Tridisciplina

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quinta-feira, agosto 31, 2006

As cotas não são um avanço moral, propriamente dito, porque atualmente tudo se baseia no "politicamente correto"e é possível que esta medida esteja bastante ligada a tal tema, que até tem seus benefícios, mas não é o ideal. A melhor maneira de fazer justiça é repensar nossos conceitos e acabar com os preconceitos historicamente presentes em nossa sociedade.
No entanto, existem pessoas que acreditam que isso realmente simboliza uma mudança de conduta social, talvez sim ou talvez seja só ilusão. O próprio fato de surgir neste questionamento a palavra "pecado" mostra que tratamos da moral católica dos homens brancos, que acima de tudo preocupam-se em manter suas consciências tranqüilas. Certo ou errado, é fato que a falta de informação das pessoas em relação a temática das cotas é enorme - poucos sabem se é ou não uma medida provisória e o que se pretende fazer adiante, por exeplo, o que compromete uma melhor análise da situação.
Às vezes, em uma sociedade imediatista, ações que não são consideradas "ideias" se fazem necessárias. Contudo, não podemos apenas querer compensar o passado, devemos também transformar o presente e trabalhar pelo futuro.
Carolina Monteiro, Graziela Ragazzon, Jaqueline Cadore, Priscila Tatiane e Renata Barcelos.

Até onde?????






"Cotas é o avanço moral daqueles que pensam resgatar o pecado de um sociedade injusta?"
Resposta:

Cotas é o avanço moral????????
Avanço?Moral????

Moral X Justiça!
Daqueles? ???????Quem???????

Pensam?????? Quem pensa??????
Resgatar o pecado?????

Pecado????????
De uma sociedade injusta!!!!Simmmmm....e como!
************************************************************************************************
O mundo não é?
O mundo está sendo?
Sim? Não? Pq?




"O meu caos é minha condição de ordem...e a minha desordem

é meramente aparente!"
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Grupo: Ana Claudia, Aline Lilge, Aline Michalski, Camila Bettim e Milene.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Quando os prolegômenos obstruem a contrução da resposta!

Na manhã de hoje começamos a analisar repostas dadas por grupos e pedimos que cada um dos grupos postasse o seu texto ou a análise que faz de seu texto. Acrescentemos aqui a necessidade de comentar o texto que os colegas vão postar. A sugestão é que cada grupo comente o texto imediatamente postado, de tal modo que todos os grupos recebam um recado dos colegas. Seria importante evidenciar no cometário o que considera o núcleo fundante do pensamento do grupo que está sendo analisado. Examinar também qual a contribuição do grupo para o seu pensar, refletir, analisar ou interpretar. Obs.: O último grupo vai examinar o texto do primeiro para fechar a roda.
Já que a avaliação (dos professor@s) perturbou tanto, suportem pelo menos mais alguns encontros, afinal são apenas 15 semanas! eh !eh! eh!
Que se hibridizam??? Miscigenam? Mutam??? a vocês de dizerem? Ou não!

"eu tenho a minha tribo
eu não aceito catequização
eu falo a sua língua,
mas não entendo o seu sermão.
Eu falo alto
eu rio alto
eu falo palavrão...."
A. Antunes
Olha nós aqui de novo!!
Somos dois...

sexta-feira, agosto 25, 2006

Aula 25/08/06 - Sociologia da educação I

Na aula deste dia , considerando a palestra sobre a abertura de cotas na universidade, foram levantadas pelos professores as seguintes questões:
1. Cotas é o avanço moral daqueles que pensam resgatar o pecado de uma sociedade injusta?
2. O mundo não é. O mundo está sendo. (sim/não, por quê?)
Foi pedido para que os alunos se organizassem em grupos com o objetivo de transcrever em lâminas as idéias trazidas nas discussões instigadas pelas perguntas. Como resposta, as opiniões foram expostas de diversas formas: desenhos, frases e esquemas.
O texto que finalizou a aula propiciando uma reflexão foi do livro O desafio ético de Luís Fernando Verríssimo, pág. 23.

