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quarta-feira, novembro 23, 2005

Pesquisa dos ciclos

A ESCOLA POR CICLOS DE FORMAÇÃO EM PORTO ALEGRE: Reflexões sobre a teoria e a prática (Trabalho realizado pelas alunas: Cláudia, Jaqueline, Marta e Nicole)

O presente trabalho se propõe a realizar um breve histórico da organização das escolas da Rede Municipal de Porto Alegre, por ciclos de formação, no sentido de resgatar a proposta como e quando foi pensada, qual seu embasamento teórico e qual o processo de "migração" das escolas do formato seriado para o ciclado. Neste ponto fomos conhecer a realidade de uma escola municipal situada na Vila Mapa, zona leste de Porto Alegre e reconhecer, na visão de seus professores, o entendimento e o cotidiano de uma escola organizada por ciclos, num comparativo entre a teoria e a prática escolar. A construção da chamada Escola Cidadã, nome dado ao processo educacional estabelecido a partir do primeiro mandato do Partido dos Trabalhadores em Porto Alegre é a trajetória de um projeto político-pedagógico que pretendia demonstrar a viabilidade de um modelo de gestão democrática contra o neoliberalismo, na transformação dos espaços e tempos escolares voltados para a aprendizagem de todos os alunos, não excludente, não padronizado, na construção efetiva do direito à educação para todos para o exercício da plena cidadania. As discussões e planejamentos da sua organização se deram com a participação do Conselho Municipal de Educação, da Secretaria da Educação e da Rede municipal de Ensino. Inicialmente, foi ciclada a Escola Municipal Monte Cristo, e no decorrer do processo estabeleceu-se que todas as estivessem cicladas até meados de 1999 e 2000. Mas afinal, que proposta pedagógica inovadora é esta que causa tantas opiniões, debates e divergências contra e favor? Vai além da pedagogia? É um movimento político e ideológico? Pôr que os ciclos de formação estão em "xeque" no atual governo, diante de uma avaliação nos diferentes segmentos das comunidades escolares por quase um ano? Nesta reflexão, a partir das leituras realizadas, entendemos que não podemos confundir os ciclos apenas como um arranjo administrativo ou com ritmos de aprendizagem ou com progressão contínua de avaliações do processo pedagógico. A polêmica não pode estar na discussão de ciclo/série, relacionada especificamente a pontos distintos do processo, mas na tentativa de recuperar a função social da escola e na docência a tarefa de educar, reconhecer o educando no seu processo de formação. O foco, portanto, deve ser o reconhecimento de que respeitar os tempos humanos, cognitivos, socializadores e culturais do educando (e o ciclos se propõe...) é uma exigência de todo o processo de formação humana. Então é isso que queremos "trazer à tona". Até onde a prática reconhece esta dimensão de formação da escola!!! Venham conosco conhecer um pouco do que pudemos ver e aprender!
CONHECENDO A ESTRUTURA DOS CICLOS
Documento referência para a Escola Cidadã de Porto Alegre: Cadernos Pedagógicos 9, Secretaria Municipal de Educação. Porto Alegre, Abril de 1999. Concepção de currículo O currículo é ação, é trajetória, é caminhada construída coletivamente e em cada realidade escolar de forma diferenciada. É um processo dinâmico, mutável, sujeito a inúmeras influencias, portanto, aberto e flexível. Currículo é uma pratica, é expressão da função socializadora e cultural de uma instituição no conjunto de atividades mediante as quais um grupo assegura que seus membros adquiram a experiência social historicamente acumulada e culturalmente organizada. É uma prática em que se estabelece um dialogo entre agentes sociais, educandos e educadores. Procura responder a algumas perguntas fundamentais: o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e da mesma forma, o que, quando e como avaliar explicitando que futuro queremos construir. Na Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre, um conjunto significativo de educadores lutam contra a face conservadora da escola e procuram construir algumas alternativas progressistas e coletivas, envolvendo os diferentes segmentos nesta direção.
