
ATÉ TERÇA-FEIRA ESTOU FECHANDO OS CONCEITOS - POSTEM ATÉ ESTA DATA
SIMONE VALDETE DOS SANTOS
quarta-feira, dezembro 13, 2006
terça-feira, dezembro 12, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Porto Alegre Ontem e Hoje: A ocupação açoriana e africana nas ruas da cidade
Referências Bibliográficas:
______ História ilustrada de Porto Alegre. Porto Alegre: Já Editores, 1997.
______ Negro em preto e branco : história fotográfica da população negra de Porto Alegre. Porto Alegre: [s.n.], 2005.
ALMEIDA, Jose Francisco Alves de. A escultura pública de Porto Alegre : história, contexto e significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.
ALVES, Helio Ricardo. Rua da praia : foi assim.... Porto Alegre: Fumproart, 1997.
FRANCO, Sérgio da Costa. Porto Alegre : guia histórico. 4. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006.
MACEDO, Francisco Riopardense de. Porto Alegre, origem e crescimento. 2. ed. rev. ampl. Porto Alegre: Ue, Porto Alegre, 1999.
OLIVEIRA, Clovis Silveira de. Porto Alegre: a cidade e sua formação. Porto Alegre: Ed. Norma, 1985.
CULTURA E SEXUALIDADE
- Principais tópicos e pontos de reflexão -
# Da colonização até os dias de hoje...
# O antes e o agora
O papel e a função da Mulher Brasileira
# Há diferença entre a mulher do tempo da nossa colonização e da atual?
# Algo mudou?
# O quê mudou?
# As influências e fatos marcantes dos anos 50, 60, 70 e 80
# Com todas as mudanças que ocorreram, ainda existe a objetificação do feminino
Bibliografia: Casa Grande & Senzala - Gilberto Freyre; 500 anos da Educação
Componentes do grupo: Jacqueline Lucena, Lúcia Di Primio, Mariana Belmonte e Verônica Sommer.
Processos de Implementação de Inclusão Escolar de Pessoas com Necessidades Especiais

domingo, dezembro 10, 2006
Banner: "Dificuldades na Inclusão Social e Escolar - Questionamentos relevantes"
Referências Bibliográficas
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL. Seminário Nacional de Formação de Gestores e Educadores (3. : 2006 : Brasília). Ensaios pedagógicos. Brasília: Ministério da Educação, 2006
GODOY, Herminia Prado. Inclusão de alunos portadores de deficiência no ensino regular paulista : recomendações internacionais e normas oficiais. São Paulo: Mackenzie, 2002.
Educação e Exclusão : Abordagens sócio-antropológicas em educação especial. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2001.
RAMOS, Rossana. Passos para a inclusão : algumas orientações para o trabalho em classes regulares com crianças com necessidades especiais. São Paulo: Cortez, 2005.
BEYER, Hugo Otto. Inclusão e avaliação na escola: de alunos com necessidades educacionais especiais. Porto Alegre: Mediação, 2005
WERNECK, Cláudia. Ninguém mais será bonzinho na sociedade inclusiva. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
MITTLER, Peter. Educação Inclusiva ? Contextos Sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003.
STAINBACK, Susan e Willian Stainback. Inclusão: Um guia para educadores. Porto Alegre: Artmed, 1999.
ALCUDIA, Rosa (org). Atenção à diversidade. Porto Alegre: Artmed,2002.
GONZÁLES, José Antônio Torres. Educação e diversidade: Bases didáticas e Organizativas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
UMBANDA - ESTA DESCONHECIDA
Existem muitos equívocos e mal-entendidos em relação à Umbanda.
Ignora-se que a religião é uma criação brasileira baseada na tradição de práticas de cura bantos (denominada umbanda) realizadas pelos curandeiros "quimbandas".
