A cidade velha ou A velha cidade.
The old country.
Descrição da animação:
São várias cenas representando as diversas atividades encontradas numa sociedade de maneira caricata. As lavadeiras lavam o animal de estimação no tanque de forma repetitiva, mergulham e emergem o animal. Um trio musical em que cada um toca um instrumento. Duas senhoras, que são o esteoriótipo de bruxa que aparece na mídia, dão vassouradas num esquilo que bota o fucinho para fora da toca. Um homem barbudo lê um livro dentro de seus aposentos; representa o esteriótipo do sábio, do intelectual. Um homem carrega seu cavalo dentro da carroça; uma inversão dos papéis, pois, geralmente, é o cavalo que carrega o homem. A trás da montanha há um gigante que acorda com o barulho da cidade. Enfurecido, o gigante destrói toda a cidade. Mas seus habitantes fogem. Satisfeito, o gigante volta a dormir nas montanhas. Então, os habitantes voltam e reconstroem a cidade exatamente como era anteriormente. O barulho do ronco do gigante é ouvido pelos habitantes da cidade. Um dos músicos é escolhidos pelos seus colegas para verificar o barulho. Tal músico acorda o gigante com sua música. E o gigante, enfurecido, destrói toda a cidade. Assim, há um ciclo de destruição e construção em que a cidade sempre volta a ser exatamente o que era.
Toda a descrição já deixa claro a referência à teoria de Durkheim. A começar pelo isolamento do intelectual, que contrasta com as outras atividades, que mostra a divisão entre aqueles que pensam e aqueles que executam.
"... o pensamento não pode ser desenvolvido senão isolado do movimento, senão quando o indivíduo se curve sobre si mesmo, desviando-se da ação exterior."( E. Durkheim, Educação e Sociedade, pág. 35)
Nda mais contrário a Marx, que defende a ação do intelectual em sua comunidade, porque, segundo ele, os intelectuais passaram muito tempo pensando, e agora, época em que Marx vive, era preciso agir.
A animação mostra de forma caricata a especialização dos indivíduos. A destruição da cidade dá lugar a uma reconstrução onde todas as especialidades são mantidas tal como eram. Pode-se dizer que as classes sociais se repetem na história, e é o que Durkheim sugere. Para existir sociedade cada indivíduo deve realizar a sua tarefa. O que gera as diferentes classes sociais. Se pensarmos como Durkheim, a educação tem o papel de reproduzir a sociedade na qual está contida. A educação "molda" o homem para a sociedade da sua época, tanto no que diz respeito à classe social a qual pertence, como no que diz respeito a sociedade em que vive. assim, por um lado, a educação é diferenciada de acordo com asa diferrentes classes sociais, e por outro, é igual, no sentido que as diversas classes sociais terão que formar uma unidade para formar o coletivo.
Podemos, aqui, pensar em Weber. Esta repetição ocorrerá, segundo Weber, sempre na dependência dos tipos que tomam as decisões, os indivíduos que peertencem às instituições, pois, no final das contas, são esses indivíduos que irão reproduzir o que está aí. Ou seja, é possível que tal sociedade se repita. Daí porque weber analisa os tipos de indivíduos que exercem dominação sobre os demais. Desse modo, podemos saber qual o tipo de dominação tem maior probabilidade de ser repetida. O interessante em Weber é a ênfase, pelo menos teórica, de mudança da sociedade; o que lembra muito o slogam do Fórum Social Mundial " Um outro mundo é possível".
Ainda pensando em Weber, o conceito de dominação em "The old country" parece estar oculto. a única manifestação desse conceito se dá quando os músicos resolvem mandar aquele que parece ser o mais submisso à ordens verificar o ruído que o gigante está causando. Aquele, então, obedece tal ordem. Observa-se que não há uma dominação burocrática, ou seja, não se trata de leis que deetrminam quem manda e quem obedece, e os limites de quem manda e de quem obedece. Parece uma dominação baseada no carísma, na confiança, mas também no costume, no hábito. Aliás, pode-se se dizer que a sociedade se reestrutura devido a suas personagens manterremn os mesmos hábitos. O que seria uma dominação tradicional. O mesmo tipo de dominação que ocorre em cidades brasileiras em que o poder político, e muitas vezes, também o poder econômico, está calcado num patriarca, que se elege por ser de uma família tradicional da região. No poder, ele emprega seus amigos e parentes, mesmos que estes não tenham as capacidades exigidas pelas funções que vão exercer na gestão pública.
