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domingo, maio 08, 2005

Para ajudar na pesquisa...

Seguem algumas "dicas" do Paulo de Salles Oliveira, para realização de pesquisa em Ciências Humanas:

Método indica, portanto, estrada, via de acesso e, simultaneamente, rumo, discernimento de direção. Concluindo, com as palavras de Marilena Chauí, ?methodos significa uma investigação que segue um modo ou uma maneira planejada e determinada para conhecer alguma coisa; procedimento racional para o conhecimento seguindo um percurso fixado? (p.1)

?as ciências humanas tendem a apresentar resultados mais completos e satisfatórios quando trabalham interdisciplinarmente, de modo a abranger múltiplos aspectos simultâneos e sucessivos dos fenômenos estudados? (p.2)

(...) aspectos relevantes: a relação entre o tema de pesquisa e a biografia do pesquisador, a importância de coligir anotações em arquivos, cuidados com o levantamento de dados e a produção de novas fontes, a importância de exercitar a imaginação criadora, a atenção com a linguagem, recusando a afetação e o hermetismo, alem da reabilitação da pesquisa como prática artesanalmente construída. (p. 2-3)

Um cuidado, todavia, parece necessário: a reiteração mecânica da experiência pode levar ao conformismo, à reprodução da mesmice diante de situações completamente diversas. (p.3)
(...) a incorporação da experiência vivida pode conferir alma à pesquisa, mas ceder às verdades cristalizadas, a fórmulas vulgares, a esquemas reducionistas, mesmo que supostamente didáticos, tudo isso pode trazer o resultado inverso, o da mortificação. (p.3)

Importante também é ser criterioso e absolutamente honesto ao coligir ou ao produzir dados, como no caso das entrevistas, por exemplo. Elas não são feitas apenas com bons roteiros, previamente testados e melhorados, mas com atitudes éticas em relação às pessoas pesquisadas. (p.3)

(...) aprimorar a percepção, refinar a sensibilidade, ampliar horizontes de compreensão, comover-se diante de práticas, pequeninas na sua forma, calorosas e desprendidas no seu íntimo. (p.3)

(...) necessidade de o pesquisador se assumir como artesão pertinaz, paciente, atento, sensível e, ao mesmo tempo, despretensioso, zelador do consórcio entre teoria e prática, reservando exemplos probantes a cada movimento importante de sua reflexão. (p.3)

Método envolve, sim, técnicas que devem estar sintonizadas com aquilo que se propõe; mas, além disso, diz respeito a fundamentos e processos, nos quais se apóia a reflexão. (p.4)
Pesquisar se aprende mediante o próprio fazer, enfatizam os especialistas; nada poderia substituir esta prática. (...) ?o melhor aprendizado em pesquisa social é fazê-la?; mas, preferencialmente: ? fazê-la sabendo-se o que se faz?(p.4)

Ordenar as coisas, sistematizá-las, identificar unidade e diversidade, mensurar, decompor o todo em partes, analisar ? eis resumidamente a empreitada que se queria consolidar. (p.4)
Vários são os caminhos possíveis. Um deles está em estudar e refletir acerca das implicações dos fundamentos teórico-metodológicos que empregamos e assumimos para nós como adequados e convenientes. (p.5)

Como aqui se trata de estudar diferentes propostas teórico-metodológicas, fundamentando-se na leitura, intelecção, discussão e elaboração de associações possíveis, dialogando com autores consagrados, ler é o passo inicial. (p.6)

Supõe ultrapassar muitas práticas enviesadas, tais como: ler de modo exterior, sem se importar em distinguir as peculiaridades do texto em si; ler pinçando o que interessa, segundo a conveniência do (muito descuidado) leitor; ler de maneira fragmentaria, sem recompor o encadeamento das idéias pelas quais um autor constrói seu pensar; ler um texto usando lentes e referenciais estranhos ao autor que o concebeu. (p.6)

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