I Ciclo de Formação: dos 6 anos aos 8 anos e 11 meses Neste período a criança está transitando do estágio pré-operacional para o estágio das operações concretas. A criança é capaz de uma organização assimilativa, podendo agir sobre seu ambiente, através de ações reais ou concretas, podendo, então, vislumbrar operações e não apenas ações. O trabalho no ciclo deve propiciar uma articulação estreita com a educação infantil. Maior atenção aos recursos de pensamento e habilidades exploratórias, identificando formas de representar realidades, idéias, explicações de fatos e fenômenos, especialmente as que se referem as diferentes expressões como a escrita, a oral, corporal e os conceitos matemáticos.
II Ciclo de Formação: dos 9 anos aos 11 anos e 11 meses Este é um período caracterizado por um tipo de pensamento que demonstra que a criança já possui uma organização assimilativa rica e funcionando em equilíbrio com um mecanismo assimilativo. Encontra-se na fase das operações concretas (marcada por grandes aquisições intelectuais). Deve dar continuidade e aprofundar o ciclo anterior, acrescentando-se um conjunto de novos conhecimentos.
III Ciclo de formação: 12 anos aos 14 anos e 11 meses Neste período, segundo Piaget (1993), a criança está passando para a maneira adulta de pensar. É capaz de pensar em termos abstratos, de formular hipóteses e testá-las sistematicamente. Continua-se o aprofundamento e a sistematização dos conhecimentos trabalhados nos ciclos anteriores. Organização por Complexos Temáticos O Complexo Temático provoca a percepção e a compreensão dessa realidade, explicita a visão de mundo em que se encontram todos os envolvidos em torno de um objeto de estudo e evidencia as relações existentes entre o fazer e o pensar, o agir e o refletir, a teoria e a prática.
Corpo Docente
A docência será exercida por educadores e especialistas, devidamente habilitados e concursados pela Rede Municipal de Ensino. Atribuições:
a) planejar, executar, avaliar e registrar as atividades do processo educativo, numa perspectiva coletiva e integradora, a partir do Plano Político-Administrativo - Pedagógico da Escola.
b) identificar, em conjunto com as pessoas envolvidas na ação pedagógica, educandos que apresentem dificuldade no processo educativo e, a partir disso, planejar e executar estudos contínuos de tal forma que sejam garantidas novas oportunidades de aprendizagens e maior tempo de reflexão.
c) discutir com educandos, funcionários, pais/mães ou responsáveis os procedimentos para o desenvolvimento do processo educativo.
d) participar de todo processo avaliativo da escola, respeitando o regimento escolar e prazos estabelecidos em cronograma.
e) participar dos momentos de formação que propiciem o aprimoramento do seu desempenho profissional.
f) participar dos processos de eleição desencadeados na escola.
g) responsabilizar-se pela conservação de todos os espaços físicos, bem como de materiais existentes na escola e que são patrimônio de uso coletivo.
h) estabelecer, coletivamente, os processos de avaliação do processo ensino aprendizagem.
i) ministrar os dias letivos e horas-aula definidos pela mantenedora.
j) integrar o Conselho Escolar na proporcionalidade prevista em lei.
k) conhecer e cumprir o disposto no presente regimento.
l) cumprir as demais atribuições disciplinadas no Plano Político-administrativo-pedagógico da Escola e pelo Estatuto do Funcionário Público.