Justiça
"A injustiça é relativamente fácil de aturar, é a justiça que fere." A frase de H.L. Mencken se adapta ao Brasil, onde aprendemos a conviver com a injustiça indignando-nos, passageiramente, com tudo e mudando nada, a não ser a retórica da nossa falsa inconformidade. Elegemos e reelegemos as mesmas estruturas políticas, não porque elas mudem de origem ou de hábitos, mas porque mudam o discurso. Como o seu compromisso com a mudança e com a justiça, é sempre da boca e da tribuna para fora, é sempre retórica, basta mudar a retórica - e uma ou outra cara - para assegurar a sobrevivência. Sabemos como ninguém verbalizar nossos problemas e as suas soluções, mas na hora de trocar a eloqüência pela prática preferimos ficar no discurso, e a eloqüencia da acomodação, ou a capitulação , é a mesma da indignação. Para deixar de ver o mundo pela ótica de Marx e passar a vê-lo pela ótica do FMI não é preciso mudar de cara, não é preciso nem mudar de óculos, basta ajustar a eloqüência. É, sim, relativamente fácil conviver com a injustiça. No Brasil, não fazemos outra coisa há anos. E sempre pelo método mais simpática, o da desconversa. VERÍSSIMO

quarta-feira, agosto 23, 2006

Para preparar a sexta-feira: do colonial ao contempoâneo!

Lembrem, somos nós os dois a escrever!
Considerando as afirmações dos grupos traduzem a pedagogia/educação da sociedade tradicional que se apresenta na obra de Freyre: qual o elemento de universalidade/coletividade que "deve ser" apendido?
Concretamente, eu entendo a política de cotas como ... ... ...
Paulo e Carmen

sexta-feira, agosto 18, 2006

MIGALHAS SOCIAIS

No prefácio do livro de Gilberto Freyre podemos ter contato com a história do Brasil através de um olhar sobre a intimidade da vida doméstica. O microcosmo da Casa Grande reflete-se até hoje no macrocosmo social. Debret nos mostra uma família nuclear e patriarcal. A hierarquização da família influenciou a sociedade colonial que classificava e discriminava o indivíduo. A sociedade sempre priorizou a fé católica e a cor branca, sendo que as pessoas que preenchiam esses requisitos tinham maiores condições de ascensão econômica e social. Isso se refletiu na educação onde desde os primórdios, não havia nenhuma preocupação com os negros, que eram trazidos como mercadorias e utilizados como mão-de-obra O sistema de cotas na nossa opinião é algo feito para remediar uma injustiça que vem dos tempos coloniais. Por outro lado, as cotas não seriam a única solução para reparar a condição do negro no Brasil, tampouco podem ser tomadas como uma política permanente, pois não trabalha a base dos problemas da questão educaional. Por isso, não podemos acreditar na educação como a única chave propulsora de transformações individuais e da sociedade, pois deveríamos pensar em geração de emprego, distribuição econômica, no resgate cultural, histórico e político da imagem do negro e igualdade social. O Brasil deveria estar mais aberto a alteridade. Deveríamos debater mais sobre os problemas sociais, ter mais oportunidades como a do seminário"DEMOCRATIZAÇÃO E DIVERSIDADE", de segunda-feira (21 DE AGOSTO). ESSE É UM PROBLEMA NÃO SOMENTE EDUCACIONAL POIS ENGLOBA VÁRIOS SETORES DA SOCIEDADE.MARÍLIA, KAREN, CLÁUDIA REGINA, LILIANA, SANDRA, GRACIETTE, CAROLINE KLIMKOVSKI, PATRÍCIA MARTINS.

Resposta à 2ª pergunta

Pedagogicamente não traz uma proposta direta, porém insinua uma idéia de reprodução ideológica. Com isso, pretende-se continuar com os antigos modelos, nos quais uma minoria detentora de poder aquisitivo, poder esse que possibilita o acesso a maiores conhecimentos que possibilitem a reprodução dos interesses de uma classe dominante. A situação não se modifica, eles mantém o seu poder e os oprimidos ficam impedidos de ascender social e intelectualmente, pois não lhes são dadas oportunidades para que isso ocorra.

(Aline L., Aline M., Ana Cláudia Scalzilli, Camila Bettim, Fernanda Lubke, Isabela Dutra, Priscilla Bol)

Conforme vimos na aula de História da Educação no Brasil os negros eram vistos como uma raça inferior e a visão de criança negra poderia até ser comparada com a idéia que temos atualmente de animal de estimação. A fotografia de Debret reflete de forma bem clara este pensamento, pois quando pequenos alguns serviam como divertimento para os brancos.
Desde pequenas tanto as crianças brancas quanto as negras já tinham seu papel na sociedade pré determinado. Elas já tinham a noção de que os brancos eram seres superiores e os negros uma "raça" inferior e estavam destinados a obedecer ordens. Toda esta cultura de inferioridade negra da época da colinização e imperialismo ainda se mostra muito presente na sociedade atual. Temos como exemplo a proposta de política de cotas e igualdade racial que trazem a idéia de um negro como algo inferior e incapaz de igualar-se intelectualmente ao branco.
Neste sentido conclui-se que esta esterotipação não foi completamente abolida como algumas pessoas acreditam e defendem. Acreditamos que devemos saber a diferença entre um programa social (educação de qualidade) e um programa racial (a política de cotas).

