Tridisciplina

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segunda-feira, outubro 31, 2005

Resenhas do SIC

PRIMEIRA SESSÃO: EDUCAÇÃO, HISTÓRIA E SOCIEDADE - DIA 18/10 M.


GUIA DOS PAIS E PROFESSORES: CIVILIDADE, HIGIENE E BONS MODOS NA COLEÇÃO MUNDO DA CRIANÇA.

O guia que origina o tema refere-se a um manual de sociabilidade, higiene e saúde e como esses temas são/deveriam ser fundamentais na literatura infantil.
O guia fora elaborado por educadores, médicos e psicólogos e analisado desde a época de trinta até os dias de hoje. Dois dos temas de maior destaque contidos no manual eram o papel da religião na civilidade e evolução tecnológica como facilitadora das atividades domésticas.
Em suma, o manual tinha como objetivo central, diferentes prescrições de bons modos e civilidade (palavra reiteradamente pronunciada). E uma das frases que nele continha dizia: ?perna grossa, vestido curto, papai não gosta?, referindo-se ao comportamento observado na década de 30/40.
Particularmente, considero de extrema importância, porém ainda é pouco ou mal trabalhada nas escolas a questão dos bons modos, civilidade e higiene como parte fundamental no processo de formação da personalidade da criança.

SEGUNDA SESSÃO: ANTROPOLOGIA, FAMÍLIAS E SOCIABILIDADES 18/10 N

A CONSTRUCAO DO VINCULO DA CRIANCA INSTITUCIONALIZADA COM SEU CUIDADOR

A pesquisa foi realizada em um abrigo (não foi divulgado o nome) da zona norte de Porto Alegre com crianças de turmas diferentes da educação infantil. O que se pretendia era analisar como vem se constituindo esse vínculo.
As condições físicas do abrigo eram precárias, o número de educadoras era insuficiente por turma, o nível de formação destas era mínimo.
Constatou-se que a falha nesse vínculo originava-se do comportamento da cuidadora em sala de aula: havia o envolvimento das cuidadoras nos cuidados básicos de higiene e alimentação; que as crianças portadoras de alguma necessidade especial ficavam deslocadas na sala; que quase todas as cuidadoras possuíam outro emprego; que uma única era responsável por várias crianças e eram visivelmente agressivas com as crianças.
A apresentadora fez menção a um autor que foi toda a base de seu referencial teórico: Bowly que afirmava que a falta do vínculo afetivo pode ocasionar atrasos cognitivos na criança e talvez ?marcas? para o resto de sua vida. Lembra também que a cuidadora deve assumir o papel temporário de mãe e por isso agir como tal.
Uma série de questionamentos se faz necessário nesse delicado problema da falta de afetividade das educadoras: 1) É possível verdadeiramente a existência desse vínculo dentro de uma instituição? 2) Isso se dá pela falta de formação das educadoras?O fator econômico da instituição influi diretamente visto que não se investe em recursos humanos e físicos?


TERCEIRA SESSÃO: EDUCAÇÃO E CULTURA- 19/10 MANHÃ


1) CENAS DE UMA ESCOLA-FÁBRICA: EXPERIÊNCIAS COM TEATRO NAS SÉRIES INICIAIS

O tema apresentado referia-se a um trabalho de artes cênicas realizado voluntariamente por uma aluna da UFRGS em uma escola pública. Participaram cerca de 200 alunos, incluindo as turmas de jardim.
A referência de escola-fábrica tem um sentido de que não somos sujeitos e sim máquinas que desejam e se conectam a peças de outras máquinas. Quando essas peças não se encaixam é preciso uma reintegração ao fluxo. Por isso a idéia de fábrica, onde é preciso seguir as etapas de montagem gradativamente para que se chegue a um produto final de qualidade.
Foi relatada também uma atividade que a professora (apresentadora) fez que era um trenzinho de crianças comportadas e em silêncio. Depois foi feito um circulo e todos se sentaram no chão, apresentaram-se dizendo o nome, a idade e o que mais gostavam de fazer. Para passar a vez para o outro foi utilizado um carrinho de plástico que era empurrado para os colegas que iriam se apresentar.
Quando falava da separação do infantil da criança achei muito interessante e novo. Segundo a orientadora do trabalho de pesquisa, criança se refere à cronologia do ser humano e o termo infantil é a manifestação da vontade da potência do ser humano, que pode ser vivenciado em qualquer tempo cronológico.
O que me instigou foi que o infantil pode ser desencadeado por qualquer um de nós, independente da idade. Que o infantil é a qualidade do humano.


2) NOTICIANDO A MORTE NUM JORNAL

Pesquisa em torno das mortes noticiadas nos jornais diariamente. Abordou-se a manipulação dos meios de comunicação em massa no anúncio dessas mortes.
Diante do clima de terror e medo em que vive a população vincula-se a idéia de mortes ?desejáveis? relacionadas aos ?estranhos?. Em contrapartida outras mortes seriam ?inaceitáveis? especialmente aquelas ligadas aos jovens universitários, os de maior poder aquisitivo, crianças e idosos.
Em um ranking das mortes mais anunciadas na Zero Hora, por exemplo, encontra-se
1º obituário;
2º trânsito;
3º guerras;
4º terrorismo;
5º criminalidade

Foram apresentadas duas notícias de morte redigidas na ZH: uma de morte ?desejável?: dois jovens que tentavam assaltar um ônibus na cidade de Esteio foram mortos pelo policial que coincidentemente era passageiro nesse mesmo ônibus. Que um desses jovens era usuário/dependente de drogas. Já na ?inaceitável?: de um jovem universitário que foi morto em um assalto é dada toda uma descrição psicológica completa. Conta que o jovem estava cursando direito namorava há dois anos com uma colega de aula, era bem-humorado, um ótimo filho e gostava muito de sair com os amigos.
É bem explicita a manipulação de um jornal frente ao que se consideram mortes desejáveis e inaceitáveis.
Fiquei bastante chocada com essa apresentação e com o tema muito interessante que antes não me desacomodava para refletir.
Nicole Bertotti

domingo, outubro 30, 2005

SALÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Bom, entre os trabalhos que assisti durante a semana do Salão de Iniciação Científica (17.10 a 21.10), optei por comentar os dois que mais me tocaram.

