Tridisciplina

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quinta-feira, junho 28, 2007

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Por Cíntia, Daiane e Juliana Sicco.

segunda-feira, junho 25, 2007

AULA ABERTA DO S. A. NARRATIVAS E DIFERENÇAS

NECCSO – PPGEdu/UFRGS promove
Aula aberta do S.A. Narrativas e Diferenças
Apresentação e discussão do filme: Narradores de Javé
Direção de Eliane Caffé

Rodado em Gameleira da Lapa e estrelado por Eliane Caffé, o filme tem como temática a mobilização de uma comunidade – os moradores do Vale de Javé, no sertão baiano - cuja pequena vila está ameaçada de ser submergida pela construção de uma hidrelétrica. Para impedir que isso aconteça, a comunidade vai procurar demonstrar que possui um passado glorioso – um patrimônio histórico que justifique seu tombamento.
O filme possibilita a discussão de várias questões atuais como a memória, o conceito de patrimônio, a invenção e a importância de narrativas, o confronto entre cultura escrita e oralidade, os embates culturais entre o rural e a “modernidade”, etc.
Observação: o filme é legendado

Animador da Discussão: ddo. Mauri Luiz Bessegatto
LOCAL: sala 703 – FACED
DATA E HORÁRIO: 27 de Junho de 2007
4ª. Feira, 18 horas

BLOG SOBRE AS COTAS NA UFRGS

Prezados professores,

Segue o endereço do Blog que nós, alunos pró cotas, fizemos parainformar a comunidade acadêmica a respeito das políticas de açõesafirmativas de reserva de vagas na Universidade.

Abraços,

Adriana Fonseca

http://ufrgsprocotas.noblogs.org/

domingo, junho 24, 2007

Um Dia - Mario Quintana

Um Dia

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa, como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o “bonzinho” não é bom...
Um dia percebemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em ti...
Um dia saberemos a importância da frase:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...
Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase cem anos, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.


Mário Quintana

Por: Tiago Cortinaz

sexta-feira, junho 22, 2007

ANÍSIO TEIXEIRA (POWER POINT)

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ANA CAROLINA
MAIARA PREICHARDT
PATRÍCIA MARTINS

quinta-feira, junho 21, 2007

COMUNICADO DO NAU PARA A AVALIAÇÃO DOCENTE ON-LINE

Conforme comunicado recebido da profa. Ana Maria Braga,
presidente da Comissão Própria de Avaliação desta Universidade,
solicitamos aos senhores(as) que ajudem na divulgação do
questionário on-line de Avaliação Do Docente e da Disciplina Pelo
Discente. A Pesquisa está à disposição dos alunos até o dia 05 de
agosto na página da UFRGS, no Portal do Aluno.

Desde já agradecemos.

Núcleo de Avaliação da Unidade
NAU/FACED
e-mail nau_faced@ufrgs.br

quarta-feira, junho 20, 2007

CECILIA MEIRELES

Grupo: Fernanda M de Castro, Renata Jardim e Caroline BarrosCECILIA%20MEIRELES.doc

CURSO DE EXTENSÃO

Venha participar do Curso de Extensão:

Vivências de Teatro Popular: Relações com a Escola

Ministrante: Maria Carmosina Vieira Cruz

Dias: 02,03 e 04 de julho na FACED/UFRGS.

Horário: 14 horas – 18 horas.

Inscrições: 20/06/07 até 29/06/07 pelo e-mail: pryscypoa@hotmail.com ou na sala 811 no dia 27/06/07 (quarta) das 8 horas até às 11 horas (c/ a Priscila).

Investimento: R$ 10,00.

Os participantes receberam certificado de 12 horas.

Florestan Fernandes por Juliana Vargas e Roberta Peixoto

Florestan Fernandes

Florestan Fernandes nasceu em São Paulo, no dia 22 de Julho de 1920, de família muito humilde do Brás. Sua mãe, Dona Maria Fernandes, era uma imigrante portuguesa, analfabeta e trabalhava como lavadeira. Sua madrinha, que era patroa de sua mãe, costumava chamá-lo de Vicente, pois julgava que Florestan, não era nome apropriado para uma criança pobre.
Devido às necessidades de sua família, Florestan começou a trabalhar aos seis anos de idade, onde desempenhou vários ofícios como: engraxate, auxiliar de marceneiro, auxiliar de barbeiro,
alfaiate e balconista de bar. Como sua vida no trabalho estava exigindo que se dedicasse em período integral, aos nove anos de idade parou de estudar no terceiro ano do curso primário. Somente aos dezessete anos concluiu o antigo curso de madureza (atual supletivo), por insistência dos fregueses do Bar Bidu, na Rua Líbero Badaró, onde trabalhava como cozinheiro, pois achavam que Florestan era muito inteligente devido aos comentários sobre a política e a leitura da realidade que fazia.
Vendedor de produtos farmacêuticos, Florestan, aos dezoito anos de idade, ingressou na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de São Paulo. Neste momento, ele dizia que o Vicente começou a morrer e sobreveio o Florestan.
Obteve a licenciatura em 1943, ano em que O Estado de São Paulo publicou o seu primeiro artigo. Em 1944, casou-se com Myriam Rodrigues Fernandes, com quem teve seis filhos. Neste mesmo ano, tornou-se assistente do professor Fernando de Azevedo, na cátedra de sociologia II. Obteve o título de mestre em 1947 com a dissertação A organização social dos Tupinambá e concluiu o doutorado em 1951, com a tese A função social da guerra na sociedade Tupinambá, sob orientação do professor Fernando de Azevedo.
Nas obras em que defendeu (por sinal, são muito respeitadas ainda hoje), constrói a estrutura da tribo Tupinambá, já desaparecida na época, por meio de documentos de viajantes. Concluído o doutorado, Florestan passou a livre docente da USP na cátedra de Sociologia I, e posteriormente, tornou-se professor titular.
Devido ao seu engajamento na Universidade, foi perseguido pela ditadura militar e foi cassado com base no Ato Institucional de nº 5, pediu exílio, em 1969, para o Canadá, onde assumiu um lugar de professor de Sociologia na Universidade de Toronto.
Faleceu em São Paulo no dia 10 de agosto de 1995, aos 75 anos de idade, vítima de embolia gasosa maciça (presença de bolhas de ar no sangue), seis dias após submeter-se a um transplante de fígado. Ele estava revisando os originais de seu último livro: A contestação necessária – retratos intelectuais de inconformistas e revolucionários, uma coletânea de biografias de amigos e heróis.

A CAMPANHA EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

* Desde a década de 1940, apresenta preocupações e questionamentos sobre a educação no Brasil, utilizando-se do folclore, pois segundo sua concepção este inculcava valores tradicionais de conduta social, inclusive no que se refere ao trabalho;
* Educação como meio de mudança social, final década de 1950. Função dinâmica da escola;
* Defesa da Educação escolarizada, tornando o acesso e a permanência cada vez maiores;
Para Florestan, os sociólogos deveriam: “... estabelecer uma ligação definida entre o que fazemos e o que deveríamos fazer, em matéria de ensino (...) o sociólogo precisa ter a coragem de improvisar – de extrair de suas experiências diretas e das raras conclusões empiricamente fundadas ou comprovadas, reflexões que permitam alargar a nossa compreensão da realidade e do sentido das exigências da situação.” (FERNANDES, 1966, prefácio, p.XVI).
* Defesa da ampliação da intervenção construtiva do Estado na solução dos problemas educacionais;
* A participação na Campanha rendeu-lhe o adjetivo de reformador liberal, pois, apesar de socialista, defendeu uma política educacional calcada no ideário republicano;
* Defendeu a ESCOLA PÚBLICA e LAICA;
* Esteve presente nas decisões acerca da LDB.
Florestan apontou que à época o “principal desafio socialista na esfera educacional é ainda calibrado pelas reformas burguesas da educação, que os pioneiros não conseguiram realizar”. Destacou ainda o significado que a educação teria para promover “a descolonização, a revolução nacional, a revolução democrática que a República autocrática burguesa bloqueou e mistificou”. (FERNANDES, 1989, p.9)

FLORESTAN FERNANDES X DARCY RIBEIRO

* LDB – visões opostas;

“Florestan não se inquieta com o milhão de alunos do proletariado estudantil, que pagam caro para estudar a noite, em escolas péssimas, montadas para fazer lucros empresariais, enganando-os. Abandona-os à sua sorte”, disse Darcy Ribeiro;


PRINCIPAIS OBRAS:

* Organização Social dos Tupinambá (1949);
* A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá (1952);
* Mudanças Sociais no Brasil (1960);
* Fundamentos Empíricos da Explicação Sociológica (1959);
* Folclore e Mudança Social na Cidade de São Paulo (1961);
* A Integração do Negro na sociedade de classes (1968);
* A Revolução Burguesa no Brasil (1975).


