Políticas afirmativas
Após a leitura do livro ?casa grande e senzala?, farei meu artigo contemplando a reflexão, com ênfase no capitulo dois, que relata aspectos indígenas.
Os indígenas têm sua cultura diferenciada da nossa (não índia), agora imaginemos a aproximadamente 500 anos, quando o Brasil foi ?descoberto? pelos portugueses.
Como o próprio autor nos conta ouve um grande impacto cultural e social. Cultural porque para os índios era natural da cultura deles andar nus, tomar muitos banhos ao dia e até mesmo pintar os corpos. Entretanto para os portugueses toda essa naturalidade lhes era estranha e até mesmo pecaminosa.
Mas foi destas diferenças que surgiu o brasileiro, um pouco índio, um pouco português.
Ao entrar na escola e estudar o índio o vemos apenas como a raça explorada, ou ainda como aquele garotinho que tradicionalmente pintamos na semana indígena, com uma pena na cabeça e um cocar na cintura (semana esta que não tem a menor significação para o próprio indígena). Esquecemo-nos que este povo nos influenciou com sua cultura e sua maneira de levar a vida.
A mulher teve papel fundamental na formação das pessoas da época do descobrimento, afinal foram elas as responsáveis pela povoação do Brasil, estas tinham filhos tanto com os índios quanto com os portugueses que aqui chegaram e ficaram bastante preocupados em expandir o numero de ocupantes territoriais que ainda era muito pequeno. Os portugueses procriaram com as nativas porque as mulheres ?brancas? só vieram para a América mais tarde e também porque para as índias era natural deitar-se com os homens, sua cultura não condenava esse tipo de atitude, eram poligâmicas. Ter vários companheiros na cultura indígena não queria dizer que a mulher era fácil como nos coloca o autor Gilberto Freyre, que em uma das passagens de seu livro nos diz que as índias eram fáceis e que por qualquer bugiganga que fosse, já estavam de pernas abertas para os portugueses. Achei uma maneira muito infeliz de colocar a sexualidade das índias, talvez uma maneira elitista e católica de ver a situação.
Digo isso porque os jesuítas ao chegarem no Brasil ficaram apavorados com tantos pecados cometidos pelos naturais da terra, então tentaram aprender a língua dos indígenas para aproximar-se destes e fazer com que se convertessem ao catolicismo. Os padres que aqui chegaram impuseram a sua religião não respeitando a crença dos nativos. Além dessa invasão, os jesuítas também impuseram aos indígenas que usassem roupas (era uma maneira de conter os instintos humanos, que eram tão aflorados nos índios), as mulheres das tribos tiveram mais dificuldades de se adaptar aos trajes, pois tinham o habito de tomar muitos banhos (chegavam de 10 a 12) ao dia, e os tecidos acabavam atrapalhando na hora de lavar-se, também levando em consideração que as roupas eram de tecido e as mulheres acabavam por se sentirem sujas.
A educação indígena daquela de 1.500 era feita de forma oral e era passada de geração para geração, as crianças aprendiam as musicas com os mais velhos. Não existia nenhum tipo de escola ou instituição de ensino.
Era papel da mulher educar os filhos, que quando bebês andavam amarados nas mães como cangurus. E depois de maiorzinhos andavam sempre junto de suas mães.
Gilberto Freyre nos coloca ainda no segundo capítulo os indígenas como raça atrasada, isso me despertou indignação, pois chamar os índios de raça atrasada é chamarmos de raça atrasada, afinal com tanta miscigenação biológica e cultural, acabamos por ter um pouquinho de índio dentro de nós, então somos atrasados também ?
Povo atrasado com tanta diversidade de cultura e tantos saberes, como lendas, chás naturais, músicas, respeito à natureza, manejo de florestas, agricultura... ( acho difícil!)
Assim como os indígenas, os negros também foram citados no livro de Freyre, dois povos que foram oprimidos ao longo da história.
Para amenizar esse descaso com o raça negra foi aprovada a lei 10.639 que prevê o ensino da história da África como obrigatório nas escolas. Entretanto sabemos que grande parte das instituições de ensino ainda não se adequaram a lei.
Ensinar aos indivíduos algo além da escravidão, lei importantíssima, porém seria desnecessário se os educadores já tivessem criado a consciência da importância desse povo para a formação brasileira.
Para concluir fica a pergunta: será que terá que ser aprovada uma lei para que o ensino da cultura indígena seja completo?