Começo então pelo trabalho: "Educação e Inclusão: um estudo das representações e dos discursos sobre as alteridades deficientes no ensino superior" apresentado pela Angelina, estudante de Pedagogia da UNISC.
A inclusão dos deficientes nas universidades está ocorrendo de forma lenta e através de algumas adaptações visando uma maior facilidade de acesso e permanência do deficiente neste novo ambiente. Através da pesquisa da UNISC percebe-se que a inclusão tem ocorrido em maior número com os surdos através de interpretes de LIBRAS, grupos de estudos, setor de apoio, estagiários para acompanhamento psicológico e pedagógico... Ficou bem claro que a in/exclusão não pode ser tratada como algo que os sujeitos ou grupos tem ou não tem, mas como um processo social e relacional, como uma construção histórica. Implementar políticas de inclusão requer estudos, análises e problematizações entre tantos fatores, não é simplesmente colocar a pessoa com deficiência na sala de aula e ficar esperando que ela adapte-se.
Não são os deficientes que devem se adaptar, mas sim nós nos adaptarmos a eles.

O outro trabalho: "Letramento e Surdez: uma abordagem Lingüística e Cultural" foi apresentado pelo Rodrigo estudante do curso de Geografia da ULBRA. Aqui vale a pena contar uma coisa muito legal: trabalho no Departamento de Recursos Humanos de uma empresa do município de POA, e a pouco tempo contratamos um menino surdo como estagiário, temos sofrido desde então algumas adaptações para que ele sinta-se bem no ambiente de trabalho. Ao chegar na apresentação neste dia dei de cara com ele, porque juntamente com o Rodrigo, ele montou este trabalho que agora comento para vocês.
O primeiro impacto já surge com a primeira palavra na linguagem de sinais, todo mundo nota que está totalmente deslocado, estamos entrando em um novo mundo, o mundo dos surdos. A partir de agora teremos que tentar ver as coisas como eles vêm. E o que parece estranho para a gente é o que eles passam todos os dias quando tentam se comunicar.
A sociedade em que vivemos construiu uma cultura totalmente voltada para os ouvintes, esta apresentação traz exatamente a importância da exaltação à cultura dos surdos. A percepção do homem surdo para com o mundo é totalmente diferente da nossa, mas eles podem fazer tudo que a gente faz com perfeição, só que seria muito mais fácil se as coisas fossem pensadas exclusivamente para eles. Por exemplo, as histórias infantis e jogos "traduzidos" para Libras e com aspectos pertinentes da cultura dos surdos.
Enfim, fazendo um balanço desta noite do SIC, só posso dizer que foi ÓTIMOOO!!!! É muito interessante poder assistir a apresentações sobre temas tão legais e poder ver que realmente somos só um pedaço muito pequeno de tudo que tem por ai.
Beijos Francelli

quinta-feira, outubro 27, 2005

Representação dos sujeitos/Cultura da violência.

Representação dos sujeitos encaminhados a serviços de apoio pedagógico.

A pesquisa partiu da questão de como os sujeitos encaminhados ao serviço de apoio pedagógico são representados. O período de pesquisa foi de 1993 a 2003. Para se chegar a representação dos sujeitos que são encaminhados ao serviço de apoio pedagógico usou-se a análise do discurso de quem trabalha nas esciolas com esse tipo de problema. Nos discursos apareceram expressões como ?ele é atrasado?, ?ele é lento?, para caracterizar os alunos que não conseguem aprender. Observou-se que o comum é centralizar o problema no aluno. Também constatou-se que há diferenciação de gênero. 76% são meninos. Isto devido ao comportamento. Assim, como o problema é o aluno, procura-se corrigir as distorções. É como se o apoio pedagógico fosse a salvação. Então, se usa os diversos autores nesse processo de correção. As representações ?lento?, ?atrasado?, tem a ver com o tempo. O tempo que a escola disponibiliza para o aprendizado nem sempre é o tempo do aluno. Alguns levam mais e outros levam menos tempo para aprender. O que chama a atenção é a importância do referencial teórico que o pedagogo adota. Se vê a luz de Piaget, então é preciso observar a fase em que o aluno se encontra, o tipo de estrutura mental ou afetiva, e ver onde ele está tendo problema. Centraliza-se a questão no indivíduo. Por outro lado, se vê sociologicamente, com Paulo Freire por exemplo, é necessário analisar o contexto social em que o problema se desenvolve.

As vivências de paz e de violência no meio escolar.

O projeto defende a cultura da paz. Aborda a violência como um desafio para a educação. Baseia-se em autores como Kant, para os quais a paz e a violência são aprendidas. E é claro, são aprendidas nos diversos âmbitos. Porém, a pesquisa se restringe às escolas, mais especificamente, a três escolas de Porto Alegre que ficam próximas da PUC: uma escola particular, uma estadual e uma municipal. O método é de entrevista com os alunos. O projeto defende que a violência não é natural. Critica a idéia de que sempre haverá violência. Condiciona a violência ao aprendizado, ou seja, sempre haverá violência enquanto se ensinar a violência. O que me veio a cabeça com essa pesquisa é o filme do Kubrick ?Nascido para matar?, que conta a história de um batalhão que é treinado nos EUA para, depois, combater no Vietnã. A violência com que são treinados é espantosa. Um dos recrutas não consegue cumprir com sucesso suas tarefas no treinamento por estar fora de forma. Este sofre violência de seu superior que, como estratégia pedagógica, transfere a todos os demais os castigos de tal recruta. Numa noite, seus colegas irritados de serem castigados por causa dele, amordaçam-no, imobilizam-no pés e mãos, e cada um enrola seu sabonete num pano e dá uma batida em qualquer parte do corpo. O resultado é óbvio, no final do treinamento, o recruta fala com sua arma como se fosse uma pessoa, se torna um dos melhores atiradores. Porém, acaba matando seu superior e se suicidando com um disparo na boca. Enfim, o filme vale a pena.
Adriano Hannecker