“Eu nunca teria sido o sociólogo em que me converti sem o meu passado e sem a socialização pré e extra-escolar que recebi através das duras lições da vida. Para o bem e para o mal [...] a minha formação acadêmica superpôs-se a uma formação humana que ela não conseguiudestorcer nem esterelizar. Portanto, ainda que isso pareça pouco ortodoxo e antiintelectualista, afirmo que iniciei minha aprendizagem sociológica aos seis anos, quando precisei ganhar a vida como se fosse um adulto e penetrei, pelas vias da experiência concreta, no conhecimento do que é a convivência humana e a sociedade em uma cidade na qual prevalecia a ordem das bicadas mas a relação de presa, pela qual o homem se alimentava do homem [...].” Fernandes (1977, p.142)


CONCLUSÕES:

* De engraxate a Professor catedrático, 75 anos de vida dedicada à luta contra a desigualdade social. Militante aguerrido na defesa da Escola Pública de Qualidade;
* Defendeu a transformação social, através da EDUCAÇÃO como tema de destaque na construção e consolidação de um novo projeto de sociedade;
* Fundador da Sociologia Crítica no Brasil, tem sua produção intelectual impregnada de reflexão, no questionamento à realidade e o pensamento sintetizado;

Enfim, crítica social, militância ativa, dedicação à docência, a pesquisa, ao publicismo; o sociólogo e professor, político engajado na luta contra s desigualdade, na defesa da educação pública, o socialismo, da democracia e da solidariedade entre a classe trabalhadora e entre os povos latino-americanos fizeram do Professor Florestan Fernandes, um grande homem de nosso tempo coerente, sonhador e comprometido com sua classe.




“Longe do futuro como estamos, encontramos na lei (malgrado as deformações indigitadas) o incentivo para persistir na pugna pela auto-emancipação educacional dos de baixo, a democratização efetiva da sociedade, da cultura, do Estado – e a humanização da pessoa como pré-requisito da existência da cidadania e a coexistência da democracia com liberdade civil e igualdade social. Somos rústicos e pobres – mas nada nos obriga a carregar esse fardo negativo para aumentar as regalias dos que mandam e eternizar a abjeção dos que obedecem. Se não obtivemos tudo o que queríamos, sabemos disso e estamos dispostos a ir além. Queremos a educação para reeducar os educadores e como alavanca crítica da consciência coletiva, que se projeta como ação histórica que modifica o mundo.” Florestan Fernandes


Alunas: Juliana Vargas e Roberta Peixoto.
Pensadores da Educação Brasileira
Prof. Simone Valdete dos Santos

Ruy Barbosa

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Armanda Álvaro ALBERTO E Edgar Susseking

CRONOLOGIA:



EDGAR SÜSSEKIND DE MENDONÇA:


1896. Nasce em 25 de Agosto, na cidade do Rio de Janeiro.
1909. Edgar e o irmão são internados no Colégio Pedro II, após a morte do pai.
1909 a 1912. Fundação do Grêmio Literário Euclides da Cunha. Em 1912, sai do internato, sendo assim as reuniões do Grêmio feitas na casa dos irmãos Süssenkind de Mendonça.
1914. Ingresso em curso superior na Escola Nacional de Belas-Artes, onde conheceu Armanda Álvaro Alberto, que viria a ser sua esposa anos mais tarde.
1916. Suspensão da Escola, que o levou a iniciar sua carreira no magistério e suas obras escritas.
1921. Fundação da Escola Regional de Meriti, junto a Venâncio Filho e Armanda.
1923. Fez a primeira locução na inauguração da Rádio Sociedade do Rio em conjunto com Roquette-Pinto.
1924. Fundação da Associação Brasileira de Educação (ABE) e da Revista Brasileira de Educação, ligada a ABE.
1927 a 1930. Participação na Reforma Fernando de Azevedo da Instrução Pública.
1932. Assina o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova e inicia trabalhos como desenhista geográfico do Ministério da Agricultura.
1934. Participa do Conselho Diretor da ABE.
1935. É preso em 4 de dezembro, sendo libertado em 22 de dezembro de 1936 e absolvido do processo em 21 de janeiro de 1937.
A partir de 1937. Dedica-se a educação, promovendo conferências e trabalhando como professor.
1958. Falece em 24 de fevereiro, na Cidade do Rio de Janeiro.



ARMANDA ÁLVARO ALBERTO:

1892. Nasce em 10 de junho, na cidade do Rio de Janeiro.
1914. Inicia o Curso Normal. É a primeira vez que freqüenta a escola, pois sempre foi ensinada pela mãe em casa.
1917. Inicia atividades como professora na escola onde fez o Curso Normal.
1919. Promoveu o “ensaio ao ar livre”, dando aulas aos filhos de pescadores em Angra dos Reis.
1921. Fundação da Escola Regional de Meriti, junto a Venâncio Filho e Edgar Süssekind de Mendonça.
1924. Funda e participa como membro da diretoria da Associação Brasileira de Educação (ABE).
1928. Casa-se com Edgar Süssenkind de Mendonça, numa cerimônia feita em sua casa, para amigos íntimos. Não tiveram filhos.
1932. Assina o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.
1934 . Fundação e participação na Associação Cristã Feminina.
1935 . Fundação e participação na União Feminina do Brasil.
1936 . Armanda é presa, permanecendo em reclusão durante oito meses, sendo libertada em junho de 1937 e absolvida do caso por falta de prova um mês depois.
1937. Dedica-se a Escola Regional de Meriti.
1964 . Afasta-se da direção da Escola, que é doada ao Instituto Central do Povo e passa a chamar-se Escola Dr. Álvaro Alberto.
1974 . Falece em 5 de fevereiro.


ALGUMAS IDÉIAS E ATIVIDADES DOS EDUCADORES


Armanda e Edgar acreditavam nas concepções da Escola Nova, que entendia a educação como aprendizagem significativa, uma educação essencialmente pública, laica e gratuita.
Ambos foram signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, em 1932.
Por serem a favor da Escola Nova e contra os valores que a Igreja queria impor na educação, foram considerados subversivos, de postura marxista e anticlerical. Durante a o final da década de 30 foram presos assim como outros educadores adeptos da renovação no ensino brasileiro.
Durante os anos 30, as opiniões ficaram sobre o futuro da educação no pais: de um lado, a Igreja Católica, de outro os Pioneiros. Por mostrar-se contrário a Igreja, Edgar sofreu um atentado que pode Ter sido provocado por religiosos que teriam a intenção de calar a sua voz.
A escola Regional de Meriti, fundada pelo casal, era voltada para crianças de comunidade carente do Rio de Janeiro, buscando formá-los para ingressar no mercado de trabalho da época, trabalhando com atividades práticas e intelectuais, ensinando a ler, escrever, atividades de jardinagem, corte e costura, entre outros. As aulas eram dinâmicas, muitas vezes ao ar livre.




BIBLIOGRAFIA:


FÁVERO, Maria de Lourdes de Albuquerque. Dicionário de educadores no Brasil : da colônia aos dias atuais. 2.ed. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2002. 496 p.
MIGNOT, Ana Chrystina Venancio. Baú de memórias, bastidores de histórias : o legado pioneiro de Armanda Alvaro Alberto. Bragança Paulista: EDUSF, 2002. 356 p.
ALBERTO, Armanda Álvaro. A escola regional de Meriti : documentário, 1921-1964. Rio de Janeiro: MEC/INEP/CBPE, 1968. 208 p. : il.
MENDONÇA, Edgar Süssekind de. A extensão cultural nos museus. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1946. 72 p.
Manifesto dos pioneiros da Educação Nova. Disponível em: .

Bruna Gueiral Rehm, Isabel Schiaffino, Julia Scalco e Marceli Malinverno

VENHA PARTICIPAR DO CURSO DE EXTENSÃO "VIVÊNCIAS DE TEATRO POPULAR: RELAÇÕES COM A ESCOLA"

Vivências de Teatro Popular: Relações com a Escola

Ministrante: Maria Carmosina Vieira Cruz

Dias: 02,03 e 04 de julho na FACED/UFRGS.

Horário: 14 horas – 18 horas.

Inscrições: 20/06/07 até 30/06/07 pelo e-mail: pryscypoa@hotmail.com ou na sala 811 no dia 27/06/07 (quarta) das 8 horas até às 11 horas (c/ a Priscila).

Investimento: R$ 10,00.

Os participantes receberam certificado de 12 horas.