"Dominam as relações do quadro administrativo não o dever ou a disciplina objetivamente ligadas ao gargo mas a fidelidade pessoal do servidor. (Weber, Sociologia, pág.132)
Neste sentido, também podemos analisar a corrupção que veio à tona no governo Lula em 2005. Pois, os mecanismos de corrupção foram perpetrados e mantidos pelo "hábito" e pelo "carisma" de certas "figuras" que chefiam, e guiçá, ainda chefiam a corrupção.
Agora, vamos pensar um pouco em Marx. a animação se contrapõe à teoria marxista. A sociedade de classes é algo transitório, que deve ser superado por uma sociedade sem classes sociais. Talvez, o gigante possa representar a concepção da revolução. O momento em que a propriedade privada é destruída também é o momento em que as condições materiais que causam a diferenciação de classes são destruídas. Outro conceito que a animação revela é o da alienação. este é representado pela própria repetição das atividades que as personagens realizam, pois realizam-nas como se fossem robôs sem a menor noção do que estão fazendo. O homem carregando o cavalo representa a inversão dos papéis, em que o homem se animaliza, e ao se animalizar, não se vê mais como homem, se vê como animal, como robô.
A idéia de repetição nos leva a pensar o conceito de força de trabalho. a força de trabalho precisa ser reproduzida. O homem operário precisa deixar um filho que execute o seu trabalho no momento em que não puder mais trabalhar.
"O homem, como a máquina, se gesta e tem de ser substiuído por outro homem." (Marx e engels, Texto sobre educação e ensino, pág.89)
(Adriano Hannecker)
Descrição da animação:
São várias cenas representando as diversas atividades encontradas numa sociedade de maneira caricata. As lavadeiras lavam o animal de estimação no tanque de forma repetitiva, mergulham e emergem o animal. Um trio musical em que cada um toca um instrumento. Duas senhoras, que são o esteoriótipo de bruxa que aparece na mídia, dão vassouradas num esquilo que bota o fucinho para fora da toca. Um homem barbudo lê um livro dentro de seus aposentos; representa o esteriótipo do sábio, do intelectual. Um homem carrega seu cavalo dentro da carroça; uma inversão dos papéis, pois, geralmente, é o cavalo que carrega o homem. A trás da montanha há um gigante que acorda com o barulho da cidade. Enfurecido, o gigante destrói toda a cidade. Mas seus habitantes fogem. Satisfeito, o gigante volta a dormir nas montanhas. Então, os habitantes voltam e reconstroem a cidade exatamente como era anteriormente. O barulho do ronco do gigante é ouvido pelos habitantes da cidade. Um dos músicos é escolhidos pelos seus colegas para verificar o barulho. Tal músico acorda o gigante com sua música. E o gigante, enfurecido, destrói toda a cidade. Assim, há um ciclo de destruição e construção em que a cidade sempre volta a ser exatamente o que era.
Toda a descrição já deixa claro a referência à teoria de Durkheim. A começar pelo isolamento do intelectual, que contrasta com as outras atividades, que mostra a divisão entre aqueles que pensam e aqueles que executam.
"... o pensamento não pode ser desenvolvido senão isolado do movimento, senão quando o indivíduo se curve sobre si mesmo, desviando-se da ação exterior."( E. Durkheim, Educação e Sociedade, pág. 35)
Nda mais contrário a Marx, que defende a ação do intelectual em sua comunidade, porque, segundo ele, os intelectuais passaram muito tempo pensando, e agora, época em que Marx vive, era preciso agir.