quarta-feira, outubro 26, 2005

Comentários do Salão

História da Samambaia Negra
Palestrante:Marilia Coelho Peixoto
Estudante de História na PUC
A pesquisa foi feita em Maquiné,deteve este ano para saidas de campo, para fazer estudos mais detalhados sobre as samambaia preta.
Objetivo:Defender a espécie.
Adelaide Vione (Simone)26/10

Projeto Estigma (Fernanda Veadrigo)
Estigma significa.Quem possui um atributo diferente.
A pesquisa esta sendo realizada em Caxias do Sul,no periodo de agosto de 2004-2006,falam que houve estigma e superaram. Tema memoria do estigma,sera importante confrontar com um nivel mais baixo.Ensino diferente na pronuncia e parte do fenomeno linguistico natural comparação com o padrão.È importante conhecer e estar atento a situações de bilinguismo e a sua influencia.
Adelaide,Kelly 26/10/05 (profª Simone)

IMPORTANTE!!!!!!

Leiam o post do dia 05/10:
http://www.ufrgs.br/tramse/tridi/2005/10/reconstruindo-o-calendrio-das-aulas.html

Semana acadêmica

Os relatos a seguir se referem às apresentações dos dias 18 e 19 de outubro.
A sessão do dia 18 dizia respeito à área das humanas, mais especificamente à educação. Intitulava-se Educação História e Sociedade.
A primeira apresentação que me chamou atenção, recebeu o nome de Guia dos Pais e Professores: civilidade, higiene e bons modos na coleção Mundo da criança. A aluna se chamava Aline de Jesus e era estudante de pedagogia da UFRGS. Sua orientadora era a Maria Stephanou. Em sua apresentação, ela fez uma comparação entre as coleções Mundo da criança do ano de 1959 e do ano de 1972. Ainda que o projeto de pesquisa esteja em fase inicial, a aluna conseguiu ilustrar bem diferenças gritantes entre as duas coleções, que apesar de receberem o mesmo nome e "pertencerem" à mesma editora, tinham conteúdos e objetivos bem distintos. Na edição de 59 fica bem nítido que quase todas as edições que compunham a coleção eram destinados aos pais e educadores enquanto a de 72 dedicava apenas a última edição para os adultos. As demais eram destinadas às próprias crianças. Eram livros de prescrições, onde se aprendia bons modos, bons costumes, a importância da higiene. O que ficou bem claro nesta apresentação foi o fato de que na coleção da década de 50 dava-se total prioridade aos feitos ligados à ciência, enquanto na coleção da década de 70 a atenção estava totalmente voltada aos valores morais. Aline demonstrava total encantamento em relação a esse projeto e conseguiu se sair bem no momento de discutir com a banca.
Outro trabalho interessante foi o apresentado por uma aluna de Educação Física da Universidade de Federal de Santa Catarina. Foi feita uma vasta pesquisa a respeito de uma sessão de um jornal famoso no estado de Santa Catarina nas décadas de 30 e 40 que se chamava Jornal Dia e Noite.O nome da pesquisa era Educação e Culto do Corpo Feminino nos Anos 1930/1940: um estudo do Jornal Dia e Noite. A aluna se chamava Beatriz Albino e seu orientador se chamava Alexandre Fernandez Vaz. A sessão do jornal que foi analisada se chamava Página Feminina e se destinava a prescrição de uma série de cuidados que mulher moderna da época deveria ter. Tinha dicas de beleza, moda, saúde, etc. Foi averiguada uma série de mudanças nessa época como o fato da beleza passar a estar intimamente ligado à saúde. Passou-se a incentivar a mulher a cuidar das imperfeições do corpo e não mais a simplesmente disfarçar estes defeitos. Encontrou-se, por meio desta pesquisa, uma grande influência do cinema. Levando em consideração o fato de que as divas de Holliwood eram vistas como o padrão de beleza da época. O público que lia a citada coluna seguia suas dicas de maquiagem, vestimenta, comportamento, acessórios... É interessante notar a concepção de mulher moderna que se tem em cada época já que, através destas edições, observa-se que a mulher tida como moderna, inevitavelmente, deveria estar naturalmente apta, ou melhor, teria vocação para exercer a maternidade. Também deveria ser vaidosa. Sendo assim, as feministas não eram classificadas como modernas. Ainda que a mulher que exagerava no quesito vaidade também não era considerada como uma mulher moderna. A banca se interessou bastante pelo trabalho e elogiou bastante. Eu, particularmente considerei este o melhor trabalho da sessão.
O trabalho que se seguiu foi apresentado por uma aluna do curso de pedagogia da UERGS chamada Márcia Cristina Mazzurana. O estudo tinha como título História da Educação em São Francisco de Paula: um olhar sobre a Educação de Jovens e Adultos.A orientadora do trabalho se chamava Sita Mara Sant?Anna. A apresentação foi um pouco confusa porque o trabalho era muito extenso e não foi possível terminar no tempo determinado. A aluna comentou o quão difícil é arrecadar dados para fazer esse tipo de pesquisa. Mesmo assim, obteve-se através da busca documentos e testemunhos de histórias de vida dos moradores da cidade mais antigos. No decorrer da maior parte do tempo ela se pôs a falar sobre a fundação das escolas da região. Mas, infelizmente, ela não conseguiu se aprofundar no assunto relativo ao ensino propriamente dito. Insistiu-se no fato de que não haviam pesquisas no campo do EJA. Foram apresentados muitos dados, mas esses dados não foram contextualizados por falta de tempo. Como a pesquisa estava em fase de finalização, haviam muitos dados e serem apresentados. Isso acabou prejudicando a apresentação. Apesar disso, a pesquisa agradou a banca. Um dos motivos foi o fato da mãe e da avó de uma das professoras da banca terem sido professoras em São Francisco de Paula.