Cassiana Oliveira da Silva
Os indígenas têm sua cultura diferenciada da nossa (não índia), agora imaginemos a aproximadamente 500 anos, quando o Brasil foi ?descoberto? pelos portugueses.
Como o próprio autor nos conta ouve um grande impacto cultural e social. Cultural porque para os índios era natural da cultura deles andar nus, tomar muitos banhos ao dia e até mesmo pintar os corpos. Entretanto para os portugueses toda essa naturalidade lhes era estranha e até mesmo pecaminosa.
Mas foi destas diferenças que surgiu o brasileiro, um pouco índio, um pouco português.
Ao entrar na escola e estudar o índio o vemos apenas como a raça explorada, ou ainda como aquele garotinho que tradicionalmente pintamos na semana indígena, com uma pena na cabeça e um cocar na cintura (semana esta que não tem a menor significação para o próprio indígena). Esquecemo-nos que este povo nos influenciou com sua cultura e sua maneira de levar a vida.
A mulher teve papel fundamental na formação das pessoas da época do descobrimento, afinal foram elas as responsáveis pela povoação do Brasil, estas tinham filhos tanto com os índios quanto com os portugueses que aqui chegaram e ficaram bastante preocupados em expandir o numero de ocupantes territoriais que ainda era muito pequeno. Os portugueses procriaram com as nativas porque as mulheres ?brancas? só vieram para a América mais tarde e também porque para as índias era natural deitar-se com os homens, sua cultura não condenava esse tipo de atitude, eram poligâmicas. Ter vários companheiros na cultura indígena não queria dizer que a mulher era fácil como nos coloca o autor Gilberto Freyre, que em uma das passagens de seu livro nos diz que as índias eram fáceis e que por qualquer bugiganga que fosse, já estavam de pernas abertas para os portugueses. Achei uma maneira muito infeliz de colocar a sexualidade das índias, talvez uma maneira elitista e católica de ver a situação.
Digo isso porque os jesuítas ao chegarem no Brasil ficaram apavorados com tantos pecados cometidos pelos naturais da terra, então tentaram aprender a língua dos indígenas para aproximar-se destes e fazer com que se convertessem ao catolicismo. Os padres que aqui chegaram impuseram a sua religião não respeitando a crença dos nativos. Além dessa invasão, os jesuítas também impuseram aos indígenas que usassem roupas (era uma maneira de conter os instintos humanos, que eram tão aflorados nos índios), as mulheres das tribos tiveram mais dificuldades de se adaptar aos trajes, pois tinham o habito de tomar muitos banhos (chegavam de 10 a 12) ao dia, e os tecidos acabavam atrapalhando na hora de lavar-se, também levando em consideração que as roupas eram de tecido e as mulheres acabavam por se sentirem sujas.
A educação indígena daquela de 1.500 era feita de forma oral e era passada de geração para geração, as crianças aprendiam as musicas com os mais velhos. Não existia nenhum tipo de escola ou instituição de ensino.
Era papel da mulher educar os filhos, que quando bebês andavam amarados nas mães como cangurus. E depois de maiorzinhos andavam sempre junto de suas mães.
Gilberto Freyre nos coloca ainda no segundo capítulo os indígenas como raça atrasada, isso me despertou indignação, pois chamar os índios de raça atrasada é chamarmos de raça atrasada, afinal com tanta miscigenação biológica e cultural, acabamos por ter um pouquinho de índio dentro de nós, então somos atrasados também ?
Povo atrasado com tanta diversidade de cultura e tantos saberes, como lendas, chás naturais, músicas, respeito à natureza, manejo de florestas, agricultura... ( acho difícil!)
Assim como os indígenas, os negros também foram citados no livro de Freyre, dois povos que foram oprimidos ao longo da história.
Para amenizar esse descaso com o raça negra foi aprovada a lei 10.639 que prevê o ensino da história da África como obrigatório nas escolas. Entretanto sabemos que grande parte das instituições de ensino ainda não se adequaram a lei.
Ensinar aos indivíduos algo além da escravidão, lei importantíssima, porém seria desnecessário se os educadores já tivessem criado a consciência da importância desse povo para a formação brasileira.
Para concluir fica a pergunta: será que terá que ser aprovada uma lei para que o ensino da cultura indígena seja completo?
Cassiana Oliveira da Silva

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