Tridisciplina

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quinta-feira, setembro 29, 2005

Sobre trocas e pesquisas

Ainda não vi nenhum comentário sobre o belo material que foi postado até agora!
Não há como negar a apropriação de conhecimento que, quem vem escrevendo, demonstra. Pois, mais do que reproduzir um texto de autor tenho lido reflexões e associação de idéias que nos fazem pensar!
Sugiro/peço que deêm uma olhada/lida no que está por aí!
Parabéns para quem já postou.
Abraços e até amanhã.

segunda-feira, setembro 26, 2005

Aula de história 26/09

Na aula de história de hoje trabalhamos um pouco mais sobre o texto "As mulheres na sala de aula". Surgiram vários assuntos, mas um deles me chamou a atenção: o significado que atribuímos as palavras e de que forma elas são ditas.
Conversamos sobre o significado da palavra tia, atribuída as professoras das séries iniciais. Assim como os alunos podem chamar a professora de tia de forma carinhosa, esta palavra também pode ser usada de forma perjorativa, para rebaixar a profissão de professora a uma simples "cuidadora" das crianças, sem grande importância. Chegamos a conclusão de que não é preciso chamar de tia para criar um vínculo afetivo. Outro exemplo é quando chamamos um negro de "negro". Na verdade temos receio em chamá-lo assim, achando que iremos ofender a pessoa. Mas desde quando negro é ofensa? Desde quando negro é significado de alguma coisa ruim?
Temos sim é que ter cuidado em como falar, que tom iremos usar e ter bom senso nas palavras escolhidas.
Juliana Sombrio

Apresentação da pesquisa

Na última sexta-feira, dia 23/09, tivemos a presença das colegas do 3ºsemestre apresentando seu trabalho de pesquisa, no qual o tema era Educação Indígena. Achei muito interessante o tema escolhido e a proposta de trabalho. Foi bastante diversificada a apresentação de forma que nos dispertou o interesse pelo assunto, além de que tive muitas idéias ao pensar na minha pesquisa.
Elas mostraram o quanto é importante respeitarmos a cultura indígena. Não basta existir uma inclusão social que imponha a cultura ocidental, mas sim que respeite o modo de vida dos índios.
Juliana Sombrio

Lembretes:

Conforme ficou combinado na sexta-feira, a leitura prévia para amanhã (27/09) é o texto:
  • OLIVEIRA, Paulo de Salles (org) Metodotogia das Ciências humanas. São Paulo: HUCITEC, 1998. (já está no Pró-cópias)

  • Além disso, inspiradas pelos texto, a turma já deve começar a escolha das temáticas de interesse para realização das pesquisas da Trididisciplina.
    Por falar nisto, que tal a apresentação da pesquisa sobre os nossos mitos sobre a Educação Indígena, realizada pelas gurias do semestre passado?
    Aproveitamos o espaço para agradecer publicamente a disponibilidade da Daiane, da Luana, da Ludmila e da Fernanda. Se alguém mais quiser se manifestar, sinta-se a vontade...
    Só mais uma outra coisa, as escolhas das temáticas podem ser compartilhadas com a turma através do blog, visto que este espaço virtual não é, nem pode ser considerado, um depósito de textos, mas deseja ser um mais espaço de trocas e discussões entre a turma.
    Beijinhos, Cátia

    sexta-feira, setembro 23, 2005

    Dominações

    Ao assistir o desenho Meatrix logo veio a minha cabeça as dominações de Weber.
    No início o porquinho estava dominado pelo seu criador, vivendo ou melhor sobrevivendo sob as condições impostas sem se dar conta disso, assim como nós que fazemos muitas coisas que nos sendo empurradas por nossos governantes e que em nada melhora ou contribui para nossa vida, mas que são e muito convenientes a eles.
    E então surge o "salvador", aquele que nos abre os olhos, que tem idéias de mudanças, de melhorias, o herói, mas que também de alguma forma nos domina usando o que há de mais puro e melhor em nós, nossa fé e esperança.
    Karen Suminski

    quinta-feira, setembro 22, 2005

    Durkhein - Meatriz

    O primeiro pensamento que me vem a mente com a charge Meatriz é referente ao Fato Social segundo Durkhein, já que a história contém os três fatores essenciais conforme descreve o teórico para que seja interpretada dessa forma: é coercitivo, já que quando vamos ao mercado comprar nossos alimentos não podemos escolher a forma como foram criadas ou cultivadas, isso nos é imposto; é exterior já que não fomos nós que criamos essa situação, e sim a sociedade em que vivemos (conforme o próprio Durkhein); bem como é objetivo, pois ocorre em toda parte.
    Acho que os estudos desse teórico não servem apenas para nos acomodarmos, mas pelo contrário: devemos pensar o que acontece ao nosso redor para podermos mudar nossa realidade. Pode parecer utópico, mas se nos unirmos a sociedade não se voltará contra nós, como disse Durkhein.