No dia 19 de outubro, assisti a uma sessão chamada Educação e Cultura
O primeiro a se apresentar foi aluno do curso de sociologia da UFRGS chamado Denis Roberto da Silva e sua orientadora era Nadia Geisa de Souza. O trabalho tinha como título Noticiando A Morte Num Jornal. A pesquisa foi feita em cima de 265 notícias de morte noticiadas no Jornal Zero Hora entre maio e outubro de 2005. A princípio foram feitas perguntas tais como "Que mortes são noticiadas?", "Que mortes nos inquietam?", "Quem pode morrer?"... Observou-se que vivemos em uma cultura da mídia, e que as notícias de morte acabam gerando um clima de medo na população e acaba havendo também uma espécie de divisão das mortes. Essa divisão seria a das mortes tidas como "desejáveis" e as inaceitáveis. A primeira englobaria a morte de pessoas que estão envolvidas na criminalidade, ou seja, daquelas pessoas que mesmo não podendo participar do mundo do consumo, insistem em fazer parte dele. Já as mortes inaceitáveis seriam compostas por crianças, idosos e jovens com um "futuro promissor", em sua maioria, jovens universitários. O trabalho agradou bastante a banca e, na minha opinião, foi a melhor da sessão.
O próximo projeto foi apresentado por um aluno da pedagogia da UFRGS chamado Gustavo Andrada Bandeira. Sua orientadora era a Rosa Maria Bueno Fischer. O título era Constituição da Alteridade Jovem: Uma Discussão Teórica. O trabalho que ainda está em fase inicial buscava responder uma pergunta primordial: Como o jovem é construído como outro? Mostrou-se que todos nós temos contato, de uma forma ou de outra, com jovens. Esses contatos acabam constituindo apenas experiências particulares. Mesmo assim, nos vemos aptos a falar a respeito da juventude... O fato mais explorado pelo Gustavo foi o fato de haver uma necessidade de se encaixar o jovem em um padrão. Mostrou, então, uma coluna da Revista da MTV que mostrava como o jovem era e é retratado nas músicas, nos livros e filmes. Chegou-se à conclusão que o jovem sempre foi descrito, em sua maioria, como sexualmente ativo, usuário de drogas, aquele que quer mudar o mundo, que adora estar no shopping... Através de uma pesquisa viu-se que grande parte destes dados está equivocada (pelo menos em relação aos jovens de hoje). A pergunta feita que me chamou mais atenção foi se a juventude é um estágio a ser superado. A banca, com um tom de crítica, perguntou o porquê dele ter escolhido como plano de fundo dos slides os personagens da novelinha Malhação. Ele explicou que achou interessante mostrar como o único programa que fala do jovem brasileiro deixa bem claro o fato do perfil dos jovens ser padronizado. Isso porque, mesmo que se mostre um obeso, junto com uma menina negra, com uma loira riquinha... todos seguem um padrão de vestimenta, estudam na mesma escola, se reúnem no mesmo lugar...
Outra pesquisa que me chamou a atenção tinha o título de Cenas de uma Escola-Fábrica: experiências com teatro nas séries iniciais. A aluna estudante da UFRGS e se chamava Daniela Vieira Costa. Sua orientadora era Sandra Mara Corazza. Ela abordou a fato de que a escola funciona como uma instituição que normatiza os seres que passam por ela. Dessa forma, os corpos dos alunos ficam "castrados" pelo fluxo da disciplina. Ela falou a respeito da Filosofia da Diferença, onde se passa a fugir do que é possível e se experimenta ou se lança ao novo. Baseada na experiência que teve como professora voluntária de teatro ela discorreu a respeito de que a Arte oferecida na escola deve funcionar também como um espaço de criação para a criança. Mas, segundo ela, o que acaba ocorrendo é que ela se torna castradora enquanto o adulto que organiza aquela atividade não assumir a criança que existe em si.
A maioria das apresentações que assisti corresponderam as minhas expectativas.


Cláudia Z. P.

Palestras do SIC

Grupo de Pesquisa Gipecs: Circulando na escola e na vida; processos de escolarização e organização familiar de adolescentes na periferia urbana
Essa pesquisa tinha como propósito geral investigar as relações entre a organização familiar e os processos de escolarização de estudantes da periferia urbana de Porto Alegre.
É uma pesquisa de caráter qualitativo. Foi baseada nas entrevistas realizadas com familiares dos estudantes, debates ocorridos em grupos de discussão.
Queria-se saber qual a real importância, se há alguma, da escola na vida dos alunos, já que esses muitas vezes encontram-se circulando pelas dependências escolares no horário de aula estando, portanto dentro da escola, mas sem assistir as aulas.
Sobre esse ponto a banca fez um questionamento: Será que isso ocorre apenas na periferia urbana, ou em instituições estaduais e até mesmo particulares? Na própria FACED, isso não ocorre? Esse questionamento me fez pensar que, realmente, isso não é um fato da periferia, mas sim dos alunos, independendo da instituição observada, veremos esse fato ocorrer, mas talvez na periferia isso ocorra em maior número, pelo fato das crianças não terem uma família bem estruturada, que a mostre qual o real objetivo da escola, o ato de ensinar.
Foi usado pela aluna que apresentava a pesquisa o termo de "inclusão precária", que significa que o aluno faz parte da sociedade, porém, sem as devidas, e necessárias condições para um bom desenvolvimento do mesmo.