Nome: Bruna Gueiral, Cristina Gava, Fernanda Castro, Isabel Schiafino e Marceli Malinverno

Resposta à 1º pergunta - figura de Debret

A figura traz uma leitura de um mundo que, infelizmente, foi real. Ela caracteriza claramente uma sociedade escravocrata que durante anos se valeu da exploração do negro tratando-o como objeto, mercadoria sem valor humano, colocando-o a disposição do seu senhor para todos os tipos de trabalho e humilhações, sendo severamente punido quando não acatava essas ordens. Vemos na figura crianças negras sendo submetidas à condição de animais domesticáveis, no chão recebendo apenas migalhas oferecidas por seus donos. Retrato de um pesadelo real.

(Aline L., Aline M., Ana Cláudia Scalzilli, Camila Bettim, Fernanda Lubke, Isabela Dutra, Priscilla Bol)

O autor tentou mostrar com a figura a desigualdade entre as raças na sociedade colonial, de forma que as crianças da imagem correspondem na atualidade aos "animais de estimação" que comem os restos gerados pelos seus donos.Assim como os escravos adultos aparcem como meros objetos a serem usados e explorados pelos brancos.
Esta situação não atinge ou constrange nenhuma das partes (brancos e negros), pois a idéia de superioridade das raças era incontestável.
Da mesma forma que a pedagogia diretiva, onde apenas o professor detem o conhecimento, que deve ser transmitido para o aluno, pois este é uma tábula rasa, sem poderes para questionar, argumentar ou opinar.
O aluno deve apenas escutar e aceitar o que lhe é dito pelo professor, da mesma forma que os escravos "aceitavam" sua forma de viver.
A ilustração do convite para o seminário, tenta transmitir a idéia de que todos somos um só (dependendo de como vemos o fouder as pombas podem ser pretas ou brancas), que as possiveis diferenças surgem pelo meio no qual vivemos, e este interfere no nosso ponto de vista em relação a assuntos como as cotas etnicas e socias.
Ou seja, a nossa cultura nos diferencia e nos faz agir de forma preconceituosa.
Camila Webster, Renata Jardim e Jaqueline Loboruk

Discriminação Racial e Cotas

Os padrões valorativos expressos na figura são de uma sociedade discriminativa dividida por raças, na qual os brancos tinham superioridade sobre os negros.
Em relação aos aspectos pedagógicos, havia uma imposição de valores que acabavam por tornar-se naturais, em que o negro, desde o nascimento, era ensinado a ser submisso e se sentir inferior.
A figura tem a ver com a questão de cotas, pois se não tivesse havido a discriminação no passado, hoje em dia não existiria a necessidade de oportunizar lugares no ensino superior especialmente para negros.
Nomes: Jacqueline Lucena, Mariana Belmonte, Michele Cenin, Salete de Oliveira e Verônica Sommer.

DESIGUALDADE: ONTEM E HOJE

A figura demonstra uma visão de mundo em que existe desigualdade, hierarquia e desrespeito com o outro. Estes valores denunciam uma proposta pedagógica classificatória e discriminatória que se repete ao longo dos anos. Como por exemplo, a questão das cotas que assim como a figura possue vestígios de preconceito (racial e ou social).
Portanto, discutir a respeito das cotas contribui positivamente para a avaliação dos problemas de exclusão enfrentados pela sociedade, uma vez que deixamos de lado nossa hipocrisia que continua a perpetuar valores e ações equivocadas.

Ana Carolina, Bianca, Cláudia e Luana.
(turma B)

Nesta imagem podemos observar uma sociedade absurdamente desigual, abominada por nós hoje, mas que ainda assim a mantemos viva. Como no passado as crianças mendigavam comida, hoje, por exemplo, encontramos crianças nas sinaleiras pedindo esmolas.Observamos também uma proposta pedagógica discriminatória que separa os homens por raças e classes sociais.
Vemos o programa de cotas como consequência dessa histórica desigualdade, onde os descriminados seguem em busca de condições igualitárias na sociedade.