    O Porco Patriota e a Tartaruga Terrorista

    Da história inferi que o que representa o patriotismo e o terrorismo são meramente resultados da formação daquilo que Marx titularia "materialismo histórico" da sociedade. À medida que os homens passam a ser "dominados pela ideologia da classe dominante" surge uma vontade de libertação a qual Marx e Engels defendem categoricamente em sua obra O Manifesto Comunista: colocar no lugar dos "dominadores" "da velha sociedade burguesa uma associação na qual o livre desenvolvimento de cada membro é a condição para o desenvolvimento de todos." Assim queriam o fim da supremacia burguesa e do capitalismo em ascensão.
    Contudo, como ilustrava a pequena estória do vídeo, a supremacia ainda é fortemente presente na sociedade. O porco patriota, com toda a onipotência de um rei, destrói, explora e domina as terras da tartaruga, esta, por sua vez, sente-se intimamente prejudicada e de maneira bastante consciente, pratica o terrorismo.
    Analogicamente, vê-se a dominação capitalista norte-americana sobre os países considerados do eixo do mal e demais nações enfraquecidas economicamente. A comemoração do porco com a derrota da tartaruga deixa explícito que ainda somos condicionadas a viver sobre os olhos do capitalismo e que o comunismo é uma utopia.
    O que nos faz ainda estarmos presos à condição de classe condicionada é, indubitavelmente, a nossa incapacidade de lutar, e não que para isso seja necessário uma revolução.
    Nicole Bertotti

    Comentário Meatriz

    Acho que a história também pode ser pensada segundo a teoria de Dukhein, pois a mesma se encaixa no perfil do fato social, porém segundo o próprio pensador sua teoria serve apenas para análise, não para agirmos na sociedade, já que segundo ele a sociedade é quem modifica o sujeito.
    Ao contrário disso, nossas reflexões nas aulas me levam a pensar que o indivíduo agi sobre a sociedade, sendo assim, nenhum ato é neutro, inclusive o educar que muitos de nós já praticamos, ou desejamos praticar. Lembrando que quando entramos em uma sala de aula nunca somos isentos, pois no fato de querer ensinar o melhor, da melhor forma possível; já há uma intenção, e que nossos alunos são sujeitos pensantes, com vontades... Portanto, devemos lembrar de sempre olhar além.
    Lilian

    Para pensar

    Interessantes as animações..."Meatrix" faz pensar sobre se temos consciência de da verdade sobre nós mesmos e da sociedade em que vivemos! Será que precisamos ver "de fora"para a explicarmos, como sugeriria Durkheim ou numa pseudo neutralidade histórica, social e política e de forma tecnicista como idealizaria Weber? Quem poderia ser Morpheus, se não o cientista social que convida o porquinho - enquanto indivíduo que pacatamente vivia na sua comunidade - a ver e entender a verdadeira estrutura da realidade no seu tempo, a reconhecer-se como parte da sociedade, e mesmo que a sua vidinha não estivesse afetada diretamente cada um tem responsabilidade e deve se comprometer com a mudança!! Para Marx o ser humano coincide com "o que" e "como" ele produz, ou seja, o homem produz seus meios de existência!!! O que se está prozindo?? Verdades ou Meatrix!! À propósito, onde estamos estacionando nossos carros, em cima das calçadas?
    Nos vemos na aula. Marta.

    Conhecendo um novo mundo...

    O videozinho "Meatrix" que trata sobre a verdadeira origem da comida que consumimos, na verdade mostra a grande ilusão na qual vivemos. Seguindo as idéias de Durkheim, o indivíduo é totalmente determinado pelo meio e podemos constatar de forma clara que o modo como Leo (o porquinho) pensava que as coisas aconteciam não era a realidade, porém era como aquele lugar onde ele vivia concebia as coisas. Seria isso uma Consciência Coletiva (conjunto de crenças e sentimentos comuns em uma sociedade)? Entretanto, quando Morpheus mostra para ele como realmente vivem os porcos e qual o seu destino, ele rapidamente muda de opinião e cai na realidade.
    Somente após ouvir toda a explicação, Leo percebe que do jeito que está não dá para continuar e que a solução, como Marx já dizia, é que os indivíduos vivendo e trabalhando transformem a sociedade. Essa idéia fica bem clara também no fim do video, quando Morpheus convida Leo e todos nós a mudarmos a forma como as coisas acontecem.
    Pensando bem, acho que o Durkheim não concordaria nem um pouco com que Morpheus fez, instigando o espírito de mudança das pessoas, porque ele acreditava que a ordem na sociedade tinha que ser mantida a qualquer custo, devia-se apenas encontrar soluções simples para os problemas sociais. Já para Marx, o sujeito é totalmente ativo no processo histórico e portanto contribui para mudanças radicais na realidade social.