Experiências de teatro com séries iniciais: Cenas de uma Escola-fábrica
Essa pesquisa despertou-me um maior interesse, pois tratava da relação do aprendizado, criatividade, o teatro.
A aluna que apresentava a pesquisa disse que acreditava que o teatro nos libertava de nossa realidade, a qual muito tempo estamos presos, sem conseguir, e sem muita vezes querermos mudar, modificar.
Comentou também que o papel da escola seria o de normalizar os seres que passam por ela, maquinizando-o.
Essas escolas que implantam esse projeto pedagógico definem a escola assim:
ESCOLA FÁBRICA: Corpos Castrados pelo fluxo da disciplina.
=>Escola fechada, professores fechados e alunos desinteressados.
O projeto do teatro acaba despertando os alunos, pois eles conseguem "ver" uma outra realidade que difere da vivida por eles, o que os fazem felizes, nem que seja momentaneamente. Essa capacidade de criação e de trocas, que deixou a aluna do núcleo de pesquisa entusiasmada, pois ela percebe que com essas trocas as crianças recebem outros conhecidos, vivenciados pelo colega, e passam o seu conhecimento. Realizando assim um movimento de aprendizado muito importante, pois aprendem desde cedo a respeitar as diversas raças e culturas.
Nessa pesquisa também é abordado diversas expressões realizadas em sala de aula, assim como a musical, corporal, e que todas trabalham juntamente com o teatro, onde uma completa/e é completada pela outra.
Juliana Silva

Salão de Iniciação Cientifica

Construindo o Tutorial do Software educativo Cartola: Coletando critérios apontados por usuários
Cintia Nunes
O que é o Cartola - Metáfora da mágica
Interface de interação
Interface para a configuração
Interface de Administração
Um dos objetivosconsiste em melhorar o software.
Tutorial voltado para o aluno
Tutorial voltado para o professor
Resultados: Facilitar o processo ensino-aprendizagem
No Cartola os sentidos são trabalhados.
Público alvo - Alunos do Ensino Fundamentsal.
Soft educativo voltado para os alunos do ensino funda\mental como auxiliar na construção da língua escrita.
LILIA MARIA A. DIAS História da Educação - Professora Simone




Levantamento do Perfil dos Participantes de um projeto interdisciplinar de Educação pelo esporte
Juliana Lopes de Araújo
Orientador: Débora Dalbosco Dell Aglio
Instituto de Psicologia - UFRGS

Projeto Quero-Quero

Desenvolve-se na ESEF - UFRGS
Objetivo: Colaborar para o desenvolvimento de competências pessoais, sociais, produtivas, cognitivas das crianças atendidas.
Composto por uma equipe interdisciplinar.
Objetivo: Levantar o perfil dos participantes do projeto, bem como de suas famílias.
Público Alvo: Alunos de 1ª a 6ª série do Ensino Fundamental.
90% dos casos o cuidador principal é o pai ou a mãe.

Considerações Finais:
- Grupo Heterogêneo - Diferenças Sociais, culturais e econômicas
- Aprende a conviver com as diferenças
- Respeito
-Crianças com necessidades especiais

Conhecer melhor o perfil das crianças que serão trabalhadas no projeto.


LILIA MARIA A. DIAS História da Educação- Profª Simone

terça-feira, outubro 25, 2005

Por que usamos o blog????

Como a turma já sabe, este blog foi criado no segundo semestre de 2004 e passamos a utilizá-lo na Tridisciplina, desde então. No início, começamos um pouco tímidas e poucas postagens eram feitas. Pouco a pouco fui explorando e conhecendo mais e com isso conquistando o espaço propiciado pelo blog. No 1º semestre de 2005 as postagens tornaram-se mais freqüentes, foi crescendo o envolvimento da turma com o blog.
Já estamos no terceiro semestre de blog e as descobertas continuam... instalei um contador de visitas (cliquem no quadrinho azul que fica embaixo dos arquivos), ele nos dá notícias do nosso contato com o mundo); criei uma sala de visitas para os visitantes (e quem mais quiser) deixarem recados...
Agora, trago para a turma um texto sobre o blog na educação, disponível na rede, que encontrei no Vamos Blogar?, que é um dos blogs do Projeto Zapt. Deixo a dica para aquelas que se interessarem e quiserem refletir um pouco mais sobre este espaço que vai além da sala de aula...


Comentários sobre a semana acadêmica

A semana foi de 17//10 a 22/10/05

Consegui chegar à UFRGS só no dia 20, assisti a dois trabalhos e visitei as exposições em frente a Reitoria. Destas exposições o que mais me chamou a atenção foi a mina retratando a extração dos minerais e a transformação de nossas pedras naturais em semi preciosas.

Na sala 22 no 6º andar às 8hs.e30m assisti o Projeto construindo o tutorial software "Cartola".
Pesquisadora: Cíntia Nunes
Orientadora: Margareth Axt
É um site educativo voltado para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. O programa mostra que é possível, através de sons e imagens criar histórias com interações do professor. Permite ampliar a escrita pela criança. Cartola faz alusão à mágica, a imaginação.

Sala 27 9hs
Pesquisa: Levantamento do perfil dos participantes de um projeto pré-disciplinar de educação pelo espaço.
Pesquisadora: Juliana Lopes de Araújo
Comentário meu: superficial porque desconheço o trabalho. Senti que Juliana enfocou bem o perfil dos participantes mas fiquei sem saber objetivos e finalidades do projeto.
Se alguém puder me esclarecer, agradeço.

Arita

Salao de iniciacao cientifica

Representacoes dos sujeitos encaminhados a servicos de apoio pedagogicos
BOLSISTA: Patricia Bortoncello Silveira

Farei um breve esboco da sessao, pois ja entreguei por escrito.
A bolsista expos o problema dos alunos que sao encaminhados ao servico pedagogico, com o argumento dado pela professora de que sao "lentos", "hiperativos", "atrasados". Quando o aluno nao aprende é posta a culpa nele mesmo pela nao-aprendizagem, muitas vezes o professor nao revisando seu metodo de ensino.