NÍSIA FLORESTA

NÍSIA FLORESTA – um breve relato

Carla Aguiar, Daniela Strüssmann e Kelli Pinto
Pensadores da Educação no Brasil
Professora: Simone Valdete



Nísia Floresta foi uma grande revolucionária, interferindo no quadro ideológico e social da sua época;
Mãe dedicada e extremosa;
Por um lado, próxima do pensamento liberal mais progressista, por outro, limitada por sua formação conservadora católica. Apesar de ter um pensamento moderno para a época, defendia também que a educação começava no berço, no lar, contradizendo um pouco suas idéias.;
Acreditava que a sociedade não iria evoluir se não fosse implantada a educação feminina; Queria tirar as mulheres da inferioridade, dando a elas uma condição mais digna na sociedade.
Educação feminina = desenvolvimento da nação;
Inaugurou o Colégio Augusto, um colégio para meninas que, dentre outras matérias, introduziu o uso do latim, francês, inglês e italiano;
Escreveu diversas obras, entre elas:
* Opúsculo Humanitário, com o objetivo de tornar as meninas conscientes de seus deveres e papéis sociais
* Conselhos à minha Filha: paradigma do adolescente – incentivo à prática dos deveres e virtudes.

Alceu Amoroso Lima e Leonel França

ALCEU AMOROSO LIMA

Alceu Amoroso Lima, nasceu na cidade fluminense de Petrópolis, a 11 de dezembro de 1893 . Filho de Manuel José Amoroso Lima e de Camila da Silva Amoroso Lima, faleceu no Rio de Janeiro, 1983 Na infância, foi vizinho de Machado de Assis. Quando Alceu e suas irmãs estavam no jardim da casa brincando de "cobrador de bonde", o escritor costumava parar para se divertir com eles.

Cursou o Colégio Pedro II e formou-se em Direito pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1913 e em seguida viajou para a Europa, onde fez cursos na Sorbonne e no Collège de France. Estagiou e advogou no escritório do advogado João Carneiro de Sousa Bandeira, que foi seu professor na Faculdade de Direito, e trabalhou como adido ao Itamarati antes de assumir a direção jurídica de uma fábrica de sua família. Adotou o pseudônimo Tristão de Ataíde', ao se tornar crítico (1919) em "O Jornal". Casou-se com Maria Teresa de Faria, filha do escritor Alberto de Faria,que também foi membro da Academia Brasileira de Letras. O escritor e acadêmico Octávio de Faria era irmão de Maria Teresa e cunhado de Alceu Amoroso Lima e o escritor e Acadêmico Afrânio Peixoto era casado com uma irmã de Maria Teresa de Faria, sendo assim concunhado de Alceu Amoroso Lima

Crítico literário, polígrafo, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro. Engajou-se, em 1922, no movimento modernista. Nesse mesmo ano publicou o livro "Afonso Arinos"- estudo crítico sobre a obra do escritor mineiro falecido em 1916. Em "Estudos" reuniu, em cinco séries, trabalhos datados do período 1927-1933.


Após publicar seu primeiro livro, o ensaio "Afonso Arinos" em 1922, travou com Jackson de Figueiredo um famoso e fértil debate, do qual decorreu sua conversão ao catolicismo em 1928, fato que teve grande repercussão nos meios intelectuais.

Defendeu o integralismo (movimento de extrema direita) até conhecer Jackson de Figueiredo. Em 1924, insatisfeito com sua postura existencial, começou a demonstrar interesse por assuntos religiosos, por influência direta de Jackson de Figueiredo, pela leitura de Jacques Maritain e Gilbert Chesterton, tornou-se católico militante, apesar de ter nascido numa família católica, custou a se converter, também teve grande influência do padre Leonel Franca, de quem recebeu a eucaristia, converteu-se definitivamente. Alceu tornou-se um dos mais respeitados paladinos da Igreja Católica no Brasil. Após a morte de Jackson de Figueiredo, o substituiu na direção do Centro Dom Vital, que congregava os líderes do catolicismo no Rio de Janeiro, e na direção da revista "A Ordem". Passou de descrente a católico militante, lutando pelos direitos humanos e sociais, característica que se intensificou a partir de 1964.

Na década de 1930 é incansável a produção editorial de Alceu Amoroso Lima: "Introdução à Economia Moderna"(1930): "Preparação à Sociologia (1931); "No limiar da Idade Nova"(1935); "O Espírito e o Mundo"(1936); "Idade, Sexo e Tempo" (1938). Além dos livros já citados, desenvolveu Alceu grande atividade jornalística e ministrou cursos sobre civilização brasileira em universidades estrangeiras, inclusive na Sorbonne e nos Estados Unidos.

Com a morte do professor Miguel Couto em 1934, Alceu Amoroso Lima candidata-se à vaga deixada na Academia Brasileira de Letras pelo ilustre clínico. Eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 29 de agosto de 1935, foi empossado em 14 de dezembro de 1935.

Catedrático de Literatura Brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia, foi um dos fundadores, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da qual chegou a ser presidente e onde lecionou, também, como catedrático, a referida disciplina.

Em 1930, manifestou-se publicamente contra o movimento revolucionário deflagrado pela Aliança Liberal, sob a liderança de Getúlio Vargas. Criticou o Partido Republicano Mineiro (PRM) e o Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), que haviam apoiado o autoritarismo de Artur Bernardes e agora se apresentavam como revolucionários.

Empossado o novo governo, porém, evitou colocar-se na oposição. Consolidou sua posição de liderança junto ao laicato católico e, ao lado de dom Sebastião Leme, arcebispo do Rio de Janeiro, empreendeu intensa campanha pela afirmação de uma postura ativa dos católicos diante das grandes questões nacionais. Assim, em 1932, diante da convocação de eleições para a Assembléia Nacional Constituinte em 1933, participou da fundação da Liga Eleitoral Católica (LEC) e tornou-se secretário-geral da organização. O objetivo da LEC era oferecer apoio aos candidatos que, independentemente de partidos, se dispusessem a defender na Constituinte os pontos de vista da Igreja, como a indissolubilidade do casamento, a assistência religiosa às escolas públicas, a pluralidade sindical. Apesar de simpático à Ação Integralista Brasileira (AIB), evitou uma associação maior com essa organização, preocupado em manter a LEC como entidade suprapartidária.

Também em 1932 iniciou-se no magistério. Como professor, opôs-se à corrente renovadora do ensino aglutinada no movimento da Escola Nova, liderado por Fernando de Azevedo, Lourenço Filho e Anísio Teixeira. Combateu especialmente a gestão de Anísio Teixeira na Secretaria de Educação do Distrito Federal durante a prefeitura Pedro Ernesto, bem como seu projeto da Universidade do Distrito Federal (UDF), incomodado com o surgimento de um centro de ensino superior de orientação laica, gerido a partir de um pólo de poder identificado com uma perspectiva política de esquerda.

Também combateu de forma intransigente a Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente de esquerda constituída em 1935 a partir de um programa antifascista e antiimperialista. Ainda em 1935, tornou-se diretor nacional da recém-criada Ação Católica Brasileira e foi nomeado membro do Conselho Nacional de Educação. Após a implantação da ditadura do Estado Novo, em novembro de 1937, foi nomeado reitor da UDF e patrocinou o desmonte da estrutura criada por Anísio Teixeira.

No princípio da década de 1940, iniciou um lento retorno às suas antigas posições liberais, ainda que sem abandonar a fé católica. Professor de literatura brasileira da Universidade do Brasil e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, participou em 1944 da fundação da Livraria Agir, com o objetivo de ampliar as publicações católicas. Em 1945, tomou parte no I Congresso Brasileiro de Escritores, marco decisivo na redemocratização do país. Colaborou ainda na fundação do Partido Democrata Cristão (PDC), redigindo o seu manifesto de lançamento, sem, porém, filiar-se à nova agremiação.

Entre 1949 e 1953, viveu na França e nos Estados Unidos. Em 1958, começou a colaborar no Jornal do Brasil e na Folha de São Paulo. Em 1962 participou, como representante brasileiro, do Concílio Vaticano II e foi profundamente influenciado por suas decisões e pela nova orientação dada à Igreja Católica pelo papa João XXIII. Aprofundando suas concepções liberais, passou a admitir a evolução da sociedade em direção ao socialismo. No plano nacional, coerente com essa inflexão à esquerda, apoiou as reformas de base defendidas pelo presidente João Goulart.

Tornou-se símbolo de intelectual progressista na luta contra às transgressões, à lei e à censura que o regime militar após 1964 iria impor ao povo brasileiro, notabilizando-se por seu posicionamento contrário fez duras críticas ao novo regime em sua coluna semanal no Jornal do Brasil. Denunciou pela imprensa a repressão que se abatia sobre a liberdade de pensamento. Patrocinou em múltiplas ocasiões as cerimônias de formatura de estudantes de diversas especializações que rendiam tributo à sua luta constante contra os regimes de caráter autoritário. Seu enorme prestígio intelectual possibilitou-lhe, inclusive, romper o cerco da censura imposto ao país. Em 1967 foi nomeado pelo papa Paulo VI membro da Comissão de Justiça e Paz, com sede em Roma. Foi tachado de comunista, embora nunca se tenha envolvido com partido nenhum. Quando, menos de uma semana depois do golpe, publicou o artigo Terrorismo cultural, o primeiro de uma série contra a ditadura, o então presidente Castelo Branco ligou pessoalmente para Alceu, decidido a tomar satisfações. A conversa transcorreu normalmente, mas Tristão ouviu os "conselhos" do presidente com ouvidos de morto. Castello Branco, do outro lado da linha, não podia fazer muita coisa, já que Alceu era respeitado até pela ala direita do governo.


