Entrevista com uma professora e com a diretora da escola, buscando descobrir quem eram as crianças q aí frequentavam
Iniciamos a realização deste projeto de pesquisa com o intuito de conhecer melhor o trabalho que é realizado na área da educação nas comunidades da periferia de Porto Alegre.
Conhcecemos um trabalho voltado muito mais ao aspecto social do que a escolarazição. Durante a realização do trabalho tivermos a oportunidade de freqüentar a escola, através de visitas agendadas. Nas visitas entrevistamos os educadores, a diretora e as crianças, ouvimos relatos surpreendentes, da realidade de uma vivência em comunidade que não conhecíamos de perto, somente ouvíamos falar.
Entrevista com a Irmã Deonice Garcia (Diretora)
R - Turnos de funcionamento da escolinha:
D - A creche funciona em tempo integral: das 7 horas (quando a maioria dos pais já estão indo trabalhar) até as 18 horas.
R - Número de funcionários e alunos:
D - São 25 funcionários, incluindo professores. E 220 alunos, de 4 meses à 6 anos.
R- Quanto tempo você trabalha aqui?
D- Eu sou diretora aqui a dois anos.
R- Quem são essas crianças?
D- São moradores da vila Farrapos, e arredores, são crianças bastante carentes, geralmente os pais trabalham no mercado informal, ou alguns tem trabalho fixo, tem um renda fixa, mas a maioria dessas crianças, são filhos de pais, que não tem um emprego fixo, e a maioria são crianças bastante carentes.
R- O que esta creche significa para estas crianças?
D- A creche é o espaço em que a criança recebe alimentação acima de tudo, porque muito dessas crianças não tem alimentação adequada, uma nutrição de acordo com a idade, então a creche na verdade significa um espaço de acolhida, de formação, de acompanhamento pedagógico, acompanhamento espiritual, psicológico, e a creche é na verdade um espaço que oferece proteção a essas crianças.
R- Qual o papel da creche na comunidade?
D- O papel principal seria abrigar estas crianças, acolher, oferecer esta formação que eu acabei de falar, portanto, nós procuramos aliviar um pouquinho esta realidade de mães que trabalham e que a criança muitas vezes de 2, 3 aninhos costumam ficar sozinhas em casa, ou com irmão, criança de 2 anos ficando com irmão de 4 anos, cuidando, as vezes até bebê. Então, nossa função seria oferecer estas condições também para que a mãe possa se inserir no mercado de trabalho, e assim poder oferecer condições para a família.
R- Qual a relação entre as famílias e a creche?
D- É uma relação bastante complexa e complicada, porque nós temos muitas mães que estão sozinhas com seus filhos, nós temos pais que estão sozinhos, que a mãe abandonou, a maioria os pais abandonaram, mas tem alguns casos também que a mãe abandou a criança, os filhos, as vezes dois filhos, deixando só com o pais. Então, assim, essa criança muitas vezes, alguns casos, nos temos também, ela é cuidada pelos avós, então a relação da família com a creche é muitas vezes nas reuniões, a gente chama a gente conversa, convida para participar das reuniões, nos temos reuniões de formações para os pais também, nós temos uma situação bastante complicada a nível de formação, muitas mães que são adolescentes, e essas mães não tem preparação, formação nenhuma para ser mães, então as crianças chegam na creche na situação de muito abandono. (interrupção)Então a gente chama para uma reunião, convida para uma reunião de formação, reunião de espiritualidade, nos fazemos trabalhos educativos com essas famílias, e eles não vem, porque eles acham que não precisa, - a creche cuida do meu filho porque eu vou na reunião? ? Então muitas vezes essa família transfere a responsabilidade de cuidar da criança para a creche, - Eu levo cedo e busco de tarde, é problema de vocês, vocês é que cuidam do meu filho- Então esta responsabilidade, porque eles deixam, delegam para nós, é bastante complicado.
R- O que mais falta a essas crianças ?
D- É muito abrangente essa questão, porque na verdade para eles falta o carinho de pai, carinho de mãe, falta atenção, essas crianças passam muitas necessidades materiais, inclusive alimentação, agasalho, tem criança que em dia de chuva chega aqui com a roupa toda molhada, nós temos que providenciar roupas, porque as mães, assim, não tem outra roupa, porque a gente pede para que quando está chovendo trazer uma troca a mais, se a criança molha a roupa, molha o sapatinho, então tem que ter outra troca, e muitas dessas mães não tem, né, então necessidades materiais, necessidades sociais, de integração, então são muitas as necessidades, as dificuldades das crianças.
