SÍNTESE AULA DE HISTÓRIA
PROF.: ZITA
ALUNA CRISTIANE MAZZUI
NOVEMBRO NEGRO
EXISTE UMA ÁFRICA PARA TODOS
A auto-estima dos alunos negros
A palestra foi ministrada por três representantes do movimento negro. Sendo as três de origem africana, Marilene Paré, Celina Monteiro e Renata Silva.
Foram apresentados vários temas no decorrer da palestra, tais como: família, preconceito racial, educação, etnia, a influência da mídia, homossexualidade entre outros.
A palestra iniciou enfocando a discriminação na escola. Assim, tendo o objetivo de mostrar o preconceito racial, vivido tanto pelo negro como pelo deficiente, que sofrem na escola. Sendo reflexo da sociedade brasileira preconceituosa. Demonstrando de que a criança, em certa faixa etária, não quer ser negra, em que ela discrimina a si mesma para sentir-se aceita no meio social. A partir daí, decorre a necessidade de apoio da família para que resgate o sentimento de sentir-se pertencente de um grupo, assim retomando o processo de construção da auto-estima. Pois, na cultura africana a família é provedora de afeto, relação essa que é fortalecida pelo incentivo à busca de integração na sociedade, através de lutas em movimentos sociais.
Outra questão em pauta, foi ao que se refere às relações interpessoais libertadoras ou inibidoras do processo de aprender, aluno-professor. Tendo essa relação a função de determinar o conceito de identidade que o aluno tem de si mesmo. A partir da escola, a criança busca a percepção de si, onde tomam consciência de suas próprias potencialidades. Desse modo, quando o professor assume uma atitude livre de preconceitos está favorecendo a construção da auto-estima do aluno, sendo que este deve ser o conceito da escola, livre de discriminação.
A sala de aula é vista como um local de interação, onde a aprendizagem se dá de forma dinâmica. Herança da metodologia africana, os alunos em círculo, onde a relação de educador-educando dá-se através do contato olho no olho. Desse modo, favorecendo a relação de ensino aprendizagem. Segundo ouvinte, a cultura negra é semelhante à cultura indígena, no que se refere à questão da afetividade e na metodologia aplicada nas escolas.
A história da cultura negra deve estar mais presente no currículo escolar. Apesar de já ser lei, aqui em Porto Alegre somente três escolas tem no seu currículo. Também foi salientada a importância de tratar a cultura africana não somente nas datas comemorativas de 13 de maio e 20 de novembro, que esse tema esteja sempre presente e não em ocasiões especiais como ocorre atualmente. Para tentar mudar essa realidade, existem vários movimentos que estão lutando para que haja essa inclusão realmente na sociedade e não somente no papel ou em discursos. Algumas vitórias foram conquistadas, exemplo dado, sistema de cotas no Vestibular na UFRGS, mas salientam de que estão apenas no inicio, de que a luta por um espaço de igualdade na sociedade está muito longe de acabar, em decorrência da visão preconceituosa da sociedade brasileira. Fato este vivido dentro da própria Universidade, segundo refere-se ouvinte, citando as pixações e manifestações contrárias às cotas para negros no Vestibular.
A cultura negra pouco é vista nos cursos de formação, não tendo muitas disciplinas especificas que promova essa qualificação. Conforme, observa a Professora Zita, na sua própria formação não teve a cultura da África e que há um engatinhamento na conquista do negro na sociedade, de que há a necessidade de levantar as questões trazidas no cotidiano escolar para que sejam tratadas. Também é salientado, o papel da mídia na questão do preconceito, pois tudo o que conhecemos da África não corresponde a sua realidade, já que nos repassa a imagem de que na África existe somente selvagens, reforçada essas idéias principalmente pelo cinema e pela Rede Globo, através de suas novelas, que coloca quase sempre o negro em situação de marginalidade.
PROF.: ZITA
ALUNA CRISTIANE MAZZUI
NOVEMBRO NEGRO
EXISTE UMA ÁFRICA PARA TODOS
A auto-estima dos alunos negros
A palestra foi ministrada por três representantes do movimento negro. Sendo as três de origem africana, Marilene Paré, Celina Monteiro e Renata Silva.
Foram apresentados vários temas no decorrer da palestra, tais como: família, preconceito racial, educação, etnia, a influência da mídia, homossexualidade entre outros.
A palestra iniciou enfocando a discriminação na escola. Assim, tendo o objetivo de mostrar o preconceito racial, vivido tanto pelo negro como pelo deficiente, que sofrem na escola. Sendo reflexo da sociedade brasileira preconceituosa. Demonstrando de que a criança, em certa faixa etária, não quer ser negra, em que ela discrimina a si mesma para sentir-se aceita no meio social. A partir daí, decorre a necessidade de apoio da família para que resgate o sentimento de sentir-se pertencente de um grupo, assim retomando o processo de construção da auto-estima. Pois, na cultura africana a família é provedora de afeto, relação essa que é fortalecida pelo incentivo à busca de integração na sociedade, através de lutas em movimentos sociais.
Outra questão em pauta, foi ao que se refere às relações interpessoais libertadoras ou inibidoras do processo de aprender, aluno-professor. Tendo essa relação a função de determinar o conceito de identidade que o aluno tem de si mesmo. A partir da escola, a criança busca a percepção de si, onde tomam consciência de suas próprias potencialidades. Desse modo, quando o professor assume uma atitude livre de preconceitos está favorecendo a construção da auto-estima do aluno, sendo que este deve ser o conceito da escola, livre de discriminação.
A sala de aula é vista como um local de interação, onde a aprendizagem se dá de forma dinâmica. Herança da metodologia africana, os alunos em círculo, onde a relação de educador-educando dá-se através do contato olho no olho. Desse modo, favorecendo a relação de ensino aprendizagem. Segundo ouvinte, a cultura negra é semelhante à cultura indígena, no que se refere à questão da afetividade e na metodologia aplicada nas escolas.
A história da cultura negra deve estar mais presente no currículo escolar. Apesar de já ser lei, aqui em Porto Alegre somente três escolas tem no seu currículo. Também foi salientada a importância de tratar a cultura africana não somente nas datas comemorativas de 13 de maio e 20 de novembro, que esse tema esteja sempre presente e não em ocasiões especiais como ocorre atualmente. Para tentar mudar essa realidade, existem vários movimentos que estão lutando para que haja essa inclusão realmente na sociedade e não somente no papel ou em discursos. Algumas vitórias foram conquistadas, exemplo dado, sistema de cotas no Vestibular na UFRGS, mas salientam de que estão apenas no inicio, de que a luta por um espaço de igualdade na sociedade está muito longe de acabar, em decorrência da visão preconceituosa da sociedade brasileira. Fato este vivido dentro da própria Universidade, segundo refere-se ouvinte, citando as pixações e manifestações contrárias às cotas para negros no Vestibular.
A cultura negra pouco é vista nos cursos de formação, não tendo muitas disciplinas especificas que promova essa qualificação. Conforme, observa a Professora Zita, na sua própria formação não teve a cultura da África e que há um engatinhamento na conquista do negro na sociedade, de que há a necessidade de levantar as questões trazidas no cotidiano escolar para que sejam tratadas. Também é salientado, o papel da mídia na questão do preconceito, pois tudo o que conhecemos da África não corresponde a sua realidade, já que nos repassa a imagem de que na África existe somente selvagens, reforçada essas idéias principalmente pelo cinema e pela Rede Globo, através de suas novelas, que coloca quase sempre o negro em situação de marginalidade.

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