Carolina Monteiro, Júlia Ozório e Renata Barcelos

Grupo polêmico

Na figura mostrada podemos observar a presença de um forte sistema paternalista, no qual encontramos uma forte hierarquia (de raça, de gênero), uma grande diferença social e uma submissão do negro. No entanto, o artista expressa uma visão menos dura da realidade da época, visto que há uma relação mais aproximativa entre os atores sociais. Um exemplo disso, na figura, é a convivência entre senhores e escravos, que mesmo com o oferecimento dos restos de comida, ainda assim permitia que eles estivessem no mesmo ambiente. A partir de uma análise mais sensibilizada, percebemos a rotina vivida pelos atores sociais do período colonial (o branco como senhor e detentor do poder; o negro submisso ao branco).
Quanto a proposta pedagógica, podemos verificar que desde cedo as crianças negras são ensinadas a perceber o seu lugar na sociedade, sabendo que devem servir aos seus senhores e que ainda devem ser gratos por tudo que deles recebem.
De acordo com a nossa realidade, percebemos uma semelhança com a questão social atual, em que modificam-se os atores sociais, mas ainda carregam os papéis e os roteiros, pois há discriminação, diferentes oportunidades dependentes destes papéis, ainda há detenção do poder e submissão por parte daqueles que não os possuem. Há pouco tempo essa questão vem sendo trabalhada mais abertamente, tentando amenizar as conseqüências decorrentes do período colonial, como por exemplo, a discussão das cotas nas universidades àqueles menos favorecidos...


... mas ainda que essas ações venham acontecendo, serão mínimas perto de todo o atraso, preconceito e danos que foram causados aos povos que foram escravizados neste período!!!!!!!!

by: Julia e Taís

O Grande Desafio

Observar com olhos investigativos a intimidade das famílias ao longo da história parece ser uma estratégia bastante eficaz, já que este estudo é capaz de nos revelar fatos que de outra maneira poderiam escapar a nossa percepção. Podemos, agindo desta forma, perceber o quanto reproduzimos, ainda hoje, conceitos e valores que estão arraigados ao nosso ser.
Analisando a gravura de Debret, somos remetidos às raízes da formação de nossa sociedade. É através desta análise que podemos observar que desde o início desta formação já estavam bem definidos os papéis a serem representados pelas raças formadoras de nosso povo. Caracterizando como proposta pedagógica, uma educação branca, elitizada, superior, paternal e protetora, onde o negro era excluído. O papél do negro nessa sociedade era ser obediente e agradecido pela oportunidade de estar junto a casa grande, recebendo pela "bondade" de seu senhor restos e migalhas do que sobrava da mesa. E, já preparando sua prole para seguir geração após geração servindo e sentindo-se inferiores.
A grande crueldade sofrida pelos negros trazidos como escravos, não se deu somente durante o período de cativeiro, mas também após a tão sonhada abolição. Relegados à própria sorte, foram estes marginalizados, privados de tudo, submetidos a toda a má sorte de experiências e humilhações, que ao longo do tempo só veio reforçar o sentimento de incapacidade e inferioridade que os colocam muitas vezes até hoje em situação de inúmeras desvantagens em relação ao branco. Isto se reflete nos dias de hoje, com os modelos impostos pela mídia, pelos livros didáticos e na sociedade em geral. Pensando desta maneira, as cotas deixam de ser um favor(como alguns ainda alegam) para se tornar um ressarcimento de uma cruel dívida social.
Conhecer e entender este e outros processos históricos, é de fundamental importância para a tomada de consciência de qualquer pessoa, sobretudo daquelas que tem como profissão, a educação e o auxílio na construção do conhecimento histórico das futuras gerações.
Este é o grande desafio, trazer para dentro das salas de aula, desde a educação infantil, debates como estes, que proporcione um ambiente de reflexão, tomada de consciência e sobretudo busca de soluções, "encarando de frente" problemas e situações prorrogadas por séculos, mas que mais do que nunca, refletem as conseqüências desastrosas de tanta indiferença, hipocrisia e inconseqüência de nossa sociedade.

Grupo: Cleusa, Jussimara e Vanessa Grandi.

Daquele Colonial ao Nosso Coloquial

Observando a figura de Jean Baptiste Debret, na qual retrata uma cena típica do Período Colonial, podemos analisar elementos sobre os valores, o ambiente da época e seus respectivos personagens.
O quadro mostra exatamente a típica família colonial, baseada numa hierarquia social na qual cada personagem tinha seu papel definido na sociedade. Os que ocupavam lugar à mesa se fartavam diante daqueles que estavam ali para os servir, muitas vezes, praticavam atos de caridade oferecendo um pedaço de seu alimento a quem não pertencia a sua posição. Essa diferença fica visível na suas vestimentas, o que não é diferente dos dias de hoje onde a roupa determina o lugar do indivíduo na sociedade.
E se hoje enfrentamos problemas de exclusão racial e temos que elaborar soluções e organizar debates para que isso seja amenizado, é importante identificar suas origens em contextos como esse, representados no quadro citado.