No Brasil, a história do movimento umbandista tem seus registros no início do século XX. Essa história é contada com episódios de discriminação, segregação e proibição de expressão. Essa trajetória se confunde com a dos povos escravizados desde a nossa colonização. Passou por períodos em que foi declarada proibida e rechaçada, sendo definida como crendice, seita de ignorantes, idolatria pagã, culto demoníaco, alucinação e histeria.
Sua especificidade é ignorada. Muitas vezes é entendida como perda de tradições de outros cultos - pelas práticas mágicas de diferentes proveniências; outras vezes é vista como catolicismo popular e degenerado ou como forma involuída de kardecismo - baixo espiritismo ou ainda como candomblé degradado - porque não é fiel à memória africana.
Muitos brasileiros desejariam esquecer que o Brasil nasceu do encontro de três raças e olham unicamente para o lado da Europa branca. Dizem os umbandistas que se considerarmos que a civilização brasileira é o produto da fusão entre o totemismo indígena, o fetichismo africano e o catolicismo ibérico, por que querer romper com o nosso passado? É preciso partir das realidades brasileiras, é preciso criar a religião de nosso povo mestiço.
Fundamentos
Os fundamentos da Umbanda pregam a paz, a união e a caridade, e têm como essência os seguintes princípios:
- A existência de um Deus único (Zâmbi, Olorum ou simplesmente Deus) onipotente e irrepresentável;
- As religiões constituem diversos caminhos de evolução espiritual, que conduzem a Deus;
- A crença em um Orixá maior, chamado Oxalá (Jesus Cristo);
- A crença em entidades espirituais em plano superior (os Orixás ou Santos), chefiando falanges;
- A crença em guias espirituais (Caboclos e Pretos Velhos);
- A existência do espírito, sobrevivendo ao homem, em caminho de evolução, buscando o aperfeiçoamento;
- A natureza trina do homem: espírito, alma e corpo;
- A crença na reencarnação e na lei cármica de causa e efeito;
- A prática da mediunidade, sob as mais variadas apresentações;
- A prática da caridade material e espiritual;
- A necessidade do ritual como elemento disciplinador dos trabalhos;
- A crença de que o homem vive num campo de vibrações que condicionam sua vida para o bem e para o mal, conforme sua própria tônica vibratória.
Complexidade e controvérsias marcadas pelo olhar de classe
A Umbanda traz, em sua matriz, a união de religiões e cultos que congregam uma camada da sociedade marginalizada (negros, índios, mestiços e brancos pobres e favelados). O reconhecimento desse grupo social não é objeto de interesse das classes dominantes.
Sua organização democrática rompe com padrões e hierarquias sociais. A figura da mulher como líder religiosa rompe um paradigma judaico-cristão e faz aumentar o preconceito e o não reconhecimento como religião.
O sincretismo religioso, a aceitação de pobres, homossexuais, negros, brancos, ricos, cultos e incultos, somado ao fato de ser uma expressão religiosa que surgiu nos espaços urbanos populares, faz da Umbanda uma estrutura que ameaça a estrutura hierárquica hegemônica e o domínio econômico vigente no país.
Nos dias atuais, a Umbanda continua recebendo pessoas de todas as classes sociais, origens étnicas e condições econômicas ou culturais, encontrando-se entre as religiões que menos discriminam os indivíduos. Ela vem agindo de maneira lenta, mas progressiva, no sentido de provocar mudanças estruturais que levam a uma maior inclusão social e à possibilidade de realização integral de cada pessoa.
Neste processo de aprofundamento de suas ações ela optou por obter a legitimidade e o reconhecimento social por meio de educação. Podemos observar esse fato através da criação da FACULDADE DE TEOLOGIA UMBANDISTA em São Paulo, o que representa um avanço para a Umbanda porque, no momento em que se dirige da periferia ao centro, arrasta consigo tudo o que existe na periferia, não apenas umbandistas mas a sociedade como um todo. A Faculdade de Teologia Umbandista prega a unidade e a universalidade de todas as coisas, promovendo a convergência para a Paz Mundial.
