Formas de dominação e trabalho infantil
Nossa aula de terça-feira discutiu as formas de dominação conforme a visão de Max Weber. Estas seriam de três tipos: dominação legal, dominação tradicional e dominação carismática. Nosso exercício de aula consistiu em ler uma reportagem de jornal e descobrir que tipo de dominação se podia perceber na situação retratada.
?Professor australiano defende o trabalho infantil?. O título da reportagem, na contra-mão de todas as campanhas que o governo vem desenvolvendo, ainda não deixa perceber algum tipo de dominação explícita. Lendo a matéria, porém, rapidamente percebemos que as idéias do professor servem para corroborar o tipo tradicional de dominação. Ele é contra a regulamentação de profissões e as restrições ao trabalho de menores. Critica também o estabelecimento de cotas para empregos e diz que os países desenvolvidos estão sendo paternalistas quando exigem das nações em desenvolvimento que não contratem mão-de-obra infantil. Quando defende este liberalismo cruel, que abaliza o trabalho infantil por que ?as crianças ajudam as famílias?, o professor está dando um passo inicial para uma situação que, pela sua constância, tenderá a ser vista como ?normal?, comum na nossa sociedade. E todo o tipo de domínio que se exercer sobre uma mão-de-obra de crianças que deveriam estar na escola e/ou brincando, parecerá perfeitamente justificável quando se resgatar o peso da tradição, do histórico desta injustiça. Talvez o famigerado professor defenda a criação de mecanismos para propiciar também a dominação legal, depois que a dominação tradicional estiver consolidada.
Componentes do grupo: Débora, Lucia, Angélica, Marlene e Telmo
?Professor australiano defende o trabalho infantil?. O título da reportagem, na contra-mão de todas as campanhas que o governo vem desenvolvendo, ainda não deixa perceber algum tipo de dominação explícita. Lendo a matéria, porém, rapidamente percebemos que as idéias do professor servem para corroborar o tipo tradicional de dominação. Ele é contra a regulamentação de profissões e as restrições ao trabalho de menores. Critica também o estabelecimento de cotas para empregos e diz que os países desenvolvidos estão sendo paternalistas quando exigem das nações em desenvolvimento que não contratem mão-de-obra infantil. Quando defende este liberalismo cruel, que abaliza o trabalho infantil por que ?as crianças ajudam as famílias?, o professor está dando um passo inicial para uma situação que, pela sua constância, tenderá a ser vista como ?normal?, comum na nossa sociedade. E todo o tipo de domínio que se exercer sobre uma mão-de-obra de crianças que deveriam estar na escola e/ou brincando, parecerá perfeitamente justificável quando se resgatar o peso da tradição, do histórico desta injustiça. Talvez o famigerado professor defenda a criação de mecanismos para propiciar também a dominação legal, depois que a dominação tradicional estiver consolidada.
Componentes do grupo: Débora, Lucia, Angélica, Marlene e Telmo

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