Tridisciplina

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quarta-feira, maio 31, 2006

Estudo referente ao cap.IV, Casa Grande & Senzala/gilberto Freire

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Educação / Deptº de Estudos Básicos
EDU01159 - História de Educação do Brasil
Prof: Maria Aparecida Bergamaschi
Aluna: Maria José dos Santos Alves
Trabalho referente ao cap. IV, da Obra de Gilberto Freire/ Casa grande & Senzala.


INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo construir as rotas utilizadas no comércio ou tráfico de africanos, vindo para o Brasil, também abordarei o legado cultural, técnico e religioso, que deram origem a formação do povo brasileiro, desmistifiando a grande questão histórica do negro ser simplismente objeto e não sujeito na formação do Brasil.
Historicamente seu legado foi apropriado pelos conquistadores, ocultando da história estudada nas escolas seu verdadeiro valor.
Como fonte de pesquisa, utilizei a obra estigmatizada de Gilberto Freire Casa Grande e Senzala, onde o escritor nos fornece dados valiosos sobre os africanos, salientando que fiz uma peduração de suas analises preconceituosas e tendo consciência, que através desta obra, foi criado o mito da " Democracia Racial". Também como fonte , trabalharei com quatro mapas referente aos séculos XVI,XVII,XVIII E XIX,onde estão localizadas as costas da Africa utilizadas para efetuar o tráfico, cotejando com o mapa da Africa atual.


1) Costa da Mina: (Africa Ocidental-Gana, Togo, Benin, Nigéria e Camarões ) . Desta costa vieram os negros denominados de minos, escravos transportado para Minas Gerais, Gilberto Freire, salienta que as negras minas, eram as preferidas para a união com os brancos. Também foi constatado que neste Estado, era encontrada uma grande populção con traços negróides, devido ao grande número destas uniões. com negras vindas como escravas e depois elevadas a condição "de dona de casa", e uma grande maioria permaneciam como escravas, mas na condiçãode amantes preferidas dos senhores.
Nesta área encontramos os sudaneses oritentais e ocidentais, estes africanos, são bem destacados na obra de Gilberto Freire, pois as influências culturais, técnicas e reliogiosas, foi bem marcante. Os orientais, receberam influêcias da religião maometana, lingua árabe, abundância de animais a serviço do homem, atividade pastorial de panos semelhantes aos berberes. Os ocidentais outra área de interpenetração de culturas, a negra e a maometana, regiões de grandes monarquias ou reinos ( Daomei, Benim, Axanti, Haúça, Bornu, Ioruba); sociedades secreatas de largo e eficente dominio sobre a vida política, agricultura, criação de gado e comércio, notáveis trabalhos artitiscos de pedra, ferro, terracota e tecelagem, fetichismo e maometismo.
Gilberto Freire, destaca que os sudaneses da área ocidental, são senhores de valiosos elementos de cultura material e moral própria, uns e outros adquiridas e assimiladas dos maometanos.
Neste capítulo encontramos referência aos estudos realizados por Nina Rodrigues( iniciador dos estudos , sobre o negro no Brasil),nestes estudos foram destacados a "proeminência intelectual" dos sudaneses, responsabilizando estes, assim como os Iorubas pelos movimentos de 1835 na Bahia e também por outras revoltas das senzalas, destacado deste povo a organização política já adiantada.
Outra região onde ocorria o táfico ou coméricio de africanos foi a região da Alta Guiné ( na atualidade Serra leoa, senegal, Guiné, Guine-Bissau e Gâmbia).

2)Costa de Angola: ( Africa Central e do Sul- Congo, Gabão, Guiné Equtorial e Angola), Costa da Mina(Africa Ocidental), estas costas correspondiam ao comércio e trafico dos Bantus.