Quando perguntado se preferia que o chamassem de pensador católico, humanista, crítico literário ou escritor, Alceu Amoroso Lima narrava uma história que seu neto Chiquito lhe contou. Certa vez, os amiguinhos de escola perguntaram a Chiquito se o nome do seu avô era Tristão de Athayde, pseudônimo com o qual assinava seus artigos no Jornal do Brasil, ou Alceu. O garoto disse: "Não sei, mas lá em casa a gente chama de vovô." Pessoa simples e acessível - respondia com frequência às cartas mandadas por seminaristas -, um dos maiores humanistas e pensadores religiosos do País considerava-se um "navegador solitário". Nascido na rua do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, a 11 de dezembro de 1893, aos 14 anos já lia Shakespeare e tocava piano. Formou-se em Letras e Direito, mas nunca foi um intelectual de gabinete. Pelo contrário, jogava tênis e fazia natação - chegou a nadar da Urca a Botafogo.


A escolha do pseudônimo ele dizia ser aleatória. Só anos depois descobriu que Tristão de Athayde fora, no século XVI, um capitão português mau-caráter, da pior espécie. Do casamento de 63 anos com Maria Teresa de Faria teve sete filhos, que educou da mesma forma como pregava suas idéias: com respeito e liberdade. A morte da mulher foi um duro golpe e ele morreu exatamente dois anos depois, em 1983, aos 90 anos, de "tristeza", segundo os amigos.


Algumas Obras

Impõem-se ao olhar de quem lê os seus textos os termos interligados de pessoa, ser, liberdade, eterno e moderno.

Estas palavras são recorrentes em muitos de seus livros, tais como:

Estudos — Segunda série (1927)

Política (1932)

Idade, sexo e tempo (1938)

Elementos de ação católica (1938)

Mitos de nosso tempo (1943)

O problema do trabalho (1946)

Meditações sobre o mundo interior (1953)

O existencialismo e outros mitos de nosso tempo (1951)

O gigantismo econômico (1962)

O humanismo ameaçado (1965)

Memórias improvisadas (1973), um livro muito importante, produto de um diálogo com o jornalista Cláudio Medeiros Lima

Os direitos do homem e o homem sem direitos (1975)

Revolução Suicida (1977) e
Tudo é mistério (1983).



LEONEL FRANÇA

(Padre Leonel Edgard da Silveira Franca S.J.)


Nascido em 06 de janeiro de 1893, em São Gabriel, Rio Grande do Sul, de família baiana, foi educado como aluno interno do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo, onde já manifestava então a insuficiência cardíaca que o acompanharia por toda a vida.

Além da excelente formação humanista que o modelou, gostava de ler também bons autores modernos. Entrou na Companhia de Jesus em 1908, onde completou sua magnífica formação intelectual. Em 1910 iniciou o curso de letras, próprio da formação dos jesuítas. Ordenado sacerdote em Roma em 1923, ano em que publicou uma obra de grande fôlego, também um "best seller", "A Igreja, a Reforma e a Civilização". Em 1925 doutorou-se em teologia e filosofia na Universidade Gregoriana, e em novembro desse mesmo ano completou, em Oya na Espanha, o último ano da formação jesuítica, a chamada "Terceira Provação".

De volta ao Brasil, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro em 1927, onde publicou suas obras mais importantes como "O Divórcio" e "A Psicologia da Fé" e foi nomeado para o Conselho Nacional de Educação, do qual foi um dos fundadores em 1931. Seus livros se sucederam uns após outros, conforme as necessidades espirituais de nossa terra. Também foi professor do Colégio Santo Inácio, no Rio de Janeiro. Lecionou história da filosofia, psicologia experimental e química no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo. Foi vice-reitor do Colégio Santo Inácio. Em 1947 recebeu o Prêmio Machado de Assis.

Foi exímio diretor espiritual, homem de quem se serviu o Cardeal Dom Leme para fundar a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da qual foi o primeiro Reitor. Em outubro de 1940 decreto Presidencial criava as "Faculdades Católicas". Em 1945 as "Faculdades Católicas" passariam a ser Universidade e dois anos depois, Pontifícia, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio. Apesar da sua saúde extremamente debilitada, Pe. Franca continuou dirigindo a Universidade, dada sua liderança inconteste, provavelmente o mais ilustre Padre no país, tanto pela sua cultura, como pela santidade de vida, até sua morte.

Homem de profunda influência cultural e religiosa no Brasil, Padre Leonel Franca dedicou cerca de seus últimos dez anos à fundação e consolidação da primeira universidade particular do país.

Conferencista de cultura profunda e vasta, suas palestras representavam acontecimento intelectual de primeiro plano. Nessas ocasiões levava a auditórios lotados figuras ilustres como Epitácio Pessoa, Pandiá Calógeras, Jackson de Figueiredo, Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto e Murilo Mendes.Seu primeiro livro, "Noções de História da Filosofia" surgiu como prolongamento das aulas que ministrava, texto que se tornaria um "best seller", sendo lido, citado e usado em cursos de Filosofia até os dias de hoje.

Morreu em 03 de setembro de 1948


Algumas de suas obras são:


Noções de história da filosofia, de 1918;

Apontamentos de química geral, de 1919;

A Igreja, a Reforma e a Civilização, de 1922;

Pensamentos espirituais, publicada postumamente em 1949.


Caroline Maurmann e Suellen Abreu

Livro "Pedagogia do Oprimido" em pdf:

http://paulofreirefinland.org/wp-content/uploads/2007/02/pedagogia_do_oprimido.pdf

terça-feira, junho 19, 2007

ERNANI MARIA FIORI

Achei melhor colocar direto aqui o Power Point, espero que abra tudo direitinho.

ERNANI%20MARIA%20FIORI.ppt


Juliana Pokorski e Patrícia

quinta-feira, junho 14, 2007

Lourenço Filho

MANOEL BERGSTROM LOURENÇO FILHO
(1897 . 1970)

1897 . nasceu no dia 10 de março na Vila Porto Ferreira, interior paulista
- filho do português Manoel Lourenço Júnior e da sueca Ida Christina Bergstrom;

1905 . chefe, redator e tipógrafo do jornal O Pião, elaborado por ele mesmo, aos 8 anos de idade;

- concluiu os estudos primários em Santa Rita do Passa Quatro;

1914 . formou-se professor normalista;

1915 . nomeado professor primário substituto do Grupo Escolar de Porto Ferreira;

1916 . passa a residir em São Paulo e diploma-se pela Escola Normal da Praça da República;

1917 . recebe o diploma de curso ginasial em Campinas;

1918 . matricula-se na Faculdade de Medicina, pretendendo estudar Psiquiatria, mas abandona o curso no segundo ano;

1919 . inicia o curso de Direito na Faculdade de Direito de São Paulo;

1920 . é nomeado professor substituto de Pedagogia e Educação Cívica na Escola Normal de Saõ Paulo;

1921 . leciona Psicologia e Pedagogia na Escola Normal de Piracicaba;
- casa-se com Ainda de Carvalho e com ela tem dois filhos: Ruy Lourenço Filho e Márcio Lourenço Filho;

1922 . Diretor da Instrução Pública do estado do Ceará
- leciona na Escola Normal de Fortaleza
- promove uma reforma no ensino do Ceará com repercussão em todo o país;

1925 a 1930 . leciona Psicologia e Pedagogia na Escola Normal de São Paulo (onde conheçe Fernando de Azevedo);

1929 . bacharel em Direito pela faculdade de São Paulo;
- eleito para a Academia Paulista de Letras;

1930 . Diretor Geral da Instrução Pública de São Paulo;
- promove importante reestruturação no ensino normal e profissional;
- criou a Revista ESCOLA NOVA;
- criou serviços de Assistência Técnica e Inspeção Escolar; Inspeção Médico-Escolar, Biblioteca Pedagógica e Museu da Criança em SP.