FERNANDA CALSING

segunda-feira, outubro 24, 2005

Salão/ Pesquisas



EDUCAÇÃO, HISTÓRIA E CIVILIDADE.

Educação e culto do corpo feminino nos anos 30 e 40: Um estudo do jornal Dia e Noite.

Alunos: Beatriz Staimbach, Priscila Hammes e Claúdia Aguiar.
Orientadora: Alexandre Vaz
Universidade: UFSC


O trabalho investiga, no jornal Dia e Noite, na página feminina, prescrições de boas ações para as mulheres daquela época. O espaço designado a isso representava um quarto do jornal, era uma página inteira. Percebe-se que era grande o interesse de que as mulheres fossem belas e educadas.
Fora analisado que naquela época (vale ressaltar que hoje isso também está em alta) era importante que as mulheres investissem em exercícios físicos para deixar o corpo belo, já que assim ela se tornaria uma mulher moderna, real, construída. Além disso, era relatado como as ?damas? deveriam se maquiar, se portar perante a sociedade. Sugestões de pratos do dia e conselhos também eram dirigidos às mulheres.
A maternidade fora representada nas páginas como algo natural de toda a mulher. A partir também das imagens fica claro que acreditavam que toda mulher nascesse para ser mãe, que fosse um dom inato.
Vale ressaltar e relacionar o fato de todas essas prescrições serem datadas de um período ditatorial, Estado Novo, em uma província, Florianópolis. Tudo isso deve ser levado em conta nesta análise, afinal são fortes influências.
Além disso, temos que apontar que Florianópolis fora uma das primeiras cidades do Brasil a implantar salas de cinema. Isso trouxe, para a cidade provinciana, forte influência das grandes metrópoles e, essencialmente, do cinema americano e suas musas.
Nota-se que as prescrições da época estavam vinculadas aos pressupostos da indústria cultural e legitimadas pelo discurso da ciência. E hoje, está muito diferente? Creio que não. A época, a indústria e a ciência é que são diferentes, mas a influência ou total definição é enormemente delas.

Mariana Rheinheimer

Salão

EDUCAÇÃO, HISTÓRIA E CIVILIDADE.


A história da Educação no RS: Um estudo da produção de pesquisa.


Aluna: Fernanda de Bastani Busnello
Orientadora: Maria Helena Câmara Bastos
Universidade: PUCRS



A sessão relatou um estudo de pesquisa que tem (todos os objetivos da pesquisa ainda não foram alcançados) como objetivo mapear a produção de pesquisa em história da educação no Brasil, tanto na área de teses quanto na de dissertações, através de estudo da região durante os anos 70, 80 e 90. Fora realizado uma seleção de 84 trabalhos das universidades: UFRGS, PUCRS, UFPel, UFSM, UNISINOS, UPF e outras instituições de Ensino Superior.
Foi constatado que a UNISINOS está em 1º lugar no ranking do total de trabalhos desenvolvidos nessa área (vale ressaltar que a UFRGS e a PUC foram as primeiras instituições de ensino superior a criarem cursos de pós e só 20 anos depois as demais universidades criaram). Interessante ressaltar que 4% do total de teses e dissertações apresentadas, nessas universidades, nesse período observado, refere-se à área da história da educação no Brasil. Porcentagem essa, a meu ver, pequena.

Trabalhos do Salão de Iniciação Científica

Dentre esses trabalhos selecionados, constata-se que há um menor interesse de estudos na área da educação infantil, já do ensino primário há um maior número de realizações. Talvez isso seja reflexo do desinteresse e da visão de que muitos têm que educação infantil não faz parte da Educação do indivíduo, ou seja, que nesse período, a criança apenas aprende a brincar, jogar, cantar. Nota-se que não há uma credibilidade/aposta nos projetos pedagógicos do Ensino Infantil. Isso, talvez se dê, porque não haja, de fato, base em teóricos e em importantes referenciais bibliográficos durante esses anos na escola, por parte dos professores.Já que muitas vezes, ?incorporam? o título de tias/tios e apenas brincam e cantam com seus alunos.
Esse estudo possibilita-nos que nos aprofundemos mais nas áreas de conhecimento menos estudadas, que necessitam de um maior aprofundamento do conhecimento, para que, com isso, possamos desenvolver pesquisas a fim de suprir certas carências de conhecimento.
O trabalho destacou repetitivos temas em determinado período, o que deve ser correlacionado com o período histórico, político e cultural da época em que se encontram.
Esse tipo de pesquisa deveria ser feito por nós, alunos ou mesmo profissionais, antes de escolhermos um assunto ou uma área de trabalho a ser analisada, já que assim teríamos uma maior chance de obtermos maior sucesso, afinal trabalharíamos com um assunto pouco explorado. Seria uma espécie de pesquisa de mercado.


Mariana Rheinheimer

NA REDE...

Após a aula de História resolvi colocar aqui alguns endereços de publicações disponíveis na rede:

Espero que seja útil para a turma...