Diferenciais: Laboratório de Aprendizagem Espaço pedagógico da escola que investiga e contribui no processo de superação das dificuldades de aprendizagem dos alunos/as, na sua interação com os conhecimentos escolares, com os outros (adultos ou não) e com os instrumentos culturais de mediação no desenvolvimento do pensamento, do conhecimento, da socialização e dos processos comunicativos construídos historicamente. A função será ocupada por professores, eleitos, anualmente, por seus pares, mediante a apresentação de projeto de trabalho, que deve estar em consonância com o Plano Político-administrativo-pedagógico. Sala de Integração e Recursos (SIR) Espaço pedagógico regionalizado (não é exclusivo da escola que é sede, mas atende as escolas da região) especialmente planejado para investigação e atendimento aos alunos/as do Ensino Fundamental que, por apresentarem necessidades educativas especiais, precisam de um trabalho pedagógico complementar e especifico que venha contribuir para sua adequação e superação de suas dificuldades. A função será ocupada por professores da RME, com formação em Educação Especial, escolhidos pela mantenedora (SMED) em parcerias com as escolas.
Avaliação: Processo contínuo, participativo, com função diagnostica, prognostica e investigativa cujas informações propiciam o redimensionamento da ação pedagógica e educativa, reorganizando as próximas ações do educando, da turma, do educador, do coletivo do ciclo e mesma da escola, no sentido de avançar no entendimento e desenvolvimento do processo de aprendizagem. Tipos: Avaliação Formativa: destinada a informar a situação em que se encontra o educando no que se refere ao desenvolvimento de sua aprendizagem para o trimestre. Forma continua, sistemática. Avaliação Sumativa: consiste no quadro diagnóstico geral resultante no final de cada ano letivo e de cada ciclo de formação, evidenciado pela avaliação formativa. Avaliação Especializada: consiste na avaliação requerida pelo educador e realizada pelo Serviço de Orientação Pedagógica, com apoio do Laboratório de Aprendizagem e SIR e outros serviços especializados, destinada aqueles educandos que necessitam de um apoio educativo especial e muitas vezes individualizado. Progressão: A escola proporcionará condições de avanço e progressão, pois não considera a reprovação ou retenção de educando de ano para ano, nem de ciclo para ciclo. Progressão Simples: o educando prosseguirá seus estudos normalmente. Progressão com Plano Didático-pedagógico de Apoio: o educando que ainda persistir com alguma dificuldade progride para o ano seguinte mediante a elaboração e acompanhamento de uma didático-pedagógico. Progressão Sujeita a Uma Avaliação Especializada.
CONHECENDO UMA REALIDADE: IDA À ESCOLA
Na última quarta-feira, 16 de novembro, nosso grupo reuniu-se para visita numa escola da rede municipal, localizada na zona periférica de Porto Alegre na Lomba do Pinheiro. O prédio onde está situada a escola é muito bem conservado, em anexo podemos ver o ginásio de esportes e estacionamento para uso dos funcionários e professores. O que mais nos chamou atenção, logo na entrada foi a estrutura física da escola e sua organização. No portão encontravam-se dois guardas que controlavam a entrada e a saída do pessoal. Impressionou-nos também a conservação da limpeza da escola. Nas paredes encontramos cartazes escritos pelos alunos como prescrição: "Não jogar papel no chão", "Não riscar as paredes". Não encontramos nenhuma parede riscada e tampouco lixo pelo chão. A primeira sala que visitamos foi de uma turma de jardim, que pela classificação dos ciclos representa uma turma A10. Uma sala aparentemente bem organizada e bastante ampla, as crianças estavam realizando atividade de pintura, de forma tímida e bem comportada. Seguindo para o refeitório (horário de almoço), um dos momentos mais comoventes do dia, vimos no rostinho daquelas crianças os traços da pobreza e ao mesmo tempo uma alegria incomparável ao receber o alimento: arroz com alguns legumes, feijão e ovo cozido. Depois fomos até a sala de artes, onde se encontravam os alunos maiores fazendo trabalhos. Na biblioteca alguns liam e dois encontravam-se tranqüilos lendo deitados sobre um tapete. Surpreendeu-nos o laboratório de informática, os computadores em ótimo estado de conservação e disponíveis para todas as turmas. Esta escola, conforme os relatos, tem em sua história um contexto de lutas e de resistência que ainda mantém. Em sua totalidade atende alunos oriundos de classe baixa, e busca da melhor forma atrair e manter os alunos dentro da escola por meio de laboratórios de aprendizagem e atividades culturais. É notório o empenho da escola nesse sentido. O que podemos inferir do pouco que conhecemos da escola é que o bom resultado obtido até agora venha a ser conseqüência de uma boa gestão escolar.
