Tridisciplina

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quinta-feira, junho 30, 2005

Postar no blogger para as gurias que fizeram trabalho sobre homem na educação infantil. Obrigada, Simone

Convidamos a participar do seminário "Dos muitos modos de pesquisar a masculinidade"
Agradecemos a divulgação entre seus alunos, colegas e outros interessados no tema.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Semestre 2005/I
Disciplina: Masculinidade, masculinidades: das muitas formas de ser homem.
Prof. Dr. Fernando Seffner
Seminário de Apresentação de Trabalhos de Pesquisa
Dos muitos modos de pesquisar a Masculinidade
Dias 06/07 e 13/07
Quartas feiras
Horário: das 8:30 as 11:30
Local: Sala 703 – Faculdade de Educação
Dia 6 de junho - A masculinidade em diferentes ambientes
* CORPOS NA ARENA - UM OLHAR ETNOGRÁFICO SOBRE A PRÁTICA DAS ARTES MARCIAIS COMBINADAS – Cláudio Nunes.
* NA “MEDIDA CERTA”: REPRESENTAÇÕES MASCULINAS E A CONSTRUÇÃO DO HOMEM METROSSEXUAL – Paula Sandrine Machado.
* AMBIGÜIDADE SEXUAL: OS DILEMAS, AS SOLUÇÕES – Carlos Roberto Heredia Antunes.
* PERCEPÇÕES DE MASCULINIDADE: OS HOMENS E O CONTEXTO POLICIAL MILITAR – Adriane Peixoto Câmara.
Dia 13 de junho – Masculinidades no ambiente escolar
* “UM GURI BONITO DESSES TEM MAIS É QUE SE CASAR”: A CONSTRUÇÃO DAS IDENTIDADES MASCULINAS NA FALA-EM-INTERAÇÃO – Alexandre do Nascimento Almeida.
* PATERNIDADE(S) NO “MUNDO” DA LITERATURA INFANTO-JUVENIL – Ana Paula Sefton.
* QUAL O LUGAR DO PAI NO PROGRAMA BOLSA-ESCOLA? – Carin Klein.
* SUJEITOS INFANTIS MASCULINOS: HOMENS POR VIR? – Alexandre Toaldo Bello.

quarta-feira, junho 29, 2005

?Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade?. Paulo Freire
Então... o que vocês pensam sobre a nossa responsabilidade social? Continuaremos assim? Espero que este pensamento "sacuda" um pouco todos nós...
Cristina Fenalti

Olá turma!!! Sei que ando um pouco ausente das aulas. Infelizmente só pude assistir à apresentação de dois trabalhos. Mas gostaria de parabenizar os dois grupos: Educação Infantil: Tarefa de Mulheres e o outro sobre Inclusão Escolar. Gostaria de relatar minha experiência. Na brincadeira do grupo de Inclusão Escolar, fui a criança cega e pude sentir a dificuldade que elas devem ter para realizar as tarefas do dia a dia. Na brincadeira, algumas colegas me ajudaram, sem elas não conseguiria andar e poderia ter me machucado. Mas como a brincadeira não tinha a finalidade de excluir, sem aquela intenção de "vence o mais rápido, ou vence o mais esperto", e sim, pelo contrário incluir, vi o quanto já fiz e participei de atividades que tinham por finalidade a exclusão. Esta não é uma tarefa fácil e espero que não sejamos educadores mantenedores deste tipo de atitude. Adorei a forma como foi conduzida a apresentação do trabalho sobre Educação Infantil como tarefa para mulheres. Nos deparamos todo dia com este tipo de pensamento que as gurias constataram na entrevista. É triste pensar que as pessoas continuam com preconceitos que chamaria de "primitivos"??? com relação a profissões masculinas e profissões femininas. Um grande abraço para todos...Cristina Fenalti

terça-feira, junho 28, 2005

Sobre a Prova de História da Educação

O exercício que José César e Ester fizeram na apresentação do trabalho foi uma prova? O que pensam a respeito?
Simone

Mais comentários sobre os trabalhos...