R- O que se espera dessas crianças no futuro?
D- Esperamos coisas melhores, né, esperamos que com o nosso trabalho nós possamos educar de uma forma que eles possam se libertar desta situação de alienação muitas vezes que ocorre na vida, até em questão de vícios, nós temos jovens, adolescentes de 13, 14 anos que vem buscar os próprios irmãozinhos com cigarro, fumando, adolescentes, muitos casos de adolescentes com filhos, grávidas, adolescentes com 13, 14 anos que já tem filhos, então nós procuramos, com a formação desde berçário até 6 anos tentar formar um pouco mais essas crianças em todos os aspectos, tanto social, para se integrar à sociedade de forma mais saudável, a parte espiritual que a gente tenta trabalhar muito para que eles possam ter não só essa situação material, como também valorizar a vida, porque a realidade nossa aqui de vila é uma realidade onde acontece muitos assaltos, muitas mortes, até suicídio, então nós procuramos resgatar isso, a importância da vida, dos valores, cristãos, os valores humanos, o respeito pelo próximo, então a gente começa desde o berçário isso, desde quando a criança tem um ano, dois, três, cinco, e assim vai por todas as fases, elas já são preparadas, e feito já um trabalho, é feito atividades próprias de recreação, a questão da competição, que hoje a gente sabe que é muito forte no mercado, então todos os lugares que você vai a gente sabe que tem essa questão de competição, então é feito já desde recreação, atividades, já preparando a criança, não para competir, mas para se integrar, formar grupos de amizade, e assim, a gente tenta fazer um trabalho educativo.
R- Qual o papel do educador nesta realidade?
D- Eu acho que, mais ou menos, já abrangemos, mas o papel do educador aqui, pelo fato deles serem tão pequenos, mas é formar, nós começamos ensinando a alimentação, ensinando a criança a caminhar, porque nós temos berçários com crianças.., se você for lá, você pode ter essa oportunidade, de ver a criança chegar com cinco meses e agora já está engatinhando, já está dando os primeiros passos, então nós ensinamos desde os primeiros passos, literalmente falando, ajudamos a criança a andar, ajudamos a criança na alimentação, ensinamos a comer, a pegar a colher, porque ela chega com um ano e meio, dois anos, é a fase em que ela está aprendendo a pegar a colher, então a gente já ensina as brincadeiras que são todas orientadas, as crianças não ficam soltas no pátio brincando, correndo, brincando de qualquer maneira, todas as brincadeiras são organizadas, orientadas, então, o papel do educador seria acompanhar todos os detalhes do desenvolvimento da criança, desde do andar, do comer, usar os vasos sanitários, porque se você for no berçário dois eles estão aprendendo a usar o vaso sanitário, eles aprendem todas as atividades da vida mesmo.
Entrevistas com os educadores
Renato - Trabalha aqui há quanto tempo?
Professora -Aqui na creche estou trabalhando há 9 meses.
R - Quem são essas crianças?
P - Estas crianças são... são crianças daqui, do bairro, mesmo, né, são crianças que precisam de carinho, de atenção. Nós temos entre elas crianças um pouco problemáticas, quer dizer, elas precisam de uma atenção mais dirigida a elas. São crianças queridas, eu gosto de trabalhar com elas.
R - O que esta creche significa para estas crianças?
P - A gente percebeu, não no caso de minha turma, mas de um modo geral, que para algumas crianças é o lar delas, nós temos crianças muito carentes, que se não tivessem aqui estariam na rua, com fome, sujas, então aqui é o cantinho delas.
R- Qual a relação das famílias dessas crianças com a creche?
P - A gente busca estar em contato, porque é importante, mas acontece de muitas vezes os pais virem e largar a criança, e pronto, deu. Só que a criança precisa do pai junto da creche, então a gente busca estar sempre em contato buscando saber não só o que acontece aqui, mas buscando o que acontece lá também. Tem crianças aqui que ficam mais tempo aqui do que em casa, então a gente busca trazer o pai aqui um dia, uma hora que seja, junto com a criança aqui na creche. A gente procura estar sempre em contato com esses pais, buscando eles, dizer pára eles como está o desenvolvimento do filho na creche, como que o filho está se portando, todos esses cuidados que a gente acha importante, juntamente com o pai,.