Considerações finais
O termo de origem banto "umbanda" dá nome a uma religião brasileira que reflete a história e a sociedade do país. Nosso grupo de trabalho percorreu um caminho em direção a esses conhecimentos, culminando com o trabalho de campo no Centro Espírita de Umbanda Reino de Xangô e Mãe Jurema, em Montenegro (RS), onde realizamos pesquisas.
Conhecer o lugar onde estamos e onde os outros estão em relação à fé e às crenças nos levou a desenvolver um sentido de proporção no amplo campo das religiões, religiosidades, experiências religiosas ? no qual todos devem ser ouvidos e respeitados.
Acreditamos que a escola, que é um espaço de afirmação das identidades, necessita reformular as práticas educativas. É importante que estudantes adeptos de religiões de matriz africana e/ou indígenas possam ver sua religião ser abordada como referência identitária positiva.
Devemos entender que os fundamentos dessas religiões são códigos sócio-culturais e educativos referentes a uma outra forma de sociabilidade, e que podem ser um dos caminhos para afastar atitudes como a indiferença, a intolerância e o preconceito na educação.
A diversidade se faz riqueza e deve conduzir à compreensão, ao respeito, à admiração e às atitudes pacificadoras.
Referências:
BAIRRÃO, J.F.M.H. Subterrâneos da Submissão: Sentidos do Mal no Imaginário Umbandista. São Paulo: 2002. Memorandum, 2, 55-67. Disponível em http://www.fafich.ufmg.br/memorandum/artigos02/bairrao. Acesso em: 03/11/2006;
BASTIDE, R. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1971;
BOBSIN, O. Etiologia das doenças e pluralismo religioso. Estudos Teológicos. São Leopoldo: EST, v. 43, nº 2, p. 21-43, 2003;
Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo XVIII. Adotada e proclamada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na sua Resolução 217A (III), de 10 de dezembro de 1948. Disponível em: http://www.onu-brasil.org.br/documentos_direitoshumanos.php. Acesso em:26/11/2006;
ETXAURY, Templo. Origens da Umbanda. 2006. Disponível em: http://sol.sapo.pt/blogs/pnina/archive/2006. Acesso em: 03/11/2006;
MAGNANI, J.G. e RAMOS, U.S. Doença e Cura na religião umbandista - PESES, Fundação Oswaldo Cruz - Relatório de Pesquisa, 1980;
MAGNANI, J. G. C. Umbanda. São Paulo: Ática, 1986;
MONTERO, P. Da doença à desordem: a magia na Umbanda. Rio de Janeiro, Graal, 1985;
NASCIMENTO, M. A. A. As práticas populares de cura no povoado de Matinha dos Pretos? BA: eliminar, reduzir ou convalidar? Tese de Doutorado em Enfermagem, USP, 1997. Disponível em: Revista Sitientibus nº 19, Feira de Santana, p. 101-134, jul/dez 1998;
SILVA, E. M. Religião, Diversidade e Valores Culturais: Conceitos Teóricos e a Educação para a Cidadania. Rever - Revista de Estudos da Religião Nº 2, p. 1-14, São Paulo, 2004. Disponível em: http:// www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf. Acesso em: 03/11/2006;
SOARES, R. T. Tradição e Mudança. Publicado em 21/02/2006. Disponível em: http://www.FTU.com.br. Acesso em 16/11/2006;
TRAMONTE, C. Educação Intercultural e Práticas Afro- Brasileiras: Construindo a Tolerância na Diversidade. Disponível em http://www.ufsm.br/linguagemecidadania/02_02/CristianaLC8.htm Acesso em: 15/11/2006;
http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/umbanda.htm. Acesso em: 26/11/2006;
http://www.caboclajurema.com/umbanda.htm. Acesso em: 26/11/2006;
http://www.geocities.com/portalumbanda/frame.htm. Acesso em: 26/11/2006;
http://www.umbanda.etc.br/orixas/orixas. Acesso em: 26/11/2006.
Cláudia Regina, Cleandra, Cleusa, Graciette, Karen, Patrícia Martins, Salete e Sandra.