Para a pesquisa:"O professor como detentor do saber"
Gurias, gostei e me identifiquei muito com o trabalho de vocês, por tratar de um assunto que é do meu interesse...
Também quero partilhar uma questão que me faço e sobre a qual tenho refletido, e que talvez possa ajudar vocês:
Como nós, alunas de um curso de Pedagogia e futuras professoras, nos sentimos diante de nossas professoras e professores? Também nós, não atribuímos a elas e eles o domínio sobre todo o saber?
Beijinhos, Cátia

Para as gurias que pesquisam sobre a Escola Rural

Achei muito interessante o trabalho de vocês, mas para mim ficar duas questões, que coloco aqui, pois acredito que podem ajudar vocês na produção do artigo:
* Como podemos definir Escola Rural, isto é, o que é uma Escola Rural?
* Será que a escola, às vezes, não acaba fazendo com que os alunos abandonem o campo, provocando o êxodo rural?
Volto a falar que achei muito importante o trabalho de vocês, visto que ele nos permite ampliar os conceitos que temos e fazemos da Escola Rural.
Beijinhos, Cátia

segunda-feira, junho 27, 2005

Comentário sobre o trabalho: "O professor como detentor do saber"

Achamos muito interessante o tema e a maneira como foi conduzida a apresentação do trabalho.
Quando nos reunímos para refletir sobre a apresentação delas, lembrando dos desenhos das crianças, nos surgiu a questão: será que as aulas não eram como as crianças desenharam, e no dia da observação, a professora mudou a sistemática da aula?
Então, procuramos a Lili, uma das representantes do grupo que apresentou o trabalho e que é professora na escola, para esclarecer essa questão. Ela nos contou que a professora conduz suas aulas realmente como no dia da observação.
Vimos então, como ficam marcadas as impressões anteriores de escola nas crianças, e por mais que a atual professora se esforce para mudar esse conceito tradicional, as primeiras práticas pedagógicas com as quais tiveram contato permanecem presentes.
Tudo isso nos faz refletir sobre a importância de uma atuação docente preocupada e comprometida em quebrar esses padões que estão fortemente enraizados em nossa estrutura educacional, do professor como detentor do saber.

Bruna, Daisy e Simone

Modernização da Escola Rural

Acreditamos que o trabalho das colegas Sandra e Greice foi extremamente importante, pois esclareceu a nossa visão da escola rural porque também imaginávamos que ela fosse uma escola mais precária e afastada das tecnologias que vimos nas escolas urbanas.
Notamos que este mito está presente no olhar de quem nunca teve contado com esse meio. Achamos importante salientar o fato da escola preocupar-se em não ter um currículo distanciado do cotidiano de seus alunos, valorizando suas vivências e experiências.
Para nós fica somente a pergunta se sempre a experiência de nucleação é válida, pois pelo relato da secretária de educação de Glorinha as escolas que entraram nesse processo progrediram bastante. Contudo, sabemos através de outros relatos, como o famoso acidente de Erechim, que esse processo gera outros transtornos, como o fato das crianças terem que acordar muito mais cedo para chegar a escola e terem que se sujeitar, muitas vezes, a viajar todos os dias para terem aula.

Autoria: Fernanda Müller, Karine Goettert e Liliane Gerhardt.

sábado, junho 25, 2005

Sobre "Educação Infantil: Tarefa de Mulheres?"

Meninas Gostei Muito do Trabalho de vocês! Bruna, Daisy e Simone estão de parabens, mas com relação a pesquisa de vocês, vou encaixar um pouco do trabalho do meu grupo "Educação Indigena", na escola guarani que visitamos, quem dava aula é um professor, e admito que de inicio não achei nada de anormal nisso, somente depois de assistir a pesquisa de vocês que me dei conta deste fato! A pesquisa de vocês me fez perguntar para alguns amigos meus sobre o q eles achavam de homens assumindo a educação infantil, e tive respostas muito supreendentes: "educação infantil há uma grande identificação entre a prof. e a personalidade materna", "Não vejo problema algum", "Isso é muito importante na formação das crianças pq as elas vão ter contato também com a figura masculina, visto que a educação infantil normalmente é assumida por mulheres." mas algumas um tanto deprimentes como: "profs. homossexuais tem forte potencial para influenciar os alunos", todas estas respostas foram dadas por alunos de diferentes cursos da UFGRS, a idade destes alunos varia de 20 a 23 anos!
Volto a dar os parabens para as meninas e aproveito pra elogiar a voz de criança da Simone que ficou super legal hehehehe !!!
Daiane Gewehr