CONCLUSÃO


Neste levantamento feito a partir da obra de Gilberto Freire, destaquei os povos Sudaneses, Bantus , Iorubas. Mas Gilberto Freire, faz uma pesquisa aprofundada também com otros povos, que não destaquei em minha pesquisa.
Podemos ter várias "ressalvas" , a obra Casa Grande & Senzala, como destaquei na introdução , a contribuição que esta obra teve , para a construção do mito " da Democracia Racial", existente no Brasil. Mas contextualizando esta obra, destacamos que ela foi feita nos anos 30, podemos olhar aquele momento como um Brasil em processo de industrialização, o nacionalismo, como ordem vigente de um em um País, governado por Getúlio Varga, uma classe dominante onde o desejo de um Brasil, revestido com uma nova roupagem, onde as idéas de eugenia, não eram mais condizente com o momento, onde o negro e o mestiço precisavam ocupar um outro papel dentro deste modelo econômino, a malandragem, a indolência, foram substituido pelo negro e mestiço trabalhador, neste contexto, Roberto Freire contribuiu com a sua obra, exaltando o legado africano,principalmente o maometano, que ocupa um lugar de destaque, neste embalo de "igualdade", "harmonia", entre as raças, ocultando os conflitos existente nas relações raciais.
Como pesquisa histórica, pincelei o que tem de mais valioso neste capítulo,, deixando as análises recheada de preconceito para trás e enfocando , a preciosidade de informação, que o autor nos trás a luz.

terça-feira, maio 30, 2006

Atividade do dia do Indio (ROBERTA PEIXOTO - TURMA A)

Poderíamos aproveitar o dia do índio nas escolas para ensinar um pouco da sua cultura e também para diminuir p preconceito que existe quando falamos nesse assunto.
Uma atividade muito interessante, seria passar um vídeo com a evolução da sociedade e da cultura dos brancos, para mostrar que a nossa cultura também mudou, evoluiu. Os homens não usam mais perucas como em 1500 e as mulheres não usam mais vestidos rodados como naquela época, com isso as crianças terão um pouco mais de consciência que o índio não precisa andar nu e com cocar na cabeça para ser índio, que eles tem que se adaptar e evoluir como todas as outras culturas de todo o mundo.

segunda-feira, maio 29, 2006

Datas de entrega e apresentação dos artigos de pesquisa

"Incertezas: olhares nos entre meios"
Dias 26, 27 e 28/06 - Apresentação dos trabalhos
Dias 10, 11 e 12/07 - Entrega dos Trabalhos

domingo, maio 28, 2006

Proposta de trabalho sobre o dia 19 de abril ?Dia do Índio?.

Elaboração de texto coletivo:
Primeiramente deve ser exposto aos alunos o que significa e representa a data 19 de abril. Explanando o assunto de forma a não aprofundar a fim de não interferir na idéia inicial dos alunos. Apresentar a proposta explicando como deve proceder a atividade.
Reunião em grupo (mesa redonda) onde todos da turma, devem contribuir para elaboração de texto que deverá ser redigido por alguém do grupo, a partir das contribuições de todos. Após o texto elaborado deverá ser realizada uma apresentação do conteúdo deste. No qual poderá ser através de desenho ou representação. Concluída essa etapa deve-se reunir novamente o grupo a fim de debater as colocações realizadas durante toda a atividade conduzindo as colocações para que possam refletir e questionar sobre a situação atual dos indígenas.

textos para apoiar a reflexão:

Desde o início da colonização, os índios foram escravizados pelos portugueses. A partir daí, ficaram sujeitos às leis dos homens brancos e sofreram com prisões, com o desrespeito à sua cultura, com as tentativas violentas de integrá-los ao convívio com a civilização.
Os colonizadores viam os índios como seres inferiores e incapazes, que precisavam adquirir novos hábitos para estarem aptos a conviver com eles. Os nativos perderam sua autonomia e passaram a viver em função das leis que os homens brancos criavam para eles ou a respeito deles.
Somente em 1910 vieram algumas boas notícias com relação ao direito do índio à posse da terra e ao respeito de seus costumes, com a instituição do Serviço de Proteção ao Índio - SPI, pelo Marechal Cândido Rondon. Entre as principais conquistas estão a permissão aos índios de viver conforme suas tradições, proibição do desmembramento da família indígena, garantia da posse coletiva de suas terras, em caráter inalienável, e dos direitos dos cidadãos comuns aos índios.
Em 1967, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, atualmente subordinada ao Ministério da Justiça. Apesar de todos esses esforços, ainda era muito forte a idéia de que o índio era um indivíduo incapaz, que precisava ser tutelado pelo Estado até se integrar ao modo de vida do resto da sociedade.
Pela Lei 6001, de 19/12/73, foi sancionado o Estatuto do Índio, que hoje regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional.
A Constituição Brasileira de 1988 foi a primeira a trazer um capítulo sobre os indígenas e com isso alterou a filosofia e a postura que se tinha em relação aos índios e aos seus direitos. Reconheceu oficialmente os índios como povos culturalmente diferenciados e que essa diversidade deveria ser respeitada, sem exigir que eles se adequassem aos hábitos dos homens brancos. Uma vitória para os índios que hoje têm assegurado por lei o direito de manterem seus costumes, culturas, religiões, língua e tradições.
Os benefícios da nova Constituição, entretanto, não se fizeram sentir na prática. Por falta de adequação aos novos conceitos e da regulamentação do próprio texto Constitucional, as mudanças administrativas verificadas na FUNAI, a partir de 1988, não obtiveram o êxito esperado.
A discussão da questão indígena ganhou espaço no âmbito da sociedade civil. O processo de democratização da sociedade e a falta de condições do Estado brasileiro de prestar a necessária assistência aos índios, contribuíram para o surgimento de entidades civis ligadas à causa, que vêm fazendo esse assunto tão importante ultrapassar os limites das discussões acadêmicas e da própria FUNAI.
Mas as dificuldades enfrentadas pelos índios vão além do âmbito cultural. Os interesses econômicos nacionais e estrangeiros também podem ser inimigos das sociedades indígenas. Os índios brasileiros e suas terras muitas vezes são alvo de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros que cobiçam essas terras e as riquezas naturais delas, sem se importar com os males e prejuízos causados aos índios e o meio ambiente. Um exemplo são os garimpeiros que exploram ouro, diamante e cassiterita em terras indígenas e que, além de agir com violência e transmitir todo o tipo de doenças contagiosas aos índios, provocam danos poluindo os rios com mercúrio e outros produtos químicos.
Nas áreas do índios Xikrin, Tembé e Parakanã, no Pará, as madeireiras procuram convencer os índios a arrendar lotes de suas terras para a exploração. Em troca propõem um pagamento que não chega a 10 por cento do valor das madeiras no mercado mas que, mesmo assim, parece alto e suficiente aos índios.
Há também problemas com relação aos projetos de colonização de terras. Os latifundiários que compram a terra, formam grandes propriedades e os índios são obrigados a aceitar a viver em áreas espaçadas umas das outras, cortadas por fazendas e estradas. Da mesma forma os posseiros, sem terras onde trabalhar, invadem terras indígenas, sobretudo aquelas ainda não demarcadas, gerando conflitos e impactos que afetam profundamente as sociedades indígenas.
Mais informações sobre diversos aspectos sobre os índios você encontra no site da FUNAI: http://www.funai.gov.br.

Dia do Índio
Todo dia é dia de índio?
Sim, pois não adianta somente lembrar dos índios apenas um dia. Eles fazem parte de nossa história e têm muito a nos ensinar. Mas... Justamente por serem importantes, foi reservada uma data no calendário anual para comemorar o Dia do Índio, que é 19 de abril.
Quer saber porque esse dia? Bem, é que nessa data, no ano de 1940, foi realizado o I Congresso Indígena da América Latina, no México, com objetivo de divulgar a cultura indígena em toda a América e também para que os governos criassem normas em relação a qualidade de vida dos povos indígenas, que ainda sofriam com a discriminação do homem branco.



Declaração Solene dos Povos Indígenas do Mundo

Nós, povos indígenas do mundo,
unidos numa grande assembléia de homens sábios,declaramos a todas as nações:quando a terra-mãe era nosso alimento,
quando a noite escura formava nosso teto,
quando o céu e a lua eram nossos pais,
quando todos éramos irmãos e irmãs,
quando nossos caciques e anciãos eram grandes líderes,
quando a justiça dirigia a lei e sua execução,
aí outras civilizações chegaram!
Com fome de sangue, de ouro, de terra e de todas as sua riquezas,
trazendo numa das mãos a cruz e na outra a espada
sem conhecer ou querer aprender os costumes de nossos povos,
nos classificaram abaixo dos animais,
roubaram nossas terras e nos levaram para longe delas,
transformando em escravos os "filhos do Sol".
Entretanto, não puderam nos eliminar!
Nem nos fazer esquecer o que somos,
porque somos a cultura da terra e do céu,
somos de uma ascendência milenar e somos milhões.
Mesmo que nosso universo inteiro seja destruído,
NÓS VIVEREMOS por mais tempo que o império da morte!
Port Albemi, 1975, Conselho Mundial dos Povos Indígenas