(Bárbara König Pires, Juliana Freitas, Milene Compagnon e Priscila Tatiane Silveira)

Resposta à 3ª pergunta

A escravidão acabou. Mas, qual escravidão? Se os negros foram libertos de suas senzalas, mas continuam presos às amarras do preconceito; se brancos e negros são "obrigados" a permanecerem em empregos com baixos salários e dependentes dessa "alma caridosa" que lhe concedeu esse lugar no mercado de trabalho.
Vemos casas-grandes e senzalas dentro de uma mesma cidade, onde o prédio de luxo faz fronteira com a favela; dentro de uma loja, em que, quem não entra vestido adequadamente segundo o padrão do estabelecimento não será bem atendido, pois não parece ter dinheiro suficiente para comprar qualquer artigo lá.Colônia, Império, República. O que realmente mudou? Se a tecnologia de hoje continua com a segregação de sempre. Porém, é nesse ritmo de continuidade que conseguimos reencantar-nos com a garra, a vontade de mudança, a luta por justiça de um povo, desde os quilombolas até os caras pintadas .
De acordo com o mundo em que vivemos e como foi dito anteriormente, o negro continua preso às amarras do preconceito, por isso hoje lutamos por políticas de inclusão capazes de recompensá-los por centenas de anos de escravidão. Uma dessas políticas é a lei de cotas no Ensino Superior, que quando aprovada destinará a esse grupo oprimido e discriminado uma porcentagem das vagas universitárias.

(Aline L., Priscilla Bol, Ana Cláudia Scalzilli, Aline M., Fernanda Lubke, Isabela Dutra, Camila Bettim)

Conforme vimos na aula de História da Educação no Brasil os negros eram vistos como uma raça inferior e a visão de criança negra poderia até ser comparada com a idéia que temos atualmente de animal de estimação. A fotografia de Debret reflete de forma bem clara este pensamento, pois quando pequenos alguns serviam como divertimento para os brancos.
Desde pequenas tanto as crianças brancas quanto as negras já tinham seu papel na sociedade pré determinado. Elas já tinham a noção de que os brancos eram seres superiores e os negros uma "raça" inferior e estavam destinados a obedecer ordens. Toda esta cultura de inferioridade negra da época da colinização e imperialismo ainda se mostra muito presente na sociedade atual. Temos como exemplo a proposta de política de cotas e igualdade racial que trazem a idéia de um negro como algo inferior e incapaz de igualar-se intelectualmente ao branco.
Neste sentido conclui-se que esta esterotipação não foi completamente abolida como algumas pessoas acreditam e defendem. Acreditamos que devemos saber a diferença entre um programa social (educação de qualidade) e um programa racial (a política de cotas).

quarta-feira, agosto 16, 2006

COTAS NA UNIVERSIDADE

Olá pessoal! Esta é a programação divulgada no site da UFRGS:

Cotas étnicas e sociais são tema de seminário14/8/2006
A UFRGS realiza no dia 21 de agosto, no Salão de Atos da Universidade, o Seminário ?Experiências de Ações Afirmativas: cotas étnicas e cotas sociais?. O evento é dividido em dois tópicos: ?Experiências de Ações Afirmativas? e ?Vivências Institucionais das Políticas de Cotas?. No primeiro serão abordadas as cotas étnicas nas universidades públicas, com a procuradora Dora Lúcia Bertúlio (UFPR), as cotas para egressos do ensino médio em escolas públicas, com um representante do MEC, e a visão crítica às políticas de cotas, com a professora Eunice Durham (USP). No segundo serão apresentadas as experiências das Universidades Federais da Bahia (UFBA), do Paraná (UFPR), e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento começa às 9h e segue até as 12h, tem um intervalo e recomeça às 14h, terminando às 17h. O seminário é aberto ao público.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Falas e Práticas!

Esquemas de leitura de mundo foram trazidos entre o encanto, o desencanto e o reencanto:

Realidade
Leituras
Critérios e Valores
Discursos (desencantos)e narrativas (encantos)
conhecimentos (teorias)e saberes (histórias)
Práticas Sociais (RE-enCantos)
Busquem as setas que podem representar os elos/ fluxos/ movimentos entre estas e outras palavras.
Entre a apresentação da teoria, a utilização prática e a construção da metáfora da "Galinha Ruiva" falando de ética, engajamento, responsabilidades, métodos entre o pecado e o erro, entre a moral e o ético, a ocupáção e a invasão na nossa busca para construir utopias como PRÀXIS!!!

