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quarta-feira, maio 31, 2006

Estudo referente ao cap.IV, Casa Grande & Senzala/gilberto Freire

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Educação / Deptº de Estudos Básicos
EDU01159 - História de Educação do Brasil
Prof: Maria Aparecida Bergamaschi
Aluna: Maria José dos Santos Alves
Trabalho referente ao cap. IV, da Obra de Gilberto Freire/ Casa grande & Senzala.


INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo construir as rotas utilizadas no comércio ou tráfico de africanos, vindo para o Brasil, também abordarei o legado cultural, técnico e religioso, que deram origem a formação do povo brasileiro, desmistifiando a grande questão histórica do negro ser simplismente objeto e não sujeito na formação do Brasil.
Historicamente seu legado foi apropriado pelos conquistadores, ocultando da história estudada nas escolas seu verdadeiro valor.
Como fonte de pesquisa, utilizei a obra estigmatizada de Gilberto Freire Casa Grande e Senzala, onde o escritor nos fornece dados valiosos sobre os africanos, salientando que fiz uma peduração de suas analises preconceituosas e tendo consciência, que através desta obra, foi criado o mito da " Democracia Racial". Também como fonte , trabalharei com quatro mapas referente aos séculos XVI,XVII,XVIII E XIX,onde estão localizadas as costas da Africa utilizadas para efetuar o tráfico, cotejando com o mapa da Africa atual.


1) Costa da Mina: (Africa Ocidental-Gana, Togo, Benin, Nigéria e Camarões ) . Desta costa vieram os negros denominados de minos, escravos transportado para Minas Gerais, Gilberto Freire, salienta que as negras minas, eram as preferidas para a união com os brancos. Também foi constatado que neste Estado, era encontrada uma grande populção con traços negróides, devido ao grande número destas uniões. com negras vindas como escravas e depois elevadas a condição "de dona de casa", e uma grande maioria permaneciam como escravas, mas na condiçãode amantes preferidas dos senhores.
Nesta área encontramos os sudaneses oritentais e ocidentais, estes africanos, são bem destacados na obra de Gilberto Freire, pois as influências culturais, técnicas e reliogiosas, foi bem marcante. Os orientais, receberam influêcias da religião maometana, lingua árabe, abundância de animais a serviço do homem, atividade pastorial de panos semelhantes aos berberes. Os ocidentais outra área de interpenetração de culturas, a negra e a maometana, regiões de grandes monarquias ou reinos ( Daomei, Benim, Axanti, Haúça, Bornu, Ioruba); sociedades secreatas de largo e eficente dominio sobre a vida política, agricultura, criação de gado e comércio, notáveis trabalhos artitiscos de pedra, ferro, terracota e tecelagem, fetichismo e maometismo.
Gilberto Freire, destaca que os sudaneses da área ocidental, são senhores de valiosos elementos de cultura material e moral própria, uns e outros adquiridas e assimiladas dos maometanos.
Neste capítulo encontramos referência aos estudos realizados por Nina Rodrigues( iniciador dos estudos , sobre o negro no Brasil),nestes estudos foram destacados a "proeminência intelectual" dos sudaneses, responsabilizando estes, assim como os Iorubas pelos movimentos de 1835 na Bahia e também por outras revoltas das senzalas, destacado deste povo a organização política já adiantada.
Outra região onde ocorria o táfico ou coméricio de africanos foi a região da Alta Guiné ( na atualidade Serra leoa, senegal, Guiné, Guine-Bissau e Gâmbia).

2)Costa de Angola: ( Africa Central e do Sul- Congo, Gabão, Guiné Equtorial e Angola), Costa da Mina(Africa Ocidental), estas costas correspondiam ao comércio e trafico dos Bantus.


CONCLUSÃO


Neste levantamento feito a partir da obra de Gilberto Freire, destaquei os povos Sudaneses, Bantus , Iorubas. Mas Gilberto Freire, faz uma pesquisa aprofundada também com otros povos, que não destaquei em minha pesquisa.
Podemos ter várias "ressalvas" , a obra Casa Grande & Senzala, como destaquei na introdução , a contribuição que esta obra teve , para a construção do mito " da Democracia Racial", existente no Brasil. Mas contextualizando esta obra, destacamos que ela foi feita nos anos 30, podemos olhar aquele momento como um Brasil em processo de industrialização, o nacionalismo, como ordem vigente de um em um País, governado por Getúlio Varga, uma classe dominante onde o desejo de um Brasil, revestido com uma nova roupagem, onde as idéas de eugenia, não eram mais condizente com o momento, onde o negro e o mestiço precisavam ocupar um outro papel dentro deste modelo econômino, a malandragem, a indolência, foram substituido pelo negro e mestiço trabalhador, neste contexto, Roberto Freire contribuiu com a sua obra, exaltando o legado africano,principalmente o maometano, que ocupa um lugar de destaque, neste embalo de "igualdade", "harmonia", entre as raças, ocultando os conflitos existente nas relações raciais.
Como pesquisa histórica, pincelei o que tem de mais valioso neste capítulo,, deixando as análises recheada de preconceito para trás e enfocando , a preciosidade de informação, que o autor nos trás a luz.

1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Não é ROBERTO Freire, e sim Gilberto Freyre.

10:14 AM  

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