sexta-feira, junho 24, 2005

Sobre os indígenas

Achei muito interessante o trabalho do grupo da Daiane (vamos chamar assim já que, das apresentadoras, ela foi um pouco mais verborrágica). Mas para se fazer justiça há que se elogiar a Fernanda, que puxou o coro indígena no ritual que deu início à apresentação do trabalho. Muito legal aquilo. Um legítimo programa de índio, na melhor acepção do termo. Foi bom sentar no chão e tomar mate enquanto assistíamos aos slides (mais uma vez, desculpas à Marlene por tê-la ignorado na roda de chimarrão). Estas aulas de sociologia da educação já fugiam do convencional desde antes, mas com estas dinâmicas (modéstia à parte a do meu grupo também estava muito boa), a coisa tem ficado muito mais excitante.

É humanamente reconfortante saber que as populações indígenas estão crescendo. Alivia um pouco a desagradável sensação de fazer parte de uma raça que vem dizimando e impondo cultura aos legítimos habitantes destas terras. Meu avô, por parte de pai, e minha avó, por parte de mãe, são descendentes de índios do RS (os chamados bugres), mas é provável que nem eles próprios conheçam a riqueza da cultura de seus antepassados, tão integrados estão ao estilo de vida capitalista do homem branco.

Penso que se deve tentar conciliar o que há de bom em todas as culturas e, acima de tudo, respeitá-las. Assim como no trabalho desenvolvido pelo meu grupo, pode-se perceber, no trabalho sobre os índios, que a melhor maneira de se evitar injustiças é praticando diariamente o exercício do respeito e da tolerância. Já fazemos isso nas relações com a família, com os parceiros amorosos, com os colegas de estudo e de trabalho. Estender isso às relações entre culturas, etnias e diferentes grupos sociais nada mais é do que um exercício de solidariedade e humanismo.

Isso nem sempre é fácil. Às vezes fazemos coisas equivocadas com a melhor das boas intenções. Quero relatar um caso que se passou comigo durante o último Fórum Social Mundial. Eu trabalho com diagramação e ilustração e estava produzindo diversos materiais para um pessoal da Economia Solidária. A idéia era criar uma moeda paralela que circulasse dentro do Fórum, durante os cinco dias do evento. Isso foi feito. Eu desenhei quatro cédulas ( de 0,50, 1, 2 e 5) que se chamaram TXAI. Desenvolvemos diversos materiais de divulgação em cima desta proposta. TXAI é um termo da tribo Kaxinauá (talvez esta grafia esteja incorreta) e significa: amigo; metade preciosa de mim; metade de mim em você. Realmente tem uma significação muito bonita. Tudo parecia estar muito bem e encarávamos o uso desta palavra como uma espécie de homenagem, tributo à poesia do significado das palavras indígenas. Mas no meio da coisa toda apareceram diversos representantes dos índios e, de maneira bastante veemente, protestaram contra o uso de uma palavra de sua cultura para dar nome a uma moeda do homem branco, ainda que no contexto político do Fórum Social Mundial. Alegaram principalmente que deveriam ter sido consultados sobre isso.

Depois nos pareceu perfeitamente justa a reivindicação, mas antes não nos ocorrera que isso pudesse ter alguma gravidade. Acho que isso mostra, em menor escala, como fazemos apropriações à força das coisas que nos interessam nas culturas que oprimimos. O respeito é, antes de mais nada, a necessiade de considerar a importância das coisas pela ótica dos outros, não da nossa que pouco ou nada sabemos do seu universo.