A animação mostra de forma caricata a especialização dos indivíduos. A destruição da cidade dá lugar a uma reconstrução onde todas as especialidades são mantidas tal como eram. Pode-se dizer que as classes sociais se repetem na história, e é o que Durkheim sugere. Para existir sociedade cada indivíduo deve realizar a sua tarefa. O que gera as diferentes classes sociais. Se pensarmos como Durkheim, a educação tem o papel de reproduzir a sociedade na qual está contida. A educação "molda" o homem para a sociedade da sua época, tanto no que diz respeito à classe social a qual pertence, como no que diz respeito a sociedade em que vive. assim, por um lado, a educação é diferenciada de acordo com asa diferrentes classes sociais, e por outro, é igual, no sentido que as diversas classes sociais terão que formar uma unidade para formar o coletivo.
Podemos, aqui, pensar em Weber. Esta repetição ocorrerá, segundo Weber, sempre na dependência dos tipos que tomam as decisões, os indivíduos que peertencem às instituições, pois, no final das contas, são esses indivíduos que irão reproduzir o que está aí. Ou seja, é possível que tal sociedade se repita. Daí porque weber analisa os tipos de indivíduos que exercem dominação sobre os demais. Desse modo, podemos saber qual o tipo de dominação tem maior probabilidade de ser repetida. O interessante em Weber é a ênfase, pelo menos teórica, de mudança da sociedade; o que lembra muito o slogam do Fórum Social Mundial " Um outro mundo é possível".
Ainda pensando em Weber, o conceito de dominação em "The old country" parece estar oculto. a única manifestação desse conceito se dá quando os músicos resolvem mandar aquele que parece ser o mais submisso à ordens verificar o ruído que o gigante está causando. Aquele, então, obedece tal ordem. Observa-se que não há uma dominação burocrática, ou seja, não se trata de leis que deetrminam quem manda e quem obedece, e os limites de quem manda e de quem obedece. Parece uma dominação baseada no carísma, na confiança, mas também no costume, no hábito. Aliás, pode-se se dizer que a sociedade se reestrutura devido a suas personagens manterremn os mesmos hábitos. O que seria uma dominação tradicional. O mesmo tipo de dominação que ocorre em cidades brasileiras em que o poder político, e muitas vezes, também o poder econômico, está calcado num patriarca, que se elege por ser de uma família tradicional da região. No poder, ele emprega seus amigos e parentes, mesmos que estes não tenham as capacidades exigidas pelas funções que vão exercer na gestão pública.
"Dominam as relações do quadro administrativo não o dever ou a disciplina objetivamente ligadas ao gargo mas a fidelidade pessoal do servidor. (Weber, Sociologia, pág.132)
Neste sentido, também podemos analisar a corrupção que veio à tona no governo Lula em 2005. Pois, os mecanismos de corrupção foram perpetrados e mantidos pelo "hábito" e pelo "carisma" de certas "figuras" que chefiam, e guiçá, ainda chefiam a corrupção.
Agora, vamos pensar um pouco em Marx. a animação se contrapõe à teoria marxista. A sociedade de classes é algo transitório, que deve ser superado por uma sociedade sem classes sociais. Talvez, o gigante possa representar a concepção da revolução. O momento em que a propriedade privada é destruída também é o momento em que as condições materiais que causam a diferenciação de classes são destruídas. Outro conceito que a animação revela é o da alienação. este é representado pela própria repetição das atividades que as personagens realizam, pois realizam-nas como se fossem robôs sem a menor noção do que estão fazendo. O homem carregando o cavalo representa a inversão dos papéis, em que o homem se animaliza, e ao se animalizar, não se vê mais como homem, se vê como animal, como robô.
A idéia de repetição nos leva a pensar o conceito de força de trabalho. a força de trabalho precisa ser reproduzida. O homem operário precisa deixar um filho que execute o seu trabalho no momento em que não puder mais trabalhar.
"O homem, como a máquina, se gesta e tem de ser substiuído por outro homem." (Marx e engels, Texto sobre educação e ensino, pág.89)
(Adriano Hannecker)

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