1931 . chefe de gabinete de Francisco Campos;
- neste cargo planejou a Faculdade de Educação, Ciências e Letras;

1932 . Assinou o MANIFESTO DOS PIONEIROS DA ESCOLA NOVA;
- passa a dirigir o Instituto de Educação do Distrito Federal,a convite de Anísio Teixeira;

1934 . eleito presidente da ABE (Associação Brasileira de Educação);

1935 . nomeado professor de Psicologia Educacional da Universidade do Distrito Federal;

1937 . Diretor Geral do Departamento Nacional de Educação, nomeado por Capanema;

1938 . eleito vice-reitor da Universidade do DF;
- implantou o INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos) e foi diretor do mesmo até 1946;

1941 . presidente da Comissão Nacional de Ensino Primário;
- organizou e secretariou a I Conferência Nacional de Educação;

1946 . passa a lecionar Psicologia na Faculdade Nacional de Filosofia;

1947 . volta a ocupar o cargo de Diretor geral do Departamento Nacional de Educação;

1948 . presidente da Comissão Especial formada para elaborar o anteprojeto de Diretrizes e Bases da Educação;

1949 . organizou e dirigiu o Seminário Interamericano de Alfabetização e Educação de Adultos, no RJ; (promovido pela OEA e UNESCO)

1951 . nomeado presidente da Comissão do Centro de Formação de Pessoal para Educação Fundamental na América Latina;
- representou o Brasil no Conselho Cultural Interamericano, no México;

1952 . eleito presidente do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura;

1957 . aposentou-se no cargo de professor de Psicologia da Faculdade Nacional de Filosofia;
- durante a vida acadêmica integrou bancas de concursos e de defesas de tese;

# Continuou atuando em várias comissões educacionais:
- participou da elaboração da lei de regulamentação da profissão de Psicólogo;
- 1963 . participou da equipe que preparou os relatórios do Grupo de Estudo e Reforma do MEC;
- 1970 . presidiu a Comissão incumbida de planejar o Curso de Mestrado em Psicologia do ISOP;
- fundou e dirigiu diversos órgãos de divulgação educacional;
- editou e reeditou Revistas de Educação;
- organizou a Cartilha para Adultos LER os textos para iniciantes Saber e Viver;


# 3 de agosto de 1970
. falece no Rio de Janeiro, aos 73 anos, vítima de um colapso cardíaco...


Alunas: Adriana, Benísia, Cristina

quarta-feira, junho 13, 2007

Ruy Barbosa


A Vida e a Obra de Ruy Barbosa
por: Jussimara e Marília


Rui Barbosa (1849 -1923)

•Nasce na Freguesia da Sé, cidade de Salvador, Bahia. (5/11/1849)
•Estuda Direito na Faculdade do Recife (1866) e Faculdade de São Paulo. (1868)
•Prestigiado orador, jurista e jornalista defensor da liberdades civis.
•Por duas vezes foi candidato a presidência da República.
•Presidiu a Academia Brasileira de Letras após a morte de Machado de Assis.
•Em 1907 representou o Brasil da 2°Conferência Internacional da Paz em Haia.

Enquanto isso no Brasil...

•Campanhas pela abolição dos escravos (1850 Lei Eusébio de Queiroz; 1871 Lei do Ventre Livre; 1885 Lei dos Sexagenários* e 1888 Lei Áurea)
"Mais justo seria se pudesse descobrir meio de indenizar os escravos."
•Conflito entre o Estado e a Igreja ( 1877 escreve prefácio extenso para a obra: O Papa e o concílio. Em 1882 sugere a liberdade do ensino, o ensino laico e a obrigatoriedade de instrução - Maçonaria Internacional).
•Reforma eleitoral (1880 formula o projeto de eleição direta, Lei Saraiva).
•Proclamação da República (Inúmeras revoltas eclodem por todo o país Em 1889 Marechal Deodoro da Fonseca proclama a República. Rui Barbosa é nomeado Ministro da Fazenda e, interinamente, da Justiça).

Depois da Proclamação da República....

•Modelo político americano baseado no sistema presidencialista.
•Na organização escolar percebe-se a influência da filosofia positivista.
•A Educação sofre a Reforma de Benjamin Constant (1890) - Decreto 510 “ensino leigo e livre em todos os graus e gratuito no primário”
• Positivistas fazem crítica ao ensino enciclopédico.
•Ruy Barbosa esteve envolvido com a Revolta da Armada (contra a posse de Floriano Peixoto).

EDUCAÇÃO


As últimas décadas do império e as primeiras da república no Brasil são marcadas por um movimento intenso de debates e iniciativas no âmbito da instrução pública. Tratava-se amplamente de questões como:
Intervenção do Estado na educação nacional;
Obrigatoriedade, laicidade e liberdade de ensino;
Precária formação e escassez de professores,
Inspeção deficitária;
Falta de prédios próprios e adequados para as escolas;
Ausência de uma unidade nacional de instrução pública;
Falta de verbas destinadas à educação, programas e métodos de ensino.
Esse movimento era fruto da campanha universal em prol da difusão da educação popular que concretizava, em vários países...

De 1869 a 1889, foram apresentados cinco propostas de reformas na educação brasileira, uma delas, a de Leôncio de Carvalho, em 1879, através de Decreto Imperial, propiciou a Ruy Barbosa, por meio de sua indicação à Comissão Parlamentar de Instrução Pública que analisaria tal decreto, a oportunidade de expor e defender suas idéias a respeito da educação, que tão bem se “casavam” com seus ideais políticos.


A princípio a idéia era de que a comissão simplesmente avalizasse este projeto. Entretanto o que se viu foi a emissão de dois pareceres que alterariam substancialmente o original, tal a complexidade e extensão dos estudos e pesquisas realizadas por Ruy Barbosa e seus companheiros.
Primeiro Parecer (abril de 1882): São citadas várias fontes relacionadas diretamente com assuntos pedagógicos, em obras, relatórios e artigos.
Segundo Parecer (setembro de 1882): São citados mais de 300 trabalhos da mesma espécie (educação) em todo o mundo.


“É necessário educar o instinto de observação, o instinto de criação e o instinto de execução...”
“O saber e o fazer andam dissociados em nossos dias; práticas e teoria andam apartadas uma da outra, o que em relação à moralidade e à ciência é um grande mal”.

Fundamentações teóricas usadas nos pareceres de
Ruy Barbosa:
* Comenius;
* Pestalozzi;
* Froebel;
* Herbart...

“A nosso ver a chave misteriosa que nos aflige é esta e só esta: a ignorância popular, mãe da servilidade e da miséria...A cultura da alma humana é o primeiro elemento , não só moral, como econômico e político, da vida de um estado.” (Reforma do ensino primário. Obras completas de Rui Barbosa, v. X, t.I)

“Todo o futuro de nossa espécie, todo o governo das sociedades, toda a prosperidade moral e material das Nações dependem da ciência, como a vida do homem depende do ar...eis portanto, o alvo que a educação deve ter em mira.” (Reforma do ensino secundário e superior, p.36. Obras completas...,v.IX, t.I)

“Cumpre renovar o método, orgânica, substancial, absolutamente, nas nossas escolas...Entre nós a leitura e a repetição formal do livro constituem a instrução toda. A natureza do menino ressente-se do mais vivo apetite da realidade; e dão-lhe por pábulo criações de uma fraseologia vã...reformas do método e reforma do mestre; eis numa expressão completa, a reforma escolar inteira...”
“...O mais sério voto da reforma, portanto deve ser: predispor as circunstancias para um sistema de ensino popular em que o espírito da criança não seja contrariado e tolhido no seu desenvolvimento pelas lições mecânicas dos mestres incapazes.”
(Parecer sobre o ensino primário. In: Anais do Parlamento, 18 legislatura [Rio de Janeiro] : Tip. Nacional, 1882. v.III, Anexo.)


“Vida completa, exige educação integral...”
- Educação do corpo;
-Do Espírito;
- Dos Sentimentos
* Educação física,
* Educação artística,
* Educação cívica,
* Educação econômica,
* Educação para a saúde,
* Educação para o trabalho,
* Educação para o lar.
“O ponto de apoio da educação não deverá mais centrar-se no mestre,
mas na energia individual, nas faculdades produtoras do aluno.”
Jardins de Infância: atividade livre da criança,
espontaneidade de ação...


Artigos Publicados nos Jornais


•Radical Paulistano;
•Diário da Bahia;
•O País;
•Jornal do Commercio;
•Diário de Notícias;
•Jornal do Brasil;
•Correio da Manhã;
•A Imprensa;
•O Imperial.


OBRAS SELETAS


Volume 6
A Emancipação Progride; Pelos Escravos;Nossa Democracia;A Legalidade Servil; O Dever da Oposição...


Volume 7

Liberdade de Imprensa; As Nossas Responsabilidades;Justiça aos Vencidos...

Volume 8
Escolas do Povo;Paz...Mas que Paz???...


