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terça-feira, novembro 08, 2005

Observações sobre Trabalhos no Salão de Iniciação Científica

Educação e Cultura ? C (n.º 36) Data: 19/10/05 manhã Sala 22

Cenas de uma fábrica - escola: Experiências com Teatro nas Séries Iniciais.
Daniela Costa

O trabalho da pesquisadora foi feito em crianças do jardim até a 4º série em um colégio de Porto Alegre. A estudante é original do Rio de Janeiro, onde, segundo ela, os educadores freqüentam oficinas para utilizar o teatro como recurso pedagógico. A pesquisa nos colégios de POA durou quatro meses.
O conceito Máquina para definir pessoas, vem de Deleuze e Guattari (1976): "... as pessoas são máquinas que desejam, e, se conectam entre si."
Corazza (2005), utiliza o termo "criança" para a cronologia da pessoa, e o termo "infantil" para a manifestação da vontade da potência do ser humano.
Os conceitos acima foram utilizados pela pesquisadora no projeto dela.
O teatro funcionaria como uma atividade de expressão. Porém, ao assistir o resultados, após 4 meses, do trabalho, ficou muito decepcionada. Verificou, que quando a professora tinha tendência repressora, o teatro funcionava ao contrário, como mais um meio onde as crianças precisavam seguir ordens e obedecer.
As professoras obrigavam os alunos a ficarem em fila indiana (na hora do "trenzinho"), ou em roda, desvirtuando a capacidade lúdica do Teatro. Em vez de um meio de expressão, se tornava mais um meio de repressão.
Verificou corpos castrados pelo fluxo da disciplina. Escola fechada. Alunos e professores sem motivação.
Nessa situação, os alunos preferiam o que já era conhecido, como o jogo de futebol, pois, o teatro não era apresentado para eles como uma forma de expressão e criatividade.
A pesquisadora concluiu que, a Arte pode ser castradora, quando ministrada por um adulto que não reconhece o infantil que existe dentro de si.

Considerações Finais: dos quatro trabalhos, sem dúvida alguma, foi o melhor! Sem usar recurso audiovisual, porém usando bastante a espontaneidade, e um folder (distribuído aos ouvintes onde explicava conceitos básicos da pesquisa), mostrou envolvimento com a pesquisa, e clareza na apresentação dela.

Representação dos Sujeitos Encaminhados a Serviços de Apoio Pedagógico.
Patrícia Silveira

A pesquisadora entrou no projeto que é feito há 14 anos, há apenas um ano. Apesar do projeto Ter sido iniciado em 1991, eles só conseguiram dados a partir de 1993.
Discursos do sujeito: "está sempre atrasado"; "é o mais atrasado da turma"; "ele é lento"; etc.
O problema pedagógico se torna biológico.
Discursos marcam o sujeito, culpando ele, como se fosse ele o problema.
O aluno encaminhado, geralmente, é mais rápido ou mais devagar que o resto da turma (ou, pelo que é estipulado pela escola).
Entram em cena, as pedagogias corretivas para que ele se normalize. Porém, após algum tempo, há recorrência dos encaminhamentos ao Serviço de Apoio.
Os Serviços de Apoio são vistos como a salvação.
Dos 281 alunos encaminhados ao Serviço de Apoio, 76% são meninos, o que gera a suposição que seriam de ordem comportamental.

Considerações Finais: acho que a Aluna não foi feliz ao apresentar, já que era um assunto riquíssimo, porém foi apresentado de uma forma formal demais, oscilando a respeito do assunto, e, praticamente lendo os slides.

Temas e Tramas ? O que é pesquisado sobre Educação Patrimonial.
Aline Marques de Freitas
Esta pesquisa faz parte, do grupo de pesquisa: "Cultura e História Política" da Universidade de Caxias do Sul.
Foi realizado um levantamento de dados das faculdades e de entidades (Iphan, Unesco...). Foram encontrados documentos.
A pesquisadora vê documentos e a cultura como patrimônio, e não apenas os monumentos.
Foi levantada a pergunta: "Existem monumentos que se dizem ser necessário preservar. Mas o que é preservado?"
Muito do que é preservado como patrimônio, muitas vezes, não é patrimônio, não faz parte da nossa História. É imposto. Enquanto, vários patrimônios verdadeiros acabam não sendo preservados.
Patrimônio acaba, por contar a História passada para a população presente, porém nem sempre a História verdadeira, já que muitas vezes a população não é consultada sobre o que quer preservar.
A pesquisa foi levada para ser colocada em prática, numa cidadezinha, perto de Venâncio Aires. Ao perguntarem para a população, o que eles queriam preservar, escolheram a Caixa d´àgua, que ficava localizada no meio da cidade. Ao serem perguntados o porquê, responderam que era muito útil para eles e para a cidade e que havia sido a primeira tecnologia implantada na cidade.

Considerações Finais: o assunto se tornou interessante quando a Banca Julgadora começou a questioná-la. Foi bastante útil a constatação, de que, nossa História nos é contada de forma "direcionada" também no Patrimônio. Isso me lembrou uma aula que tive em outra Faculdade, em que foi comentado que o Museu Júlio de Castilhos, o principal de POA, possui a História contado com a visão dos vencedores, e não dos vencidos, no caso os escravos e os demais cidadãos, que não tinham a mesma condição social dos generais.

As vivências de Paz e Violência no Meio Escolar.
Eliana Sandri

A Paz e a Violência, segundo a pesquisadora, são derivadas do ensinamento, e não de uma pré-disposição natural da pessoa.
Seria necessário um planejamento pedagógico para ensinar a Paz nas escolas. Este é um desafio para os educadores.
Banca Julgadora questionou bastante a pesquisadora, pois, os conceitos de Paz e Violência são muito abrangentes. "O que é Paz?" Seria manter as pessoas sem violência, ou manter a ordem, com as pessoas disciplinadas, apenas acatando as ordens, sem se indispor? Segundo a Banca Julgadora, o ensinamento da Paz, poderá conforme feito, ser apenas um meio de repressão, de manter o povo sobre controle.
"O que é Violência?", a pesquisadora não soube definir Paz, porém definiu a Violência como uma atitude impensada que invade o limite do outro.
A pesquisadora no seu trabalho percebeu que em escolas públicas, a Paz representava a Coletividade, com as pessoas imaginando a Paz, com as pessoas em harmonias umas com as outras, ou com o andar da comunidade pelas ruas sem assaltos. Já nas escolas privadas, a Paz foi citada dentro de um conceito particular, tais como: Viajar sozinho sem sofrer assalto; possuir o objeto de consumo que desejava.

Considerações Finais: nessa apresentação aconteceu uma contradição. O tema era chocho, na minha opinião, porém a moça era bastante expressiva e discursava muito bem a respeito do assunto. Se não fosse assim, não haveria nem por que comentar o assunto. Acho, ao contrário, da pesquisadora ( que trabalha há 8 meses no projeto, com irmãos- professores da PUC), que a paz deriva de diversos fatores, ela não pode ser ensinada, pois corre-se o risco, como ressaltado pela Banca Julgadora, de ensinar submissão ao invés de Paz. E de se criar alunos "obedientes", ao invés de alunos com perspectivas de Paz.

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