OBS. Não esquecer:
de ter um ótimo final de semana, mesmo escrevendo o tema de casa que ficou "acordado" para quarta.
Assim pensamos em conjunto eu e Paulo

quinta-feira, agosto 10, 2006

Primeira aula: PRELÚDIO,PRÓLOGO OU PROLEGÔMENO ???

DESENHO ANIMADO - SIGNIFICADO -
Apresenta a questão da mudança, transformação, adaptação;
Mostra a dificuldade e a recusa em mudar e a dificuldade em aceitar o diferente;
Mostra que todos somos moldáveis
Aponta para formas de aproximação diálogo entre pessoas e aprendizado;
Na diferença a exclusão
Mostra o rompimento de paradigmas
A importância do grupo
É apenas um exercício pedagógico para fixar à atenção.


SIGNIFICANTE

A grande maioria do grupo ficou na leitura primeira e superficial da narrativa proposta pelo desenho.

A grande maioria do grupo ficou "encantado" com a leitura e solução proposta pela história do desenho.

ENCANTA
A vida e as possibilidades que ela abre;
Bons sentimentos (carinho, amor, amizade, etc.);
Compreender e a compreensão entre pessoas;
Vida em família, crianças;
Harmonia
Conhecer para mudar;
As diferenças
Os encontros

DESENCANTA
Conflito/violência;
Injustiças, miséria social;
Intolerância;
Maus sentimentos;
Falta de sonhos
Desaprender;
As perdas;
Falta de caráter;
Faz parte da vida


(RE) ENCANTA
Possibilidade de fazer o bem e reconhecer as falhas;
O encontro;
A vida como ela é;
Construir um mundo melhor;
Sorriso/olhar da/na família;
Descobertas;
Esperança, fé;
Mudar, apreender;
Solidariedade;

SIGNIFICANTE

Muito mais do que limites da linguagem (e, portanto, do próprio pensamento) o que encanta/desencanta e (re)encanta aponta para uma auto-referência que indica o lugar lógico de uma realidade do professor/pedagogo.
Há nas falas uma continuidade que insinua uma práxis?
Será que é isto mesmo? É possivel?

Esta foi a leitura que Paulo fez e discutimos hoje!
Aguardamos comentários!
Abraços