R- O que mais falta a essas crianças?
P - Tem crianças que vem para cá com muita carência afetiva, precisam de muito cuidado, carinho, eles vem para com carência... tem criança que vem para cá , no caso tem um na minha turma, que precisa de muito carinho de muita atenção, uma dedicação quase que exclusiva para ele, só, é isso que ele veio buscar, que a gente percebeu isso, teve um problema que agora passou, e, então não tanto assim de alimento, de ter lugar para ficar, para dormir, mas mais carência afetiva mesmo. Atenção.
R- Isso, em geral, devido a quê? Qual o principal problema?
P - Acho que é falta de estrutura familiar mesmo, né? Porque nos temos aqui casos de crianças separadas de pai e mãe, caso de criança que a mãe usou droga o pai é alcoólatra, então, falta isso, eles vem buscar isso, também aqui junto com a gente
Entrevista com as crianças
Juliana- O que você mais gosta aqui na escola?
Criança 1 - Aqui é legal, a gente pode até brincar!
Criança 2 - Eu gosto de vir aqui na escola porque sempre tem comida gostosa!
Criança 3 -Eu gosto da escolaporque aqui ninguém me bate!
Criança 4 - Aqui não é escola tia,é creche!
J - E quando você vai para a escola se aqui é creche?
Criança 4 - Eu não vou para a escola,pra que ir pra escola, minha mãe nunca foi na escola!
J - Você mora com quem?
Criança 1 - Com a minha mãe, a minha vó e o meu vô. Mas não gosto da minha mãe, ela não me dá colo, diz que eu sou muito chata. Quando eu venho pra escola com ele, eu sempre choro!
Criança 2 - Com minha mãe! Meu pai mora lá na prisão desde que eu nasci, mas agora falta pouquinho pra ele sair!
Grupo: Fernada Calsing, Juliana Silva, Juliana Sombrio, Michelle Azambuja, Priscila Isense e Renato Avellar.
Conhcecemos um trabalho voltado muito mais ao aspecto social do que a escolarazição. Durante a realização do trabalho tivermos a oportunidade de freqüentar a escola, através de visitas agendadas. Nas visitas entrevistamos os educadores, a diretora e as crianças, ouvimos relatos surpreendentes, da realidade de uma vivência em comunidade que não conhecíamos de perto, somente ouvíamos falar.
Entrevista com a Irmã Deonice Garcia (Diretora)
R - Turnos de funcionamento da escolinha:
D - A creche funciona em tempo integral: das 7 horas (quando a maioria dos pais já estão indo trabalhar) até as 18 horas.
R - Número de funcionários e alunos:
D - São 25 funcionários, incluindo professores. E 220 alunos, de 4 meses à 6 anos.
R- Quanto tempo você trabalha aqui?
D- Eu sou diretora aqui a dois anos.
R- Quem são essas crianças?
D- São moradores da vila Farrapos, e arredores, são crianças bastante carentes, geralmente os pais trabalham no mercado informal, ou alguns tem trabalho fixo, tem um renda fixa, mas a maioria dessas crianças, são filhos de pais, que não tem um emprego fixo, e a maioria são crianças bastante carentes.
R- O que esta creche significa para estas crianças?
D- A creche é o espaço em que a criança recebe alimentação acima de tudo, porque muito dessas crianças não tem alimentação adequada, uma nutrição de acordo com a idade, então a creche na verdade significa um espaço de acolhida, de formação, de acompanhamento pedagógico, acompanhamento espiritual, psicológico, e a creche é na verdade um espaço que oferece proteção a essas crianças.
R- Qual o papel da creche na comunidade?
D- O papel principal seria abrigar estas crianças, acolher, oferecer esta formação que eu acabei de falar, portanto, nós procuramos aliviar um pouquinho esta realidade de mães que trabalham e que a criança muitas vezes de 2, 3 aninhos costumam ficar sozinhas em casa, ou com irmão, criança de 2 anos ficando com irmão de 4 anos, cuidando, as vezes até bebê. Então, nossa função seria oferecer estas condições também para que a mãe possa se inserir no mercado de trabalho, e assim poder oferecer condições para a família.
R- Qual a relação entre as famílias e a creche?