sexta-feira, maio 19, 2006

Sobre os trabalhos para celebrar os povos indigenas

Fiquei muito contente em ler os trabalhos das estudantes da turma A - História da Educação no Brasil, que agora estão disponíveis para todos os interessados. Creio que essa ferramenta - o blogger da tridisciplina -, além de contribuir para compartilhar saberes, nos desafia a construir conhecimentos e disponiblizar a outras pessoas, efetivando muitas trocas. Mostramos aqui nossa vontade de aprender e comparatilhar e sem desprezar o encontro que ocorre nas aulas presenciais, esse espaço fortalece aprendizagens e a autonomia na produção de saberes.
Agora fazemos parte dessa comunidade!
Maria Aparecida Bergamaschi

quarta-feira, maio 17, 2006

Atividade Comemorativa ao Dia do Índio

Atividade
Pedir aos alunos que pesquisem e tragam objetos e/ou alimentos de origem indígena. A partir disso contextualizar a situação indígena atual, comparando com o passado e visão que nos é passada dos índios (moram em ocas, andam nus, andam com arco e flecha, entre outras). Falar da cultura indígena e dos costumes que nos foram transmitidos.

Objetivo
Mostrar como os índios vivem atualmente, contrapondo a forma atual com a antiga. Romper com os mitos que se tem sobre os índios e ressaltar a sua importância na colonização, seus costumes e hábitos.

Material que pode ser usado
Fotos ou vídeo das aldeias atuais.
Aluna Lidiane Friederichs

Atividade para comemoração do Dia do Índio

? Trabalhar a semana toda com a temática indígena e não apenas no dia 19 de abril;
? Trazer alguém da aldeia para conversar com as crianças e esclarecer suas dúvidas, para que dessa forma as crianças aprendam de uma maneira mais rica os valores da cultura indígena;
? Durante a semana contar lendas e histórias indígenas, falando sobre as contribuições que este povo nos proporcionou, como banhos diários, a tradição do chimarrão, da pipoca, e da crença no sobrenatural;
? Todos os dias desta semana elaborar uma parte de um livro sobre os índios que será confeccionado pelas próprias crianças a partir das experiências que estarão vivenciando;
? A partir do estudo feito sobre a vida na aldeia, organizar com as crianças uma ação solidária, doando alimentos e materiais escolares para aldeia, mostrando para os alunos que todos somos um pouco índios na nossa essência.

Por Lidiane M. Durant e Kelly Souza

Contribuições da Cultura Indígena

Atividade:
1-Pedir anteriormente aos alunos para trazerem de suas casas ervas de chás,inclusive erva mate,alimentos(tais como mandioca,milho...).
2-Levar os alunos para o pátio,observar a natureza ao redor,dialogar sobre a importância dos povos indígenas,seu respeito pela natureza e sua contribuição para nossa cultura atual:remédios caseiros,receitas culinárias,artesanato...
3-Atividade artística:confeccionar colares com sementes e pintá-los com tintas naturais(extraídas de erva mate,argila,terra,café,urucum,etc)
Nomes:Alessandra Bencke,Cassiana,Denise,Marisa,Noemi,Shanna

Mergulhar na cultura do outro - proposta de atividade para a abordagem da temática indígena na escola.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO - FACED
Disciplina: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Professora: MARIA APARECIDA BERGAMASCHI
Aluna: DAIANA ROSTIROLLA LINHARES

19 de abril - "Dia do Índio"
Mergulhar na cultura do outro:
proposta de atividade para a abordagem da temática indígena na escola.
Atividade - Para a abordagem da temática indígena na escola, principalmente durante a semana em que se "celebra" o "Dia do Índio", proponho a atividade: Mergulhar na cultura do outro, que consiste em uma troca cultural entre crianças indígenas e não-indígenas; mais especificamente com relação às brincadeiras, contos e lendas presentes nas respectivas culturas.
Objetivo - Uma troca cultural infantil. Partindo do princípio de que nós amamos somente aquilo que conhecemos, acredito que essa interação, mais do que isso, que esse conhecer profundamente a outra cultura - justamente nos aspectos que mais interessam na idade escolar (histórias, brincadeiras) - não somente evitará o preconceito, mas gerará um respeito pela cultura do outro. Para chegar a amar uma outra cultura, precisamos mergulhar nela, envolvendo-nos afetivamente; através a fantasia e do brincar, acredito que será possível!
Metodologia/ meios/ Como irá acontecer? - Para a realização desse projeto, faz-se necessária a existência de uma parceria entre uma escola e uma tribo indígena, que se interessem, acreditem na proposta e queiram realizá-la. A partir daí, far-se-à a proposta às crianças da escola e da tribo; se ambas gostarem da idéia e "toparem" envolver-se no projeto, farão - as crianças, entre elas - um primeiro contato, que poderá acontecer através de um cartão/convite - por exemplo - dizendo que interessam-se em conhecer a cultura umas das outras. A partir do convite aceito, as crianças indígenas e as não-indígenas se prepararão para o dia do mergulho. Elas pensarão não só nas histórias que gostariam de contar, mas também em como farão isso (através de uma encenação, de música, de desenho, etc.), que brincadeiras gostariam de ensinar, de que materiais precisarão.
O importante é deixar a imaginação fluir e a crianção acontecer! O envolvimento e a participação real de cada criança é essencial em todas as etapas do processo - tanto na preparação como no dia do mergulho - de modo que elas mergulhem realmente na cultura do outro (brincando juntas, conversando, fazendo perguntas, registrando o momento: escrevendo, fotografando). Essa interação poderá acontecer da maneira que parecer mais conveniente e produtiva: com a visita das crianças não-indígenas à tribo e das crianças indígenas à escola, em um "ambiente neutro".
Quem sabe...
Os temas para os próximos mergulhos poderão ser: a organização familiar, a linguagem, os hábitos alimentares (imaginem as crianças preparando um "prato" típico, umas para as outras!), etc.
O que você achou? Tem mais alguma idéia?