Mario Telmo G. do Amaral

quarta-feira, junho 22, 2005

Fotos das apresentações

Pessoal!!!!
Colocamos aqui uma foto representando cada coletivo apresentado. Quem quiser ver mais, basta clicar nas fotos que poderá ver todas as fotos das duas primeiras apresentações ampliadas...
1ColetivoImage1

terça-feira, junho 21, 2005

PROFAS CARMEN E SIMONE

ALGUMA NOTÍCIA DO PROFESSOR FERNANDO E SEU TÃO PROCURADO LIVRO???
GRANDE BEIJO
SI E GRUPO

21/06

Relato do dia 21/06/2005

INCLUSÃO ESCOLAR


GRUPO: ANGÉLICA, DÉBORA, LÚCIA MARLENE E TELMO.


Alguns Conceitos:


Escola regular: um espaço onde se procura resgatar sua função social de promover apropriação e produção do conhecimento.

Escola especial: destinada a alunos com alguma deficiência ou condutas típicas. O trabalho é desenvolvido por profissionais qualificados.

Escola inclusiva: (é uma escola regular com inclusão de Portadores de Necessidades Especiais). Aquela que abre espaço para todas as crianças, abrangendo aquelas com necessidades especiais.

Aluno com NEE (Necessidades Escolares Especiais): aquele que apresenta necessidades próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade.


O grupo iniciou com uma dinâmica: a dança da cadeira, mas com algumas adaptações. Havia uma ?surda?, uma ?cega? e um ?portador de deficiência física?. Tiravam as cadeiras, mas ficavam as pessoas. O nome da dinâmica era a Dança da Inclusão.

Portador de deficiência segundo o grupo seria aquele que apresenta necessidades próprias e diferenças dos demais. Essa denominação é uma forma de preconceito. Foi dado o exemplo do filme: Meu pé esquerdo, sobre um jovem que não tinha os braços e, por isso, pintava com os pés, para dar exemplo de que mesmo que o aluno seja diferente devemos tirar dele o máximo de seu potencial.

Ouvimos uma entrevista na escola regular Dom Pedro I, que tem uma classe de ensino especial inclusiva. Vou falar agora sobre um trecho que achei interessante. A diretora disse que os alunos que são encaminhados pela Secretaria de Educação e alunos com Necessidades especiais ficam na classe especial durante o tempo que for preciso. Quando ?acham? que eles estão ?prontos?, preparam os professores do ensino regular para mandar o aluno. Geralmente esse vai para a primeira série.

O grupo viu a opinião de Cássio (primo da Débora), portador de Síndrome de Down. Ele tem 21 anos e está na quinta série. Este diz que a escola é ?irritável?. Portanto, só se pode concluir que, o problema não é o Portador de Necessidades Especiais, mas sim o preconceito da sociedade para com eles.

Para encerrar, foram distribuídas pelo grupo frases, para serem lidas e comentadas pela turma. Deixo agora uma delas para que possamos refletir um pouco:


?Na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças?. Maria Teresa Mantoan ? Revista Nova Escola.

Luana Barth

segunda-feira, junho 20, 2005

Apresentações!!

Gurias que estão pesquisando sobre a Educação Indígena teremos a nossa disponibilização o micro e o projetor para a aula de sexta-feira.

domingo, junho 19, 2005

Oi pessoal, gostaria de deixar um comentário sobre o cartaz encontrado pelas colegas na FACED. Realmente ele só demostra que mesmo após um grande avanço em vários setores com o advento da modernidade, e uma suposta abertura das "mentes" das pessoas, continua prevalecendo o mito do professor como uma atividade exclusiva, ou quase exclusiva, para mulheres. No que se refere a educação infantil, esse fato é ainda mais marcante, creio que por toda o contexto de cuidado, relação de afetividade, desvinculação da mãe (cuidador) essa tarefa esteja mais vinculada ao gênero feminino. Aliás, pude acompanhar de perto a peregrinação das colegas em busca de um professor de educação infantil.
Espero que eu possa ter ajudado um pouquinho para a pesquisa de vocês.
Karine Goettert

