Educação Indígena
Segundo o Censo Escolar, 2005, o número de indígenas matriculados em cursos de educação infantil e nos ensinos fundamental e médio cresceu 17,5% no últimos dois anos.
Abaixo, uma parte da reportagem "Capazes de vencer", da revista Desafios do Desenvolvimento de junho 2006. Beijinho Carolina Soares
"No início de maio, surgiu em São Gabriel da Cachoeira- 858km de Manaus, município com a maior população indígena do país- 76,3% dos 29,9 mil habitantes, segundo o IBGE, prepara a regulamentação de uma lei que estabelece três línguas oficiais, além do português: o nheengatu, o baníua e o tucano. Dicionários, cartilhas e iniciativas como a de São Gabriel da Cachoeira podem ajudar a estancar o processo de morte lingüística, mas nessa batalha são essenciais as pessoas, professores capazes de capturar o interesse das crianças.
A UFMG mantém o curso de formação intercultural de professores que, este ano, promoveu o segundo processo de seleção. Santa Catarina tem mais de 30 escolas indígenas com 2 mil alunos e 140 professores dos povos guarani, xoclengue e caingangue. A Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia (SED) prepara mestres para trabalhar com currículo diferenciado e ministrar aulas em português e na língua nativa de cada turma. Em Goiás foi criada a categoria de Escola Indígena, com educação bilíngüe. Crianças da aldeia Buridina Mahueri, que ocupa um bairro da cidade de Aruanã, aprendem carajá e artesanato, além das disciplinas de currículo comum. Nessa aldeia, há ainda um laboratório de informática onde o idioma é registrado no computador numa fonte especial.
"Os índios têm sede de tecnologia", diz Álvaro Tukano, do Alto Rio Negro. Representantes da Funai, do MEC, da Universidade de Brasília e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia andaram discutindo como atender a essa demanda. Resultado: a implantação de centros de computação em três aldeias tucanas, semente de um corredor digital que deverá brotar no Alto Rio Negro, na fronteira com a Venezuela e a Colômbia, região habitada por 22 povos.
Há mais acontecendo nessa área. O portal Índios Online- rede que envolve as comunidades tupinambá, pataxó-hãhãhãe tumbalalá, da Bahia; xucuru-cariri e cariri-xocó, de Alagoas; e Pancaru, de Pernambuco, em cujas aldeias foram implantados terminais comunitários de computadores ligaos à Internet via satélite- é o resultado de uma iniciativa da ONG Thydewa, de Salvador. A Funasa também anunciou a construção de 200 telecentros em terras indígenas, nos quais os usuários serão instruídos a pesquisar e acompanhar online programas governamentais de seu interesse.
Abaixo, uma parte da reportagem "Capazes de vencer", da revista Desafios do Desenvolvimento de junho 2006. Beijinho Carolina Soares
"No início de maio, surgiu em São Gabriel da Cachoeira- 858km de Manaus, município com a maior população indígena do país- 76,3% dos 29,9 mil habitantes, segundo o IBGE, prepara a regulamentação de uma lei que estabelece três línguas oficiais, além do português: o nheengatu, o baníua e o tucano. Dicionários, cartilhas e iniciativas como a de São Gabriel da Cachoeira podem ajudar a estancar o processo de morte lingüística, mas nessa batalha são essenciais as pessoas, professores capazes de capturar o interesse das crianças.
A UFMG mantém o curso de formação intercultural de professores que, este ano, promoveu o segundo processo de seleção. Santa Catarina tem mais de 30 escolas indígenas com 2 mil alunos e 140 professores dos povos guarani, xoclengue e caingangue. A Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia (SED) prepara mestres para trabalhar com currículo diferenciado e ministrar aulas em português e na língua nativa de cada turma. Em Goiás foi criada a categoria de Escola Indígena, com educação bilíngüe. Crianças da aldeia Buridina Mahueri, que ocupa um bairro da cidade de Aruanã, aprendem carajá e artesanato, além das disciplinas de currículo comum. Nessa aldeia, há ainda um laboratório de informática onde o idioma é registrado no computador numa fonte especial.
"Os índios têm sede de tecnologia", diz Álvaro Tukano, do Alto Rio Negro. Representantes da Funai, do MEC, da Universidade de Brasília e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia andaram discutindo como atender a essa demanda. Resultado: a implantação de centros de computação em três aldeias tucanas, semente de um corredor digital que deverá brotar no Alto Rio Negro, na fronteira com a Venezuela e a Colômbia, região habitada por 22 povos.
Há mais acontecendo nessa área. O portal Índios Online- rede que envolve as comunidades tupinambá, pataxó-hãhãhãe tumbalalá, da Bahia; xucuru-cariri e cariri-xocó, de Alagoas; e Pancaru, de Pernambuco, em cujas aldeias foram implantados terminais comunitários de computadores ligaos à Internet via satélite- é o resultado de uma iniciativa da ONG Thydewa, de Salvador. A Funasa também anunciou a construção de 200 telecentros em terras indígenas, nos quais os usuários serão instruídos a pesquisar e acompanhar online programas governamentais de seu interesse.

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