    Acho é que temos que nos juntarmos a Morpheus e realizar mudanças radicais e urgentes na nossa sociedade, porque do jeito que está não dá para continuar!!!

    Era isso...
    Beijinhos Francelli

    Descobertas de Leo

    A historinha do Meatrix a respeito de como ocorrem as criações de animais com fins criativos nos faz refletir a respeito do que como Weber enxergava a sociedade e os indivíduos que nela vivem. Sua posição ia no sentido oposto do que ocorre atualmente, como foi mostrado na animação.
    Para ele, a sociedade não deveria ser vista como uma coisa. Deve-se sim, primeiramente, compreender o que ocorre na sociedade. Até porque, caso contrário, corre-se o risco de se "esgotar" o lado humano que deve estar sempre presente. Para que isso ocorra, é necessário que o homem seja ou se torne um ser político (que faz juízos de valor) e um ser cientificista, racional, lógico.
    Através da história notamos que o personagem Leo, representa, sob certo aspecto, o homem atual. Ele vive em um sistema no qual não domina e sequer tem uma idéia superficial de como e quais processos ocorrem na sociedade. Antes de se coscientizar e passar a encarar aquele sistema sob outra perspectiva, ele vivia vendo o que "desejava" ver, não se deparava com o lado negativo daquele sistema. Não via a crueldade com que era tratado, não se dava conta da poluição que era emitida, nem com os agrotóxicos utilizados.
    Será que o homem atual necessita de um "Morpheus" em sua vida para então se conscientizar a respeito do seu papel na sociedade?
    Cláudia Z. P.

    sexta-feira, setembro 16, 2005

    Meatrix

    Na minha opinião a estória com o título de Matrix, refere-se aos conceitos de Weber sobre a sociedade. Alertava que devíamos sair do mundo da fantasia e entrar na realidade para analizar-mos melhor a sociedade.Para isso Weber diz que devemos analizar a sociedade de"fora",racionalmente,tecnicamente. A técnica aliada à dominação, ao poder acaba deixando o homem alienado, entra no mundo da fantasia facilmente .Para mim é isso que a estória mostra Já não sabemos do que nos alimentamos porque fantasiosamente escolhemos aquilo que o mercado quer,ou seja, o maior frango,a carne que parece mais apetitosa etc. Deixamos de raciocinar e passamos a ser a ser objetos, fantoches da sociedade.O indivíduo deve reagir contra a desumanização.
    Creio que ao falar da produção, do poder, da imposição do mercado, a estória também poderia ser adaptada as idéias de Marx

    Arita

    Uma visão hermenêutica histórico-materialista

    O desenho-animado descrevia a atitude de um motorista que provavelmente tinha lido algum livro de auto-ajuda (tipo Lair Ribeiro), e estava com um comportamento ¨TASSI¨ (" tava si achando"), estava se achando o "centro do universo". Ao dirijir seu carro usava o celular, fumava, escutava o rádio em alto volume e tomava café; além de "costurar" no trânsito. Acabou por comprovar a 2a. Lei de Newton( Issac nosso 1o. judeu), no choque frontal com um enorme caminhão. TASSI virou mingau. Para Marx (Karl nosso 2o. judeu) a história acabaria aqui. A teoria marxista, numa visão imediata, não se preocupa com questões de ordem meramente filosófica, especulativa, metafísica; enfim é materialista; se edifica em estruturas concretas, e estuda os elementos em separado, depois em grupo, e objetiva as ações. Marx pretendia atingir uma concepção explicativa da História, afirmando que não são as idéias que governam mundo, pois as idéias dependem das condições econômicas sociais, portanto da própria matéria. Dizia: " Não é a consciência do homem que determina seu ser, mas o ser social que determina sua consciência" .
    Logo se pensar na 2a. parte da história é algo impossível, pois a "alma" (?!) de " TASSI" vai para o "céu"( numa visão católica), e pior o personagem ainda volta para a vida terrestre reencarnado no corpo de uma mosca ( numa visão budista). E vejam bem a mosca não tem "alma".E tantas visões, tantos pontos de vista, por certo embaralhariam o relativismo e a cabeça de Eisntein (Albert nosso 3o. judeu).
    Fazer e montar uma história desta e depois montar em desenho-animado é um assunto para muita meditação, para muita análise; um caso freudiano ( Zigmund nosso 4o. judeu).
    Aqui pode-se perguntar porque Deus iluminou tanto a mente de alguns judeus (??).
    Ora. isso é uma bobagem, pois para Karl: " Deus não existe...".
    Como diria o biólogo Thomas Huxley, que trabalhava com Charles Darwin : " Deus é um problema insolúvel" .
    José Cesar
    P.S.: Mas deixando de lado os céus, os infernos, os purgatórios, as almas, os karmas, as reencarnações que foram tema do desenho-animado. É bom sempre lembrar que Marx foi um homem comprometido com a harmonia social ( assim como Buda e outros), e sempre lutou pelos oprimidos ( como Jesus, 'ops' outro judeu).
    Foi um homem que lutou por igualdade social e por justiça. Sempre foi contra a violência, é célebre sua frase:
    "A violência é a parteira da história". Em outras palavras Marx queria o fim de todo o tipo de violência, o que ocasionaria o "fim da históriä...". E esta é face materialista de Marx que fica oculta.