BIBLIOGRAFIA

•FILHO, Ruy Lourenço - A Pedagogia de Rui Barbosa. Brasília-DF, Inep/MEC 2001.
•VALER, Marcos – História do Brasil
•www.casaruibarbosa.gov.br/
•www.vivabrazil.com/rui_barbosa.htm
•www.biblio.com.br/conteudo/RuiBarbosa/RuiBarbosa.htm

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ANÍSIO TEIXEIRA

Anísio Teixeira foi considerado um dos maiores educadores brasileiros, e o principal articulador da Escola Nova. Idéias introduzidas por ele nos anos 20, ainda hoje influenciam o ensino brasileiro. Defendia a escola pública, universal e gratuita.
Toda sua obra se baseia na idéia de que a democracia depende do acesso de todos ao ensino.
Anísio criou no Rio, o Instituto de Educação, a primeira escola de nível superior para formação de professores, pois acreditava ser necessário dar formação universitária a todos os educadores. Fundou em Salvador em 1950, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, chamado também de Escola Parque, onde foram colocados em ação os princípios da Escola Nova, como a valorização de atividades práticas e de lazer. O que tornou sua trajetória admirável foi a persistência na defesa da democracia e da educação para a democracia. Anísio defende em tudo o que escreveu, a educação como um direito de todos. Paschoal Lemme afirma ser a administração de Anísio Teixeira a tentativa mais espressiva de levar à prática as principais indicações do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova; tinha ele muito orgulho de encontrar-se entre aquele grupo que formulou os princípios e as diretrizes de um sistema de ensino "de massas", no sentido de aberto a todos os cidadãos.

UFRGS
Faculdade de Educação - FACED
Pedagogia
Pensadores da Educação no Brasil

Maiara Preichardt
Patrícia Martins
Ana Carolina

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DARCY RIBEIRO "UM HOMEM DE FAZIMENTOS"

Antropólogo, escritor e político

Vida


· 1922 . Nasceu em 26 de outubro, Montes Claros, MG, ano em que ocorreu a Semana de Arte Moderna e em que foi criado o Partido Comunista Brasileiro, do qual faria parte mais tarde.
· Filho de Reginaldo Ribeiro dos Santos, pequeno industrial, e Josefina da Silveira Ribeiro (Mestra Fininha), professora primária.


· 1939 . Faculdade de Medicina, Belo Horizonte. Nesta época começa a militar, identifica-se com comunistas.

· 1943 . Abandona o curso por falta de vocação, fazia o curso para agradar a mãe.

· 1944 . Escola Livre de Sociologia de São Paulo, com bolsa de estudos de Donald Pierson.

· 1946 . Graduação, com especialização em Etnologia. “...o ambiente de São Paulo
catapultou um jovem que vinha de Minas para a tarefa de estudar o destino humano”...(Bomeny, 2001)

· 1947/48 . Indicado ao Serviço de Proteção aos Índios/ Trabalhou com Rondon. Viajou em longas expedições pelos índios do Brasil. Passa a ser um combatente da causa indígena, saindo da postura de etnólogo, politizando a questão indígena como questão nacional.

· 1950 . Encontro de Darcy com Anísio Teixeira. A associação definitiva de Darcy com a educação nasce desse encontro.

· 1954 . Suicídio de Vargas. Em Confissões, diz: “... o suicídio de Vargas foi um susto para o Brasil, arrebentou o coração. Era um comunista utópico... Dali veio a aproximação com o trabalhismo".

· 1959 . Junto a outros pesquisadores planejam a UNB – Universidade de Brasília, no governo de Juscelino Kubitschek.

· 1961 . Assume a Reitoria da UNB. Campanha da LDB – defensores da escola pública, leiga e gratuita, junto a Anísio Teixeira X defensores do privatismo, junto a Carlos Lacerda e Dom Hélder Câmara.

· 1962 . Deixa a reitoria da UNB e assume chefia do MEC. Na reitoria Anísio Teixeira assume o cargo.

· 1963 . Deixa o MEC e assume a chefia do Gabinete Civil da Presidência da República no governo de João Goulart.

· 1964 . Golpe Militar/ Darcy deixa o país em abril e exila-se no Uruguai. Direitos políticos cassados (AI-1) /demissão cargos de professor (UNB). O exílio estreita seus laços com América Latina.

· 1976 . Retorno do exílio, dedicando-se à educação e à política.

· 1980 . Funda o PDT ao lado de Leonel Brizola.

· 1983 . Elege-se vice governador do RJ na chapa de Brizola (PDT). Construiu o Sambódromo, que abriga um complexo escolar, e o CIEPs, programa de educação de dia completo para crianças.

· 1986 . É derrotado por Moreira Franco (PMDB) na eleição ao governo do RJ.

· 1987 . Assume a Secretaria de Desenvolvimento Social de MG, governo Newton Cardoso.

· 1989 . Inauguração do Memorial da América Latina, SP, planejado por Darcy e Oscar Niemeyer.


· 1990 . Elege-se senador pelo PDT, partido que sempre foi fiel. Cargo exercido até sua morte.


· 1991 . Licencia-se do Senado e assume a Secretaria Extraordinária de Programas Especiais do Estado do RJ, no governo Brizola.

· 1992 . É eleito para a Academia Brasileira de Letras.

· 1994. Candidata-se a vice de Brizola (PDT) na eleição para presidente, e perde.

· 1996 . Do Senado liderou a campanha pela LDB, aprovada em dezembro, sancionada por Fernando H. Cardoso, que em sua homenagem batizou-a de lei Darcy Ribeiro. Foi aprovada dois meses depois de sua morte.

· 1997. Morre a 17 de fevereiro, em Brasília, vítima de câncer generalizado. No seu último ano de vida, dedicou-se especialmente a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação à distância, para funcionar a partir de 1997, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau. Organizou a Fundação Darcy Ribeiro, instituída por ele em janeiro de 1996, com sede própria.

Obra


Etnologia/Antropologia/Ensaios/Estudos

Processo Civilizatório. 1958 . teoria da história, 10 mil anos de história.
As Américas e a Civilização . 1970 . reconstituição e explicação do processo de formação e desenvolvimento desigual dos povos americanos – 500 anos da história americana.
O Dilema da América Latina . 1971. novos esquemas das classes sociais, dos desempenhos políticos. Sobre a pressão hegemônica dos EUA.
Os Brasileiros – Teoria do Brasil. 1972 . resumo da teoria dos três primeiros livros. Teoria da cultura.
Os Índios e a Civilização .1970. integração das populações indígenas no Brasil moderno –


Estes cinco volumes de quase 2 mil páginas chamou de “meus estudos de antropologia da civilização”

O Povo Brasileiro” . A formação e o sentido do Brasil, de 1995 . os cinco volumes são completados com este, resultado de suas vivências, buscando uma resposta histórica, científica: por que o Brasil não deu certo? É o resultado e síntese de tudo o que já havia escrito. Teoriza sobre a formação étnica do povo brasileiro e sobre a estrutura social do país.


Kadiwéu . Ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza – 1950- Foi a 1ª tribo que ele trabalhou. No livro tem pranchas retratando a arte gráfica e plástica dos índios.
Configurações Histórico-Culturais dos Povos Americanos . 1971 . Livro que tem edições americana, cubana, uruguaia e brasileira.
Diários Índios . Os Urubus-Kaapor- Os diários são escritos na forma de uma longa carta de amor à primeira mulher de Darcy, Berta Ribeiro.
Sobre o óbvio . Ensaios Insólitos . 1979 . Balanço de sua vida intelectual.
Aos trancos e barrancos . Como o Brasil deu no que deu . 1985 . é um balanço crítico da história brasileira de 1900 a 1980.

Romances

Maíra . 1976 . Escrito enquanto Darcy estava exilado no Uruguai. Romance da dor e do gozo de ser índio, tendo como personagem principal Avá, uma espécie de índio-santo sofredor. Maíra – é um deus.
O Mulo . 1981 . começado nos Andes e terminado em Copacabana e Paris”. É um retrato romanesco da nossa classe dominante rústica. Gastadores de gente no trabalho, em sua fome insaciável de terras latifundiárias e em seu desejo e poder.
Utopia Selvagem . 1982 . é uma espécie de fábula brincalhona em que Darcy retrata o Brasil e a América Latina.
Migo . 1988 . O seu último romance: é uma espécie de retrato psicológico do intelectual e um mergulho na mineiridade - “é na verdade um romance confessional, em que me mostro e me escondo sem fanatismos autobiográficos”.
Noções de Coisas . 1995 . IIustrado por Ziraldo, é um livro antropológico para o público infanto-juvenil. Recebeu, em 1996, o Prêmio Malba Tahan de Melhor Livro Informativo, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Confissões . 1997 . Autobiografia : em tom confessional, mais que biográfico, Darcy Ribeiro recapitula cronologicamente sua vida e seus “fazimentos”.


Livros sobre Educação


Plano Orientador da Universidade de Brasília . 1962
A universidade necessária . 1969
Propuestas - Acerca de la Renovación . 1970
UnB – Invenção e descaminho . 1978.
Nossa escola é uma calamidade .
1984
Universidade do terceiro milênio . Plano Orientador da Universidade Estadual Norte Fluminense .1993
O Brasil como problema .1995


Referências

BOMENY, Helena. Darcy Ribeiro- Sociologia de um indisciplinado. Belo Horizonte: UFMG, 2001.