Beijinhos, Cá

sábado, outubro 22, 2005

Palestras do SIC

Assisti a estas duas palestras do Salão no dia 19 de outubro (quarta-feira):
- Grupo de Pesquisa Gipecs: Circulando na escola e na vida; processos de escolarização e organização familiar de adolescentes na periferia urbana. Apresentado pela aluna Hellen Klafke da Universidade UNIRITTER.
O projeto trata sobre os alunos que circulam na escola, mas não assistem à aula. O objetivo do projeto é investigar a organização familiar e os processos de escolarização de estudantes da periferia urbana de Porto Alegre. A pesquisa se da através de grupos de discussão, entrevistas abertas com familiares e é de caráter qualitativo.
O assunto mais abordado foi a chamada inclusão ?precária? abordada pela palestrante, onde ela fala que não adianta o aluno fazer parte da sociedade se não tem as condições necessárias para isso. Entre essas condições a mais importante é a estrutura familiar.
- Experiências de teatro com séries iniciais: Cenas de uma Escola-fábrica. Apresentado por Daniela Vieira Costa, aluna do grupo de estudos DIF da Faculdade de Educação (UFRGS).
A pesquisa consiste em uma experiência como professora voluntária de teatro oferecido a crianças do jardim A à 4ª série, onde houve a inserção de Artes Cênicas sob a forma de oficinas semanais. Um dos principais motivos do projeto era a ausência das artes nas séries iniciais. A palestrante relata a desmotivação de alunos e professores quando estes eram apresentados a algo ?novo?, diferente da sua rotina. Ela aborda o tema onde a Escola é uma forma de maquinização, no qual o objetivo maior é ?normalizar os seres que passam por ela?.
Juliana Lager Sombrio

tarefa para esta semana

Queridas e queridos
Recordando que contará como avaliação da disciplina a postagem do relato de dois trabalhos do Salão de Iniciação Científica, tanto na forma de pôster como de sessão presencial, sei que assistiram vários trabalhos, mas para fins de avaliação bastam dois, se quiserem colocar mais relatos = ótimo.
Simone

sexta-feira, outubro 21, 2005

Um convite em cima da hora... (a pedido da Profª Cida)

Estamos convidando você para participar da Jornada de Estudos:
"História e Cultura Afro-Brasileiras e Africana: desafio para as diferentes áreas do conhecimento no currículo escolar"
Profª. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFSCAR)
24 de outubro - 14h
Salão de Atos II da Reitoria da UFRGS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Pró-Reitoria de Extensão
Departamento de Educação e Desenvolvimento Social - DEDS
Fone: 3316-3455 Fax : 3316-3977

quinta-feira, outubro 20, 2005

SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DA CÁTIA NO SIC

Assistimos eu e Carmen e mais um monte de gente a apresentação da Cátia no SIC = foi MARAVILHOSA!!!!!!!!!!!!!!!!
Cátia demonstrou sua perspicácia epistemológica em transformar uma monitoria de graduação em pesquisa com autoria pessoal e generosa!
PARABÉNS

sexta-feira, outubro 07, 2005

Edite este post!

Movimentos... Redes...
Movimento é:
...
...
...
Redes também são movimentos, por isso vamos compondo nossas redes - atando nós, desatando outros...
Eis as primeiras palavras já colocadas em nossa rede:
Movimento/Transformação (Carmen)
Periferia (Priscila)
...
...
Solidariedade (Cátia)
...
...
Esclarecimento (Cláudia)
...
...
Dúvidas (Nicole)

Devolvendo...
Movimento com solidariedade (Carmen)
Observação com cuidado (Cátia)
...
...
Mudanças com o movimento (Priscila)
Mudança na educação... educação é mudança...conhecimento é movimento e mudança...
e a rede se tece no movimento...a educação se tece na rede de conhecimentos... (Marta)
...

Começamos o registro da rede formada durante a aula de hoje, mas precisamos da colaboração de toda a turma, por isso pedimos que cada um edite este post, acrescentando as suas palavras...

Obs - Para editar o post é preciso entrar no site do blogger, fazer o login, clicar no link editar postagens, que fica ao lado do link criar. Vão aparecer todos os títulos dos post, listados em ordem cronológica decrescente. Clique no link EDITAR que aparece ao lado do título deste post "Edite este post!" e faça os acréscimos que desejar...
Observem também que embaixo de cada post aparece a seguinte inscrição:
postado por Turma B 2:39 PM comentarios
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quarta-feira, outubro 05, 2005

A cidade velha ou A velha cidade.