    Marx e a Revolução Francesa

    Minha observação da história foi a que os personagens se encontram na sala de espera e um deles está lendo uma revista onde o "O Homem do Ano" (1814) foi Napoleão e a partir daí refleti sobre o que Napoleão me faz lembrar e não pude deixar de associar a figura de Napoleão à Revolução Francesa, mesmo sabendo que são momentos diferentes da história, mas não há como pensar no que Napoleão representou para a França e os desdobramentos posteriores que culminam na Revolução Francesa. Os ideais da revolução; liberdade, igualdade e fraternidade não deixam de constar na obra de Marx , para quem a sociedade deveria se basear na revolta do Proletariado onde todos seriam iguais(igualdade), uma sociedade de homens livres (liberdade) e vivendo em harmonia (fraternidade), onde o todo prevaleceria sobre o individual. Pensamento utópico numa sociedade capitalista, onde o que prevalece é a vontade daqueles que detém do poder em detrimento da massa de trabalhadores que acabam mantendo a sociedade sem grandes perspectivas, não diferenciando-se do período que acabou culminando com a Revolução Francesa. Pergunto-me, poderemos algum dia alcançar uma sociedade na qual os ideais marxistas e da Revolução Francesa possam estar presentes no nosso dia-a-dia?

    Marco Fröes

    quinta-feira, setembro 15, 2005

    Alguns Link's

    http://www.mishmashmedia.com/waiting01.html
    http://www.mishmashmedia.com/index.html
    http://www.innovateonline.info/index.php?view=article&id=79
    http://www.themeatrix.com/portuguese/
    http://tridisciplina.blogspot.com/2005/09/slow-motion-vale-pena-ler.html

    domingo, setembro 04, 2005

    A SOCIOLOGIA DE WEBER


    Nesta terça-feira (30.08.05) o inverno voltou a se fazer presente na nossa Porto Alegre. Frio, chuva e vento eram o contexto que se via pela janela. A tentação de não ir a aula foi grande, mas acabei caindo na real e levantando.

    A professora Carmen demorou para chegar na sala, pois como tinha tempo sobrando, resolveu ver seus e-mails (ela mesma disse que não se deve fazer isso se tiver alguém esperando por você), acabou se empolgando em respondê-los e atrasou-se um pouquinho.


    A aula de Sociologia iniciou-se com uma pequena recapitulada com relação a alguns posicionamentos de Durkheim sobre Educação e escola.
    Então passamos a juntar essas informações com as idéias de Weber, já que estamos lendo algumas páginas do seu livro Economia e Sociedade.


    Discutimos e levantamos pontos relacionados aos tipos de dominação (autoridade) citados por Weber. São três tipos descritos no texto, então nos dividimos em grupos com o objetivo de retirar as características principais de cada tipo de dominação e apresentá-las para a turma. As dominações são estas:

    - Legal (racional): dominação em virtude da crença na validade do estatuto legal e da competência funcional, baseada em regras racionalmente criadas.

    - Tradicional (utilitarista): essa dominação é aceita em nome de uma tradição reconhecida como válida, patriarcal. A autoridade é exercida através de um sistema de status, baseado em vínculos de hereditariedade.

    - Carismática (afetiva). é o tipo de apelo que se opõe às bases de legitimidade da ordem estabelecida e institucionalizada. O líder carismático de certo modo sempre é um "revolucionário", que se coloca em oposição a alguma característica da sociedade em que atua.

    Após esta rápida exposição das características mais básicas de cada dominação, combinamos que traremos para a aula de sexta-feira (02.09) exemplos relacionados com cada tipo.


    Então era isso...

    Beijinhos Francelli