BRIZOLA, Leonel. Darcy Ribeiro, O Apóstolo da Educação. Disponível em http://www.pdt.org.br/personalidades/darcy.asp
Acesso em 30mai2007.

CUNHA, Alécio – E assim se passaram dez anos... Jornal Hoje em Dia- MG Disponível em http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%20Acesso%20em%2019mai2007

Educadores do Brasil, DVD.PMG Especial Dia do Mestre:Darcy Ribeiro e Paulo Freire. Central de Produções UFRGS.

FERRAZ, Isa Grinspum. O Povo Brasileiro, documentário. DVD Vídeo Produções, Fundar, GNT Superfilmes, TV Cultura. São Paulo, 2000.

GHIRALDELLI JR, Paulo. História da Educação Brasileira. São Paulo: Cortez, 2005.

MAURICIO, Lúcia Velloso. Darcy Ribeiro. In: Fávero, Maria de Lourdes de Albuquerque, Brito, Jader de Medeiros (Org). Dicionário de Educadores no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 1999. P 140-147.

MIDLIN, Betty. Um senador na aldeia indígena. Rev.Bras.Ci-Soc.vol 13 n.36 São Paulo. Feb1998. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php.%20Acesso%20em%2030mai2007.

PEREIRA, Fábio. Bibliografia básica de Darcy Ribeiro. Disponível em http://www.ensayistas.org/filosofos/brasil/ribeiro/biblio-de.htm%20Acesso%20em%2030mai2007.

RAMALHO, Priscilla- Darcy Ribeiro- Um Homem de “Fazimentos”. Disponível em http://www.novaescola.abril.com.br/ed/161
Acesso em 10mai2007.

RÉGIS, Márcia. O Povo Brasileiro, Darcy Ribeiro. TV Cultura: Alô Escola. Disponível em http://www.tvcultura.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/povobrasileiro/index.htm
Acesso em 18mai2007.

RIBEIRO,Darcy. O povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

RIBEIRO, Darcy. Confissões. 2ª edição. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

RODRIGUES, Daniel Dias; MAGALHÃES,Leopoldo Doray de; GONÇALVES, Mauro; SILVA, Rodrigo. Dossiê: Darcy Ribeiro. Disponível em
http://www.klepsidra.net/klepsidra4/darcy.html Acesso em 19mai2007.


UFRGS - Faculdade de Educação
Curso de Pedagogia
EDU 1030 - Pensadores da Educação no Brasil
Grupo: Graciette Lamas Esposito, Karen Schäffer, Salete de Oliveira, Verônica Sommer

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terça-feira, junho 12, 2007

Fernado Azevedo (1894-1974)

Filho de Francisco Eugênio de Azevedo e de Sara Lemos Almeida de Azevedo, cursou o ginasial no Colégio Anchieta, em Nova Friburgo. Durante cinco anos fez cursos especiais de letras clássicas, língua e literatura grega e latina, de poética e retórica; e, em seguida, cursou Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de São Paulo.

Desenvolveu a primeira e vasta pesquisa sobre a situação da educação em São Paulo. Foi integrante do movimento reformador da educação pública, da década de 20, que ganhou o país e foi impulsionado pela Associação Brasileira de Educação, fundada em 1924. Entre 1927 e 1930, promoveu ampla reforma educacional no Rio de Janeiro, capital da República, animada pela proposta de extensão do ensino a todas as crianças em idade escolar; articulação de todos os níveis e modalidades de ensino - primário, técnico profissional e normal; e adaptação da escola ao meio-urbano, rural e marítimo. Fundou a Biblioteca Pedagógica Brasileira e em 1932, redigiu e lançou, junto com outros 25 educadores e intelectuais, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Como diretor-geral, promulgou o Código de Educação do Estado de São Paulo (1934) e participou da fundação da Universidade de São Paulo. Visto como um intelectual de "centro", foi durante sua vida se transformando em um intelectual extremamente crítico quanto ao papel da escola, entendendo-a em 1954 como instrumento de manutenção do status quo. Morreu em São Paulo, em 1974.

Obras: Da educação física, seguido de Antinous Estudo de cultura atlética e a evolução do esporte no Brasil (1920); No tempo de Petrônio (1923); Ensaios (1924); Jardins de Salústio À margem da vida e dos livros, ensaios (1924); Páginas latinas, ensaios (1927); Máscaras e retratos Estudos críticos e literários sobre escritores e poetas do Brasil (1929); A reconstrução educacional no Brasil (1932); A educação na encruzilhada Problemas e discussões. Inquérito para O Estado de S. Paulo (1926); Novos caminhos e novos fins A nova política da educação no Brasil (1935); A educação e seus problemas, 2 vols. (1937); Princípios de sociologia, 8a ed. (1958); Sociologia educacional, 5a ed. (1958); Canaviais e engenhos na vida política do Brasil Ensaio sociológico sobre o elemento político na civilização do açúcar (1948); Um trem corre para o oeste Estudo sobre a Noroeste do Brasil e seu papel no sistema de viação nacional, 2a ed. (1958); A cultura brasileira, 3 vols. (1943); Na batalha do humanismo Aspirações, problemas e perspectivas, 2a ed. (1958); A educação entre dois mundos Problemas, perspectivas e orientações (1958); Figuras do meu convívio, ensaios (1961); A cidade e o campo na civilização industrial e Outros ensaios (1962); História da minha vida, memórias (1971).

(1988) Pascoal Lemme falando sobre a reforma de Fernando Azevedo...

As escolas, antes, eram uma rotina: ler, escrever, contar e pouco mais. A nova concepção, que chegou a ser chamada de "revolução copernicana" da educação, não foi inventada no Brasil, veio de uma corrente européia e da América do Norte. Basicamente, ao invés de o ensino ser ditado pelas idéias do professor ("o professor disse e não se discute"), passou-se a prestar atenção à psicologia da criança. Foi-se descobrindo que os indivíduos, em seu desenvolvimento biológico e psicológico, tinham interesses diferentes. As professoras eram levadas a estudar a psicologia da criança, que deixava de ser considerada um adulto em miniatura. Procurava-se então ensinar a matemática, a linguagem e os outros conhecimentos partindo daquilo que a criança podia compreender.
Com a Revolução de 1930, iniciou-se a degradação dos marcos conquistados pela reforma Fernando de Azevedo, inspirada por uma filosofia democrática e progressista. Então, dois anos depois, pareceu aos nossos melhores líderes educacionais, homens de ciência e intelectuais, congregados na ABE, que era preciso divulgar um documento que marcasse, com o peso de sua autoridade, as normas fundamentais que deveriam reger a educação nacional para que ela fosse pública, leiga, obrigatória, gratuita, ativa e progressista.
O "Manifesto dos Pioneiros" exerceu influência fundamental nas campanhas que precederam a redação das Constituições de 1934 e 1946.A repetição, segundo a velha e sábia pedagogia, é o método mais eficaz na aprendizagem. É preciso não esquecer nunca o preceito básico de que somente numa sociedade verdadeiramente democrática será possível o florescimento de uma escola democrática e popular, uma escola que satisfaça a todas as legítimas aspirações do povo e de seus professores e educadores.

Fernando de Azevedo acreditava na força predominante das idéias como fator de mudança social.

Por Marinêz Roduite e Michele Goytacaz

domingo, junho 10, 2007

Paschoal Lemme

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Cibele Menezes; Juliana Sombrio

