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quarta-feira, novembro 23, 2005

O que as crianças da periferia de Porto Alegre buscam na escola?

O presente trabalho pretende lançar um olhar sobre o universo formado pela inserção da escola dentro de uma região de exclusão social ? esta ligada tanto ao contexto de sua participação no mercado, quanto em sua identificação como membros da sociedade civil ? tentando identificar o papel simbólico da escola no imaginário das crianças da educação infantil. Este trabalho pretende contribuir no re/pensar do papel desempenhado pela estrutura educacional nas regiões marginalizadas do espaço urbano, levando em conta a tentativa de sua inclusão pelas instituições de ensino, no que diz respeito à possibilidade de inserção destas crianças nas estruturas sociais, em condições de igualdade às demais crianças de outras classes.
Visitamos a Obra Social Santa Luzia, localizada na Vila Farrapos. Fomos recebidos pela diretora Irmã Deonice e pela pedagoga Irmã Maria. Durante as visitas tivemos a oportunidade de conversar com as crianças e com as educadoras da escola. No primeiro momento, ficamos chocados com a realidade que presenciamos, apesar de sabermos da sua existência, saímos procurando saber o porquê da violência ser algo tão ?normal? para aquela comunidade. Através de algumas leituras, tentamos compreender os fatores que levam aquelas pessoas, inclusive, as crianças a pensarem assim.
Um dos fatos mais curiosos foi as respostas dadas pelas crianças quando indagadas sobre o que elas mais gostavam na escola. As respostas foram as mais surpreendentes, alguns diziam que era para comer e outros até para não ser espancado. Algo interessante foi que algumas crianças diziam que não gostavam da escola(referindo-se à escola regular), pois os pais não foram para a escola, então eles não precisavam ir, ali era a creche, por isso eles freqüentavam.
Enfim, o nosso trabalho nos deixou muitas aprendizagens e experiências novas. Aqui está só um trecho de tudo o que ainda iremos apresentar. Aqui pretendemos deixar somente uma primeira visão sobre as nossas reflexões da pesquisa.

A expressão aqui apresentada refere-se à marginalização do espaço urbano em termos de segmentação social geralmente afastada dos centros urbanos por forças das estruturas sociais.


Grupo: Fernanda Calsing, Juliana Silva, Juliana Sombrio, Michelle Azambuja, Priscila Isense e Renato Albuquerque.

6 Comentários:

Blogger Turma disse...

Como faço parte da pesquisa apresentada sobre as crianças na periferia,tive muitas "impressões" novas a respeito do assunto.A maior delas foi de como conhecemos, porém não vivenciamos a realidade por elas relatadas.A violência contra a criança é algo conhecido por nós(membros da sociedade), trabalhado em palestras,salas de aula,pesquisas,imprensa em geral,mas quando chegamos tão perto de uma realidade como essa e assistimos passivamente, isto nos aterrorisa! Nós temos noção dos números de casos de violência doméstica relatados em estatísticas, porém quando estes números se tornam pessoas,crianças,é algo apavorante, difícil de se acreditar.
Juliana Sombrio

11:18 AM  
Blogger Turma disse...

A questão das crianças da periferia é um asssunto que podemos dar "N" enfoques mas o que mais me preocupa é o distanciamento da proposta curricular de muitas escolas da periferia com a realidade de muitas crianças. Como se sabe, muitas crianças ou estão na escola pela falta de alimento e é na escola que elas acabam recebendo, ou também para fugir da realidade de violência diária a que são submetidas. Cabe ao educador, saber dessas necessidades e de alguma forma conseguir ajudar a estas crianças tão sofridas e desamparadas. Caberia ao Estado dar condições mínimas para estas crianças mas o que acontece são medidas paliativas ou simplesmente tirar estas crianças de seus lares por pior que possa ser, para abrigá-las, achando estar fazendo a melhor coisa mas sabe-se que isto não resolve, que nestes abrigos muitas vezes o que acontece é a formação de uma identidade criminosa que vai acabar em alguma FEBEM, presídio ou cemitério e é isto que deve ser combatido, políticas públicas deveriam ser implantadas e realizadas para amenizar este sofrimento. Marco Fröes

11:32 AM  
Blogger Turma disse...

Faço parte desse grupo de pesquisa. Posso dizer que o trabalho foi muito válido, aprendi muitas coisas com as crianças, refleti sobre vários aspectos sobre como se fazer educação hoje, com essa realidade que vivemos e muitas vezes não percebemos, pois não estamos próxima dela no nosso cotidiano. Essa aproximação foi a oportunidade de reflexão que tivemos e acredito que aproveitamos ao máximo. MIchelle Azambuja

11:52 AM  
Blogger Turma disse...

A educação das classes inferiorizadas socialmente sempre foi o meu maior desejo desde quando escolhi a pedagogia. Esse tema, bastante instigante fortaleceu o meu desejo, porque exatamente o que foi relatado pelas gurias é o que me fazia pensar na importância de se estabelecer um vínculo afetivo com as crianças da periferia. A violência doméstica, a carência afetiva e de gêneros de primeira necessidade faz com que essas crianças permaneçam fragilizadas e sintam-se como a "parte isolada" da sociedade. O que senti ao ler este trabalho foi uma vontade ainda maior de estar ao lado dessas crianças e de prová-las que podem sim "voltar" ao centro da sociedade, mas por meio da educação. E isso que me atrai na pedagogia, essa busca constante e interminável de transformar através do educar. Parabéns às gurias, um ótimo tema. Nicole Bertotti

10:24 AM  
Blogger Turma disse...

Faço parte desse grupo e tive um choque muito grande ao me deparar com certas situações. A violência sofrida por aquelas crianças, a violência que elas tinham umas com as outras. Enfim, tudo isso nunca havia sido visto de perto por mim, e foi bom conhecer essa face do ensino, que muitas vezes tem de se desdobrar para dar apoio, seja alimentar ou emocional, áquelas crianças. Fernanda Calsing

7:48 PM  
Blogger Turma disse...

Pois mais que estejamos acostumados a ver dados e notícias que falem a respeito das condições de vida (ou falta de condições) nas periferias, é sempre chocante quando se entra em contato direto com o abandono e a falta de cuidado com que muitas crianças vivem no país. Fica bem mais fácil enteder o porquê de tantas pessoas "perdidas" atualmente. Que tipo de perspectiva de vida tem uma criança que é abandonada ou mal tratada no ambiente em que deveria se sentir mais protegida. A responsabilidade de instuições como a que vocês visitaram é muito grande, pois cabe a elas sugerir e indicar um caminho totalmente diferente do que estas crianças tem acesso na família.
Cláudia Z. P.

3:49 PM  

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