sexta-feira, junho 17, 2005

Educação Infantil como tarefa exclusiva de mulheres

Colega!
Encontramos esse cartaz na Faced! Gostaríamos de saber o que pensas a respeito dos critérios adotados para seleção.
A tua opinião é fundamental para a construção da nossa pesquisa.
Para melhor visualização do cartaz clique no link (estágio), abaixo da figura.
Valeu!!!
Bruna, Daisy e Simone.

terça-feira, junho 14, 2005

Para quem gosta de boas imagens...

Recomendo alguns endereços:
Refugiados
Nações Unidas e refugiados
As fotos de Sebastião Salgado são importantes para lermos o mundo não olhando apenas para nosso próprio umbigo.
Podemos pesquisar/consultar também no Dicionário visual que abre espaços para outros links de imagens e congêneres, na rede. Esta última é uma dica da Suzana, esta internauta e blogeira que vive no mundo e por vezes nos dá visibilidade, tal como fez na semana anterior no Jornal do Brasil on line.
AGORA, para quem gosta de escrever, podemos começar a ler estas imagens e traduzí-las em texto.
Vamos fazer juntas e juntos?
Fica o convite. Para alguns, convocação!
Até mais

segunda-feira, junho 13, 2005

DIÁRIO DO DIA 13/06/2005

A professora Simone chegou atrasada, o que já esta virando rotina. A aula iniciou com os comentários dos grupos sobre a saída de campo. Foi colocado que não é necessário a entrega de um trabalho, mas sim do fichamento dos livros. Os comentários e a teorização entram no artigo individual.
Depois, começamos a ler alguns trechos do texto: O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, do qual achei importante ressaltar alguns tópicos relevantes para mim:
É impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo intensivo das forças culturais e o desenvolvimento das aptidões à invenção e à iniciativa que são fatores fundamentais do acréscimo de riqueza de uma sociedade;
O educador, como o sociólogo, tem necessidade de uma cultura múltipla e bem diversa;
A educação que se resume numa forma social, não pode realizar-se senão pela ação extensa e intensiva da escola sobre o indivíduo e deste sobre si mesmo nem produzir-se, senão por uma evolução contínua, favorecida e estimulada por todas as forças organizadas de cultura e de educação.
Toda a educação varia sempre em função de uma ?concepção de vida?, refletindo, em cada época, a filosofia predominante que é determinada pela estrutura da sociedade.
O fim da educação não é, como observou Davy, ?desenvolver de maneira anárquica as tendências dominantes do educando; se o mestre intervem para transformar, isto implica nele a representação de um certo ideal à imagem do qual se esforça para modelar os jovens espíritos?;
O trabalho que foi sempre a maior escola de formação da personalidade moral, não apenas é o método que realiza o acréscimo da produção social, é o único método susceptível de fazer homens cultivados e úteis sob todos os aspectos;
A doutrina da educação, que se apóia no respeito da personalidade humana, considerada não mais como meio, mas como fim em si mesmo, não poderia ser acusada de tentar, com a escola do trabalho, fazer do homem uma máquina, um instrumento exclusivamente apropriado a ganhar salário e a produzir um resultado material num tempo dado;
A educação que é uma das funções de que a família se vem despojando passou a se incorporar definitivamente entre as funções essenciais e primordiais do Estado;
A escola única seria uma escola acessível, em todos os seus graus, aos cidadãos a quem a estrutura social do país mantém condições de inferioridade econômica;
A laicidade, gratuitidade, obrigatoriedade e co-educação são outros tantos princípios em que assenta a escola unificada. A laicidade coloca o ambiente escolar acima de crenças e disputas religiosas, respeitando a integridade da personalidade em formação. A gratuidade torna a educação acessível não à minoria, por um privilégio econômico, mas a todos os cidadãos que tenham vontade e estejam em condições de recebe-la. A obrigatoriedade deve estender?se progressivamente até uma idade conciliável com o trabalho produtor, isto é, até aos 18 anos. A escola unificada não permite ainda, entre alunos de um ou outro sexo outras separações que não sejam as que aconselham as suas aptidões psicológicas e profissionais, estabelecendo em todas as instituições ?a educação em comum? ou co-educação;