quinta-feira, junho 07, 2007

Anísio Teixeira

ANÍSIO TEIXEIRA
C R O N O L O G I A

1900- Anísio Spínola Teixeira nasce em Caetité, no sertão da Bahia, no dia 12 de julho, filho de Deocleciano Pires Teixeira e de Ánna Spínola Teixeira.
1912- Matriculado no Instituto São Luiz Gonzaga, colégio jesuíta, em Caetité, onde inicia o ginásio.
1914- Transferido para o Colégio Antônio Vieira, também jesuíta, em Salvador.
1922- Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro.
1924- Nomeado em 9 de abril para o cargo de inspetor-geral do ensino na Bahia, a convite do governador Francisco Marques de Góes Calmon.
1925- Parte para a Europa, em viagem de observação educacional à França e à Bélgica, em companhia do arcebispo-primaz da Bahia, dom Augusto Álvaro da Silva.
1927- Viaja aos Estados Unidos para estudos sobre organização escolar e entra em contato com as idéias do filósofo John Dewey.
1928- Demite-se do cargo de inspetor-geral do ensino por incompatibilidade com o novo governador baiano, Vital Henrique Batista Soares. É nomeado docente da Escola Normal de Salvador para lecionar filosofia e história da educação. Viaja novamente aos Estados Unidos. Publica Aspectos americanos da educação, em que analisa o funcionamento das instituições de ensino norte-americanas e as idéias de John Dewey.
1929- Obtém o título de Master of Arts após freqüentar como bolsista, durante dez meses, o Teachers College da Universidade de Columbia. Retorna ao Brasil.
1930- Elabora novos programas para as disciplinas das escolas primárias e fundamentais da Bahia. Passa a lecionar filosofia da educação na Escola Nacional de Educação de Salvador. Escreve o artigo "Por que Escola Nova?" No cenário político, eclode em 3 de outubro a revolução no Rio Grande do Sul, em Minas e nos estados do Nordeste. Em 24 de outubro, Washington Luís é deposto da presidência da República, e em 3 de novembro Getúlio Vargas é empossado na chefia do Governo Provisório.
1931- A convite de Pedro Ernesto Batista, então interventor no Distrito Federal, é nomeado diretor-geral de Instrução Pública no Rio de Janeiro. Integra uma comissão do Ministério da Educação e Saúde, criado pelo novo governo, na qual é responsável pelo estudo da reorganização do ensino secundário nacional.
1932- Em março, cria no Rio de Janeiro o Instituto de Educação, integrando à antiga Escola Normal, em um único estabelecimento, um jardim de infância e os cursos primário e secundário. Torna-se professor de filosofia da educação desta instituição e assume a presidência da Associação Brasileira de Educação. É um dos signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Publica Educação progressiva: uma introdução à filosofia da educação. Casa-se com Emília Telles Ferreira, com quem terá quatro filhos.
1933- Nomeado diretor do recém criado Departamento de Educação do Distrito Federal.
1934- Publica Em marcha para a democracia.
1935- Indicado secretário-geral de Educação e Cultura da capital federal, é responsável pela criação da Universidade do Distrito Federal. Após a revolta comunista de novembro e a prisão do prefeito Pedro Ernesto, sob a acusação de envolvimento com a Aliança Nacional Libertadora (ANL), é destituído de suas funções, em 1 de dezembro.
1936- Publica Educação para a democracia: introdução à administração escolar.
1937/1945- Durante a ditadura do Estado Novo, afasta-se das atividades educacionais. Dedica-se à exploração e à exportação de manganês, calcário e cimento, à comercialização de automóveis e à tradução de livros para a Companhia Editora Nacional.
1938- Extinção da Universidade do Distrito Federal.
1945- Em 2 de dezembro realizam-se eleições para a presidência da República e para a Assembléia Nacional Constituinte.
1946- Deixa a Bahia ao tornar-se conselheiro de educação superior da recém criada Unesco, órgão das Nações Unidas voltado para educação, ciência e cultura, passando a residir inicialmente em Londres e depois em Paris.
1947- Assume a Secretaria de Educação e Saúde, da Bahia, no governo de Otávio Mangabeira.
1950- Inaugurado em outubro, segundo projeto de sua autoria, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, conhecido como Escola Parque, no bairro popular da Liberdade, em Salvador.
1951- Nomeado secretário-geral da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundada em 11 de julho. Diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP).
1955- Como diretor do INEP cria o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais.
1956- Publica A educação e a crise brasileira.
1957 - Publica Educação não é privilégio.
1961- Participa da discussão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Criação da Universidade de Brasília (UnB), projeto do qual foi um dos idealizadores.
1962- Nomeado membro do Conselho Federal de Educação.
1963- Ocupa a presidência da Comissão Nacional do Ensino Primário. Assume interinamente a reitoria da Universidade de Brasília (UnB), substituindo Darcy Ribeiro.
1964- Após a deposição do presidente João Goulart por um golpe militar no dia 31 de março, é incluído no processo instaurado para a apuração de irregularidades administrativas na UnB. Aposentado compulsoriamente, viaja para os Estados Unidos a convite da Universidade de Columbia para integrar seu corpo docente na qualidade de visiting scholar.
1965- É convidado a lecionar na Universidade de Nova York.
1966- Ministra aulas na Universidade da Califórnia. Retoma ao Brasil e torna-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.
1967- Publica Educação é um direito.
1969- Publica Educação no Brasil e Educação e o mundo moderno.
1970- Recebe o título de professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
1971- Em 11 de março aparece morto no poço do elevador do edifício em que residia seu amigo Aurélio Buarque de Holanda, no Rio de Janeiro, a quem iria visitar, para obter apoio à sua candidatura à Academia Brasileira de Letras.

Dentre as sua obras, destacam-se:

· Aspectos americanos de educação. Salvador. Tip. De São Francisco, 1928, 166 p.
· A educação e a crise brasileira. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1956, 355 p.
· Educação é um direito. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996, 221 p.
· Educação e o mundo moderno. 2* ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1977, 245 p.
· Educação e universidade. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998, 187 p.
· Educação no Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional 1969, 385 p.
· Educação não é privilégio. 5a. ed. Rio de Janeiro. - Editora UFRJ, 1994, 250 p.
· Educação para a democracia: introdução à administração educacional. 2a. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997, 263 p.
· Educação progressiva: uma introdução à filosofia da educação. 2a. ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1934, 210 p.
· Em marcha para a democracia: à margem dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, s.d., 195 p.
· Ensino superior no Brasil: análise e interpretação de sua evolução até 1969. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1989, 186 p.
· Pequena introdução à filosofia da educação: a escola progressiva ou a transformação da escola Y ed. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1968, 150 p.
· TEIXEIRA, Anísio e ROCHA E SILVA, Maurício. Diálogo sobre a lógica do conhecimento. São Paulo: Edart Editora, 116 p.


Onde Pesquisar?

• Biblioteca Virtual Anísio Teixeira
http://www.prossiga.br/anisioteixeira/index.html
• Fundação Getúlio Vargas/CPDOC
http://www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/
• Instituto Anísio Teixeira - IAT
• MEC/ INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
http://www.inep.gov.br
• USP/IEB - Instituto de Estudos Brasileiros
• UFRJ/ Centro de Filosofia e Ciências Humanas/ PROEDES
http://www.cfch.ufrj.br/proedes/proedes.html
• Universidade de Brasília/CEDOC
http://www.unb.br
• Centro de Referência Educacionalhttp://www.centrorefeducacional.com.br/anisioteixer.htm
Postada por Ana Carolina, Maiara e Patricia Martins

quarta-feira, junho 06, 2007


JOSÉ DE ANCHIETA
- Linha do Tempo
1534 – Aos 19 dias do mês de março, nas Ilhas Canárias, nasceu José de Anchieta.
1548 – Aos 14 anos foi enviado ao Colégio das artes, anexo a universidade de Coimbra.
1551 – Torna-se noviço na Companhia de Jesus.
1553 – Como estava doente, foi aconselhado a mudar-se para o Brasil
(passou brevemente pela Bahia e instalou-se em São Vicente).
1554 – Participou da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga. Neste colégio
Anchieta foi o único mestre.
1563 – 1a. publicação de uma obra anchietana “Os Feitos de Mem de Sá”.
1565 – Participou da fundação da cidade do Rio de Janeiro.
1566 – Foi elevado ao sacerdócio e passou a exercer o superiorato.
1595 – Publicação da “Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil”.
(gramática da língua Tupi).
1597 – Aos 9 dias do mês de junho, na Capitania de Espírito santo, morre José de Anchieta.
1980 – Anchieta foi beatificado pelo papa João Paulo II.
Obras
Chegando ao Brasil pela Cia de Jesus, Anchieta desenvolveu o trabalho de evangelização, o ensino do latim, o aprendizado e a uniformização da língua indígena. Compôs textos em quatro línguas: português, castelhano, latim e tupi.
Autos:
Tinham a intenção pedagógica e moral, eram destinados principalmente à catequização do índio. O teatro era uma forma de aproximar mais o indígena (que já era mais sensível à dança, à música, e a mistura de personagens) da cultura cristã. Além de assistirem, os índios também participavam das encenações . Seus textos permanecem ainda presos à tradição poética medieval. Os principais autos são: Na Festa de São Lourenço,Na Festa de Natal, Auto da Pregação Universal e Na Visitação de Santa Isabel.
Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil:
“Primeira
gramática brasileira, contendo os fundamentos da língua tupi, aparecida em Coimbra, 1595, É o livro iniciador dos estudos linguísticos na América portuguesa e a primeira gramática de uma língua indígena".
Outras:
Os feitos de Mem de Sá (epopéia renascentista, primeiro poema épico da América e primeiro poema brasileiro impresso. Retrata a expulsão dos franceses do Brasil chefiada por Mem de Sá)
Poema à Virgem (poesias em verso medieval)
Anchieta também escreveu inúmeras cartas, informações e sermões que se tornaram registros importantes para a história da colonização do Brasil.

Disciplina: Pensadores da Educação no Brasil
Postado por: Cláudia, Josiane e Taís






Infância Indígena

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