D- É uma relação bastante complexa e complicada, porque nós temos muitas mães que estão sozinhas com seus filhos, nós temos pais que estão sozinhos, que a mãe abandonou, a maioria os pais abandonaram, mas tem alguns casos também que a mãe abandou a criança, os filhos, as vezes dois filhos, deixando só com o pais. Então, assim, essa criança muitas vezes, alguns casos, nos temos também, ela é cuidada pelos avós, então a relação da família com a creche é muitas vezes nas reuniões, a gente chama a gente conversa, convida para participar das reuniões, nos temos reuniões de formações para os pais também, nós temos uma situação bastante complicada a nível de formação, muitas mães que são adolescentes, e essas mães não tem preparação, formação nenhuma para ser mães, então as crianças chegam na creche na situação de muito abandono. (interrupção)Então a gente chama para uma reunião, convida para uma reunião de formação, reunião de espiritualidade, nos fazemos trabalhos educativos com essas famílias, e eles não vem, porque eles acham que não precisa, - a creche cuida do meu filho porque eu vou na reunião? ? Então muitas vezes essa família transfere a responsabilidade de cuidar da criança para a creche, - Eu levo cedo e busco de tarde, é problema de vocês, vocês é que cuidam do meu filho- Então esta responsabilidade, porque eles deixam, delegam para nós, é bastante complicado.
R- O que mais falta a essas crianças ?
D- É muito abrangente essa questão, porque na verdade para eles falta o carinho de pai, carinho de mãe, falta atenção, essas crianças passam muitas necessidades materiais, inclusive alimentação, agasalho, tem criança que em dia de chuva chega aqui com a roupa toda molhada, nós temos que providenciar roupas, porque as mães, assim, não tem outra roupa, porque a gente pede para que quando está chovendo trazer uma troca a mais, se a criança molha a roupa, molha o sapatinho, então tem que ter outra troca, e muitas dessas mães não tem, né, então necessidades materiais, necessidades sociais, de integração, então são muitas as necessidades, as dificuldades das crianças.
R- O que se espera dessas crianças no futuro?
D- Esperamos coisas melhores, né, esperamos que com o nosso trabalho nós possamos educar de uma forma que eles possam se libertar desta situação de alienação muitas vezes que ocorre na vida, até em questão de vícios, nós temos jovens, adolescentes de 13, 14 anos que vem buscar os próprios irmãozinhos com cigarro, fumando, adolescentes, muitos casos de adolescentes com filhos, grávidas, adolescentes com 13, 14 anos que já tem filhos, então nós procuramos, com a formação desde berçário até 6 anos tentar formar um pouco mais essas crianças em todos os aspectos, tanto social, para se integrar à sociedade de forma mais saudável, a parte espiritual que a gente tenta trabalhar muito para que eles possam ter não só essa situação material, como também valorizar a vida, porque a realidade nossa aqui de vila é uma realidade onde acontece muitos assaltos, muitas mortes, até suicídio, então nós procuramos resgatar isso, a importância da vida, dos valores, cristãos, os valores humanos, o respeito pelo próximo, então a gente começa desde o berçário isso, desde quando a criança tem um ano, dois, três, cinco, e assim vai por todas as fases, elas já são preparadas, e feito já um trabalho, é feito atividades próprias de recreação, a questão da competição, que hoje a gente sabe que é muito forte no mercado, então todos os lugares que você vai a gente sabe que tem essa questão de competição, então é feito já desde recreação, atividades, já preparando a criança, não para competir, mas para se integrar, formar grupos de amizade, e assim, a gente tenta fazer um trabalho educativo.
R- Qual o papel do educador nesta realidade?
D- Eu acho que, mais ou menos, já abrangemos, mas o papel do educador aqui, pelo fato deles serem tão pequenos, mas é formar, nós começamos ensinando a alimentação, ensinando a criança a caminhar, porque nós temos berçários com crianças.., se você for lá, você pode ter essa oportunidade, de ver a criança chegar com cinco meses e agora já está engatinhando, já está dando os primeiros passos, então nós ensinamos desde os primeiros passos, literalmente falando, ajudamos a criança a andar, ajudamos a criança na alimentação, ensinamos a comer, a pegar a colher, porque ela chega com um ano e meio, dois anos, é a fase em que ela está aprendendo a pegar a colher, então a gente já ensina as brincadeiras que são todas orientadas, as crianças não ficam soltas no pátio brincando, correndo, brincando de qualquer maneira, todas as brincadeiras são organizadas, orientadas, então, o papel do educador seria acompanhar todos os detalhes do desenvolvimento da criança, desde do andar, do comer, usar os vasos sanitários, porque se você for no berçário dois eles estão aprendendo a usar o vaso sanitário, eles aprendem todas as atividades da vida mesmo.