A educação se propõe a desenvolver ao máximo a capacidade vital do ser humano, deve ser considerada ?uma só? a função educacional, cujos diferentes graus estão destinados a servir às diferentes fases do crescimento;
A educação pública é subordinada ao Estado. Por isso, há a necessidade de uma ampla autonomia técnica, administrativa e econômica, com que os técnicos e educadores, que tem a responsabilidade, devem ter acesso à direção e administração da função educacional e os meios materiais para poderem realiza-las;
A organização da educação brasileira não implica um centralismo, ao qual se opõem as condições geográficas do país e a necessidade de adaptação crescente da escola aos interesses e às exigências regionais;
A educação nova não considera a função educacional como uma função de acréscimo, segundo o qual o educando é ?modelado exteriormente? (escola tradicional), mas uma função complexa de ações e reações em que o espírito cresce de ?dentro para fora?, substitui o mecanismo pela vida (atividade funcional) e transfere para a crença e para o respeito de sua personalidade o eixo da escola e centro de gravidade do problema da educação;
O plano de reconstrução educacional é caracterizado pela falta de continuidade e articulação do ensino, em seus diversos graus, como se não fossem etapas de um mesmo processo, e cada um dos quais deve ter seu ?fim particular?, próprio, dentro da ?unidade do fim geral da educação? e dos princípios e métodos comuns a todos os graus e instituições educativas;
A educação superior que tem estado, no Brasil, exclusivamente a serviço das profissões ?liberais? (engenharia, medicina e direito), não pode se construir à altura de uma educação universitária, sem alargar para horizontes científicos e culturais;
O novo conceito de educação repele as elites formadas artificialmente ?por diferenciação econômica? ou sob elemento necessário para fazer parte delas. As universidades são destinadas para desenvolver um papel cada vez mais importante na formação das elites;
O professorado faz parte dessa elite. A maior parte dos professores é recrutada sem qualquer preparação profissional, sua preparação geral se dá no ensino secundários, mas devem formar seu espírito pedagógico nos cursos universitários, faculdades ou escolas normais;
A educação não se faz somente pela escola. A escola é uma instituição social, limitada na sua ação educativa, pela pluralidade e diversidade;
Toda a profunda renovação dos princípios que orientam a marcha dos povos precisa acompanhar-se de fundas transformações no regime educacional: as únicas revoluções fecundas são as que se fazem ou se consolidam pela educação, e é só pela educação que a doutrina democrática poderá transformar-se numa fonte de esforço.

Luana Barth Gomes

sexta-feira, junho 10, 2005

Só uma pergunta...

Quais grupos vão apresentar em quais dias?
Cátia

quarta-feira, junho 08, 2005

Erros que desenvolvem a solidariedade entre as pessoas...

As maiores interessadas já estão sabendo, mas quero aqui contar para todos que cometi um erro grave aqui! Aqueles que estão por dentro das pesquisas que estão sendo desenvolvidas em nossa turma e do blogger, talvez tenham notado que o meu post anterior não era para o grupo que já falou do seu tema de pesquisa no Blogger. Ocorreu um curto-cirqüito em meu cérebro e acabei juntando dois grupos, que afinal nem é tão separado assim... Fato interessante é que me dei conta um pouco tarde e não tive tempo de corrigir meu erro, no blog, antes que ele trouxessse algumas conseqüencias... Hoje, pela manhã, ao ver uma das gurias do grupo para quem realmente devia ser destinado o post avisei o meu engano e passei para ela a informação... aí que entra a solidariedade, pois um grupo acabou ajudando o outro a encontrar a tese indicada...
Por enquanto é isso...
Beijinhos, Cátia

terça-feira, junho 07, 2005

Especialmente para o grupo que já se manifestou no blogger...