The old country.
Descrição da animação:
São várias cenas representando as diversas atividades encontradas numa sociedade de maneira caricata. As lavadeiras lavam o animal de estimação no tanque de forma repetitiva, mergulham e emergem o animal. Um trio musical em que cada um toca um instrumento. Duas senhoras, que são o esteoriótipo de bruxa que aparece na mídia, dão vassouradas num esquilo que bota o fucinho para fora da toca. Um homem barbudo lê um livro dentro de seus aposentos; representa o esteriótipo do sábio, do intelectual. Um homem carrega seu cavalo dentro da carroça; uma inversão dos papéis, pois, geralmente, é o cavalo que carrega o homem. A trás da montanha há um gigante que acorda com o barulho da cidade. Enfurecido, o gigante destrói toda a cidade. Mas seus habitantes fogem. Satisfeito, o gigante volta a dormir nas montanhas. Então, os habitantes voltam e reconstroem a cidade exatamente como era anteriormente. O barulho do ronco do gigante é ouvido pelos habitantes da cidade. Um dos músicos é escolhidos pelos seus colegas para verificar o barulho. Tal músico acorda o gigante com sua música. E o gigante, enfurecido, destrói toda a cidade. Assim, há um ciclo de destruição e construção em que a cidade sempre volta a ser exatamente o que era.
Toda a descrição já deixa claro a referência à teoria de Durkheim. A começar pelo isolamento do intelectual, que contrasta com as outras atividades, que mostra a divisão entre aqueles que pensam e aqueles que executam.
"... o pensamento não pode ser desenvolvido senão isolado do movimento, senão quando o indivíduo se curve sobre si mesmo, desviando-se da ação exterior."( E. Durkheim, Educação e Sociedade, pág. 35)
Nda mais contrário a Marx, que defende a ação do intelectual em sua comunidade, porque, segundo ele, os intelectuais passaram muito tempo pensando, e agora, época em que Marx vive, era preciso agir.
A animação mostra de forma caricata a especialização dos indivíduos. A destruição da cidade dá lugar a uma reconstrução onde todas as especialidades são mantidas tal como eram. Pode-se dizer que as classes sociais se repetem na história, e é o que Durkheim sugere. Para existir sociedade cada indivíduo deve realizar a sua tarefa. O que gera as diferentes classes sociais. Se pensarmos como Durkheim, a educação tem o papel de reproduzir a sociedade na qual está contida. A educação "molda" o homem para a sociedade da sua época, tanto no que diz respeito à classe social a qual pertence, como no que diz respeito a sociedade em que vive. assim, por um lado, a educação é diferenciada de acordo com asa diferrentes classes sociais, e por outro, é igual, no sentido que as diversas classes sociais terão que formar uma unidade para formar o coletivo.
Podemos, aqui, pensar em Weber. Esta repetição ocorrerá, segundo Weber, sempre na dependência dos tipos que tomam as decisões, os indivíduos que peertencem às instituições, pois, no final das contas, são esses indivíduos que irão reproduzir o que está aí. Ou seja, é possível que tal sociedade se repita. Daí porque weber analisa os tipos de indivíduos que exercem dominação sobre os demais. Desse modo, podemos saber qual o tipo de dominação tem maior probabilidade de ser repetida. O interessante em Weber é a ênfase, pelo menos teórica, de mudança da sociedade; o que lembra muito o slogam do Fórum Social Mundial " Um outro mundo é possível".
Ainda pensando em Weber, o conceito de dominação em "The old country" parece estar oculto. a única manifestação desse conceito se dá quando os músicos resolvem mandar aquele que parece ser o mais submisso à ordens verificar o ruído que o gigante está causando. Aquele, então, obedece tal ordem. Observa-se que não há uma dominação burocrática, ou seja, não se trata de leis que deetrminam quem manda e quem obedece, e os limites de quem manda e de quem obedece. Parece uma dominação baseada no carísma, na confiança, mas também no costume, no hábito. Aliás, pode-se se dizer que a sociedade se reestrutura devido a suas personagens manterremn os mesmos hábitos. O que seria uma dominação tradicional. O mesmo tipo de dominação que ocorre em cidades brasileiras em que o poder político, e muitas vezes, também o poder econômico, está calcado num patriarca, que se elege por ser de uma família tradicional da região. No poder, ele emprega seus amigos e parentes, mesmos que estes não tenham as capacidades exigidas pelas funções que vão exercer na gestão pública.
"Dominam as relações do quadro administrativo não o dever ou a disciplina objetivamente ligadas ao gargo mas a fidelidade pessoal do servidor. (Weber, Sociologia, pág.132)
Neste sentido, também podemos analisar a corrupção que veio à tona no governo Lula em 2005. Pois, os mecanismos de corrupção foram perpetrados e mantidos pelo "hábito" e pelo "carisma" de certas "figuras" que chefiam, e guiçá, ainda chefiam a corrupção.
Agora, vamos pensar um pouco em Marx. a animação se contrapõe à teoria marxista. A sociedade de classes é algo transitório, que deve ser superado por uma sociedade sem classes sociais. Talvez, o gigante possa representar a concepção da revolução. O momento em que a propriedade privada é destruída também é o momento em que as condições materiais que causam a diferenciação de classes são destruídas. Outro conceito que a animação revela é o da alienação. este é representado pela própria repetição das atividades que as personagens realizam, pois realizam-nas como se fossem robôs sem a menor noção do que estão fazendo. O homem carregando o cavalo representa a inversão dos papéis, em que o homem se animaliza, e ao se animalizar, não se vê mais como homem, se vê como animal, como robô.
A idéia de repetição nos leva a pensar o conceito de força de trabalho. a força de trabalho precisa ser reproduzida. O homem operário precisa deixar um filho que execute o seu trabalho no momento em que não puder mais trabalhar.
"O homem, como a máquina, se gesta e tem de ser substiuído por outro homem." (Marx e engels, Texto sobre educação e ensino, pág.89)
(Adriano Hannecker)

Reconstruindo o calendário das aulas!

Ainda no movimento e sujeito a alterações estamos propondo, Simone, Cátia e eu:
Dias 07 e 10 de out - Conclusão e entrega dos projetos coletivos de pesquisa
2 próximas semanas: instrumentalização para ir a campo com o exame de materiais comuns a cada uma das turmas e com consultas a textos / pessoas / e outras fontes nas temáticas dos coletivos de pesquisa.
Na semana do Salão de Iniciação Científica (de 17 a 21 de out) todos estão convidados a participar, seja buscando apresentações de trabalhos/ posters vinculados aos interesses de pesquisa, ou indo a campo na coleta de seus dados de pesquisa. Pelo menos 2 relatos do Salão devem ser objeto de postagem no blog, como atividade de avaliação para as duas disciplinas. Lembrem de tornar possível aos que não assistiram aquela apresentação a forma de acesso.
Dias 07 e 08 de novembro estaremos preparando as apresentações tanto materiais como no blog, e nos dias 9 e 11 apresentação na sala de aula e no LIES.
Semanas seguintes seguem os textos / estudos / pesquisas ...
O que acham de entre os dias 05 e 09 de dezembro fazermos uma exposição de nossas descobertas no saguão do andar? ....
Nos dias 13 e 14 de dezembro está prevista a entrega do texto individual.
Estamos pensando em fazer uma FESTA bem animada num final de tarde, existe possibilidade?

Esquema para os projetos

Pessoal!
Quem quiser e precisar dos esquemas de projetos pode encontrá-los clicando aqui. Como eles já estavam disponíveis aqui no blogger, apenas coloquei um link para o post.
Cátia

segunda-feira, outubro 03, 2005

Pesquisas

Já teve gente expondo seus desejos e interesses, partilhando com a turma. A apresentação das gurias traz apenas uma possibilidade...
Beijinhos, Cátia