CONHECENDO E REFLETINDO SOBRE AS FALAS DOS PROFESSORES
Os professores têm opiniões divergentes em relação à eficiência dos ciclos. Muitos deles começaram a trabalhar na instituição após a implantação dos ciclos, mas todos sabem que esta escola tem uma história forte, de posicionamento firme e luta pelo que se acredita ser o melhor para a comunidade. A escola foi fundada em outro prédio, mas em função de enchentes e pelo fato de não comportar mais a quantidade de alunos necessária acabou sendo transferida para o local atual. O prédio atual, que foi construído durante o governo Collares era um campo, único local de lazer desta comunidade e, durante um ano, funcionou como CIEM (em turno integral). Em relação aos ciclos, ela foi uma das últimas escolas da rede a ser ciclada. Só acatou à ordem no momento que esta se tornou obrigatória. No momento, está relutando com o atual governo municipal pelo fato de se negar a abandonar os ciclos. A prefeitura pretende instaurar mudanças e distribuiu questionários em todas as escolas da rede. A escola se negou a preencher este questionário pelo fato de acharem que estas perguntas tem o único intuito de fazer com que o sistema de ciclos fique totalmente desacreditado. Em outras palavras, a escola acredita que esta mudança, caso ocorra, acontecerá por uma rixa política e não para que haja, de fato, uma qualificação no ensino das escola municipais. Algo muitos forte entre todos os professores é o fato deles julgarem que ninguém está devidamente preparado para trabalhar com o ciclos, pelo menos, não como está previsto na teoria (encontrada no Caderno 9). Para eles, existem muitos pontos positivos no sistema de ciclos mas não consegue-se atuar de maneira mas, na maioria das vezes, os meios de trabalho são precários. Um exemplo muito citado por eles é o do professor volante que, quando funciona é um ponto muito positivo. O professor volante funciona como um professor de apoio para o titular. Mas a verdade é que, graças à falta de professores, os volantes são utilizados para "tapar os furos". Apesar de considerarem este um do pontos negativos dos ciclos, concordam com o fato de que a falta de professores é um problema encarado tanto pelas escola cicladas quanto pelas escolas seriadas. Outro ponto de suma importância em relação aos ciclos que justifica o fato de não conseguirem colocar o sistema de ciclos realmente em prática é o fato de não ter havido quase nenhuma preparação para a classe docente na época da implantação deste ciclo, muito menos para os profissionais que foram contratados após a implantação do sistema. A direção fez apenas um curso sobre o Caderno 9. No mais, ficou muita mais ao critério de cada professor. Ao visitar a escola, fica claro o fato de que os professores não conseguiram realmente se livrar de alguns "vícios" da escola seriada. Eles próprios quando dizem em que turma dão aula, acabam vinculando a forma de organização dos ciclos com as séries. Uma professora ao ser questionada sobre sua trajetória nesta escola explicou: "... trabalho com A20 que é a alfabetização e já atuei como professora de A10, jardim...". Este tipo de comparação ou vínculo que permanece em relação à escola seriada é inevitável para o profissional que só teve experiência com este tipo de sistema. Na verdade, é complicado para o profissional da educação se libertar de certas concepções oriundas do senso comum. Concepções estas que incluem, no caso da educação, empirismo e, até mesmo, inatismo. Sem o devido preparo, o profissional que foi educado (e educou) seguindo teorias, assumidamente ou não, que desvalorizam a ação ou atividade do "aprendiz" ou educando acabará desenvolvendo seu trabalho de maneira semelhante a da escola seriada mesmo que a atual tenha como prática o sistema de ciclos. Em relação ao empirismo e ao inatismo que acabam tendo algum tipo de influência na atuação de grande parte dos professores, Fernando Becker diz: "... Tanto o empirismo quanto o apriorismo desqualificam a ação do sujeito: o empirismo