quinta-feira, agosto 03, 2006

O BRINCAR ATRAVÉS DOS TEMPOS

Lidiane Lurdes Friederichs¹

Quem é que nunca brincou e que não gosta de brincar, seja lá qual for a brincadeira ou o brinquedo? Quem não se lembra do seu brinquedo favorito, da sua brincadeira predileta?
Desde a época de nossos avós, de nossos pais, e desde muito antes, as brincadeiras são transmitidas de geração em geração, onde as crianças ou praticam novamente as brincadeiras, ou criam um novo jeito de brincar, baseando-se no que ouviram, mas aperfeiçoando-as ao contexto atual, à sua forma de brincar.
Minha avó conta que gostava muito de brincar com as bonecas de pano e colocando caranguejos, no lugar dos cavalos, para puxarem carrocinhas feitas de madeira. Minha mãe adorava brincar com bichinhos e andar de bicicleta. Eu, também aprendi a gostar de bichinhos, e tinha grande preferência pelas brincadeiras de casinha, com bonecas. Mas gostava também de muitas outras brincadeiras que aprendi com meus pais, como esconde-esconde, empinar pipa, andar de balanço, diversas cantigas de roda.
Também há as brincadeiras com soldadinhos de chumbo, pião, peteca, bilboquê, pular amarelinha, cabra-cega, bolinhas de gude, tiro ao alvo, carrinhos de rolimã, recitar parlendas, trava-línguas, entre tantas outras brincadeiras tradicionais que nos foram ensinadas pelos nossos pais, avós irmãos mais velhos.
Ainda que muitas vezes uma brincadeira seja característica de um determinado povo, peculiar a uma determinada cultura, certas formas de brincar são reconhecidamente universais, como a boneca e o pião. Transmitidas de geração em geração, de país para país, recebem, muitas vezes modificações que ora respeitam as características fundamentais, ora, por um processo de criatividade que é inerente ao ser humano, dão origem a outros brinquedos.
A tradicionalidade e universalidade das brincadeiras ocorrem porque muitas, ainda hoje, ocorrem fundamentalmente da mesma maneira de quando foram criadas. Por exemplo, a amarelinha que é jogada, basicamente, seguindo o mesmo ritual de quando foi criada antigamente, na Grécia, sendo utilizada por diversos povos do mundo (Kischimoto, 1993).
Os tipos de brincadeiras utilizados retratam a cultura de diversas sociedades e diferentes momentos históricos, demonstrando o tipo de relações sociais, a forma educacional, a importância que se dedica à infância e o papel das crianças em determinadas épocas. Vemos na década de 50 a criação de muitos brinquedos ?espaciais?, como aviões, astronautas, foguetes, representando a época da chegada do homem à lua. Na década de 80, com a revolução tecnológica, temos a criação dos vídeo-games, do super gênio, das bonecas que falam, dos carrinhos de controle remoto, etc.
As brincadeiras, além de diversão, proporcionam o desenvolvimento da criança, auxiliando na estruturação de pensamento, na construção do simbólico, estimulando a linguagem, a coordenação motora, etc. Ao brincar, principalmente quando se utiliza o faz-de-conta, a criança expressa a compreensão da realidade vivenciada, reconstruindo o significado da mesma, flutuando entre o real e um mundo de fantasia, de imaginação, onde poderá interagir com seus medos, suas angústias. Freud (apud Santos e Koller, 2003) relata que ?as crianças simbolizam seus problemas por meio da brincadeira, resolvendo-os em um outro contexto, e trazem para um mesmo momento o presente, o passado e o futuro?.
Autores como Brougère (1198), Uldwin e Shmukler (1981) e Vygotsky (1984) afirmam que ao brincar as crianças reproduzem aspectos de uma sociedade e do mundo adulto, como uma forma de compreender, por meio da simulação, a moral dominante do meio, na qual está inserida (apud Santos e Koller, 2003).
Acredita-se que o brincar existe desde o surgimento do homem, pois com qualquer objeto pode-se inventar uma brincadeira, pode-se criar um brinquedo, desde um simples cabo de madeira, que se pode fazer de cavalo, como uma folha, uma pedrinha que se pode inventar diferentes brinquedos, dependendo da imaginação de cada um.
Há referências de que durante a antiguidade, há mais de 2500 anos, a garotada se divertia com bigas de brinquedo (carros puxados por dois cavalos), que eram justamente os veículos que iriam usar quando crescessem. As bonecas são outro exemplo de brinquedo antigo, sendo que inicialmente eram de pano ou de barro, aperfeiçoando-se com o passar do tempo e surgimento da tecnologia, sendo que hoje pode-se encontrar bonecas que falam. De certa forma, as bonecas surgiram para ensinar as meninas a cuidarem dos bebês, o que era útil para quando se tornassem mães.
Referências ao pião são abundantes na literatura histórica e antropológica. Apesar de o pião ter chegado ao Brasil com os portugueses, sua origem remota está entre os gregos e romanos, sendo citado antes do ano de 579 a.C. por Pittacus. Calímaco, cinco séculos antes de Cristo, refere-se ao pião como brinquedo infantil popular na época. (Kischimoto, 1993).
Philippe Ariès (1978) comenta que o arco aparece no fim da Idade Média. Este brinquedo não era monopólio das crianças ou apenas das crianças pequenas, os adolescentes também brincavam com ele. O arco permitia acrobacias, mantendo o movimento com uma varinha, saltando através deles. A partir do século XVII, nas cidades o arco parece ter sido deixado somente para as crianças.
A perna de pau foi utilizada pelos romanos para atravessar terrenos alagados, tornou-se, a partir da Idade Média, um divertimento popular, incluída nas artes circenses.