TRABALHO DO DIA DO INDIO,COMENTARIOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS
EDU 01159- HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
PROFESSORA: MARIA APARECIDA BERGAMASCHI
NOME DA ALUNA: LISANDRA VEIGA DOS SANTOS,VANESSA FELIX.






A nossa proposta visa à integração das crianças ?brancas? com as indígenas, para que essa tenham contato com o verdadeiro índio de hoje, não aquele estudado do século XV
, logicamente que é importante que ele saiba informações sobre o índio da época do ?descobrimento?, para poder ter uma base de conhecimento, porém ela não deve se tornar o único conhecimento. A partir dessas informações, levar-se-ia os alunos a uma aldeia e passaríamos um dia inteiro lá a fim de juntar a teoria com a prática, haveria seminários para a troca de opiniões dos alunos com os indígenas.
Voltando a escola, poderíamos incitar neles a discussão de como ajudar a preservar a cultura dos índios e torna-los divulgadores de atitudes que preservem as aldeias.



Nossas idéias estão pautadas nos seguintes aspectos:



? Levar a turma para conhecer uma turma de uma escola indígena e cada aluno - das duas turmas - dois a dois poderão passar o turno ou um horário estipulado para fazerem brincadeiras, conversarem sobre assuntos livres a escolha das duplas. Observação: Essa atividade inclui também os professores.
? Pedir aos alunos para escreverem o que eles esperavam ver ou ouvir na visita e se isso se confirmou após a visita.

? Trabalhar depois em aula questões referentes a História do Brasil que os livros de história não contam, como por exemplo que os índios não foram substituídos pelos negros sem nenhum motivo e de repente ou porque os indígenas eram "preguiçosos" como se pensava. Contar a eles que, pelo contrário, que a alimentação dos índigenas os sustentava para exercerem atividades intensas e que, além disso, o fato de serem forçados a viverem de forma completamente diferente de como eles viviam. Mostrar o que eles nos deixaram como herança em relação a comida, brincadeiras, hábitos e que essas coisas estão tão "dentro de nós" que não ficamos sabendo que são costumes adquiridos de povos que existiram muito antes de nós.

? incentivar a turma a contar para as outras turmas da escola suas descobertas e relatar a sua experiência na escola indígena.

Plano para aula "Dia do Índio"

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO/ DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS
EDU 01159 ? HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DO BRASIL
Professora : Maria Aparecida Bergamaschi
Aluna: Maria José dos Santos Alves
Plano de Ensino ? dia 19/04/2006
Série: 5° Data: Horas/aula:
Conteúdos: "Dia do índio"
Todos os países do continente americano comemoram o dia do índio.
A data foi criada no I congresso indigenista interamericano no México , em 1940.
Objetivos: Trabalhar com os alunos, um povo originário do sul do Brasil. os Kaingang.
Problematizações possíveis: Todo dia era dia de Índio. Na madrugada do dia 19 atearam fogo no índio Galdino, no DF.
Antes de entrar em coma, ele perguntou porque fizeram isto comigo?Os jovens responderam ?Por brincadeira.
O índio morreu no dia 21/04.
Atividades previstas: 1) Texto sobre a vida Kaingang. 2)Localização no mapa os kaingang no Brasil. 3)Kaingang no RS. 4) Localizar alguns nomes de alimentos em kaingang.
Recursos didáticos: Quadro negro, cópia das atividades a serem desenvolvidas em grupos.