porque atribui ao meio o papel determinante do conhecimento ? paradoxalmente, desqualificando a função do meio; o apriorismo porque atribui esse papel à hereditariedade, às condições prévias a qualquer experiência ? paradoxalmente, desqualificando essas condições prévias..." (Becker, 2004) Há uma divisão entre os professores no que diz respeito à manter ou não um aluno no mesmo ano. Alguns acreditam que este é um ponto positivo pois faz com que não haja evasão escolar, que o aluno se torne mais confiante e que não tema o ambiente como ocorre muitas vezes com os alunos das escolas seriadas. Um outro grupo de professores já acredita que isso faz com que o aluno não se interesse tanto pelo trabalho e pelas as atividades desenvolvidas em sala de aula. O excesso de confiança faz com que alguns alunos não aprendam nem se preocupem em aprender. Isso vai na direção completamente contrária da idéia inicial dos Ciclos de Formação que é a de que o aluno aprenda a aprender, se interesse em buscar cada vez mais conhecimentos, que pense de forma crítica e que não, simplesmente, decore temporariamente conteúdos. Outra questão dos ciclos que é vista como algo extremamente valioso entre os educadores é o fato da grande maioria dos professores terem formação para atuar na área e, principalmente, ao fato de haverem professores especialmente preparados para atuar com os alunos do primeiro ciclo (incluindo professores de artes, educação física e informática). Alunos estes que, geralmente, são "esquecidos". Para alguns educadores que trabalham nesta instituição, a prática é bem diferente do que se entende como sistema de ciclos, nas palavras de uma das professoras que trabalha há 25 anos na instituição e que já atuou nos mais variados cargos, inclusive o de diretora por dois mandatos: "A prática está distante da teoria". Alguns acreditam que cada professor age da forma que acredita ser a mais correta. Outro fato apontado pelos educadores é o de que mesmo com o mudança de governo não houve ainda nenhuma mudança significativa. Este fato não estava sendo esperado pelos professores, já que o atual governo municipal insistiu bastante, durante a campanha eleitoral, no fato de que iria modificar o sistema das escolas de Porto Alegre pois estas estariam formando alunos, a seu ver, despreparados. Apesar de estar prometendo mudanças a secretária municipal da educação determinou que este ano os alunos só poderão ser mantidos no mesmo ano a cada final de ciclo, além disso fez uma série de exigências para que este aluno possa ser mantido. Exige-se um dossiê extremamente detalhado da vida estudantil deste aluno. Caso o professor não consiga obter todas estas "provas", o aluno prossegue normalmente no ano seguinte. Os próprios educadores afirmam que não foram devidamente preparados para esta mudança, que deveria abranger muito mais que a mudança da nomenclatura e de currículo. Mesmo assim, fica claro o fato de alguns profissionais estarem mais envolvidos em nesta transformação do que outros. Devemos considerar também o fato de que a mudança, nesta instituição é recente. O processo de "ciclagem" começou por volta do ano 2000. E não há como negar que a implantação dos ciclos trouxe, também, alguns benefícios no que diz respeito à qualidade do ensino (Laboratórios de Aprendizagem, Turmas de Progressão, trabalhar a participação e a cidadania com os alunos). Por mais que se insista no fato de que a decisão de implantar e abandonar os ciclos tenha um grande peso político, não há como negar o fato de que a implantação deste sistema implica, invariavelmente, na mudança individual e coletiva dos sujeitos diretamente envolvidos no processo. É necessário que todos, e de maneira imprescindível os professores, acreditem que o projeto é viável. Caso contrário, a possibilidade do projeto concretizar-se torna-se nula. Nas palavras de Jaqueline Moll: "É uma questão de aposta e de investimento no protagonismo, especialmente docente."

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