CAPÍTULO 16 ?A SEMENTE QUE SEMEAIS, OUTRO COLHE...?
O período relativo ao início da Revolução Industrial nos fornece um quadro de enorme progresso na produção de algodão, ferro, carvão e de outras mercadorias. De um lado a melhoria de vida para poucos. De outro, milhares de pessoas morrendo de fome. Interessante a colocação de Leo Huberman, que, se um marciano tivesse caído em uma ilha da Inglaterra, naquela época, acharia os habitantes loucos, por ver de um lado as condições dos trabalhadores e de outro a condição de poucos, vivendo como reis. Acredito que, se ele caísse hoje, sua idéia não seria tão diferente.
Com a utilização das máquinas, que poderiam ter tornado o trabalho mais leve, na realidade o fizeram pior. Por isso as condições dos trabalhadores eram vergonhosas. Longa jornada de trabalho, de 12 a 16 horas de trabalho por dia, supervisão rigorosa de capatazes, salários absurdamente pequenos. Como mulheres e crianças poderiam cuidar das máquinas e receber menos que os homens, deram-lhes trabalho. As condições de habitação eram péssimas, os trabalhadores moravam, muitas vezes, em porões, sem as mínimas condições de saúde. Com o advento da máquina a vapor, já não era necessário às fabricas se localizarem junto às quedas-d?água como antes. Lugares sem importância se tornaram cidades.
E a pergunta que se colocava era: o que poderiam fazer os trabalhadores para melhorar sua sorte? Vários métodos foram testados. Primeiro, os conhecidos como luditas, chegaram a conclusão que a máquina era a culpada pelas más condições de vida. Destruindo, queimando ou esmagando as máquinas, achavam que estavam resolvendo seus problemas. Depois foram encaminhadas algumas petições às autoridades, pedindo melhores condições de trabalho. Algumas leis foram conquistadas. Se conquistassem o direito de voto, poderiam pressionar os legisladores a fazer um governo de e para muitos, ao invés de um governo de e para poucos. Perceberam que tinham de conquistar o direito de opinar na escolha dos legisladores. Onde a lei fosse feita pelos trabalhadores seria feita para eles.
Talvez o fator mais importante na conquista de melhores condições para os trabalhadores, salários mais altos e dias menores tenha sido sua própria organização, lutando na defesa de seus próprios interesses, através dos sindicatos. O sindicato não era novidade. Foi uma das mais antigas formas de organização dos trabalhadores, evoluindo naturalmente das associações de jornaleiros. Antes de forma ilegal. Sua organização permanece até os dias de hoje, só que de forma mais organizada e com uma legislação própria.
...achamos que os tópicos principais estão aí... por favor acrescentem outras idéias sobre o capítulo... esperamos que a nossa turma fique bem integrada, desenvolvendo uma consciência crítica a respeito da realidade que nos cerca e trocando várias idéias sobre como é possível construir uma sociedade mais justa para todos... bom semestre!!!!!
Abraços das colegas Cristina e Lúcia Helena.
08/04/05.
O período relativo ao início da Revolução Industrial nos fornece um quadro de enorme progresso na produção de algodão, ferro, carvão e de outras mercadorias. De um lado a melhoria de vida para poucos. De outro, milhares de pessoas morrendo de fome. Interessante a colocação de Leo Huberman, que, se um marciano tivesse caído em uma ilha da Inglaterra, naquela época, acharia os habitantes loucos, por ver de um lado as condições dos trabalhadores e de outro a condição de poucos, vivendo como reis. Acredito que, se ele caísse hoje, sua idéia não seria tão diferente.
Com a utilização das máquinas, que poderiam ter tornado o trabalho mais leve, na realidade o fizeram pior. Por isso as condições dos trabalhadores eram vergonhosas. Longa jornada de trabalho, de 12 a 16 horas de trabalho por dia, supervisão rigorosa de capatazes, salários absurdamente pequenos. Como mulheres e crianças poderiam cuidar das máquinas e receber menos que os homens, deram-lhes trabalho. As condições de habitação eram péssimas, os trabalhadores moravam, muitas vezes, em porões, sem as mínimas condições de saúde. Com o advento da máquina a vapor, já não era necessário às fabricas se localizarem junto às quedas-d?água como antes. Lugares sem importância se tornaram cidades.
E a pergunta que se colocava era: o que poderiam fazer os trabalhadores para melhorar sua sorte? Vários métodos foram testados. Primeiro, os conhecidos como luditas, chegaram a conclusão que a máquina era a culpada pelas más condições de vida. Destruindo, queimando ou esmagando as máquinas, achavam que estavam resolvendo seus problemas. Depois foram encaminhadas algumas petições às autoridades, pedindo melhores condições de trabalho. Algumas leis foram conquistadas. Se conquistassem o direito de voto, poderiam pressionar os legisladores a fazer um governo de e para muitos, ao invés de um governo de e para poucos. Perceberam que tinham de conquistar o direito de opinar na escolha dos legisladores. Onde a lei fosse feita pelos trabalhadores seria feita para eles.
Talvez o fator mais importante na conquista de melhores condições para os trabalhadores, salários mais altos e dias menores tenha sido sua própria organização, lutando na defesa de seus próprios interesses, através dos sindicatos. O sindicato não era novidade. Foi uma das mais antigas formas de organização dos trabalhadores, evoluindo naturalmente das associações de jornaleiros. Antes de forma ilegal. Sua organização permanece até os dias de hoje, só que de forma mais organizada e com uma legislação própria.
...achamos que os tópicos principais estão aí... por favor acrescentem outras idéias sobre o capítulo... esperamos que a nossa turma fique bem integrada, desenvolvendo uma consciência crítica a respeito da realidade que nos cerca e trocando várias idéias sobre como é possível construir uma sociedade mais justa para todos... bom semestre!!!!!
Abraços das colegas Cristina e Lúcia Helena.
08/04/05.

1 Comentários:
Acho que são só alguns detalhes para esclarecer melhor... Os empreendedores do sistema fabril, não apenas deram trabalho as crianças como as exploraram a ponto de essas se tornarem a base da indústria. O homem virava o escravo das máquinas. O processo de resposta da massa trabalhadora me pareceu bem difícil, segundo o autor. As primeiras tentativas, as petições, foram - durante muito tempo - ignoradas. Chegaram até a conquistar algumas leis, mas que eram interpretadas de forma diferente para trabalhador e para o patrão. Os sindicatos penaram muito para se estabelecerem, e mesmo assim sofreram perseguições esmagadoras. Talvez o voto tenha sido uma grande conquista, mas até hoje não me parece que através dele se tenha chegado numa forma de governo perto da democrática. Além disso a religião ajudava na conformidade da população, afirmando que o patrão se mostrava fraterno em conceder empregos, e que o empregado nada mais tinha a fazer do que aproveitar essa oportunidade ao máximo. Concordo com vocês...se eles (o marciano ou mesmo o Leo Huberman) caíssem na terra hoje, iriam se assustar com a evolução tecnológica, científica, etc. e a persistência das desigualdades. Abraço. Lucas
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