Conforme orientação da Profª Carmen, passo a indicação de outra bibliografia que pode ajudar no trabalho de vocês: Correa, Lisete Bertotto. A exclusão branda do homossexual no ambiente escolar. 2003. Tem dois exemplares disponí?veis na biblioteca e vocês podem consultar também a versão on-line em:
http://www.biblioteca.ufrgs.br/bibliotecadigital/2003-1/tese-edu-0391059.pdf.
Espero que lhes seja útil. Beijinhos, Cátia.

Obs. Onde andam os demais grupos???? Alguém tem notí?cias deles???

segunda-feira, junho 06, 2005

Últimas notícias!!!!

Conforme foi combinado (alguns já devem estar sabendo) aqui segue o cronograma para as próximas aulas:
08/06 - quarta-feira - Aula não presencial: disponibilizada para a pesquisa.
As apresentações dos coletivos de pesquisa estão previstas para os dias:
20/06 - segunda-feira: aula de História
21/06 - terça-feira: aula de Sociologia
22/06 - quarta-feira: aula de História, no auditório da Central de Produções, 8° andar.
* precisamos agendar os grupos para cada um dos dias, por isso peço que os grupos manifestem suas preferências de datas, para que possamos fazer o cronograma das apresentações.
O grupo da Cristina, Fernanda, Karine e Liliane, já marcou sua apresentação para o dia 22/06, e pelo total de grupos cada dia deve ter 2 ou 3 apresentações.
O artigo individual da pesquisa deve ser entrege nos dias 11 e 12 de julho.
Qualquer dúvida é só entrar em contato...
Beijinhos, Cátia

domingo, junho 05, 2005

Ainda sobre Trabalho Infantil

Se tem uma coisa que me intriga neste assunto é: -o que é realmente considerado trabalho infantil? Em que circunstâncias (físicas, morais, emocionais, classe social...)a atividade realizada por uma criança ou adolescente é considerada trabalho,exploração...? Crianças e adolescentes, menores de 14 anos, que atuam como atores em novelas e que são submetidas a horas de gravações, com cenas "pesadas" emocional e fisicamente, não estão realizando um trabalho? E as modelos adolescentes que muito cedo já estão preocupadas em seguir um "padrão corporal" exigido para serem consideradas com futuro "promissor"? E que também muito cedo saem do meio familiar, da sua comunidade,para centros maiores e até exterior, sem estrutura psicológica e emocional para enfrentarem problemas para os quais ainda não estão preparadas... Estou levantando estas questões porque nossos alunos, principalmente os jovens e adultos, também fazem estes questionamentos. Gostaria de saber a posição dos demais colegas.

Marlene Lemes

sexta-feira, junho 03, 2005

Adorei!!!!

Gostei muito da aula de sociologia que tivemos hoje (03/06). Através do depoimento e explicações que o Mauro Wosniak Cibulski (representante do MST) nos deu pude ter uma outra visão desse movimento. Pude realmente verificar como é grande o poder da média em só passar para as pessoas uma parte, muitas vezes, distorcida da história. E percebi que é um movimento, bem organizado e tem um projeto bem consciente. Para mim foi muito proveitosa nossa aula e,com certeza, foi um momento de refletir e rever vários conceitos. Um beijão a todos. Bom fim de semana. Karine Goettert

quinta-feira, junho 02, 2005

Oi!!!

Por onde andam os outros coletivos de pesquisa??? Hoje lendo um texto para aula vi elementos que pode ajudar um dos grupos... ia postar aqui a referência, mas como o grupo não se manifestou não sei se posso, se devo expor o assunto que acho que elas estão trabalhando...
Gostaria de aproveitar este momento, também, para questionar as gurias que estão pesquisando sobre o mito do professor como dono da verdade: Como foi a primeira visita? Como está o encaminhamento da pesquisa?
Espero os demais coletivos se manifestarem...
Beijinhos, Cátia