Contribuição das negras e negros no Brasil
Quando nos propomos a discutir a contribuição do negro no país, me senti desafiada a escrever uma reflexão, não tão acadêmica e formal, mas quem sabe um desabafo e uma análise da minha história e de minhas origens.
Penso que não podemos apenas colocar o negro como um contribuinte, mas sim como um dos elementos base, para a construção de uma identidade e cultura nacional, independente da etnia de origem.
A contribuição dos negros, acredito que tenha sido fundamental para a construção de um Brasil, mais plural e quem sabe mais respeitoso às diferenças.
Gilberto Freyre nos mostra a contribuição das diversas etnias africanas, no modo de ser das brasileiras e dos brasileiros, tanto no cuidado entre os indivíduos, como na religião, na gastronomia, na dança, na ética, mas principalmente na garra e na capacidade de resistência ao massacre a xenofobia e tantos outros preconceitos e racismos que tivemos que enfrentar.
Apesar de sabermos que o Brasil é um país onde uma parcela significativa da população brasileira é de origem africana, isto é negado e rechaçado. Quando pensamos em contribuição ao país, idealizamos apenas aqueles povos que vieram ?de bom grado? pra cá.
Pensamos na contribuição dos alemães com a cuca, a cerveja e a seriedade na vida e no trabalho, o italiano com sua deliciosa gastronomia, suas vinícolas e seu jeito expansivo de ser, o japonês, com suas belas plantas, seu jeito pacato e introspectivo, mas quando falamos da contribuição negra ao país associamos ao samba, futebol, à marginalidade e a tudo que é não é louvável e nem deve ser pensado enquanto cultural e belo.
Negar que este é um país negro, branco, amarelo, azul, ou seja, híbrido, é negar a nossa história. História essa que é cheia de pré-conceitos e racismos, mas é cheia de lutas e assim construímos uma cultura, bela e admirável, que é constituída por um povo lutador e que não se cansa de lutar e ainda tem dignidade pra sorrir e pra chorar.
O negro não só contribuiu com esse país, o negro fez esse país com seu suor e seu sangue, com seu choro e sua dor, com seu sorriso e seu amor. Repensar e respeitar o papel de cada etnia e cada indivíduo é fundamental para a compreensão da nossa história, ou seja, do que fomos, do que somos e do que seremos.
?Sim, sou um negro de corMeu irmão de minha corO que te peço é luta sim, luta maisE a luta está no fimCada negro que for, mais um negro viráPara lutar com sangue ou nãoCom uma canção também se luta irmãoOuvir minha voz, oh yes, lutar por nósLuta negra de mais é lutar pela pazLuta negra demais para sermos iguais?
Tributo a Martin Luther King
Wilson Simonal
Composição: Wilson Simonal e Nonato Buzar
Autora: Patrícia Ribeiro do Nascimento.
Penso que não podemos apenas colocar o negro como um contribuinte, mas sim como um dos elementos base, para a construção de uma identidade e cultura nacional, independente da etnia de origem.
A contribuição dos negros, acredito que tenha sido fundamental para a construção de um Brasil, mais plural e quem sabe mais respeitoso às diferenças.
Gilberto Freyre nos mostra a contribuição das diversas etnias africanas, no modo de ser das brasileiras e dos brasileiros, tanto no cuidado entre os indivíduos, como na religião, na gastronomia, na dança, na ética, mas principalmente na garra e na capacidade de resistência ao massacre a xenofobia e tantos outros preconceitos e racismos que tivemos que enfrentar.
Apesar de sabermos que o Brasil é um país onde uma parcela significativa da população brasileira é de origem africana, isto é negado e rechaçado. Quando pensamos em contribuição ao país, idealizamos apenas aqueles povos que vieram ?de bom grado? pra cá.