segunda-feira, maio 15, 2006

PROVA - História da educação no Brasil

No dia 17/05, quarta-feira, terá uma avaliação cujo o conteúdo será os cinco capítulos do livro Casa Grande e Senzala.

segunda-feira, maio 08, 2006

Projeto de pesquisa

Dia 22/05 segunda-feira, será feita uma reelaboração do projeto de pesquisa.
Confira os esquemas já utilizados nesta disciplina em outros semestres clicando aqui ou siga os seguintes:

esquema 4
Sugestão de roteiro para projeto, do individual ao coletivo de pesquisa:
O que quero pesquisar?
Quem vai comigo? _ pessoas, autores, colegas, idéias, objetos, sujeitos, equipamentos
Onde vou?
Porque?

esquema 5
Vamos juntas pesquisar ...
O que?
Com quem?
Para que?
Para quem?
Onde?
Como?

domingo, maio 07, 2006

Casa Grande e senzala - Gilberto Freyre

Diferentemente de outros europeus, os portugueses depararam-se na colônia com um povo sem grandes articulações, de caráter rasteiro. Por não oferecer resistência, o índio foi poupado do extermínio que marcou a história de outras colônias.
Gilberto Freyre relata uma integração harmoniosa entre europeus e gentios. Do índio aproveitaram o trabalho e de seus conhecimentos usaram para a conquista do mato virgem. A mulher indígena foi prestar serviços domésticos e tratar da formação da família. Como elemento gerador de família, inicialmente teve esta tarefa devida a escassez de mulher branca na colônia. Passado algum tempo, surge a possibilidade de real preferência sexual por parte dos portugueses.
O povo indígena deixou fortes marcas em nossa cultura. Características ligadas a higiene, a alimentação, a jogos e brincadeiras, etc. Marcas porque sua cultura foi degradada ao longo do tempo. O canto que era presente de forma lúdica foi modificado e passou a perder o sentido prazeroso. As línguas regionais foram substituídas por uma língua "Geral" . A caligrafia passa a tomar lugar de outras expressões e experiências. O sistema moral jesuítico tenta doutrinar o índio, alterando sua forma de vestir (ou de não se vestir), degradando a figura de autoridade dentro da tribo e modificando suas relações.
O termo bugre encarna características de pecado. Os jesuítas buscam o culumim (ou curumim?) como ferramenta para chegar até aos adultos. Através das crianças eles procuram propagar suas educação religiosa.
O controle social indígena, exercido pelos velhos ou pajés, perde suas bases.
A relação índio x europeu, como descreve o autor, torna-se um "contato dissolvente". Um caminho caracterizado ou pelo extermínio ou pela degradação.
Ao final fica a reflexão sobre uma "harmonioza relação entre raças".
O olhar nos entremeios nos possibilita alguns questionamentos: harmonia? Adiantados? Atrasados? Incesto? Pecado? Religião?...

quinta-feira, maio 04, 2006

Palestra Indígena!

PROGRAMA DE INTERCÂMBIO DE GRADUAÇÃO ESCALA/AUGM 2006/II

Estão abertas as inscrições para a seleção de alunos de Graduação para cursarem o segundo semestre de 2006 nas Universidades do Grupo Montevidéu.


Inscrições: 17/04 a 15/05


ÁREAS:

QUÍMICA ? 01 vaga para a Universidad de Buenos Aires (UBA)
ADMINISTRAÇÃO ? 01 vaga para a Universidad Nacional del Litoral (UNL)
VETERINÁRIA ? 01 vaga para a Universidad Nacional Del Litoral (UNL)
PSICOLOGIA ? 01 vaga para a Universidad Nacional de Córdoba (UNC)
ECONOMIA ? 01 vaga para a Universidad Nacional de Rosário (UNR)
GEOGRAFIA ? 01 vaga para a Universidad Nacional de Tucumán (UNT)
ENG. DE ALIMENTOS ? 01 vaga para a Universidad Nac. de Entre Rios (UNER)
COMUNICAÇÃO ? 01 vaga para a Universidad Nacional de Entre Rios (UNER)
EDUCAÇÃO ? 01 vaga para a Universidad Nacional de La Plata (UNLP)
HISTÓRIA ? 01 vaga para a Universidad de La República (UDELAR)



Maiores informações e Edital do Programa: http://www.ufrgs.br/relinter/