Entrevistas com os educadores
Renato - Trabalha aqui há quanto tempo?
Professora -Aqui na creche estou trabalhando há 9 meses.
R - Quem são essas crianças?
P - Estas crianças são... são crianças daqui, do bairro, mesmo, né, são crianças que precisam de carinho, de atenção. Nós temos entre elas crianças um pouco problemáticas, quer dizer, elas precisam de uma atenção mais dirigida a elas. São crianças queridas, eu gosto de trabalhar com elas.
R - O que esta creche significa para estas crianças?
P - A gente percebeu, não no caso de minha turma, mas de um modo geral, que para algumas crianças é o lar delas, nós temos crianças muito carentes, que se não tivessem aqui estariam na rua, com fome, sujas, então aqui é o cantinho delas.
R- Qual a relação das famílias dessas crianças com a creche?
P - A gente busca estar em contato, porque é importante, mas acontece de muitas vezes os pais virem e largar a criança, e pronto, deu. Só que a criança precisa do pai junto da creche, então a gente busca estar sempre em contato buscando saber não só o que acontece aqui, mas buscando o que acontece lá também. Tem crianças aqui que ficam mais tempo aqui do que em casa, então a gente busca trazer o pai aqui um dia, uma hora que seja, junto com a criança aqui na creche. A gente procura estar sempre em contato com esses pais, buscando eles, dizer pára eles como está o desenvolvimento do filho na creche, como que o filho está se portando, todos esses cuidados que a gente acha importante, juntamente com o pai,.
R- O que mais falta a essas crianças?
P - Tem crianças que vem para cá com muita carência afetiva, precisam de muito cuidado, carinho, eles vem para com carência... tem criança que vem para cá , no caso tem um na minha turma, que precisa de muito carinho de muita atenção, uma dedicação quase que exclusiva para ele, só, é isso que ele veio buscar, que a gente percebeu isso, teve um problema que agora passou, e, então não tanto assim de alimento, de ter lugar para ficar, para dormir, mas mais carência afetiva mesmo. Atenção.
R- Isso, em geral, devido a quê? Qual o principal problema?
P - Acho que é falta de estrutura familiar mesmo, né? Porque nos temos aqui casos de crianças separadas de pai e mãe, caso de criança que a mãe usou droga o pai é alcoólatra, então, falta isso, eles vem buscar isso, também aqui junto com a gente
Entrevista com as crianças
Juliana- O que você mais gosta aqui na escola?
Criança 1 - Aqui é legal, a gente pode até brincar!
Criança 2 - Eu gosto de vir aqui na escola porque sempre tem comida gostosa!
Criança 3 -Eu gosto da escolaporque aqui ninguém me bate!
Criança 4 - Aqui não é escola tia,é creche!
J - E quando você vai para a escola se aqui é creche?
Criança 4 - Eu não vou para a escola,pra que ir pra escola, minha mãe nunca foi na escola!
J - Você mora com quem?
Criança 1 - Com a minha mãe, a minha vó e o meu vô. Mas não gosto da minha mãe, ela não me dá colo, diz que eu sou muito chata. Quando eu venho pra escola com ele, eu sempre choro!
Criança 2 - Com minha mãe! Meu pai mora lá na prisão desde que eu nasci, mas agora falta pouquinho pra ele sair!
Grupo: Fernada Calsing, Juliana Silva, Juliana Sombrio, Michelle Azambuja, Priscila Isense e Renato Avellar.

2 Comentários:
Estando em contato com essa experiencia podemos perceber que existem varios tipos de realidade dentro de uma cidade, e que muitos de nós ignoramos mesmo sabendo que elas existem bem perto de nós. E vemos que para essas crianças é normal ser como elas são, é normal contar essas vivências que elas experimentam. Vendo por essa perspectiva, talvez comecemos a ver com outros olhos certas coisas em nossa sociedade. Fernanda Calsing
Quando descidimos onde fazer nossa pesquisa já imaginei que conheceria realidades tristes, contudo nunca imaginei que fosse tão triste assim!!!! Com certeza depois daquele dia, comecei a ver as coisas, a realidade de maneira mais real ainda!!!!
É incrível como crianças com tantos problemas com violência familiar podem estar sempre sorrindo... foi realmente um enorme aprendizado para mim!!!!
Priscila Isense
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