Pensamos na contribuição dos alemães com a cuca, a cerveja e a seriedade na vida e no trabalho, o italiano com sua deliciosa gastronomia, suas vinícolas e seu jeito expansivo de ser, o japonês, com suas belas plantas, seu jeito pacato e introspectivo, mas quando falamos da contribuição negra ao país associamos ao samba, futebol, à marginalidade e a tudo que é não é louvável e nem deve ser pensado enquanto cultural e belo.
Negar que este é um país negro, branco, amarelo, azul, ou seja, híbrido, é negar a nossa história. História essa que é cheia de pré-conceitos e racismos, mas é cheia de lutas e assim construímos uma cultura, bela e admirável, que é constituída por um povo lutador e que não se cansa de lutar e ainda tem dignidade pra sorrir e pra chorar.
O negro não só contribuiu com esse país, o negro fez esse país com seu suor e seu sangue, com seu choro e sua dor, com seu sorriso e seu amor. Repensar e respeitar o papel de cada etnia e cada indivíduo é fundamental para a compreensão da nossa história, ou seja, do que fomos, do que somos e do que seremos.
?Sim, sou um negro de corMeu irmão de minha corO que te peço é luta sim, luta maisE a luta está no fimCada negro que for, mais um negro viráPara lutar com sangue ou nãoCom uma canção também se luta irmãoOuvir minha voz, oh yes, lutar por nósLuta negra de mais é lutar pela pazLuta negra demais para sermos iguais?
Tributo a Martin Luther King
Wilson Simonal
Composição: Wilson Simonal e Nonato Buzar
Autora: Patrícia Ribeiro do Nascimento.

7 Comentários:
Parabéns pelas palavras verdadeiras. O negro não apenas contribuiu para a cultura , o negro é parte desse imenso país. É inacreditável que, em pleno século XXI, ainda exista cota limitada em universidades, enquanto os direito deveriam ser iguais, independente de raça, deficiência ou quaisquer situações. SOMOS TODOS IGUAIS! Elaine dos Santos.
Karine disse...
gostei desse maravilhoso texto,inclusive vou até fazer um trabalho sobre isso.
esse txto e o masimo eu gostei muito porque e imteressante
show de bola esse texto
é tão filé, que ate eu vou usar no meu trabalho
Prezada Patrícia Ribeiro,
Trabalho no setor de pesquisa de textos e imagens da Editora Dimensão, Belo Horizonte. Estamos produzindo a coleção Fazer & Aprender História, de Carla Anastasia e Eduardo França Paiva. Os autores pretendem reproduzir um fragmento do seu texto "Contribuição das negras e negros no Brasil", disponível em http://www.ufrgs.br/tramse/tridi/2006/10/contribuio-das-negras-e-negros-no.html.
Gostria de saber como se dá o processo de autorização. Meu e-mail é pesquisa@editoradimensao.com.br.
Aguardo seu retorno.
Atenciosamente,
Renata Fabreti
Editora Dimensão
Rua Rosinha Sigaud, 201 - Caiçara
Belo Horizonte-MG CEP: 30770-560
Tel: (31) 3527.8000/ Fax: (31) 3411.2427
www.editoradimensao.com.br
Prezada Patrícia Ribeiro,
Trabalho no setor de pesquisa de textos e imagens da Editora Dimensão, Belo Horizonte. Estamos produzindo a coleção Fazer & Aprender História, de Carla Anastasia e Eduardo França Paiva. Os autores pretendem reproduzir um fragmento do seu texto "Contribuição das negras e negros no Brasil", disponível em http://www.ufrgs.br/tramse/tridi/2006/10/contribuio-das-negras-e-negros-no.html.
Gostria de saber como se dá o processo de autorização. Meu e-mail é pesquisa@editoradimensao.com.br.
Aguardo seu retorno.
Atenciosamente,
Renata Fabreti
Editora Dimensão
Rua Rosinha Sigaud, 201 - Caiçara
Belo Horizonte-MG CEP: 30770-560
Tel: (31) 3527.8000/ Fax: (31) 3411.2427
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