A pipa, introduzida no Maranhão pelos portugueses no século XVI, parece ter procedência oriental, antes de século 206 a.C. Originárias de longínquos tempos, foram usadas primitivamente pelos adultos, com fins práticos, em estratégias militares e, com o passar dos séculos, transformou-se em brinquedos infantis. (Kischimoto, 1993). No entanto vemos referências antigas á pipa em vários países do Extremo Oriente, como Japão, Índias Orientais, Nova Zelândia. Este fato revela a universalidade de determinados brinquedos, sendo que no Brasil a pipa possui diferentes nomes, como papagaio, pipa, pandorga, arraia, mas é feita da mesma forma e tem as mesmas condutas durante a brincadeira.
Em 1283, a obra do Rei de Castille Allphonse X, foi o primeiro livro sobre jogos na literatura européia que se tem conhecimento. Ele faz referência a diversos jogos presentes até os tempos atuais, como o pião, a amarelinha, o jogo de saquinhos, o xadrez, tiro ao alvo, jogos de trilha, gamão, etc. (Kischimoto, 1993).
Grunfeld (apud Kischimoto, 1993) refere-se à peteca como um jogo que se pratica na China, Japão e Coréia há mais de 2000 anos. Era usado antigamente para treinamento militar, pois se pensava que tal tipo de jogo melhorava as habilidades físicas dos soldados. Na Coréia os mercadores ambulantes jogavam as petecas para se aquecerem do frio. No entanto, alguns especialistas apontam a peteca como de origem estritamente brasileira, proveniente de tribos tupis.
Para sabermos qual a origem de certas brincadeiras brasileiras, precisamos observar a cultura dos povos que colonizaram estas terras. Estudos determinam a influência de três raças nos primeiros séculos de colonização, a vermelha, a branca e a negra, representadas pelos índios, europeus (principalmente portugueses) e africanos. (Kischimoto, 1993). Como houve grande heterogeneidade na formação do povo brasileiro, e a cultura das brincadeiras foi transmitida basicamente de forma oral, é difícil saber claramente qual foi a cultura lúdica que cada povo trouxe, transmitindo às demais gerações.
No entanto, podemos considerar como legado cultural indígena o gosto por brinquedos representando figuras de animais, a domesticação destes, o uso do bodoque e do alçapão para pegar passarinhos, as brincadeiras de imitar animais como pássaros e cobras, nadar em rios, subir em árvores, etc. Sabe-se que nos séculos XVI e XVII os meninos indígenas brincavam com arco, flechas, tacapes, propulsores, sendo que o seu divertimento era imitar gente grande, caçando pequenos animais, tentando pescar. Um dos primeiros brinquedos que a criança indígena recebia era um chocalho de casca de frutas ou unhas de veado que se amarava a uma boneca. Utilizam, também, a matraca, o pião, a peteca, os jogos do enigma, do casamento e do fio ou cama-de-gato, o rodar argolas com um pedaço de pau.
Entre os indígenas era comum brinquedos de barro cozido, representando a figura de animais e de pessoas, que as índias faziam para seus filhos. Essas ?estatuetas? não eram simples brinquedos, mas elementos de religiosidade. A tradição indígena das bonecas de barro não se transfere á cultura brasileira, prevalecendo a boneca de pano, de origem talvez africana.
Os africanos introduziram aqui as lendas do papão, as cabras-cabriolas, o boitatá, os negros velhos, o saci-pererê, entre outros. Muitas das canções, das histórias e lendas contadas pelas amas de leite e pelos negros velhos contadores de histórias ainda são encontradas atualmente.
O menino africano, sofreu influência de Paris e Londres, pelo seu contato com o europeu. Lá, havia brinquedos universais, como a bola, armas de simular caçadas e pescarias, ossos imitando animais, danças de roda, domesticação de animais, corridas, lutas, saltos de altura e de distancia, que trouxe para o Brasil, além das brincadeiras tradicionalmente africanas como o jogo de caça ao tesouro, pegador, cavalo-de-pau, etc.
As relações de dominação, presentes na estrutura social escravocrata, também eram representadas pelas crianças, onde era comum nas Casas-Grandes colocar um ou mais moleques (filhos de escravos) á disposição dos meninos brancos como companheiros para as brincadeiras, no entanto estes desempenhavam a função de ?leva-pancada? do ?sinhozinho?.
Temos a influência portuguesa principalmente através dos versos, adivinhas, parlendas, de personagens como a mula-sem-cabeça, o papão, mas também no jogo de bolinha de gude, de saquinhos e de botão, em brincadeiras de pique ou de pegar, na amarelinha, também no pião, etc.
Brincado, a criança aprimora seu desenvolvimento, exercita o faz-de-conta, recria situações do cotidiano, projeta suas emoções, expressa suas dificuldades, adquirindo elementos que contribuirão para a formação de sua personalidade.
É através das crianças que se perpetuam as brincadeiras tradicionais, sendo, estas, preservadas e recriadas a cada nova geração. Portanto, resgatar a tradição das brincadeiras é uma forma de ampliar o universo lúdico e cultural das crianças, além de promover uma interação com outras gerações. Assim como nossos pais e avós, com certeza temos uma história pra contar sobre nossos brinquedos prediletos e uma brincadeira a ensinar.
Referências
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. RJ: Guanabara: 1978;
FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. 50º ed. SP: Global, 2005;
KISCHIMOTO, Tizulo Morchida. Jogos Tradicionais Infantis: o jogo, a criança e a educação. RJ: Vozes, 1993;
SANTOS, Elder C.; KOLLER, Sílvia H. Brincando na Rua. In: CARVALHO, Ana M. (org). Brincadeira e Cultura: viajando pelo Brasil que brinca. SP: Casa do Psicólogo, 2003;
Site: http://cienciahoje.uol.com.br/view/3213, visitado em 24/06/06.